Desde que vi
que a trilogia da Névoa de Carlos Ruiz Zafón iria ser lançada aqui no Brasil
pela editora Suma de Letras, fiquei bastante empolgada para ler essa história.
Isso porque o espanhol Carlos (olha a intimidade! Hahaha) conseguiu me
conquistar desde o primeiro livro que li dele. E dessa vez não foi diferente, desde
o primeiro volume dessa trilogia independente, ele criou um livro empolgante
com uma história surpreendente e envolvente, além de conter um pano de fundo
bem sombrio. Para quem ainda não viu, tem resenha do primeiro livro, de nome “O Príncipe da Névoa”, aqui no blog (para ler clique no título). Agora, venho
contar para vocês as minhas opiniões a respeito de O Palácio da Meia-Noite.
Neste volume
a história se passa em Calcutá, na índia, e conta a história dos irmãos Ben e
Sheere, que ao nascerem são vítimas de uma terrível maldição que acaba fazendo
com que não seja seguro os dois crescerem juntos. Sendo assim, Sheere foi
criada pela avó Aryami, e elas ficavam se mudando de cidade a cidade, vivendo
em casa de parentes e amigos, e Ben foi enviado ao orfanato da cidade. No
orfanato, Ben cresceu com um grupo de amigos, onde o lema deles era um por
todos e todos por um, e juntos criaram um grupo secreto chamado Chowbar Society,
onde ele e mais seis amigos se reuniam toda a semana à meia-noite em uma
construção abandonada que eles batizaram de palácio da meia-noite.
Quando as
crianças do orfanato completam dezesseis anos, são consideradas adultas
legalmente, e cada uma delas deve seguir o seu próprio caminho, e é na última
reunião do Chowbar Society que Ben acaba conhecendo seu passado e sua irmã
Sheere.
Agora que os
dois irmãos se encontraram novamente, eles se unem com os seus amigos do
orfanato e saem em uma busca sobre o passado dos dois, até mesmo para entender
o motivo de alguém quer matá-los mesmo depois de tantos anos e, com isso, todos
eles acabam vivendo grandes aventuras.
O livro tem
uma linguagem poética e metafórica. O autor narra de uma forma que consegue nos
transportar para dentro da obra, com todos os detalhes que ele conta. A
história é bem envolvente, a leitura flui de uma maneira rápida e gostosa e os
personagens são incríveis, com suas características fortes e marcantes.
A capa desta
obra é bem bonita (a minha preferida entre os três volumes), e representa bem a
história, além de seguir um padrão com os outros livros desta série do autor, o
que eu acho ótimo. A diagramação está perfeita, com letras em um tamanho e
espaçamento confortáveis para uma leitura por mais tempo, sem cansar a vista.
As páginas deste livro são amarelas, e isso também acaba ajudando na hora de
ler por um período de tempo maior.
Recomendo
esta história de tirar o fôlego para todas as pessoas que gostam de uma
narrativa rápida, fluida, com bastante suspense, que consegue prender a gente desde
o começo até o final com personagens incríveis, um terrível vilão de dar medo,
e amizades realmente verdadeiras. A história com certeza vai te encantar. Quem
já leu Carlos Ruiz Zafón, sabe do que estou falando, e quem ainda não leu, dê
uma chance, pois você vai amar.
Avaliação















{








