
Bom, quando falamos com a Christine ela foi um amor
de pessoa e nos enviou esse livro de uma Nova York nevando. Nossa que sonho,
né?! Bom, mas vamos ao que interessa que é falar um pouquinho do livro.
Quando eu peguei para ler Ten Cents a
Dance, fiquei um pouco receosa por se tratar de uma história que se passa no
inicio da década de 40 e também por falar um pouco sobre a Segunda Guerra
Mundial, assuntos que não fazem muito o meu estilo de leitura, mas como eu já
havia lido a sinopse do livro no site da autora fiquei interessada em conhecer
um pouco mais dessa história que realmente parecia ter uma mensagem, como posso
dizer, passar uma lição de vida, ou algo do tipo, e não me enganei nem um
pouco, já que ele realmente “toca” a gente.
O livro conta a história de Ruby, uma
garota de apenas 15 anos que se vê obrigada a largar a escola para trabalhar e
ajudar em casa já que seu pai morreu e sua mãe se encontra doente e não arruma
mais um emprego. Então, com as responsabilidades de uma adulta, ela fica
trabalhando em uma fábrica de embalagem de carne onde recebe tão pouco que mal
dá para comprar comida. Mas tudo muda quando ela conhece Paulie Suelze, um tipo
bad boy sexy daqueles que as meninas se apaixonam, que vendo Ruby , uma menina
jovem e de boa aparência, a indica para trabalhar em um clube de dança como
taxi-dancer pela quantia de 10 cents por dança (eu sei que pode parecer pouco
dinheiro atualmente, mas para época era uma boa grana).
Logo, Ruby é paga para dançar com
homens solitários e começa a viver uma vida dupla de filha obediente em casa e
glamourosa taxi-dancer no trabalho. E, apesar de não se prostituir ela começa
aceitar “presentes” desses homens, porém o que ela não percebeu é que esses
homens queriam algo em troca além da dança.
E como eu citei em cima, a mãe de Ruby
não sabe do trabalho da filha (ela pensa que a filha é uma operadora de
telefone), e é muito severa com a Ruby (acho que por se passar na década de 40
as mães “prendiam mais os filhos”).
Nesse livro vemos a protagonista
crescer diante de nossos olhos, sendo uma menina que passa por vários problemas
e se vê enfrentando diversas situações, eu diria que é um livro sobre uma menina
que cresce depressa demais, tendo que fazer escolhas cedo e se apaixonando por
quem não deve. Ahh, além da guerra o livro também aborda temas como racismo,
claramente encontrado no EUA nessa época.
Eu recomendo esse livro a todos mesmo.
Acho que quem ler vai acabar gostando da história. E sobre a capa eu realmente
acho ela bem bonita e que tem tudo haver com a história.
E uma curiosidade é que a história do
livro foi inspirada na tia-avó da Christine Fletcher que foi uma taxi-dancer
nos anos 30 e fez um grande esforço para esconder sua vida de sua família.
Gostaria de agradecer à autora,
Christine Fletcher por ter nos cedido algumas cópias de seu livro para resenha.
Avaliação









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