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Tempo em Fúria – Hourglass #02 – Myra McEntire

Tempo em Fúria é o segundo livro da trilogia Hourglass, mas essa resenha não possui nenhum tipo de spoiler, nem do primeiro volume, Amor Contra o Tempo, que também já foi resenhado aqui no blog (para conferir clique no título).
Nessa história, algumas pessoas possuem genes que lhes dão habilidades especiais em algumas áreas específicas, como viajar no tempo, encontrar objetos através de mapas, e poder sentir todos os sentimentos que as outras pessoas têm. Esse último é o poder de Kaleb Ballard, o jovem que é filho de Liam, criador da Hourglass, uma organização para pessoas que possuem esses genes. As habilidades dele se limitam a isso, mas no momento ele e outras pessoas (que também não podiam), estão conseguindo visualizar dobras no tempo, sejam elas do passado ou do futuro.
Agora, um homem misterioso aparece para Kaleb e os amigos e mostra que não tem problema em ferir as pessoas e os ameaça a alterar a linha do tempo de modo a estragar a vida dos envolvidos caso não consiga o que quer: Jack Landers, que é um assassino que busca o poder e consegue manipular o tempo, modificando as vidas de pessoas próximas a Kaleb para benefício próprio, mas que está desaparecido.
Os membros da Hourglass entendem que alguns dos acontecimentos do presente que estão vivendo não poderiam ter se desenrolado, e as consequências de modificar o passado para evitar futuras conclusões negativas podem ser ainda piores se fizerem ou mexerem com algo errado. Em busca de novas soluções para seus problemas e com um prazo determinado para encontrarem e entregarem Landers, vamos mergulhar nessa incrível história com ação, habilidades especiais e dobras no tempo.
 Eu já tinha gostado muito de “Amor contra o tempo”, primeiro livro da trilogia, mas “Tempo em fúria” conseguiu me conquistar ainda mais. A narrativa também é em primeira pessoa, mas dessa vez o protagonista é Kaleb Ballard, diferentemente do primeiro que era a Emerson Cole. E acho que a mudança foi muito bem-vinda porque assim podemos conhecer a fundo outro personagem muito importante para a trama e também temos a chance de suspirar por outro romance, já que no primeiro volume essa parte já ficou resolvida com o outro casal.
Admito que primeiramente fiquei meio receosa de que a autora não conseguisse trabalhar com um novo narrador em um livro de continuação, mas felizmente não fiquei perdida com essa modificação, Myra soube explorar um novo ponto de vista muito bem, mantendo o ritmo e o interesse do leitor, que passa a acompanhar os acontecimentos após a finalização do volume anterior, não deixando nada sendo esquecido ou mal explicado e ainda soube nos situar ao que aconteceu anteriormente.
Também temi que a história de Emerson ficasse de lado já que agora íamos acompanhar tudo através da visão de Kaleb, mas há participações de todos os personagens já conhecidos pelo leitor, inclusive do casal Em e Michael. Claro que eles e mais alguns tiveram menos destaque, enquanto outros apareceram com maior frequência, porém acredito que essa mudança tenha feito uma adição à leitura da trilogia.
Como já comentei antes, adoro livros relacionados à viagem no tempo, principalmente porque cada autor pensa diferente e desenvolve teorias bem distintas para explicar esse fato, gosto que nada é igual e ainda assim poderia ser real de tão plausível.
Nesse caso, as explicações sobre dobras do tempo e outros poderes encontrados no livro são sempre bem feitas por McEntire, que optou por ir ao caminho inverso da complexidade, então o faz de forma simples e com bastante sentido, como se essas coisas realmente existissem, e logo da primeira vez que ela nos conta sobre eles entendemos sem problemas, inclusive as adições que vão surgindo quando vamos aprendendo mais sobre o assunto.
Aqui conhecemos mais sobre a Hourglass e sobre outra organização que também tem relação com viagem no tempo e outras coisas. E uma nova descoberta pode mudar totalmente o rumo de tudo, já que algumas pessoas estão buscando o poder e nas mãos erradas algo muito terrível pode acontecer.
