Esse livro
já foi lançado há algum tempo pela editora Bertrand Brasil, e desde a época de
seu lançamento eu sou louca por ele. Sua capa e sinopse me encantaram bastante
e, apesar de ter adiado um pouco (muito) a minha leitura, quando eu o
fiz fiquei chateada por ter demorado tanto tempo para ler um título tão
maravilhoso como esse.
No livro conhecemos
Leonie, Emma e Hanna, três mulheres em diferentes estágios, que possuem
histórias totalmente diferente uma das outras, mas que ao fazerem uma viagem para
o Egito acabam se tornando amigas, e com isso compartilhando entre si suas
dificuldades, amores, etc., ou seja, suas vidas. Quando está na hora de voltar
para casa, elas combinam que vão manter a amizade e assim o fazem, realizando
reuniões mensais em que se divertem e apoiam uma as outras.
Leonie é uma
veterinária gordinha que é mãe de três adolescentes. Ela está divorciada há
seis anos, mas ainda sonha em encontrar um companheiro para sua vida. Muito
simpática e alegre, ela é bastante insegura por estar um pouco acima do peso e
tenta esconder tudo isso com bastante maquiagem e roupas extravagantes.
Emma é uma
jovem de apenas 31 anos que é muito feliz em seu casamento e que sonha em ser
mãe. Seu pai é extremamente autoritário
e sua mãe hostil. Ela está sempre tentando fazer de tudo para agradá-los, porém
seu pai nunca acha que seus esforços foram suficientes e está sempre a
criticando.
Hanna é
jovem, muito bonita e tem um bom emprego. Depois de passar dez anos com o seu
namorado e ser largada pelo mesmo, promete que vai mudar o padrão de homens,
porém essa mudança é mais difícil do que imagina, já que ela é daqueles que tem
dedo podre. Baladeira, ela faz de tudo para esquecer a rejeição do seu passado.
Nesse
cenário, onde o tema que prevalece é a amizade, nos divertimos bastante com as
três amigas, que nos proporcionam ótimos momentos além de nos identificarmos
com algumas coisas descritas e acompanhamos o amadurecimento de cada uma. O
livro é bem realista, como se passasse com alguma amiga nossa. Isso o torna até
um pouco mais especial, pois nos identificamos com suas vidas e seus problemas,
assim como vemos como elas lidam com eles, e com suas soluções.
“Alguém como
você” se passa na Irlanda, país onde a autora nasceu e é narrado em terceira
pessoa. E, apesar de ter quase 700 páginas, ele flui de uma maneira rápida e
gostosa de ler além de não ficar nem um pouco cansativo. A única parte que pode
incomodar algumas pessoas é que ele é bem descritivo, então isso pode ser ruim
para quem não gosta, mas esse detalhe não chegou a me cansar na leitura. Sua narrativa
é tão gostosa, que nos prende na medida certa. Para quem gosta de um bom chick-lit,
esse título é uma ótima pedida.
Além de tudo
que eu já falei para vocês a Bertrand Brasil fez uma capa maravilhosa, que é
super linda e a diagramação é ótima. Como a maioria dos chick-lits no Brasil, as
páginas são brancas. Super recomendo para todos e espero que vocês gostem deste
livro tanto quanto eu gostei.
Avaliação
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