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A Última Princesa – Galaxy Craze


“A Última Princesa” nos apresenta a família real da Inglaterra alguns anos no futuro, quando o mundo acaba de passar por vários desastres naturais em um período denominado Dezessete Dias, e está tudo destruído, sem muitos recursos, sem energia elétrica, com comida escassa, muita miséria e canibais (sim, eles existem apesar de não terem aparecido muito na história). Além disso, o céu não é mais o mesmo, tudo é muito sombrio e o sol raramente brilha.
 O país acabou sendo isolado do resto do mundo, se é que ainda existe algum sobrevivente em outro local, já que eles não conseguem entrar em contato com ninguém mais e não podem ficar gastando o pouco que ainda resta tentando saber o que aconteceu com os demais países.
Nesse triste contexto conhecemos Eliza, a filha do meio do rei e da rainha, que após ver seus pais sendo assassinados e seus irmãos capturados por Cornelius Hollister, um revolucionário implacável que quer tomar o poder porque não aceita que a Inglaterra esteja passando fome enquanto a família real está dando bailes em sua propriedade, resolve que vai atrás de vingança e deseja matá-lo, custe o que custar. Para isso, ela vai precisar enfrentar muitas dificuldades, inclusive se alista no exército inimigo disfarçadamente.
Se você fosse espremer esse livro, tenho certeza de que escorreria sangue, tamanha a quantidade de mortes que ocorrem em suas páginas do começo ao fim. Tem gente que não se importa muito com isso, mas admito que fiquei bem incomodada.
O que acontece é que, por Cornelius querer o poder, não admite que nenhuma pessoa seja contra sua ditadura e mata ou manda matarem sem dó nem piedade quem se manifesta contra ele (seu exército também faz muito isso, como se tirar a vida das outras pessoas fosse nada), só deixando os três últimos membros da família real vivos (o que eu achei bem estranho, se tudo o que ele queria era o poder e ficar no lugar da família real, porque preferiu matar os inocentes que nada tinham a ver com isso primeiro?).
Gostei que a narrativa da autora é rápida, mas senti falta de aprofundamento e encontrei falhas de sequência em diversos momentos, o que acaba afetando na leitura.
O cenário, intercalado entre Inglaterra e Escócia, foi muito bem construído e explicado, o leitor consegue se inserir nele e até imaginar exatamente como tudo é, como se pudesse ver ao mesmo tempo em que lê.
Gostei da protagonista Eliza, que mesmo com tantas dificuldades e tendo que assistir a morte de pessoas queridas, e com tudo indicando que não existia a possibilidade de vencer ou sair viva dessa história, não desistiu em momento nenhum, foi corajosa e teve muita bravura, mas em vários momentos contou com a ajuda de um certo Sargento Wesley (sem ele interferindo de alguma maneira tudo teria dado muito errado), e também se deu bem com a sorte inúmeras vezes, não participando de diversos momentos decisivos diretamente, o que achei ser uma falha.
Também curti conhecer o Wesley, o que ele fez para ajudar a família real, mesmo estando contra suas origens, e seu jeito amoroso de ser. Além disso, fico feliz que não tenha sido um triângulo amoroso, mas acho que faltou um desenvolvimento maior da relação do casal, principalmente como tudo começou, não gosto quando os sentimentos surgem do nada e foi isso o que aconteceu aqui.
Os demais personagens são bem secundários, até Wesley não teve tanto destaque assim. Senti falta de um desenvolvimento maior sobre eles, mas gostei de conhecer Mary e Jamie, os irmãos de Eliza, sua melhor amiga Polly e seus pais, e alguns outros membros do exército contra o vilão.
Quando o livro estava chegando ao final, uma grande luta que estava sendo esperada por mim desde o começo da leitura iria acontecer, mas acabou que foi deixada de lado e a obra foi finalizada, terminando com um último capítulo na forma de um epílogo. Eu até gostei do epílogo, que acabou de uma maneira instigante que deixa o leitor com vontade de ler o próximo volume, mas queria saber o que aconteceu entre ele e o final da história.
Acho a capa dessa obra magnífica, além de representar muito bem o conteúdo, o que eu acho ótimo. Se você prestar atenção nela, verá que é uma garota com um vestido de festa olhando para uma Londres bem destruída e com locais pegando fogo, resultado das constantes chuvas de bolas de fogo que caem depois dos Dezessete Dias, e vários corvos, que também são citados no livro.
A diagramação, como é característico da editora iD, está muito bem feita, com fonte de tamanho e espaçamento confortáveis, facilitando a leitura, e as páginas são amareladas.
Se você curte uma história que se passa em um cenário pós-apocalíptico, com muita ação, muito sofrimento, mortes e desastres naturais, mas com ótimos personagens, uma protagonista guerreira e uma narrativa ágil, então você pode gostar da leitura.
Avaliação



