Na breve
história de “O Amor Mora ao Lado” conhecemos Lacey Lancaster, uma mulher que
passou por um período emocionalmente difícil depois do divórcio e precisava de
alguém para ajudá-la a superar isso. Foi então que encontrou em Cléo, a gata
abissínia, um porto seguro, e companhia para todas as horas. Mas uma coisa ruim
saiu disso tudo: Lacey não confia mais nos homens, em nenhum deles.
Lacey se
mudou de cidade e acabou em um prédio com um vizinho bem atraente, Jack Walker,
dono do gato chamado Cão, que logo se interessou pela moça, que nunca deu bola
para suas investidas. Além de não confiar nos homens, ela sempre o vê na
companhia de uma mulher que provavelmente é sua namorada, e os dois têm brigas
demoradas e escandalosas o tempo inteiro. E ele ainda tem a cara de pau de dar
em cima dela, mesmo sendo comprometido? Que atrevimento!
Até que Cão
e Cléo se conhecem e algo acaba rolando entre os dois, forçando, assim, uma
aproximação dos donos. Com o tempo, Lacey acaba descobrindo que nem tudo é o
que aparenta ser.
Admito que
dos lançamentos de setembro da Novo Conceito, esse era o livro que mais estava
curiosa e animada para conhecer. Primeiro por conta dessa capa super gracinha,
segundo pela sinopse bem fofa, que parecia se tratar de uma história de comédia
romântica, daquelas bem gostosas e que eu adoro. Até que o livro chegou em
minhas mãos e vi como ele é fino! Logo fiquei com um pé atrás, apesar de
conhecer histórias que são bem desenvolvidas mesmo em poucas páginas, sempre
fico com medo de não dar tempo da trama se desenrolar bem.
Infelizmente
meus medos estavam certos, “O Amor Mora ao Lado” acabou se revelando um livro sem
graça nem profundidade. Além disso, a história é toda bem óbvia e com mais
momentos clichês do que deveria. Todos os detalhes que surgem nós já sabemos
como vão ser desenvolvidos e como serão finalizados. Então, em momento nenhum,
a história nos surpreende. Talvez só o final, porque não esperava aquilo, muito
menos em tão pouco período de tempo, foi meio surreal e forçado demais para meu
gosto.
Não senti
nenhuma ligação, nem por um mísero segundo, com a personagem principal, Lacey,
seu vizinho e pretendente, Jack, seus gatos, Cléo e Cão e nem pela história de
amor. Só não vou dizer que o livro é totalmente ruim porque deu para me
distrair pelo tempo em que estava lendo e eu não fiquei com aquela sensação de
“não aguento mais ler esse livro, acaba logo”. Eu só queria que tivesse mais
tempo (e páginas) para criar maior simpatia com os personagens e seu romance, e
acho que isso seria possível se ele fosse maior.
Apesar
disso, se eu tivesse que escolher um personagem de quem eu gostei mais, esse com
certeza seria o Jack, ele é fofo, carinhoso e até bem paciente. Se eu tivesse o
conhecido um pouco mais, tenho certeza de que seria um desses carinhas que me
fazem suspirar e me inspira a desejar alguém assim ao meu lado.
No começo da
leitura há uma carta ao leitor, escrita pela autora, Debbie Macomber, falando
um pouco mais sobre a história. E, no final, há algumas receitinhas de petiscos
para gatinhos, muito úteis para quem tem esses animaizinhos de estimação.
Como sugeri
anteriormente, adoro essa capa, ainda mais porque ela tem continuação na parte
de trás (na frente há a mulher com sua gata no sofá, na de trás há o homem com
seu gato também no sofá), e é linda. A diagramação está ótima e bem fofa, com
uma fonte e espaçamento enormes, sério, acho que nunca li um livro com letras
tão grandes (exceto aqueles infantis) como este, todo início de capítulo há um
desenho em tons de cinza de dois gatinhos que parecem apaixonados, no final dos
capítulos também há desenho de gatinhos, mas dessa vez uma gata com um filhote
em seu rabo, e nas divisões de partes dentro dos capítulos há uma cabeça de
gatinho, ou seja, gatos para tudo quanto é lado, fofura total! A parte impressa
também conta com páginas amarelas e na capa há verniz localizado no título (com
gatinhos) e no nome da autora.
Essa é uma
história simples, fofa, e gostosa de acompanhar, só não vá esperar reviravoltas
ou um caso de amor intenso e bem desenvolvido, porque essa não foi a proposta seguida
pela autora. Indico a leitura para quem quer buscar distrações em uma tarde
desanimada e se divertir um pouco.
Avaliação