Essa obra é
um romance policial investigativo e o primeiro livro que leio do autor e,
acreditem, fiquei muito encantada. Do começo ao fim, você sente que quando há
cenas do julgamento você faz parte dele, e se emociona devido a maneira como é
conduzido, já que é bem forte.
Em
“Reviravolta”, temos uma história que gira em torno da condenação de um homem, Jessup,
que ocorreu há 24 anos, preso pelo assassinato de uma menina com seus 12 anos.
Ele, nesses anos todos, tenta mostrar que sua prisão foi um engano e consegue,
com isso, outro julgamento baseado em provas do teste de DNA feito
posteriormente porque na época esse teste não era tão válido como atualmente,
então ele não tinha tido muita importância na resolução do caso.
O Estado, no
entanto, não acredita em sua inocência e começa a montar um esquema para
incriminá-lo novamente. Com isso, chama para ser promotor nesse caso um
advogado de defesa que se intitulava “defensor dos malditos”, Mickey Haller,
que sempre se saiu bem em suas defesas. No começo ele fica meio confuso com tal
convite, mas com a ajuda do seu meio-irmão, o detetive Harry Bosch, e de sua
ex-esposa, assistente da promotoria, Maggie McPherson, eles lutam para provar que
foi mesmo Jessup quem assassinou a vítima. Mesmo o caso vindo carregado de
perigo e fadado ao fracasso.
O livro é
todo voltado para o crime, mas tem um enfoque muito grande na parte do
julgamento, então advogados, promotores, juízes e detetives são peças-chave
nesse tabuleiro. O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi a coragem e a
determinação do detetive Harry Bosch. Sem ele o livro não teria a história de
realidade e luta desse policial, e poucos são assim e os que são, são dignos de
orgulho e se muitos se inspirassem nele talvez muitos casos fossem mais rápidos
de serem resolvidos.
A narrativa
é dividida entre dois protagonistas, alguns capítulos são narrados em primeira
pessoa por Mickey e os outros em terceira pessoa, mas acompanhando Harry. Eu
gostei desse recurso utilizado pelo autor porque eu pude acompanhar mais a
fundo os acontecimentos.
A
diagramação da Suma de Letras está muito bem feita, com páginas amarelas, e a
fonte com um ótimo tamanho, proporcionando uma leitura muito confortável. Essa
capa não faz muito meu estilo não, mas a impressão que eu tenho é que as
tonalidades de azul e laranja representam uma dualidade, como o bom e o mau.
Também dá a sensação, por ter uma imagem borrada representando movimentação, de
que é uma leitura dinâmica e ágil, o que podemos perceber com clareza durante
as páginas.
O fim é
surpreendente e indico muito essa obra para quem gosta do estilo. Você sabe
quando a leitura vale a pena quando, mesmo com suas 379 páginas, fica aquela
saudade depois de fechar a última página do livro.
Avaliação
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