Em “Encantos”, continuamos a acompanhar a saga de Laurel após descobrir e aceitar que é uma fada. Alguns meses passaram desde o final do livro passado, e nossa protagonista é convidada a passar suas férias de verão em Avalon, para poder aprender e aperfeiçoar seus dons.
Quando chega ao local, descobre que precisa correr atrás do prejuízo o mais rápido que puder, já que está muito atrasada em relação às outras fadas de sua idade. E ela precisa saber se virar para enfrentar os trolls e outras complicações, e ainda poder manter a si própria, além de seus amigos e familiares, a salvo quando estiver no mundo humano, longe de toda a proteção do reino de Avalon.
Mas nem tudo
são flores (ou são?! Haha Tá, não teve graça, mas enfim) e Laurel vai ter que
ficar longe de David e perto de Tamani. Como será que seu coração vai se
comportar em uma situação dessas? Quando ambos começarem a ficar magoados, ela
precisará deixar sua confusão para trás e decidir um lado antes que seja tarde
demais.
Enquanto
isso, o perigo é iminente e o portal para Avalon está ameaçado, assim como
todos que ela ama. Será Laurel capaz de enfrentar os inimigos para salvá-los?
Antes de
qualquer coisa, essa resenha pode conter alguns spoilers do primeiro volume da
série, Asas,
que já tem resenha aqui no blog.
Acho que eu
sou a única pessoa do mundo que preferi o primeiro livro da série a esse. A
escrita da autora pode ter melhorado, ela pode ter conseguido fazer melhores
descrições, mas a história em si não me agradou totalmente. Fiquei com aquela
sensação de que esse volume poderia não existir na série que não faria grandes
diferenças na trama.
Vou explicar
melhor. No primeiro volume, Laurel descobre que é uma fada e nós vamos
descobrindo, junto com ela, o que significa isso, com alguns prós e contras.
Como um livro introdutório, achei adorável, gostei das explicações e de como
foram desenvolvidas. Em “Encantos”, segundo volume da série, Laurel finalmente
vai a Avalon para estudar e aprimorar suas habilidades de fada de outono. Essa parte
foi exaustiva, já que as páginas passavam com ela aprendendo (ou não) a fazer
poções e essas coisas, longe da família, amigos e etc. E a história só fica
nisso! Salvo algumas interações com Tamani (que aparece de vez em nunca), que resultam na descoberta de belas paisagens e na aprendizagem sobre a sociedade de Avalon.
A mitologia
do mundo das fadas é melhor explicada, apesar de algumas coisas ainda ficarem
no ar, e podemos acompanhar de perto esse mundo. Mas a história foi ficando melhor quando ela volta para sua cidade. O ritmo de leitura também melhora e
as páginas nos prendem, até porque, há bastante ação e ficava querendo ver o que iria
acontecer.
A respeito
do triângulo amoroso, ainda prefiro o fofíssimo David. Gosto dele muito mais do que de Tamani, apesar de ter ficado com pena do elfo em diversos momentos e torcer
para que ele também tenha um final feliz, só que com outra menina. Nesse volume Laurel escolheu um dos dois, mas eu não vou dizer se gostei ou não para não
suspeitarem da escolha dela. Mas ainda fico na dúvida se isso vai durar até o
último livro.
“(...) – Escolho você. Cem por cento (...). Você quer que
eu seja o que eu quiser.
Você quer que eu faça minhas próprias escolhas.
Amo o fato de você se importar com o que eu quero. E amo
você.”
Outra coisa
que não gostei foi de como é desenvolvida a sociedade de Avalon, a divisão de
classes, tarefas e a comparação com os humanos, como se quisesse convencer Laurel
e o leitor de que são iguais. Não concordo e não gostei.
Mas o livro
também tem pontos muito positivos. Além do final, que é desenvolvido
com bastante ação, gostei muito de acompanhar como é um festival em Avalon.
Fiquei imaginando como seria lindo assistir a um igual, e as descrições das
ações e danças me encantaram totalmente.
Gostei
também de como Laurel e a mãe se aproximaram mais com os acontecimentos desse
volume, e gostei de ver sua amizade com o pai e com David e Chelsea se desenvolvendo ainda mais.
A narrativa
é em terceira pessoa, mas as vezes sinto como se fosse primeira, tamanha é a
proximidade do narrador com a protagonista e seus sentimentos.
A arte
gráfica do livro está linda! Mantendo o mesmo estilo de “Asas”, a capa
brasileira está linda, até mais do que a original. Também em soft touch, apresentando
o título em alto relevo com verniz localizado. As cores seguem um padrão: flor,
título, nome da autora e contracapa estão todos em tons de rosa, lindos por
sinal. A diagramação está normal, nada de diferente.
O próximo
livro da série, Ilusões, será lançado em breve pela Bertrand Brasil. No final
do post tem a capa nacional, clique nela para ler primeiro capítulo.
Acho
incrível como Pike consegue inovar um tema bastante comum, mantendo o ritmo com
explicações plausíveis e segurar a atenção do leitor da primeira até a última
página. Com ação, aventura, romance e magia, recomendo bastante a leitura da
série.
“(...) – E se chegar a hora e o sonho não parecer valer a
pena? (...)
– Então, talvez fosse o sonho errado.”
| (clique na imagem para ler o primeiro capítulo de Ilusões) |
Avaliação











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