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A Desconstrução de Mara Dyer - Mara Dyer #01 - Michelle Hodkin

Tudo começa quando Mara, sua melhor amiga, Rachel, e Claire estão jogando Ouija e um tipo de profecia é anunciada. Seis meses depois a única sobrevivente das três é Mara, que acorda numa cama de hospital sem saber o motivo de estar ali e não se lembra do que havia acontecido, mesmo depois de saber que estava no local no momento em que suas amigas e seu namorado morreram.
Mas nada daquilo faz sentido porque Mara não iria visitar aquele prédio abandonado, então o que estava fazendo lá? De repente ela começa a fazer algumas coisas estranhas e perigosas, sem nem mesmo ter noção de estar fazendo algo, e é diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático, com pesadelos e alucinações visuais fazendo parte de sua vida, então foi recomendado que ela fosse internada em uma instituição.
Foi quando ela propôs para sua mãe que se mudassem de cidade, pois ajudaria a enfrentar o trauma e a lidar com dor recente de perder pessoas tão próximas. Seus pais, bem compreensivos, resolveram que esta seria a melhor solução e semanas depois se mudaram para a Flórida para um novo começo. Todos querem apenas viver uma vida normal e esquecer o passado, mas Mara não, ela quer e precisa se lembrar, cada vez com mais intensidade, do que aconteceu naquele dia, pois continua tendo visões (ou seriam premonições?) e quer entender um modo de acabar com elas.
Enquanto tenta descobrir o que é realidade e o que não passa de alucinações, Mara tenta viver normalmente, mas é com a ajuda de um garoto com fama de bad boy e com ar meio misterioso que ela vai começar a encontrar fragmentos do quebra-cabeças que é sua vida.
Já tinha me interessado pela capa (Como não poderia?! Ela é linda e do jeito que eu mais gosto, com foto de pessoas!), e logo fui ler a sinopse, fiquei bem instigada e curiosa. Aí, li algumas resenhas, todas elogiando a obra, mas dizendo que era meio assustador, com um toque de terror, inclusive há uma citação na capa que fala sobre isso (da autora Rachel Hawkins), e eu não curto terror, então fiquei com um pé atrás. Mas era tanta resenha e comentários positivos sobre o livro e sobre o romance (sim, essa parte é importante para mim), que eu pensei que deveria mesmo arriscar e ver o que eu achava. E fico imensamente feliz por ter feito isso já que amei, ele ultrapassou minhas expectativas, e estou super ansiosa para ler os próximos volumes e saber um pouco mais sobre Mara Dyer e Noah Shaw.
Logo quando começamos a leitura nos deparamos com um recado de Mara Dyer, falando basicamente que este na verdade é um pseudônimo para não revelar a identidade de uma adolescente de dezessete anos que foi a responsável por vários assassinatos. E isso soa bem assustador, ao mesmo tempo em que ficamos indagando o que há por trás dessa revelação e o que a levou (e como fez) a matar tantas pessoas assim.
A construção dos personagens feita por Hodkin é impressionante. Cada um deles tem suas características pessoais bem definidas e bem diferentes, e nós só vamos descobrindo-as, ou entendendo-as melhor conforme a leitura vai avançando. Todos são explorados, claro que alguns com mais intensidade do que outros, mas quando terminamos de ler, não ficamos com aquela sensação de que não conhecemos alguém direito, e isso é ótimo.
Mara é uma protagonista ótima, gostei de poder acompanhá-la, ficava intrigada junto com ela nos momentos de dúvida sobre o que estava realmente acontecendo, sem saber o que esperar e sem descobrir o que era verdade e o que não passava de pensamentos. Ela é mais na dela, não gosta muito de revelar a verdade sobre si mesma e o que acontece consigo, é confusa, mas também tem um bom coração e é engraçada, faz piadinhas e é irônica, coisas que eu adoro em uma protagonista.
E posso dizer que deu para sentir sua agonia saindo das páginas, por não estar conseguindo entender o que estava ocorrendo, com sua dificuldade de acreditar naquilo que estava de fato acontecendo. Ela não se cansa de buscar a verdade, qualquer que seja ela, mesmo que esta não seja o que quer ou o que espera. Além de eu achar sempre ótimo poder acompanhar um personagem descobrindo sobre ele, e aprendendo junto com ele com o passar das páginas, e isso acontece ainda melhor quando a narrativa é em primeira pessoa.
E o Noah. Ah, o Noah! Eu adoro personagens mais fofos e ele definitivamente é um desses, além da ótima aparência e do segredo que guarda, que o torna ainda mais misterioso. Ele também tem aquele ar meio bad boy conquistador. Ele sempre a apoiou e a fez se enxergar com outros (e melhores) olhos, e também a ajudou a entender mais sobre si mesma. Ele é sensacional!
Gostei demais da construção do relacionamento de Mara e Noah, ela foi acontecendo gradativamente e essa é a melhor forma de me sentir conectada aos sentimentos do casal. A aproximação dos dois teve um motivo especial, que só conhecemos mais para o final do livro, totalmente plausível e que me deixou curiosa e sedenta por mais informações.
