No primeiro
livro da série “As Bem Resolvidas (?)”, conhecemos as três melhores amigas, que
também são as protagonistas da trama, Isa, Alê e Chris, assim como alguns
outros personagens muito importantes para o desenrolar da história, entre eles
Rogério, o tímido e novato no colégio, PH, o namorado de Alê, com quem tem um
relacionamento de idas e vindas e Bu Campello, uma patricinha metida que não
suporta as personagens principais e vai fazer de tudo para atrapalhar a vida
delas.
Isa, Alê e
Chris são lindas, ricas e populares, frequentam os lugares mais badalados do
Rio de Janeiro e estão sempre em festas e lugares da moda. Em “Quem manda aqui
sou eu!” nós podemos acompanhar suas vidas de perto, no meio de uma vida social
bem agitada, cheia de confusões, muito drama, romance e intrigas.
Gostei muito
da narrativa do autor, ele conseguiu entrar no universo feminino de
adolescentes brasileiras de uma maneira tão real, que é como se eu estivesse
relembrando essa época da minha vida, tirando os lugares caros e todo o
dinheiro que os personagens têm (quem dera eu! Hahaha).
A narrativa
é em terceira pessoa e acompanha um pouco de cada uma das três personagens, apresenta
uma linguagem descontraída da forma que os adolescentes costumam falar e cheia
de diálogos, deixando a leitura mais rápida. Além disso, esse livro tem apenas
196 páginas e a narrativa é tão fluida que quando você percebe já terminou a
leitura.
O cenário é
muito legal, já que a trama se passa na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro,
então o leitor que mora aqui, ou pelo menos já passou para visitar, se sente
ainda mais próximo, inclusive porque conhecemos alguns dos locais pelos quais
as personagens passam.
A protagonista
com quem mais me identifiquei foi a Isa, por ser romântica e tímida (em algumas
situações parecia que era eu que estava falando ou fazendo aquelas coisas
alguns anos atrás), mas adorei todas as três e a amizade entre elas. Inclusive
gostei demais de alguns personagens secundários que aparecem na trama,
principalmente o Rogério, um aluno novo no colégio, e o Lô, um garçom amigo
delas muito engraçado.
Me diverti
bastante com as confusões e dramas adolescentes que as três vivenciaram e
gostei do modo como lidam (porque isso ainda não acabou) com o bullying que enfrentam no colégio, já
que elas não se deixam intimidar e procuram virar o jogo para não ficarem
sofrendo por causa de provocações gratuitas da “popular” e intimidante Bu
Campello. Claro que depois das situações que passaram muita coisa ainda vai vir
por aí nos próximos volumes e estou curiosa para ler as continuações da série
para saber o que vai acontecer.
O segundo
volume dessa série, “Amiga Não Fura Olho”, tem previsão de lançamento para o começo
do segundo semestre de 2013. O que eu achei bem legal é que, para essa
continuação, teve um concurso cultural pela revista Capricho para escolher uma
menina que vai ser fotografada para a capa, então estou muito animada para ver
como vai ficar.
Uma coisa
que eu achei bem interessante é que parece ter um ar meio Gossip Girl, não a história em si, até porque não existe nenhum
blog de fofocas aqui, muito menos nossas protagonistas agem como os da obra de
Cecily, mas a parte de serem adolescentes ricas, que frequentam lugares da
moda, e o final do livro, onde Matta deixa algumas perguntas que resumem alguns
dos acontecimentos desse volume e já preparam o leitor para o próximo, instigando
ainda mais nossa curiosidade (existe algo assim no final dos livros de GG).
O que só fez
aumentar minha admiração pelo autor é que, além de ele ser homem e adulto,
geralmente escreve livros voltados para um outro público, já que a maioria de
suas obras são thrillers, e grande parte deles voltado para um público mais adulto,
e mesmo assim ele soube escrever uma história de chick-lit adolescente muito
bem construída e bem próxima à realidade. E é ótimo ver quando um escritor sai
de sua “zona de conforto” e consegue, ainda assim, escrever algo com maestria.
Sobre a
parte gráfica, não é que eu não tenha gostado da capa, acho a ideia muito
legal, mas as fotos, roupas e cenários podem não transmitir a história tão bem
assim, já que além das personagens parecerem mais velhas, dá a impressão de ser
algo mais antigo, como dos anos 80 ou 90, como se a história passasse nesse período,
ou o livro tivesse sido lançado nessa época e não agora, em 2011. E pode ter
leitor que não vá se sentir atraído ao vê-la exposta em alguma livraria,
principalmente o público alvo a que essa obra se destina, então se eu pudesse
dar uma dica ao autor é que refizesse o trabalho gráfico da capa, com uma
reedição com um ar mais jovem e que chame mais a atenção dos leitores. Já a
diagramação está ótima, fonte em um tamanho confortável para a leitura, em cada
início de capítulo há um desenho de um sapato de salto e as páginas são
amareladas.
Com certeza
indico a obra para todas as pessoas que gostam de acompanhar uma divertida
história adolescente, com direito a amizade e amores, mas também a coisas não
tão agradáveis assim, como bullying,
mas tudo escrito de uma forma bem leve, natural e gostosa de acompanhar, que
deixa o leitor na expectativa do que vai acontecer em seguida. E também para
todos que adoram admirar e sentir orgulho de uma ótima obra de um autor
nacional.
Avaliação
Promoção Relâmpago
Vamos sortear um kit com 10 marcadores sortidos para uma das pessoas que comentarem nessa resenha.
Regra:
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