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In our Living Room – Wilgner Murillo



Oi gente! Como estão? Hoje, na coluna In Our Living Room, o entrevistado é um novo autor, tanto em idade quanto em experiência, que está dando o que falar: Wilgner Murillo Santos, que é uma simpatia em pessoa! Sua obra “Dona Teresina E Sua Vizinhança”, já tem resenha aqui no blog, confiram.
WilgnerMurillo Santos nasceu em 1993 na Bahia. Atualmente está graduando em Letras pela UNEB, é blogueiro e atualiza com frequência o blog – http://escritor-wms.blogspot.com –, onde vários de seus textos argumentativos, resenhas, conteúdo de mídia, poemas e contos de sua autoria, que são publicados com muito esmero no Blog do Escritor.
Para mais informações, basta acessar:
Redes Sociais:
Twitter: @wms_escritor
E-mail: wilgnermurillo@gmail.com

Blogs:

Skoob:
Livro no skoob: Simplesmente Conto
Livro no skoob: Juventude Engarrafada
Livro no skoob: Dona Teresina e sua Vizinhança - Compre AQUI

1) Fale um pouco sobre você.
Nasci em 1993 na cidade de Barra, na Bahia. Sempre fui um garoto sonhador, mas que não gostava muito de ler, gostava mesmo era de desenhar e de perambular pela casa de amigos e primos. Contudo, uma escoliose lombar me tirou a liberdade para passear por dois longos anos. E, como nada é por acaso, encontrei refúgio no mundo da literatura, minhas criações e invenções imaginárias começaram a ganhar vida em folhas de papel. Sou autor de Dona Teresina e sua Vizinhança — O exagero agora tem nome, blogueiro no “Blog do Escritor”, jovem de 18 anos, universitário, extrovertido, criativo e crítico. Fissurado em livros, filmes, anime, chocolate, facebook e twitter. E, como costumo dizer para o passarinho azul (risos): sou contista, romancista, ficcionista, futurista, roteirista...
2) Quais livros você escreveu que já foram lançados? Tem algum em andamento?
Bem, Simplesmente Conto - Vol.I (livreto de contos) foi uma produção independente, com o intuito de mostrar aos leitores as diversas formas e estilos da minha escrita em que posso entreter, tanto no humor como no terror, romance e suspense. Participei do II Xirê das Letras, congresso internacional, e apresentei o livreto a todos os presentes. Agora, "Dona Teresina e sua Vizinhança" foi um dos meus primeiros trabalhos a ser publicado por uma editora,a Multifoco. Escrito numa linguagem simples e bem humorada, a obra conta a vida e as peripécias de uma louca mulher que não leva desaforo pra casa. Nisso, resolvi cair na linha “best-seller” da literatura e escrevi meu primeiro romance [JUVENTUDE ENGARRAFADA**] e espero que ele seja publicado ainda esse ano. Oh, sim, também tenho dois novos projetos em andamento, mas ainda não posso falar sobre eles com mais detalhes. Deixarei vocês na curiosidade!;)