Também curti bastante a família de Mara, que mesmo com todos os seus problemas e aquelas situações esquisitas ocorrendo ao seu redor, a apoiou totalmente, mudando de cidade e fazendo com que cada membro deixasse sua vida e passado para trás. Isso soou ainda mais bonito de ser ver em um livro americano porque geralmente vejo as famílias de lá meio frias e não se importando tanto assim a ponto de se mudarem para evitar mais problemas para a filha, acho que isso poderia ocorrer com mais frequência aqui no Brasil, mas posso estar enganada também e isso pode ser apenas a minha visão de acordo com tudo o que li e assisti.
Sua mãe é superprotetora, e acredito que ela tenha tentado a todo momento entender e ajudar a filha, mesmo que isso soe um pouco sufocante para Mara. O pai é um advogado muito trabalhador e quase não tem tempo para ficar com a família, mas também é uma boa pessoa. Daniel é seu irmão mais velho e também meu preferido (além de Mara e Noah), ele é responsável, engraçado, inteligente, e amoroso e faz de tudo para cuidar da irmã, se preocupa com seu bem estar e a quer ver feliz, ajudando-a sempre. Joseph, seu irmão mais novo é bem fofo, nerd e compreensivo, um amor.
Outro personagem que merece destaque é o Jamie, primeiro amigo de Mara no novo colégio, ele é divertido e também a ajuda em alguns momentos, e odiei do fundo do meu coração uma coisa que aconteceu com ele, vou torcer para que ele esteja no próximo volume e que sua situação melhore.
Essa é uma história bem tensa, tem várias mortes, algumas bem descritas (com as partes nojentas e tudo), e é recheado de adrenalina, sendo difícil largar o livro de lado quando começamos a leitura. Eu nunca tinha lido algo que me fizesse ficar tão ligada, apreensiva e com dúvidas sobre o que era real e o que não era. Talvez isso se deva ao fato de que Dyer não é uma narradora confiável, mas não porque ela está mentindo para o leitor, apenas porque se só podemos ver os acontecimentos sob sua visão, nunca sabemos o que é verdade ou ilusão, e isso é empolgante!
A narrativa da autora é cativante e angustiante, e me agradou bastante, ela conseguiu fazer uma história bem construída, mantendo o mistério através de uma linha tênue entre o real e o imaginário, e fez um bom desenvolvimento do enredo, que consegue mexer muito com nosso psicológico. Tem alguns clichês de livros para jovem adulto, mas nenhum deles me incomodou, apesar de saber que alguns leitores não gostaram.
Apesar do clima ser sombrio e a narrativa apresentar vários acontecimentos ruins, não considero realmente um terror. Mexe com nosso psicológico, nos deixa apreensivos, temerosos, curiosos, aflitos? Sem dúvidas. Mas não é nada tão pesado assim que vai fazer com que você fique com medo ou com dificuldades para dormir.
 Além disso, por conta do ritmo acelerado, dos capítulos curtos, e da sensação de ilusão, distorção da realidade e busca desenfreada por respostas, a leitura flui muito bem e quando vamos notar já chegamos ao fim desse volume, que é o primeiro da trilogia. Por ser um livro introdutório, as revelações serão mais bem explicadas e exploradas só nos próximos volumes, não que isso tenha ficado ruim nesse, que teve o intuito de nos apresentar como tudo começou a mudar na vida de Dyer.
E, por falar em final, tipo, OMG! Como pode aquilo ter acontecido? E o que isso quer dizer? Surpreendente. Eu adoro quando o final acaba desse jeito (com cliffhanger – o último acontecimento do livro não tem uma conclusão, e alguma informação muito importante foi jogada, mas só saberemos o que acontece nos próximos volumes), porque faz com que o leitor fique cheio de curiosidade para saber o que vai acontecer em seguida, mas também sei que isso é tortura porque as continuações demoram a serem lançadas aqui no Brasil, então é mais tempo sem saber o que aconteceu. E eu PRECISO saber o que vem depois desse final PARA ONTEM!
Eu amo essa capa, ela tem esse ar meio sombrio, que é bem o clima do livro, e também é bem linda. É uma dessas capas que eu olho na livraria e logo fico cheia de vontade de ler o livro (antes mesmo de saber do que se trata a história!), só acho que a impressão deixou um pouco a desejar, a foto não ficou tão perfeita assim porque está meio escura e o título ficou apagadinho mesmo com o uso de verniz localizado porque está em uma cor muito clarinha, não ganhando destaque. A diagramação é simples, mas a fonte está em tamanho grande e as páginas são amarelas, fazendo com que flua melhor.
E durante a leitura algumas perguntas não saíram da minha cabeça, e tenho certeza de que da de várias outras pessoas também. Como deve ser perder a memória e precisar trazê-la de volta? E como deve ser descobrir que as coincidências podem ser mais do que apenas isso? Essa habilidade de Mara pode ser considerada um dom? Ou está mais para uma maldição? E, mais importante: Quem realmente é Mara Dyer? Acho que essa é uma pergunta que todos que lerem o livro se fazem ao terminá-lo.

