Mostrando postagens com marcador Clichê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clichê. Mostrar todas as postagens

Inversos - Clichê #02 - Carol Dias

Carter Manning é tudo o que se poderia esperar dele; irresponsável, mulherengo, esbanjador, arrogante e não liga para muita coisa além de si próprio e sua música. Ele é um ótimo e famoso cantor, que está nos topos das paradas e usa sua fama muito bem. E é Bruna, sua assistente pessoal, que sempre tem que lidar com tudo o que envolve ele, livrando-o, muitas vezes, dos problemas que arranja.
Mas parece que o universo acha que está na hora de fazê-lo mudar de vida. Quando menos espera, duas crianças pequenas são deixadas em sua casa com uma carta dizendo que são suas filhas e que está na hora de Carter cuidar delas e se tornar um pai. Primeiramente, ele não sabe muito como agir e continua sendo o mesmo inconsequente de sempre.
Mas as pequenas Sam e Soph, juntamente com Bruna, vão mostrar para Carter que ele pode ser muito mais do que acredita e vão ajudá-lo a mudar e amadurecer. E ele passa a perceber que talvez seja muito mais do que apenas seu grande ego. E se no meio de caminho ele também perceber que seu coração é de uma certa pessoa, terá coragem de seguir em frente e fazer de tudo para conquistá-la, mesmo depois de ter errado tantas vezes?
A escritora nacional, Carol Dias, está de parabéns por esse livro adorável e sua narrativa envolvente e fluida. Com certeza vou querer ler mais obras de sua autoria e já estou torcendo para que a Ler Editorial publique mais trabalhos dela. Quem sabe mais volumes para esta série? Adoro quando tenho a oportunidade de prestigiar talentos brasileiros.
Gostei muito mesmo da Bruna, que é uma mulher forte, independente, divertida, decidida, amorosa e inteligente. Pudemos conhecer essa história sob seu ponto de vista em primeira pessoa, e adorei conhecê-la e ver que tinha muita paciência para lidar com alguém tão difícil quanto Carter muito bem. E curti mais ainda ver que ela tentou pelo menos esperar um pouco antes de lhe dar uma nova chance, sem aceitá-lo no mesmo segundo em que ele pediu uma nova oportunidade. Isso me fez admirar ainda mais a personagem, já que não são todas que conseguem resistir a um homem tão bonito, sexy e charmoso. Pontos positivos para nossa protagonista.
Na verdade, até a metade do livro eu não suportava o Carter. Ele era mulherengo e ia para cama com todas as babás, e isso me irritava muito, MUITO mesmo. Parecia uma criança mimada que não consegue receber um aviso para não fazer algo que fica querendo desafiar a pessoa e faz mesmo. Fora a falta de respeito que tinha com as próprias filhas, duas crianças pequenas de três anos de idade, que eram mais responsáveis que ele. Ele é adulto e tinha duas garotinhas sob sua responsabilidade, que, inclusive estavam sob o mesmo teto – as vezes apenas no quarto ao lado dentro do ônibus de turnê, e podiam flagrá-lo fazendo sexo com uma mulher a cada dia, ainda mais sendo as próprias babás delas! Isso era extremamente difícil de aceitar. Que pelo menos arrumasse uma mulher de fora, longe daquele espaço! Só de me lembrar dessas situações me vejo com raiva.
Depois que ele melhorou, até passei a gostar mais do personagem, mas ainda não pude ficar completamente apaixonada pelo mesmo por conta dessas coisas que fazia antes. Porém, não podemos negar a sintonia que ele e Bruna possuem entre si, já que estão sempre se ajudando, se apoiando e brincando um com o outro. Além disso, a química é evidente e nos faz desejar que fiquem juntos o quanto antes.
Também achei ótima as interações dos dois e como Bruna conseguia impulsioná-lo a tentar ser e agir de uma forma diferente e ganhar mais responsabilidades. E como ele se importava com ela e queria sempre o seu bem. O casal foi fofo e a construção do romance aconteceu aos poucos, do jeito que gosto. Quando o Carter deixou de ser aquele ser irritante e amadureceu, se tornou um doce, além de romântico e carinhoso. O relacionamento dos dois acabou se tornando bem fofo.


Clichê - Clichê #01 - Carol Dias

Sempre gostei bastante de ler livros nacionais, pois acho que muitos autores brasileiros têm histórias incríveis e que deveriam ser conhecidas por todos. Quem sabe um dia a gente não consegue ter quase todos os nossos escritores traduzidos para outras línguas? Então, quando li a sinopse de “Clichê”, fiquei encantada com a história, que me parecia ser um romance adorável, digno de filme. E, assim que me foi possível, comecei a leitura. Agora, venho compartilhar com vocês tudo o que achei dessa obra escrita pela brasileira Carol Dias e publicada pela Ler Editorial.
Neste volume conhecemos Marina, uma brasileira que tem dupla graduação em uma das melhores faculdades públicas do Rio de Janeiro, e que vai morar nos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Mas como as coisas estão difíceis, ela acaba aceitando um emprego de babá na mansão da família Manning em Nova York, já que Killian Manning, o dono da casa, perdeu sua esposa há apenas três meses, e agora quer ajuda com os seus dois filhos Dorian, de 7 anos, e Alison, de 4, para que eles consigam passar por esse momento tão turbulento com alguma distração, para que sintam menos a perda.
É assim que nossa protagonista conhece Killian, seu chefe maravilhoso, que além de rico e lindo, consegue ser um cara normal, bastante educado e que logo desperta diversos tipos de sentimentos em Marina. Vemos, então, como surge a relação entre esses dois, e como, aos poucos, ela vai vencendo as barreiras que surgem em sua vida, principalmente na questão das crianças, já que, apesar de Alison ter aceitado super bem a sua presença, o seu irmão Dorian encontrou certa dificuldade, pois não queria ver outra mulher assumindo o lugar de sua mãe.
A narrativa é dividida entre o presente e o passado pelo ponto de vista de Marina e Killian. Marina narra os acontecimentos do presente, já Killian, nos apresenta o seu passado, mostrando com ele conheceu a esposa, o nascimento dos filhos, quando ele ficou sabendo do trágico acidente de sua mulher, até mesmo o que o levou a contratar Marina.
A capa é graciosa e tem tudo a ver com o enredo. Além do mais, eu adoro as cores utilizadas nela. A diagramação está bem confortável para uma leitura agradável devido ao tamanho da fonte, e ainda possui detalhes gráficos adoráveis: no começo de cada capítulo há alguns coraçõezinhos em escala de cinza e na divisão dentro dos capítulos um coração em preto. As páginas são amarelas.
Este é daquele tipo de livro que consegue nos prender do início ao fim com uma narrativa rápida e despretensiosa, além de ser bem humorada e ter personagens pelos quais ficamos torcendo bastante.
Gostei muito de acompanhar o casal da história, e para quem achou que as cenas iriam ser mais quentes, esse livro não contém esse tipo de cena, sendo um volume bem estilo filme de sessão da tarde mesmo, que mostra como duas pessoas bem diferentes acabam se revelando aquelas que têm tudo em comum, através de uma leitura bem agradável. Recomendo “Clichê” para todo mundo que curte histórias fofas.
Avaliação