**Atualização: O livro "Juventude Engarrafada" já foi publicado pela Editora Multifoco, quem quiser conferir é só clicar AQUI.
3) Qual foi sua reação ao ter em mãos seu primeiro livro finalmente publicado?
Acho que entrei num estado de loucura passional (risos). Quando o livro ficou pronto peguei "Dona Teresina e sua Vizinhança" nas mãos e fiquei olhando por longos segundos, depois analisei a capa, cheirei as folhas do livro. Fiquei mais alguns minutos olhando o livro. Aí fui ler a história... (e como todo escritor depois de um livro publicado) deu vontade de acrescentar mais alguma coisa ao livro, tipo mais algumas situações insanas, alguns trajes exageradamente berrantes, contudo, vi que já estava bom, não havia mais necessidade de prolongar a história mais ainda, tudo que tinha que ser escrito foi escrito, o resto dos acontecimentos futuros o leitor tem todo o direito e dever de imaginar. E fechando o livro, pensei: "Então é isso... a história de Dona Teresina está contada!". Fiquei feliz, muito feliz. Sim, eu sei, foi paixão a primeira vista (risos). 
4) De onde surgiu a ideia para escrever uma história como "Dona Teresina e sua Vizinhança"? O que te inspirou?
Acredito que foi logo depois de um trabalho no colégio, onde eu tive que escrever um texto narrativo que, diga-se de passagem, ficara muito bom. Acho que foi nesse momento que a história começou a surgir. Alguns amigos disseram: “Nossa, você deveria escrever um livro!” Então mãos a obra. Escrevi a história de Dona Teresina em um mês. E a grande pergunta da história, que todos me fazem quando adquirem o livro é: "quem é ela (Dona Teresina)?" ... Enfim, a indagação sempre é respondida com a leitura do livro. Confesso que, por se tratar de um livro sobre vizinhança, tive que me inspirar na minha própria vizinhança e no comportamento de determinados vizinhos em outras vizinhanças pela minha cidade natal. A história possibilita que o leitor encontre semelhanças entre os personagens e seus próprios vizinhos. "Dona Teresina e sua Vizinhança" é uma história totalmente diferente de outras já lidas ou folheadas. Muitos podem até insinuar que o enredo descrito nessas páginas é fictício antes mesmo de chegar à última página, contudo, nunca é bom tomar atitudes precipitadas, pois em todo lugar existe uma "Dona Teresina". Ela pode ser sua vizinha e você nem sabe ;)
5) O que você acredita que seja o mais importante na hora de escrever uma obra?
Estar preparado para inovar, arriscar e persistir. É muito importante ter liberdade na escrita para se escrever uma boa obra. Não é só porque estamos na “época dos vampiros”, que todo mundo tem que escrever sobre vampiros, é desta liberdade que eu estou falando, ou seja, liberdade tanto no assunto quanto no enredo, gêneros e gostos a parte. A verdade é que sempre haverá um assíduo leitor para um bom livro.
6) Você costuma ouvir música na hora de escrever? Quais são seus estilos musicais favoritos?
Na hora não, escuto música antes de escrever. E quando estou relaxado: "mãos ao teclado!" (risos). Gosto muito da Pitty, MPB... O que tiver uma letra inspiradora, eu estou ouvindo.
7) O que você pensa sobre o atual mercado editorial?
Resumindo minha opinião: O mercado editorial brasileiro é um "bicho-de-sete-cabeças". Mas, felizmente, aos poucos, está melhorando.
8) O que você acredita que falta para a literatura nacional ter mais destaque?
Valorização e um espaço digno nos holofotes! Já perceberam que quando estamos fora da época da bienal, raramente vemos na TV alguma coisa sobre livros e afins? Pois então, o que motiva a continuação de um trabalho é o reconhecimento do mesmo. Eu digo sempre nas entrevistas de rádio e em conversas entre amigos que não adianta oferecer cultura para quem não sabe o que é cultura; o mesmo equivale-se para a situação de que não adianta haver uma biblioteca se as pessoas que a frequentam não sabem o que é um livro. É perceptível que o problema não está na literatura nacional e sim naquelas pessoas que vêem a literatura nacional representada apenas pelos autores arcaicos do século XVIII. Grande parte dos brasileiros mantém na cabeça a ideia, muitas vezes introduzida pelas aulas de Português nas escolas, de que a ‘literatura brasileira’ se resume em Machado de Assis, José de Alencar, entre outros. É preciso abrir a mente para os novos autores da literatura nacional, há muito gente de talento por aí e que merece ser valorizada, bastando ao leitor apenas procurar.  
9) O que você espera para este ano? Quais são suas metas?
Vou continuar escrevendo. E espero que esse ano possa haver mais um livro meu publicado para entreter a mente dos leitores... mas, se não for publicado este ano, em breve será.
10) Gostaria de deixar uma mensagem para os revolucionários leitores e/ou futuros escritores?
Pois bem, chegou ao fim né... Primeiramente agradeço aos blogs Revolucionando Geral e House Of Chick pelas ótimas indagações nesta entrevista e quero pedir aos blogueiros, internautas e a todos os participantes de redes sociais que valorizem sempre a literatura nacional. Pois, escritor não vive sem leitor e vice-versa. Bem, se você quer ser escritor, não enfraqueça perante os obstáculos e, digo por experiência própria, que serão muitos. Acredite sempre em você e no seu talento. Mandou seu original para uma editora e ela disse “não”? Mande pra outra, outra e outra, até conseguir um “sim”. Um escritor é concebido por ideias, persistência, carisma e disciplina.


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