Eu já havia
lido “Garota Exemplar”, de Gillian Flynn, e amado muito a escrita dessa autora,
já que ela tem uma narrativa que te prende em todos os momentos e te deixa
viciado de muitas maneiras. Assim que a tive a oportunidade de ler “Objetos
Cortantes”, mergulhei novamente no universo de Gillian e, agora, venho
compartilhar com vocês todas as minhas opiniões sobre esse título que recentemente
ganhou uma adaptação em formato de minissérie na HBO, estrelada por Amy Adams.
Nesse volume,
conhecemos Camille Preaker, uma jornalista de um jornal sem prestígio em
Chicago, que acaba de ser enviada para sua cidade natal, a pequena Wind Gap,
que fica no Missouri, para que possa escrever uma matéria sobre o
desaparecimento de uma menina e o assassinato de outra. Recém-saída de um
hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar uma tendência à
automutilação, nossa protagonista é enviada sem recursos para sua antiga
cidade, fazendo com que ela tenha que se hospedar na casa de sua família para conseguir
realizar essa reportagem, uma vez que o jornal precisava de uma matéria que
fosse muito boa para recuperar um pouco da decadência que estava enfrentando.
Logo no
princípio, vemos que ela não tem interesse nenhum em voltar para a sua antiga cidade.
Além de não ser próxima da sua mãe e ter uma meia-irmã praticamente
desconhecida, ela se afastou desse local há oito anos e não pretendia ter que
lidar com o seu passado agora. Porém, por conta da matéria do jornal, as coisas
mudam e ela se vê de volta a sua antiga casa e tendo que enfrentar todo o seu
passado.
A medida que
vamos acompanhando nossa protagonista de volta a Wind Gap, vemos as suas
investigações e seus reencontros com lugares e pessoas do passado. E vamos cada
vez mais conhecendo a história de Camille, sua mãe neurótica e severa que com
certeza é responsável por muitos dos problemas de nossa protagonista, sua meia-irmã
perturbada e, ao mesmo tempo, uma completa desconhecida, que apesar de só ter
treze anos já guarda muito rancor e ódio dentro de si, e várias outras pessoas
importantes para o desenrolar da trama. Adentramos nesse universo criado por
Gillian Flynn, que consegue nos prender em todos os momentos com várias
reviravoltas e descobertas, e onde criamos muitas teorias para descobrir o que
realmente aconteceu.
A narrativa
desse livro é em primeira pessoa, o que foi bem legal, já que assim conseguimos
entender um pouco mais a nossa protagonista, o que passa em sua cabeça, e os
motivos para ela se automutilar, quando começou a fazer isso. Foi uma narrativa
tensa, com uma linguagem envolvente que a gente não consegue largar nem por um
minuto até descobrir quem é o verdadeiro assassino e finalizar essa história.











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