Gostei muito de conhecer melhor o Kaleb, podemos acompanhar o crescimento do personagem e entendemos melhor o motivo de agir como age. Ele tem aquela aparência de bad boy e é mulherengo, se sente deixado de lado pelo pai e sente falta da mãe, e se afoga nas bebidas para esquecer os problemas, mas tem um ótimo coração. Kaleb aprende mais como usar seus poderes e não deixa de querer ajudar ao próximo mesmo que isso seja ruim para ele, pois mesmo que possa tirar a dor e o sofrimento alheio, ele os toma para si, e os sente com bastante intensidade, chegando a causar dor física.
Senti um pouco de falta de ver a amizade entre Kaleb e Michael, pois eles eram melhores amigos antes e agora parecem meio afastados, mostrando que Kaleb tem ressentimentos por causa do tratamento que o pai tem com Michael e porque foi ele quem ficou com Em. Por outro lado, houve uma maior exploração da relação e dos sentimentos de Kaleb com seu pai, Liam, Emerson, a garota de quem ele gosta (um quase triângulo amoroso, que para a felicidade de muitos acabou não indo para frente), e sabemos mais sobre a relação que tinha com sua mãe.
A outra personagem mais explorada nesse volume é a Lily, e, como comentei na resenha do livro anterior, imaginei que teria um grande potencial nos próximos volumes e já podemos ver isso sendo bem explorado, já que conhecemos o que ela pode fazer e ela foi bem relevante em algumas das partes mais importantes, e dá para perceber que suas habilidades ainda serão exploradas no último livro.
O romance foi ótimo, já torcia para Kaleb e Lily desde o volume anterior porque achei que eles combinariam, e o relacionamento deles não aconteceu de forma corrida. Os personagens foram se conectando com o passar das páginas, conforme passavam mais tempo juntos e se conhecendo. Começaram não gostando um do outro e a implicância se transformou em algo diferente. Além de amor, há exploração do desejo, o que achei legal já que gostei muito da química entre os dois.
Eu até gosto dessa capa, mas não entendo o motivo de ter sido escolhida para esse livro porque não tem absolutamente NADA a ver com o conteúdo. Prefiro as capas originais, que são lindas. A diagramação está simples, mas bem feita, a fonte está pequena, mas não tive problemas na hora da leitura, o espaçamento está bom e as páginas são amarelas, facilitando o ato de ler.
O final foi bem fofo e fiquei muito contente em como a autora resolveu fechar esse exemplar, espero que essa mudança seja mantida daqui para a frente. Também há uma finalização para uma das propostas desse volume, deixando outras pontas soltas para serem desenvolvidas no último livro da série. E posso afirmar que estou muito ansiosa para o fechamento da trilogia.
Mexer com o tempo, viagens para o passado e o futuro, poder modificar consequências, são coisas muito fascinantes sob meu ponto de vista. Juntando com uma narrativa muito fluida, feita através de capítulos pequenos, com ação, ficção científica, romance, personagens cativantes e bem construídos e um pitada de diversão, duvido que você também não vá ficar vidrado na leitura.

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Amor Contra o Tempo – Hourglass #01 – Myra McEntire

Emerson Cole passou por algumas situações bem difíceis em sua vida: primeiro ela começa a ver pessoas de épocas mais antigas que mais ninguém vê, ela as reconhece pelos trajes que usam, só assim para perceber que eles não deveriam estar ali, depois ela passa por um trauma muito grande, que a faz entrar em depressão. Juntando as duas coisas ela acaba tendo que tomar muitos remédios e é levada para um colégio interno.
Agora ela finalmente volta para casa, para morar com seu irmão, Thomas, e sua cunhada, e parou de tomar os remédios em segredo. Quando suas “alucinações” continuam aparecendo, Thomas resolve contratar mais um especialista para ajudar sua irmã, com fortes esperanças que, depois de tantas tentativas, dessa vez dê realmente certo.
É aí que ela conhece o consultor Michael Weaver, um carinha lindo que trabalha para a Hourglass, uma organização bem misteriosa. É ele quem vai ajudá-la a entender o que acontece com ela, trazendo respostas para as suas muitas perguntas. A química entre eles surge logo de cara, e um simples toque pode despertar uma grande eletricidade.
Eu adoro coisas relacionadas a viagem no tempo, a mexer com o passado e o futuro, e gosto demais quando tenho a oportunidade de ler algo assim no estilo de livro que leio, e com certeza gostei de como o tema foi abordado por Myra. Ainda não sabemos exatamente tudo o que é relacionado com isso, inclusive porque é uma trilogia e esse é apenas o primeiro volume, mas gostei do modo como o assunto foi introduzido e explicado, e despertou bastante o meu interesse para descobrir mais do que vem por aí nos próximos volumes, inclusive já estou muito ansiosa por eles.
