Em “A Caminho do Verão” conhecemos Auden, uma menina que ao mesmo tempo em que é uma garota comum, não tem nada de comum; tem problemas com os pais, dificuldade em se socializar com as pessoas, não sabe muito como lidar com seus sentimentos, e que, com o decorrer da história, aprende a lidar com muita coisa que antes não conseguia e começa a vivenciar experiências novas que tinham sido reprimidas de sua infância, como andar de bicicleta. Para isso ela conta com a ajuda de Eli, um garoto bonito, mas misterioso que passou por um trauma recentemente que o transformou em uma pessoa séria, mas que tem um coração imenso.
Mas isso
tudo só passa a acontecer quando ela resolve passar o último verão antes de ir
para a faculdade com seu pai, sua nova mulher e uma bebê recém-nascida – sua irmãzinha
Thisbe – em uma casa com uma saída para a areia da praia em uma cidadezinha do
litoral, Colby.
Agora com
uma nova rotina, muitas descobertas, amigos novos [na verdade os primeiros] e
um carinha intrigante, Auden vai passar um verão diferente de tudo o que já
passou, e que vai mudar a sua vida para sempre.
“A caminho do Verão” não é apenas uma “capinha
bonita”, tem conteúdo. Essa não é uma história que trata apenas de amor – como
eu pensei que fosse – mas sim de crescimento pessoal, de entender quem você é
até mesmo quando tem dúvidas, de ir contra alguns dos princípios passados por
sua família a você, pois percebe que eles não representam o que você realmente
é, ou como realmente se sente, de mudar algumas coisas em sua maneira de ser pois
quer mudar, e isso é realmente difícil de ser feito, de mostrar que todos
merecem uma segunda chance. Mas acima de tudo, esse livro fala de encontrar a sua
felicidade, não o que faz os outros felizes, mas o que TE faz feliz.
Eu me
identifiquei profundamente com algumas maneiras de Auden se comportar,
principalmente o fato de ela dormir muito tarde [ou muito cedo, dependendo do
ponto de vista hahaha]. É engraçado – mas não de uma forma cômica – ver uma
personagem notívaga em um livro, acho inclusive que é a primeira vez que eu me
deparo com a situação [isso excluindo livros de vampiros, porque não conta!
Hahaha], e acho que isso me fez gostar ainda mais de tudo.
Essa é uma
história normal, que poderia ter sido vivenciada por mim ou por você, mas foi
vivenciada por Auden em um livro sensacional. Sarah sabe como traduzir palavras
em sentimentos e nos transportar para dentro do papel de uma maneira
surpreendentemente envolvente. Com certeza essa é uma leitura que ficará
guardada na minha memória e no meu coração. Porque uma história para ser
realmente boa ela tem que nos fazer sentir algo, e essa definitivamente me fez
muito bem.
A autora já
é muito famosa por seus ótimos livros, que infelizmente ainda não havia tido a
oportunidade de ler antes. Mas até que de um lado isso foi bom, porque começar
com esse me fez entender o motivo de amarem tanto o modo Sarah Dessen de escrever: apaixonante. Uma pena que no Brasil
apenas dois de seus livros foram traduzidos, tomara que as editoras nacionais
mudem isso logo. E claro, parabéns à iD por ter trago para nós esse livro
maravilhoso!
Eu separei
um quote aqui para vocês, sei que
muitos leitores adoram quotes, mas outros não porque podem acabar revelando
algo da história e assim acabar com alguma surpresa, mas fiquem tranquilos pois
esse não é nada revelador.
“Quem disse que você tem que ser inteligente
ou bonita, ou gostar de coisas
de menina ou de esportes? A vida não deveria se basear em “ou”.
Somos capazes de mais do que isso, sabe?”
de menina ou de esportes? A vida não deveria se basear em “ou”.
Somos capazes de mais do que isso, sabe?”
Com uma capa
bonita [eu já achava a americana uma gracinha, mas a nacional superou], um
enredo legal, personagens muito bem estruturados e um ótimo desenvolvimento, “A
caminho do verão” tem tudo para entrar no “top
preferidos” de muita gente, assim como entrou para o meu.
A única
coisa que acho que poderia ter ficado melhor é o título. Não é ruim e nem nada
do tipo, mas também não é impactante.
Ao final do
último capítulo a autora colocou um pouco de suas experiências no papel, nos
contando como foi o processo de escrita desse livro e algumas de suas
vivências, num relato bem descontraído, que eu particularmente adorei. Não sei
se Sarah sempre faz isso em seus livros, – já que como disse antes, esse é o
primeiro que li – mas me senti mais próxima da autora, o que foi bem legal. E
para quem gosta de música [ou apenas é curioso hehe], bem no finalzinho do
livro ela colocou uma lista de músicas com suas explicações sobre o motivo de a
ajudarem a compor esse maravilhoso livro.
Então se
alguém ainda tem dúvidas quanto a ler “A caminho do verão”, acho que deve
deixar as dúvidas de lado e dar uma chance a essa sensacional e envolvente
narrativa.
Avaliação











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