Heey gente,
como estão? Antes de começar a falar do livro precisava contar o período
pré-leitura. Quando soube que receberia Firelight para resenha fiquei
incrivelmente feliz, mas com aquele pé atrás. Parceria nova, algumas acabam não
enviando livros e “sumindo do mapa” do nada. Então, mesmo feliz estava com um
receio de não receber. Até que no dia seguinte ao comunicado eis que toca o
interfone quando estou me arrumando para a faculdade e o porteiro avisa que tem
algo para mim lá embaixo (já se acostumou! Hahaha). Pensei que poderiam ser n
livros, mas nunca pensei que seria Firelight. Até que abro a embalagem e lá
está ele, lindo e brilhante “olhando para mim”. Nossa, nem acreditei! Um dia
depois e o livro já estava em minhas mãos! (Ponto para a Agir!). Até fiz uma
musiquinha para o momento, mas acho que não preciso “cantá-la” aqui. Hahaha ;x
Então agora
vocês já conhecem a minha empolgação para ler esse livro! Sim, eu estava
simplesmente muito ansiosa para lê-lo. Achei a história interessantíssima e
queria saber como ela havia sido desenvolvida. Fora que sempre amei essa capa e
a Agir fez um ótimo trabalho (Mais pontos), mantendo-a e ainda colocando os
brilhos e a textura diferente nas escamas de Jacinda.
Chega de
falar de empolgação pré-livro e vamos ao que interessa (vocês já devem estar
cansados de ler minhas baboseiras hehe): Firelight.
Firelight
conta a história de Jacinda, uma draki – descendentes de dragões que possuem a
habilidade de se transformar em humanos – que vive com sua mãe e sua irmã dentro
de um clã. Ela é uma cuspidora de fogo – o que é bem raro entre os de sua
espécie –, o que a torna bem popular e consequentemente a prometida ao futuro
alfa do clã, Cassian, para depois de casados poderem gerar novos draki
cuspidores de fogo.
Mas Jacinda
é meio rebelde e acaba se metendo em encrencas, principalmente por gostar muito
da sensação de voar, a liberdade que essa sensação trás. Então sua mãe acaba
tomando a decisão de fugir do clã com suas duas filhas, Jacinda e sua irmã
gêmea Tamra, que nunca incorporou e por isso se sente excluída.
Elas se
mudam para um deserto, e precisam se adaptar à nova vida. Sua mãe e Tamra
conseguem se adaptar facilmente, elas não são draki (na verdade sua mãe era,
mas desistiu disso quando percebeu que Tamra nunca incorporaria), mas para
Jacinda tudo fica cada vez mais complicado, ela não consegue suportar o cheiro
e o barulho que os humanos fazem e só quer voltar para seu lar, seu clã, pois
sabe que se continuar vivendo ali seu draki vai definhar até morrer (o calor e
o clima locais afetam os draki). Mas ela não pode ir, pois se sente egoísta de
querer isso sendo que sua irmã sempre se sentiu deslocada no clã sem nunca ter
reclamado, e agora ela está feliz em seu novo lar conhecendo e fazendo novos
amigos.
Até que Jacinda
conhece Will, um garoto bonito que logo a faz sentir uma atração incrível e
inexplicável. Seu lado draki desperta só por estar na presença de Will, e ela
começa a ter dificuldade em esconder sua forma real. Isso não seria problema se
não fosse por dois motivos. Um: isso é um segredo, ninguém pode saber que os
draki existem e pior, que eles tem a capacidade de ter forma humana. E segundo:
Will na verdade pertence a uma família de caçadores. Caçadores de draki.
Jacinda fica
naquele impasse: Ficar com Will e deixar seu lado draki vivo mesmo que sua
família possa matá-la a qualquer momento, ou se afasta de Will e permite sua
essência draki morrer?
O livro já
começa muito bom, nos fazendo prender o ar. Depois vamos descobrindo tudo sobre
Jacinda e os draki, sua adaptação na sua nova cidade, com seus novos amigos e
sem poder mostrar para todos sua forma draki. Acho que Sophie conseguiu o tom
certo para Jacinda e para o desenvolvimento da história, os personagens são
incríveis e mantiveram sua essência desde o começo até o final. Também achei
que o livro tem um ritmo ótimo, que não me cansou nem um pouco e deixou com
vontade de ler cada vez mais, a história fluiu bem.
Mas claro,
teve coisa que não gostei. A mãe de Jacinda ter escolhido ir ao deserto para
que o draki da filha morresse é uma delas, sei que ela poderia querer ajudar a
filha, mas obrigá-la a destruir uma parte importante e real para ela? Acho que
uma mãe não faria isso com a filha, esse sofrimento desnecessário.
Também teve
algumas horas que parecia que Jacinda só sabia reclamar. Mas não a julgo por
isso, ela estava triste e em dúvida sobre qual o próximo passo deveria fazer
para modificar isso, até porque ela não sabia de muitas coisas que poderiam
mudar a decisão dela. Mas todo mundo é assim, vive se questionando sobre o que
deve ou não ser feito, e como estamos vendo a história pelos olhos de Jacinda
acredito que nos faz entender todas as suas ações.
O conflito
interno para resolver se deveria ou não ficar com Will é aquele típico conflito
que muitas adolescentes passaram em sua vida, claro que não exatamente igual
porque não somos draki, mas decidir se o garoto misterioso que poderia nos
fazer mal vale a pena ou não é uma coisa a se pensar, torna tudo mais real.
Inclusive foi realmente muito bom entender o motivo de Will e Jacinda terem
aquela ligação tão forte, mostrando que não era algo totalmente aleatório, mas
ainda fiquei na expectativa de saber mais sobre isso. Me apaixonei por Will,
sério. Achei ele um amor, fofo e tudo de bom! hehe
É impressionante
ver como duas irmãs gêmeas são tão diferentes entre si, pois estamos mais
acostumados a ver gêmeas parecidas do que tão opostas, e achei interessante
abordar isso de outra forma.
Mas os
pequenos erros e coisas que não concordei ou não gostei, não fizeram diminuir
nem um pouco o resultado total do livro, eu realmente achei ele demais, e vou
dar as cinco casinhas.
Ah, e o
final?! Simplesmente a-d-o-r-e-i! Quero muito saber tudo que vai acontecer a
partir daí e como todo o resto vai ser desenvolvido.
Bom, vi
muitas críticas negativas desse livro, outras muitas positivas. Só acredito que
cada um deve julgar algo por si próprio depois de experimentar, no caso depois
de ler. Eu particularmente amei esse livro, sei que muitas outras pessoas
também vão amar, agora outras vão simplesmente odiar. Mas gosto é gosto e cada
um tem o seu, mas se eu puder dar uma dica: leia.
Preciso
repetir que amei e acrescentar que estou super ansiosa pela continuação,
Vanish? Só tem um problema: o lançamento ocorre no dia 6 de setembro. Nos EUA.
Ou seja, até sair no Brasil ainda falta uma eternidade. Como vou fazer para
ficar sem a continuação do que acontece com Jacinda e Will? Bom, o que resta
agora é esperar e torcer para que Vanish seja tão bom ou melhor até do que
Firelight. E aguentar a ansiedade, o que é meio difícil! ;~ hahaha
Avaliação