Curti demais a protagonista, Emerson, principalmente porque ela não aceita um ‘não’ ou um ‘no futuro eu te explico isso’ quando tem alguma dúvida. Ela vai atrás de respostas para não ficar no escuro e nem deixar o leitor passar por isso. E eu também não gosto de ser enrolada e quero saber respostas para as minhas perguntas, então fico feliz que Em tenha corrido atrás delas por mim e não esperado alguém ter boa vontade de lhe contar, ou o livro quase finalizar para entender melhor as coisas.
A autora sabe construir personagens muito bem, eles realmente parecerem reais. Gostei muito da personalidade de Em já que ela é bastante sarcástica e utiliza diálogos mais afiados, possui uma grande fragilidade por conta do que aconteceu em seu passado ao mesmo tempo em que apresenta muita e força para seguir em frente, tem uma grande carga emocional e é corajosa. E também adorei o Michael, que é bem misterioso, mas com o tempo vamos percebendo que é um fofo e altruísta, mas não daquela forma chata ou falsa, ele só quer ajudar aos outros e fazer o que for melhor para os demais, mesmo que ele tenha que sofrer consequências negativas por isso.
 Os outros personagens não são tão importantes quanto esses dois, mas gostei de todos, inclusive dos que representam o lado “ruim”, porque todos eles possuem um papel de grande importância para o desenvolvimento da trama. Tirando o casal Emerson e Michael, outro casal que adorei acompanhar foi o irmão, Thomas, e a cunhada dela, Dru, já que eles se dão super bem, a ajudam e se preocupam com ela como só uma família faria, o que é raro em alguns títulos de jovem adulto por aí. Também gostei muito de Lily, sua melhor amiga, e sinto que ela tem potencial para ser de muita importância nos próximos livros da série e de Kaleb, melhor amigo de Michael, que vai narrar o próximo volume.
Também gostei do romance dessa história. A ligação inicial deles, além da atração física, ainda não foi totalmente explicada (quem ler vai entender isso), mas gostei de como ele foi desenvolvido, já que ocorreu gradualmente e eu torci para que ficassem juntos.
A narrativa da autora flui maravilhosamente bem, além de ser gostosa de acompanhar, fazendo com que a leitura avance rapidamente. A história é narrada em primeira pessoa, e eu gosto mais assim, e Em desempenha bem seu papel sem deixar nada enjoativo ou irritante, e permite que tenhamos uma boa visão do que está acontecendo ao seu redor, já que é tudo bem explicado e ainda deixa com um gostinho de quero mais.
Duas coisas relacionadas a uma viagem no tempo realizada no livro, da qual não vou comentar porque seria spoiler, não foram exatamente explicadas. Não sei se foi falta de atenção da autora ou se é porque as explicações vão vir nos próximos volumes, já que isso ocorreu mais para o final desse, então prefiro acreditar que vou saber os motivos no próximo, e assim que ler conto para vocês se a explicação foi ou não desenvolvida.
Sobre o título, a princípio eu não tinha gostado tanto dele assim, mas depois de ler a história ele faz mais sentido e agora eu até gosto. Prefiro quando a série tem um nome diferente do primeiro volume, para dar uma identificação melhor, então aprovo a escolha da Galera Record. A diagramação está simples, mas bem feita, só que a fonte está em um tamanho muito pequeno e pode acabar incomodando a leitura de algumas pessoas.
A única coisa nas mudanças do original para o nacional da parte gráfica que eu não curti foi a capa. Primeiro porque ela não me chama atenção e não a acho tão bonita assim, e por ser amante de capas isso tem um peso maior, segundo porque ela não faz nenhum sentido ou tem alguma ligação com o conteúdo do livro, então não entendi muito bem seu propósito, terceiro porque eu adoro a original, que mesmo simples é linda.
Me surpreendi, me encantei, torci, suspirei e me envolvi com essa deliciosa trama que mistura mistério, viagem no tempo e romance. Se você busca um jovem adulto que possa fazer isso por você também, então “Amor contra o tempo” é a leitura indicada.
Avaliação



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