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A Última Princesa – Fábio Yabu


Em “A última Princesa” conhecemos a vida de uma Princesa que foi banida de seu reino por uma maldição proferida por um feiticeiro e, consequentemente, esquecida por seu próprio povo. Agora, ela vive com seu amado marido em um castelo, onde sua maior alegria é cultivar lindas camélias em uma estufa em forma de palácio de cristal, mas longe de seu lar, de seus familiares e de seu povo, e com saudade de tudo o que deixou para trás.
Algumas vezes, a Princesa recebe a visita de um amigo que também era de seu reino, o inventor Alberto, que é muito inteligente e trás algumas alegrias à vida dela. Por ser um inventor (e visto como doido por alguns, já que nem todo mundo confia em suas criações), ele cria maravilhas tecnológicas e a leva a conhecer um mundo mágico e totalmente novo.
É ele quem possui o sonho mais ambicioso e que leva a Princesa a sonhar com ele: construir a Ave de Rapina, uma máquina voadora mágica que vai ser responsável por quebrar a maldição e levar a Princesa de volta à sua terra natal.
Quando solicitei “A última Princesa” para a Galera Record, minhas expectativas eram normais. Não estava com aquela euforia, mas também não estava indiferente quanto ao livro. A minha curiosidade e algumas indicações foram o que me fizeram ter vontade de lê-lo. E, posso afirmar, agora sou eu quem indico a todo mundo que ler essa resenha. O livro, apesar de ser pequenino (tanto em tamanho quanto em quantidade de páginas – a história acaba na 111), é grandioso de conteúdo. A história é maravilhosa e posso afirmar, sem sombra de dúvida, que ele se transformou em um dos meus preferidos.
Fábio Yabu teve a sensibilidade de pegar a História de personalidades importantes do cenário brasileiro e transformá-las em um conto de fadas absolutamente incrível, admirável e fofo. Ele conseguiu mesclar realidade e fantasia na medida certa, utilizando pessoas ilustres e que fizeram diferença na História nacional. A Princesa – que em nenhum momento do livro foi chamada pelo nome, mas que sabemos se tratar da Princesa Isabel – é uma personagem fascinante e uma ótima protagonista. Gostei muito de acompanhar suas peripécias junto de seu amigo, Alberto, e suas invenções durante a leitura.
Sabe o que transformou esse livro em algo ainda mais grandioso? Ao final da leitura, há uma nota do autor, explicando o processo de criação, como foram suas pesquisas e um pouco da História real por trás dos personagens dessa aventura: Princesa Isabel e Santos Dumont. Como ele diz em um trecho nessas páginas: “Escrevê-lo foi uma experiência emocionante (...)”, posso afirmar, como leitora, que também me emocionei ao ler cada trechinho dele, principalmente o final.
Algumas vezes, quando penso em um livro, logo uma palavra vem à minha mente para defini-lo. Nesse caso a palavra é incrível, acho que ela o define com exatidão.
Os capítulos são intercalados, um ocorre no “presente” e o outro no passado, para explicar como tudo chegou aonde chegou. Gostei muito de como esse recurso foi utilizado aqui.
O trabalho gráfico está maravilhoso. A capa por si só já é linda, com os desenhos e o verniz localizado nas pétalas da camélia que está na mão da Princesa. Em diversas páginas do miolo também há ilustrações lindas que dão um complemento a mais para o conteúdo escrito. Outro detalhe que adorei é que há fotos de “locais, pessoas e objetos que inspiraram essa fábula” no finalzinho do livro.
Separei alguns quotes para vocês lerem:
“– Princesa, eu sou um homem da ciência. Sei das coisas terríveis que aconteceram à sua família, todavia também sei de todas as coisas boas que fizeram em seu tempo, e pelas quais serão sempre lembrados.
– "Lembrados", Alberto? – Ela abaixou os braços, resignada. – Meu povo nem conhece a minha história, não se lembra de mim.
– Eu me lembro. Um dia, outros se lembrarão.”
“(...) lembrando a todos que as cores não tornam as pessoas diferentes,
mas o mundo mais bonito.”
“– E algum dia esse povo me pertencerá?
– Não, minha filha. Um dia, você é quem pertencerá ao povo.”
Se você é fã de contos de fadas, ou de histórias deliciosamente bem construídas, desenvolvidas e que possam cativá-lo logo nas primeiras páginas, e que possuem uma narrativa que flui rapidamente, então peço, leia “A última Princesa”. Tenho certeza absoluta de que, assim como eu, você também vai se apaixonar por essa leitura.
Avaliação




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