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Encantos – Fadas #02 - Aprilynne Pike

Em “Encantos”, continuamos a acompanhar a saga de Laurel após descobrir e aceitar que é uma fada. Alguns meses passaram desde o final do livro passado, e nossa protagonista é convidada a passar suas férias de verão em Avalon, para poder aprender e aperfeiçoar seus dons.
Quando chega ao local, descobre que precisa correr atrás do prejuízo o mais rápido que puder, já que está muito atrasada em relação às outras fadas de sua idade. E ela precisa saber se virar para enfrentar os trolls e outras complicações, e ainda poder manter a si própria, além de seus amigos e familiares, a salvo quando estiver no mundo humano, longe de toda a proteção do reino de Avalon.

Mas nem tudo são flores (ou são?! Haha Tá, não teve graça, mas enfim) e Laurel vai ter que ficar longe de David e perto de Tamani. Como será que seu coração vai se comportar em uma situação dessas? Quando ambos começarem a ficar magoados, ela precisará deixar sua confusão para trás e decidir um lado antes que seja tarde demais.
Enquanto isso, o perigo é iminente e o portal para Avalon está ameaçado, assim como todos que ela ama. Será Laurel capaz de enfrentar os inimigos para salvá-los?
Antes de qualquer coisa, essa resenha pode conter alguns spoilers do primeiro volume da série, Asas, que já tem resenha aqui no blog.
Acho que eu sou a única pessoa do mundo que preferi o primeiro livro da série a esse. A escrita da autora pode ter melhorado, ela pode ter conseguido fazer melhores descrições, mas a história em si não me agradou totalmente. Fiquei com aquela sensação de que esse volume poderia não existir na série que não faria grandes diferenças na trama.
Vou explicar melhor. No primeiro volume, Laurel descobre que é uma fada e nós vamos descobrindo, junto com ela, o que significa isso, com alguns prós e contras. Como um livro introdutório, achei adorável, gostei das explicações e de como foram desenvolvidas. Em “Encantos”, segundo volume da série, Laurel finalmente vai a Avalon para estudar e aprimorar suas habilidades de fada de outono. Essa parte foi exaustiva, já que as páginas passavam com ela aprendendo (ou não) a fazer poções e essas coisas, longe da família, amigos e etc. E a história só fica nisso! Salvo algumas interações com Tamani (que aparece de vez em nunca), que resultam na descoberta de belas paisagens e na aprendizagem sobre a sociedade de Avalon.
A mitologia do mundo das fadas é melhor explicada, apesar de algumas coisas ainda ficarem no ar, e podemos acompanhar de perto esse mundo. Mas a história foi ficando melhor quando ela volta para sua cidade. O ritmo de leitura também melhora e as páginas nos prendem, até porque, há bastante ação e ficava querendo ver o que iria acontecer.
A respeito do triângulo amoroso, ainda prefiro o fofíssimo David. Gosto dele muito mais do que de Tamani, apesar de ter ficado com pena do elfo em diversos momentos e torcer para que ele também tenha um final feliz, só que com outra menina. Nesse volume Laurel escolheu um dos dois, mas eu não vou dizer se gostei ou não para não suspeitarem da escolha dela. Mas ainda fico na dúvida se isso vai durar até o último livro.
“(...) – Escolho você. Cem por cento (...). Você quer que eu seja o que eu quiser.
Você quer que eu faça minhas próprias escolhas.
Amo o fato de você se importar com o que eu quero. E amo você.”

Outra coisa que não gostei foi de como é desenvolvida a sociedade de Avalon, a divisão de classes, tarefas e a comparação com os humanos, como se quisesse convencer Laurel e o leitor de que são iguais. Não concordo e não gostei.
Mas o livro também tem pontos muito positivos. Além do final, que é desenvolvido com bastante ação, gostei muito de acompanhar como é um festival em Avalon. Fiquei imaginando como seria lindo assistir a um igual, e as descrições das ações e danças me encantaram totalmente.
Gostei também de como Laurel e a mãe se aproximaram mais com os acontecimentos desse volume, e gostei de ver sua amizade com o pai e com David e Chelsea se desenvolvendo ainda mais.
A narrativa é em terceira pessoa, mas as vezes sinto como se fosse primeira, tamanha é a proximidade do narrador com a protagonista e seus sentimentos.
A arte gráfica do livro está linda! Mantendo o mesmo estilo de “Asas”, a capa brasileira está linda, até mais do que a original. Também em soft touch, apresentando o título em alto relevo com verniz localizado. As cores seguem um padrão: flor, título, nome da autora e contracapa estão todos em tons de rosa, lindos por sinal. A diagramação está normal, nada de diferente.
O próximo livro da série, Ilusões, será lançado em breve pela Bertrand Brasil. No final do post tem a capa nacional, clique nela para ler primeiro capítulo.
Acho incrível como Pike consegue inovar um tema bastante comum, mantendo o ritmo com explicações plausíveis e segurar a atenção do leitor da primeira até a última página. Com ação, aventura, romance e magia, recomendo bastante a leitura da série.
“(...) – E se chegar a hora e o sonho não parecer valer a pena? (...)
– Então, talvez fosse o sonho errado.”
(clique na imagem para ler o primeiro capítulo de Ilusões)
Avaliação





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