Em “Anjos
Sentinelas” conhecemos Ellie, uma
jovem que não consegue trocar mais do que duas palavras com pessoas do sexo
masculino até que conhece o charmoso, bonito e popular Michael, um garoto que
acaba de ser transferido de outro estado e que automaticamente já é um dos
queridinhos e, consequentemente, desejado por várias meninas do colégio. Mas que
logo se interessa pela nossa protagonista, que acaba sentindo algo por ele
também.
Só que ele
conta a ela que ambos já se conheciam – mesmo que Ellie não consiga se lembrar
disso de maneira nenhuma – e Michael quer provar que fala a verdade.
Michael também parece saber muitas outras coisas sobre Ellie [coisas essas que nem ela própria sabia até o momento], como o fato de que um sonho recorrente, em que ela voa pela cidade durante a noite, na verdade não é um sonho, é real.
Além do
poder de voar eles podem, ao tocar nas pessoas, “reviver” momentos/lembranças
delas. E descobrem que ao consumir o sangue da pessoa em questão, essas
lembranças ficam ainda mais fortes.
Agora, juntos, eles querem descobrir o que são e precisam entender a verdade sobre suas origens. E quando a resposta vem à tona, eles vão ter que escolher em qual dos lados pretendem se aliar.
Infelizmente
é difícil fazer uma resenha negativa de um livro, principalmente quando
tínhamos uma certa expectativa com o enredo. Mas preciso dizer o que sinto e
nesse caso não foi algo muito agradável.
O livro não é de todo ruim, tem inclusive alguns
Não estou
aqui para julgar o modo como alguém escreve ou o que deveria ser feito para
mudar algo em sua história, nem nada do tipo, mas do jeito que a história se
desenrolou não conseguiu me convencer em nada, não me animou e eu acabei lendo de
um jeito forçado. Foi uma leitura arrastada da primeira até a última folha. É
claro que gosto é gosto e pode ter gente que vai simplesmente amar o livro.
Algumas explicações [como a de beber sangue à la vampiros] foram absurdas demais para prender minha atenção, pelo menos em meu ponto de vista, e olha que os livros podem e conseguem viajar para ideias totalmente loucas e inusitadas. Algumas dão certo, outras, como foi nesse caso, não.
A personagem
principal, Ellie, passou por algumas situações que foram muito mal
desenvolvidas. Queria exemplificar, mas infelizmente não posso [apesar de
querer muito compartilhar minha indignação], pois seria spoiler. Também não consegui
concordar com várias – se não todas – as ações dela e acho que ela acreditava
nas pessoas, inclusive as que acabaram de traí-la, de uma maneira muito rápida.
Sua história ficou muito mal resolvida, e as explicações eram chatas, fiquei
tentada a pular as páginas várias vezes, mas não fiz isso, queria ler até o
final.
Não me interessei pelo casal, inclusive porque Michael é um babaca em algumas partes, então não teve torcida nenhuma para que eles ficassem juntos.
Os
esclarecimentos sobre as origens de Ellie e Michael foram, sob meu ponto de
vista, apenas curiosos – e nada mais do que isso – já que foi um tanto
exaustivo ler essas partes.
Algumas pessoas devem estar se perguntando: Mas se você não gostou mesmo do livro, qual o motivo de ter dado uma casinha [regular] ao invés de uma casinha cortada [péssimo]? Porque teve alguns momentos do livro [poucos, confesso], que eu gostei de alguma coisa que aconteceu, ou que eu pensava: Ah, agora vai melhorar. Fora que eu consegui terminar de ler até o final, então acho que valia uma casinha.
E, apesar de
tudo, tenho que parabenizar o trabalho gráfico da editora Rai, gostei bastante
da diagramação do livro, dos detalhes em forma de asa no começo de cada capítulo,
e da capa, que eles mantiveram igual à original.
Para concluir, não recomendo o livro. Não achei suficientemente bom para indicar a vocês, mas volto a afirmar: gosto é gosto e mesmo que eu não tenha gostado você pode achá-lo interessante. Então ponha sua conta em risco, se gostar da sinopse e tiver vontade de ler, quem sabe você não gosta?
Avaliação











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