A série Alfas
se passa em uma exclusiva academia construída pela bilionária excêntrica Shira
Brazille, localizada na Ilha Alfa. Com muita tecnologia, o local isolado do
mundo recruta meninas excepcionais [as melhores em várias áreas] para
transformá-las em mulheres mais poderosas. É um sonho para diversas garotas,
mas apenas 100 prodígios conseguirão uma vaga. Durante o confinamento/treinamento
as que não estão à altura da Academia são expulsas e voltam para suas casas.
Somente uma ficará até o final e terá fama e o apoio de Shira.
Quando as
meninas chegam à Ilha, são divididas em grupos e casas, que tem nomes de
mulheres famosas: Jackie O, Oprah, Michele Obama, J.K. Roling, entre outras. Lá
elas têm que aprender a conviver com suas companheiras, enquanto uma tenta
passar a perna na outra constantemente, ao mesmo tempo em que precisam manter
uma rotina diária de treinos [físicos e psicológicos] e são vigiadas por
câmeras espalhadas pela Ilha. Esse é um tipo de jogo, e ser melhor do que as
outras te dá mais destaque e consequentemente mais chances de chegar à final.
Lisi Harrison
é a mesma autora da série Monster High, que eu ainda não li [mas Nathi e Bru
leram e adoraram!], e o primeiro
tem resenha aqui no blog, escrita por Bruna.
A série Alfas
é bem fofa e é mais voltada para o público juvenil, ou para quem gosta bastante
de livros bem leves. Como uma boa amante de livros juvenis e leves, não teria
nem como não adorar esse. Mas se você não curte nenhum desses temas, então nem
tente ler, porque sei que não vai gostar.
Todo início
de capítulo começa com um textinho contendo as informações: local, dia e hora
das ações que ocorrem no capítulo em questão. E o livro é narrado em terceira
pessoa, mas cada capítulo foca em uma das três personagens principais: Skye,
Charlie e Allie. Logo nos primeiros capítulos podemos entender os motivos que
levaram cada uma das três a entrar na academia e como isso aconteceu.
Todas as
meninas são talentosas – na verdade são as melhores –, cada uma em sua área. E
ali, naquele desafio que mais parece uma mistura de internato com reality show,
elas buscam ser mais do que a melhor no que sabem fazer, elas buscam ser a
melhor das melhores e se tornar uma alfa. Achei a história bem legal e
diferente e gostei do modo como a autora abordou o tema. E a narrativa é bem
rápida e gostosa.
Só tem um
problema: a academia é só para meninas, os únicos garotos que frequentam o
mesmo espaço que elas são os cinco lindos e inatingíveis – ou nem tanto – filhos
de Brazille. Então imagina a situação: 100 garotas para 5 meninos. Isso não
pode acabar bem.
A personagem
que eu mais gostei foi, com distância, Charlie. Ela desistiu de pessoas que
amava muito para provar que era capaz de ser uma alfa. E ela tem que lidar com
isso no livro inteiro, e mesmo assim lida de uma forma incrível. Foi admirável
ver isso numa menina de apenas 14 anos, a achei bem madura e não sei se lidaria
da mesma forma que ela se passasse pela mesma situação.
A ilha
possui todo tipo de tecnologia, alguns objetos até queria que existissem de
verdade. Achei bem legal que o formato dela seja @ e tenha um mapa para mostrar
mais detalhadamente o que a autora quis passar. Mais legal ainda é que dá para
imaginar os cenários exatamente como ela os descreve.
Há mentiras,
traições, amizade, amores, descobertas sobre si mesmo e sobre os outros, muita
motivação e inspiração através de frases de célebres personalidades mundiais.
O final me
deixou cheia de curiosidade, sorte que o segundo já havia sido lançado, então
não precisei esperar muito tempo para ter a oportunidade de saber a continuação
da história.
Como sempre,
a iD não deixa na mão a parte gráfica do livro. A capa é uma gracinha, com
verniz localizado em texturas do fundo. E é bem colorido. A lombada é amarela,
do mesmo tom da contracapa.
Se você está
procurando algo mais complexo, aonde alguma coisa extraordinária acontece,
então esse não é o livro que você busca. Mas se gostou de tudo que falei na
minha resenha, tenho certeza de que também vai gostar bastante do livro.











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