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Conheça a série Bruxos e Bruxas de James Patterson

Ontem fizemos um post sobre o autor James Patterson (para ler, clique AQUI), responsável pela série que está fazendo bastante sucesso pelo mundo, Bruxos e Bruxas (Witch & Wizard). Essa série é escrita por ele em conjunto com diversos outros escritores, já que em cada volume uma nova parceria foi criada.
No Brasil, o primeiro livro, “Bruxos e Bruxas”, já foi lançado há alguns meses e tem resenha no blog (clique no título para ler), e agora, em novembro, é a vez de sua continuação, “O Dom”, chegar às livrarias. Confiram abaixo as sinopses, booktrailer e algumas outras informações sobre a série.
O Dom – James Patterson e Ned Rust
Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la.
Capas pelo Mundo


Bruxos e Bruxas – James Patterson e Gabrielle Charbonnet
No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.
Capas pelo Mundo





Informações sobre a série
>> Atualmente, há quatro livros lançados nos EUA e o quinto tem previsão de lançamento para março de 2014.
>> Além dos romances, essa série conta com três volumes em mangá (adaptações dos livros) e mais duas Graphic Novels (em capa dura), que na verdade são spin-off da série e as histórias passam entre os livros.
>> Os direitos de adaptação foram vendidos e, em algum momento no futuro, a série vai virar filme.

Capas originais dos volumes lançados até o momento


Livros


Graphic Novels

















Mangás


Booktrailer




Conhecendo o autor: James Patterson

James Patterson publicou seu primeiro livro, The Thomas Berrynan Number, em 1976, depois de recusado por mais de 20 editores, e ganhou o prêmio Edgar Award de melhor romance policial por ele. Depois desse ele não parou mais e hoje, aos 66 anos de idade, já possui mais de 100 obras publicadas, e continua lançando novos trabalhos todos os anos.
Patterson é bacharel e mestre em Artes, e trabalhou na área de Publicidade até 1996, quando passou a se dedicar seu tempo à escrita de romances. Ele é um autor eclético e escreveu obras de diversos gêneros, como suspense, mistério, distópico, entre outros, e para todas as faixas etárias – publicou livros infantis, para adolescentes e adultos.
Recordista de presença na lista de mais vendidos do The New York Times, é hoje um dos autores mais vendidos no mundo inteiro, e presença constante na lista da Forbes de autores mais bem pagos. Além disso, com um total de 63 títulos de ficção de capa dura mais vendidos por um único autor, ele também detém esse recorde do jornal The New York Times (que também é um recorde mundial).
O escritor já fez participações especiais em programas de TV, como Castle (muito amor pela série e pelas participações de Patterson <3) e Os Simpsons. E diversas de suas obras já foram adaptadas para o cinema ou a TV.
De 2005 a 2008 a fundação James Patterson PageTurner, criada por ele, doou mais de US$ 850 mil para pessoas, empresas, escolas e outras instituições com o intuito de que espalhassem a leitura de formas originais e mais eficazes. O funcionamento da mesma foi interrompido, pois Patterson fundou a rede social ReadKiddoRead com o intuito de auxiliar pais, professores e bibliotecários a buscarem melhores livros.
No Brasil, diversas de suas obras já foram publicadas pelas editoras Novo Conceito (inclusive um dos lançamentos de novembro é "O Dom", segundo livro da série "Bruxos e Bruxas"), Arqueiro, Rocco, e Best Seller, mas muitas outras ainda são inéditas.
Atualmente, James vive em Palm Beach Flórida, com sua esposa Susan e seu filho, Jack.