Para quem gosta de livros para o público jovem adulto com muito suspense, um enredo forte e envolvente, uma mescla de realidade com alucinações e pesadelos, é transportado para o passado e o presente com frequência e sem saber o que é verdade, tudo isso daquela forma que tira o nosso fôlego sem nem mesmo notarmos, então você precisa urgentemente ler esse título. Tenho certeza de que não vai se arrepender.
Avaliação



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Fim de Semana Especial: Galera Record

Oii, gente! Tudo bem com vocês? Hoje é dia de começar mais um especial super legal aqui no House of Chick: o Fim de Semana Especial Galera Record, que consiste em três dias falando somente dessa editora queridinha por nós, da equipe do blog e de muitos leitores brasileiros, já que eles lançam títulos maravilhosos para todos os gostos! <3 Confiram resenhas, lançamentos e,  claro, PROMOÇÃO! :D Aproveitem!
Promoção – Comentários Premiados
Prêmios


>> A Desconstrução de Mara Dyer, de Michelle Hodkin;
>> Fator Nerd: Contatos Imediatos do 1º Amor, de Andy Robb;
>> Kit com diversos marcadores da Galera Record.
Regras
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>> Sorteio no blog – Sorteamos duas resenhas dentre as postadas no Fim de Semana Especial Galera Record para, em seguida, sortearmos um dos comentaristas de cada uma delas. O primeiro receberá o livro que não foi escolhido pelo ganhador do melhor comentário e o outro sorteado receberá um kit com diversos marcadores da editora.
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Como o sorteio dos posts premiados serão realizados:
>> Cada post receberá um número em ordem crescente, sendo 01 o primeiro que postarmos sexta-feira, 08 de novembro de 2013. O sorteio será realizado pelo Random.org.
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