Eu,
particularmente, prefiro ler livros normais ao invés de contos, porque parece
que quando a história vai começar a ficar boa, acaba. Decepcionante. Mas ainda
assim acho um bom passatempo ter esse tipo de leitura. Dá pra lermos um de cada
vez, um por dia, rapidamente e sem cansar. Inclusive algumas histórias ficam
ótimas pequenininhas, outras eu queria que fossem maiores, mas outras fico
feliz por serem do tamanho que são, porque não me agradaram desde a primeira
linha.
A capa de
Beijos Infernais é bem legal e passa uma boa impressão do título do livro, e eu
gostei bastante. O título segue a linha dos outros da série, Formaturas
Infernais e Amores
Infernais, que tem resenha aqui no blog.
Dessa vez,
os contos são das famosas autoras de sobrenatural: Richelle Mead, Alyson Noël,
Kristin Cast, Kelley Armstrong e Francesca Lia Block. De todas essas, apesar de
conhecê-las eu só havia lido algo de Richelle Mead, A
Filha da Tempestade, apesar de no blog ter resenhas de Alyson Noël e
Kristin Cast escritas pelas outras meninas. Tenho muita vontade de ler livros
delas, só não tive a oportunidade ainda.
E apenas uma
das autoras ainda não tem nenhum título publicado no Brasil Francesca Lia Block.
Já Kelley Armstrong só tem um livro em português, Fome de lobo, que foi
publicado pela Rocco em 2002(!) e não é muito conhecido aqui [e que na verdade
eu nem sabia dele até agora quando fui fazer a resenha e procurei, mas a Rocco
realmente não divulga muito seus títulos, infelizmente], e vai ter a Série
Darkest Powers, publicada pela Novo Século em breve. O título do primeiro é “A
Invocação” [e a capa é horrorosa, como já era de se esperar, levando em
consideração que eles fazem isso com 99% de suas capas]. Atualização: A editora mudou a capa e resolveu manter a original. Nós agradecemos!
Os contos
não tem um tamanho certo, tem conto de 70 páginas e tem de 20 páginas. E quase
todos têm como tema principal os vampiros. Vou falar minha opinião sobre cada
um deles especificamente, mas vou tentar ser breve para não enjoar ninguém [só me
estendi um pouco no primeiro pois foi o que mais gostei].
O primeiro
conto do livro é o Luz do Sol de Richelle
Mead, justamente a que eu já havia lido algo, apesar de o assunto do que li não
ter sido vampiros e esse sim. Preciso comentar que foi surpreendentemente o
melhor de todos [já que eu não esperava por isso levando em consideração que
não havia amado “A Filha da Tempestade”].
Mas gostei
bastante da forma que ela conduziu a história e achei os personagens bem
cativantes mesmo em poucas páginas. Richelle cria muitas raças diferentes – acho
que é um costume da autora, porque tanto em “A Filha da Tempestade” quanto
nesse conto isso acontece – o que as vezes fica meio embolado já que são nomes
bem estranhos aos quais não estamos acostumados, mas nesse caso acho que isso
deu certo, talvez por ter sido uma história de apenas 70 páginas. Li que esse
conto tem alguma ligação com Academia de Vampiros, que ainda não li então não
posso dizer para vocês exatamente o que seja. A narrativa é feita em terceira
pessoa e em cada capítulo o foco do principal muda entre os dois protagonistas.
Nesse conto
conhecemos a história de Eric Dragomir [sobrenome comum entre vampiros!] e Rhea
Daniels, que se conhecem num barco quando estão indo a uma festa. Um logo se
interessa pelo outro apesar de já serem comprometidos com outras pessoas. Mas
tudo entre os dois acontece de forma natural e no tempo certo. Há um tipo de aventura
envolvendo o casal principal que deu um gás a mais e eu gostei bastante. Enfim,
me interessei em ler Academia de Vampiros, mas como é de vampiros e não estou
totalmente no clima para eles, vou deixar mais para frente.
O segundo
conto é o Ressuscita-me de Alyson
Noël e não gostei muito. Pode não ter sido o pior do livro, mas achei muito sem
nexo. As explicações não chegavam nunca e foi tudo muito enrolado. Minha
leitura foi bem arrastada. Não sei se é costume os livros dela serem assim, mas
não despertou nem um pouco o meu interesse. Certos mistérios podem dar certo,
mas esse não foi o caso. Esse foi narrado em primeira pessoa e conta a história
de Danika Kavanaught, que foi selecionada para estudar na Academia de Arte
Mansão Sunderland e quando chega ao local de encontro, percebe que não tem
nenhum outro aluno, há apenas um homem para acompanhá-la que começa a falar de
uma névoa que esconde muitos segredos.
O terceiro é
Acima de Kristin Cast. Esse
definitivamente é o pior de todos os contos. Ela utilizou uma narrativa desconexa,
que é diferente da habitual, ficou tudo confuso e não me agradou em nada. [Me
fez lembrar de uma encenação do filme Ela é Demais, quando o Freddie Prinze Jr.
se apresentou em frente a uma plateia com uma bolinha e ia falando algumas
coisas enquanto fazia embaixadinhas. Quem viu o filme deve entender o que quis
dizer.].
O penúltimo
conto é o Caçando Kat de Kelley
Armstrong. Na minha opinião foi o segundo melhor conto. Gostei bastante e
fiquei interessada e ler mais coisas da autora. É o único que não possui
capítulos no livro. Nele, conhecemos a história de Kat, uma adolescente vampira
que na verdade foi geneticamente modificada por uma empresa chamada Edison
Group, e resgatada por uma outra vampira de nome Marguerite para que ela não tivesse
que servir a eles para seus propósitos. Enquanto foge, Kat é capturada por um
grupo caçador de recompensas e precisa encontrar um jeito de escapar, enquanto tenta
descobrir em quem deve confiar. Há ação e romance na medida certa.
E, para
finalizar, tem o Lilith, de Francesca
Lia Block. É o menor conto do livro e eu não gostei desse também. Achei o
protagonista, Paul Michael, bem chatinho e a Lilith também. É tudo muito
misterioso e enjoado. Os capítulos são divididos por nomes e não por números e
é narrado em terceira pessoa. Conta a história desse garoto, que é deslocado e
estranho, que começa a namorar com uma garota misteriosa e descobre que ela não
é normal. Tem terror, bullying e um final nada romântico.
Enfim,
recomendo principalmente para quem gosta de contos e vampiros.











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