Fontes: Skoob, Wikipédia



Bruxos e Bruxas – James Patterson e Gabrielle Charbonnet

No primeiro livro da série distópica juvenil escrita por James Patterson em parceria com Gabrielle Charbonnet, “Bruxos e Bruxas”, conhecemos os irmãos Whit e Wisty Allgood, que não sabiam que tinham alguma ligação com bruxaria, mas que foram presos por esse motivo, que é um crime conta a Nova Ordem. No momento da prisão, no entanto, os jovens foram pegos em sua casa de surpresa durante a madrugada, e ficaram sem entender o que estava acontecendo, achando que havia um engano naquela prisão repentina.
Quando são levados, eles são informados de que podem ter um objeto pessoal cada um, e seus pais lhe entregam uma baqueta de bateria e um livro em branco (por isso o kit lindo que a Novo Conceito preparou veio com esses dois objetos), que eles não entendem por acharem, aparentemente, que são inúteis. Até que, mais para frente na história, acabamos descobrindo para que servem.
Enquanto isso, milhares de outros jovens também estão sendo acusados e sequestrados, alguns são presos e outros ficam desaparecidos. Tudo está acontecendo porque agora há um novo governo opressor, o regime da Nova Ordem, sob o comando de O Único Que É O Único, que acredita que todos os jovens com menos de dezoito anos não são confiáveis e, portanto, suspeitos de conspiração. Ele também não poupará esforços para extinguir qualquer forma de liberdade, além de acabar com os livros, a música, a arte e, principalmente, a magia.
Mas os irmãos Allgood não vão se conformar tão facilmente e vão lutar por aquilo que acreditam, buscando o direito de serem livres, reconquistarem a paz e a liberdade de expressão. Resta saber se eles vão conseguir o que desejam.
Como fã de distopia e sobrenatural, logo fiquei super curiosa para conhecer a trama de “Bruxos e Bruxas”, que reúne essas duas coisas em uma, tipo de leitura (essa mistura) inédita para mim até o momento. Também queria ler algo do autor de mil facetas, por ser escritor de diversos estilos diferentes, James Patterson, já que nunca havia lido nada dele e todo mundo fala muito bem de sua escrita. Além do mais, a Editora Novo Conceito fez uma ação de Marketing sensacional para o lançamento desse livro, com direito a invasão por parte dos personagens nas redes sociais da editora, os parceiros também receberam carta e CD em suas casas, nos deixando cheios de expectativas para conhecer logo a história, e comigo não foi diferente. Assim que o livro chegou, logo o passei na frente da minha fila de leituras e o devorei rapidamente.
Porém, admito que estava esperando por algo mais intenso e sombrio, e não é nada disso que encontramos aqui. Apesar disso, gostei bastante dessa distopia, que é bem diferente de todas que eu li anteriormente, pelo seu teor leve e cômico, sendo, assim, indicada para leitores de todas as idades.
A narrativa é em primeira pessoa, minha preferida, e os capítulos são intercalados entre os dois protagonistas, os irmãos Whit (menino) e Wisty (menina), o que eu gosto bastante porque conseguimos acompanhar ações e pensamentos em momentos diferentes e de maneiras distintas. Mas, admito que sempre me confundia com esses apelidos dos personagens, que são bem parecidos e não tão fáceis de distinguir masculino de feminino, demorei um tempo para me acostumar com eles. Além disso, o estilo de narrativa dos capítulos e as personalidades, mesmo sendo um menino e uma menina de idades diferente, são parecidos, apesar de apresentarem algumas características individuais, diferentes um do outro, o que também contribuiu para minha confusão de quem era o protagonista da vez.
Esse é um livro introdutório, então conforme a leitura avança é que vamos descobrindo, junto com os protagonistas, sobre tudo que está acontecendo, sobre o que é esse novo governo, os “crimes” que eles cometeram, os locais que conhecem e aqueles que antes eram desconhecidos por eles, seus poderes e do que são capazes de fazer.
Sobre os irmãos Allgood, gostei de suas personalidades, só acho que a linguagem utilizada fez com que parecessem muito infantis, e não condiz com as idades deles. Me convenceriam mais se dissessem que tinham no máximo quatorze anos, e não quinze e dezessete.
