“Damas de
Honra” conta a história da divertida Evie, uma mulher de 27 anos que tem
problemas com compromisso – seu relacionamento mais longo não durou mais do que
algumas semanas –, e que vai passar um ano agitado em meio a tantos casamentos,
já que o livro é passado em um período de menos de um ano, em que algumas de
suas melhores amigas e sua mãe se casam, e ela é uma das damas de honra de cada
um desses eventos, junto com suas outras melhores amigas.
Em uma de
suas aventuras perto do altar – já que ser dama de honra é o mais próximo que
ela deverá chegar um dia desse local – conhece Jack, um homem que a faz
suspirar logo de cara, e por quem Evie logo se interessa. Só tem um pequeno
problema: ele é o acompanhante da linda, sensual e egocêntrica Valentina. Ou
seja, ou ele não tem nada na cabeça, ou é um partido já comprometido.
Gostei de
Evie e de quase todas as suas melhores amigas, inclusive da bitch do grupo,
Valentina, já que é legal ter uma personagem desse estilo, pois elas trazem
cenas ótimas para a trama. A única que não gostei mesmo foi a Charlotte, que no
começo do livro é gordinha, e fica se sentindo inferior a todas as outras (eu,
particularmente, não entendo o motivo de Charlotte se sentir tão para baixo, já
que ser gordinha não é nada ruim, nem nenhum problema, e acho que ela podia
olhar mais para si própria sem se diminuir perante a todos as outras pessoas do
mundo, principalmente dos homens), até que fica magra e coloca suas asinhas de
fora, já que faz uma sacanagem com uma de suas amigas. Isso me irritou
profundamente, e se eu já não gostava dela, nesse momento comecei a odiá-la.
Pessoas sem caráter são sem noção.
Outros
personagens que adorei foram a mãe doidinha de Evie e seu noivo, que têm umas
atitudes meio “fora do normal”, o que é bem engraçado, além deles serem um
casal super legal e de alto astral, que não se importam com que os outros
pensam e só querem ser felizes.
Como um bom
Chick Lit, claro que podemos esperar um casal ser formado durante a história, e
em “Damas de Honra” não foi diferente. Gostei bastante do casal, e Jack é um
ótimo partido que me fez suspirar em muitos momentos.
Esse não é
um livro super hilário, que vai te fazer gargalhar em todas as páginas, mas é
uma leitura leve e divertida, e ótima para passar o tempo. Os personagens são
bem construídos e preservam sua identidade da primeira até a última folha e são
uma ótima companhia durante uma tarde tranquila.
Algumas das
cenas mais engraçadas eram as que Evie tinha que contornar a situação com seu
ex-namorado, Gareth, um chato de galochas que apresentou as tiradas mais sem
noção do livro e me fizeram rir, principalmente porque Evie tentava ser legal
com ele, mesmo tendo que ouvir todas aquelas asneiras.
A
diagramação é simples, mas a capa, que é soft touch e apresenta umas
bonequinhas vestidas de noivas, é uma fofura e tem tudo a ver com a história.
Ah, e adorei o subtítulo “Quatro casamentos e nenhum funeral”, já que remete ao
filme “Quatro casamentos e um funeral”, que também é uma comédia romântica. Só
não achei a narrativa de Jane Costello tão parecida com a de Sophie Kinsella,
que é citada na própria capa.
Essa é uma
leitura rápida, já que flui de uma forma sutil e gostosa, nos encantando a cada
página com suas tiradas inteligentes e sua narrativa cativante. Acredito que
“Damas de Honra” poderia ser transformado em um delicioso filme de comédia
romântica, e tenho certeza de que os amantes do gênero aprovariam.
Avaliação











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