Esse volume
é o terceiro da série “As Sete Irmãs”, e conta a vida de Estrela D’Apliese, uma
jovem introspectiva, que vive sempre apoiando e vivendo em função de sua irmã,
Ceci, desde novinhas. Só que elas são muito diferentes: Estrela é tímida, muito
ligada à leitura, gosta de estudar, curte cozinhar e fez curso relacionado a
isso; enquanto Ceci é aventureira e adora esportes radicais, mas sobre ela só
vamos saber com mais profundidade no próximo livro. Como a própria Estrela diz,
elas são como antíteses, pois quanto mais quieta ela é e mais calada fica, Ceci
fala mais alto e com mais frequência.
As duas
vivem juntas e, como viajam muito, não têm residência fixa. Só que, depois da
morte do pai, elas se mudam para Londres e Ceci compra um apartamento por lá.
Porém, Estrela preferia ter mais contato com a natureza e os livros, portanto
fica insatisfeita. Com essa mudança radical, resolve ir em busca de suas
origens, que começa numa livraria de obras raras, e acaba conseguindo um emprego
no local, fazendo parte deste fabuloso mundo literário, no qual ela descobre a
fundo uma conexão com Flora MacNichol, que vem a ser, justamente, a pista
deixada por seu pai, Pa Salt, o excêntrico milionário que adotou seis meninas
em diversos lugares do mundo, cada uma com sua própria história de família.
Quando ele morreu, deixou algumas informações para que cada uma delas pudesse
descobrir mais sobre suas origens.
A narrativa,
então, passa a ser intercalada com a vida da protagonista Estrela nos tempos
atuais, e com a de Flora, sua “antepassada”, que viveu em Esthwaite Hall, Cúmbria,
em torno de 1909. E aí começamos a acompanhar as duas tramas, em épocas
distintas, como se fossem dois livros dentro do mesmo.
Gosto da
forma como os títulos desta série são apresentados, já que primeiro conhecemos
os personagens principais da atualidade, e depois embarcamos junto com eles
para descobrir as origens de suas famílias biológicas. E esta volta ao passado,
com a descoberta de onde vieram, é uma marca nestas obras de Lucinda Riley.
Flora era
uma moça com seus vinte e poucos anos, que gostava de ficar sempre próxima a
natureza, e adorava animais e plantas, era mais “pé no chão”, bem conformada,
uma exímia desenhista, e também bem diferente da irmã mais nova, pois não
gostava de bailes e nem foi apresentada à sociedade, vivendo reclusa e solteira
até que seus pais lhe enviaram para Londres.
Lá, ela
tomou consciência de sua verdadeira história, a qual nem mesmo tinha ideia de
que era tão diferente do que conhecia. Além do mais, Flora se viu envolvida por
um homem, mas precisou tomar decisões doloridas que mudaram completamente a sua
vida e a de outras pessoas próximas a ela.
A parte em
que acompanhamos Flora foi, definitivamente, minha preferida, pois se passa em
uma época que eu gostaria de ter vivido, e que me dá aquela impressão de ter
boas recordações, o que me traz sentimentos gostosos. Só não gostei nada do
orgulho da moça e de uma importante decisão que tomou, pois esta atitude só
trouxe muita infelicidade a todos os envolvidos por anos. Acho que Flora
poderia ter parado para refletir um pouco antes de agir, o que teria mudado e
melhorado muita coisa, inclusive para pessoas queridas por ela.










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