Whit é o mais velho, bom moço, loiro, atlético e lindo, que não tem noção de sua boa aparência, já Wisty é uma baixinha ruivinha que não leva desaforo para casa, responde logo, tem língua afiada, é teimosa, e adora uma encrenca. A relação entre os dois soou bem real para mim, e gostosa de acompanhar. Também achei ótimo a quantidade de ironia, piadinhas, e comentários cômicos que esses dois soltavam o tempo inteiro, mesmo em situações de perigo ou tensas, já que deixou o clima da leitura mais leve. Os pais Allgood não apareceram tanto, mas deixaram a impressão de que escondem muitos segredos, e estou louca para descobri-los.
Nossos protagonistas passam por situações bem ruins enquanto vivem uma aventura em busca da sobrevivência e liberdade, eles foram torturados, chicoteados, tiveram que passar por perturbações psicológicas, habitar lugares sujos, ficar em uma prisão de Segurança Máxima contra magia, fugir de pessoas, animais, e, ainda, de personagens que parecem zumbis fantasmas. Para se livrarem de uma ordem de execução contra eles, vão contar com a ajuda de diversos outros adolescentes fugitivos e Celia, a namorada de Whit que foi capturada anteriormente pela Nova Ordem.
Com uma linguagem rápida, e capítulos curtos, a leitura flui com tanta facilidade que dificilmente o leitor vai demorar muito para chegar ao fim do livro. O lado distópico foi bem desenvolvido e explorado, só que de forma leve, deu para conhecermos bastante desse governo opressor que inspira medo e trata mal os jovens. O cenário também foi bem explicado, visitamos, inclusive, outras dimensões, como a Terra das Sombras. A magia é bem explorada e os protagonistas descobrem os poderes que têm, como pegar fogo, flutuação, etc., conforme as páginas são avançadas.
Não gostei do final simplesmente pelo fato de que ficamos sem a resposta para o modo como o livro começou (prólogo) e isso é meio irritante porque fiquei com a expectativa sobre isso o livro inteiro, então achei errado ter terminado sem respostas. Com certeza se não existisse o prólogo, mas terminasse ali, nos deixando curiosos sobre o que viria no próximo volume, teria gostado muito mais.
Agora só estou super ansiosa para ler o segundo volume, O Dom, lançamento de outubro da Novo Conceito, que foi escrito por Patterson, mas dessa vez em parceria com Ned Rust, e também quero ver como serão as diferenças de escrita e desenvolvimento.
Depois de terminar a história em si, há o “Trechos da Propaganda da Nova Ordem”, falando sobre livros, filmes, etc., baseados nos reais que já conhecemos (como Harry Potter, A Invenção de Hugo Cabret, Jay-Z, Frida Kahlo, entre outros) e com comentários hilários de O Único. E depois há algumas explicações sobre termos utilizados no livro.
Sobre a parte gráfica, acho essa capa linda, o B em alto-relevo com verniz localizado na cor laranja está ganhando destaque com o fundo preto, e acho muito legal essa silhueta dos jovens ali no meio do fogo, admito que não vi da primeira vez que olhei a capa. O título e o nome de James Patterson também estão em alto-relevo, só que na cor dourada. Até a logo da Novo Conceito e o QR Code estão em chamas, para seguir o padrão do B. A capa é em soft-touch (aquele do toque aveludado) e eu adoro. A diagramação está bem simples, exceto por um tipo de mapa que é encontrado no meio do livro, com fonte grande e com ótimo espaçamento entre palavras e parágrafos, auxiliando numa leitura mais rápida.
"Bem-vindo ao seu pior pesadelo, ou talvez um que você não consegue nem imaginar. Um mundo onde tudo mudou. Sem livros, sem filmes, sem música, sem liberdade de expressão. Todos com menos de dezoito anos não são confiáveis. (...) Que mundo é este? Onde alguma coisa desse tipo poderia ter acontecido? Essa é a questão. A questão é que realmente aconteceu. Está acontecendo agora conosco e se você não parar e prestar atenção, seu mundo poderá ser o próximo."

Apesar do tema, essa é uma essa leitura descontraída e eu indico para todos que gostem desse tipo de literatura, com cenas cômicas, que me fizeram rir bastante, situações de tirar o fôlego, personagens peculiares, muitas cenas de ação (algumas delas bem tensas), e uma ótima (e bem desenvolvida) distopia.
Avaliação