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Sob a Luz da Lua – Nightshade #01 – Andrea Cremer


Em “Sob a Luz da Lua” conhecemos mais sobre Calla Thor, metade lobo, metade humana, que é a alfa de sua alcateia, Nightshade, e que em breve se unirá ao alfa da alcateia Bane, Renier Laroche. Essa união está prevista desde o nascimento dos dois pois agora eles precisam criar uma nova matilha para proteger os Defensores, feiticeiros a quem devem obediência.
A nova matilha, composta pelos dois alfas e os outros membros de cada uma das alcateias, tem data certa para acontecer durante um ritual onde os dois alfas irão se casar, unindo-se para sempre.
Tudo estava correndo como o esperado até que Cal salva a vida de um humano, infringindo todas as regras e correndo, portanto, risco de vida. E o pior ainda está por vir. Calla se envolve com o humano em questão, Shay, e passa a duvidar e se questionar sobre suas origens e seu destino, além de fazer uma coisa que estava totalmente proibida: revelar os segredos de sua espécie para alguém de fora. Calla fica cada vez mais encrencada. Será que Shay vale tudo isso?
No meio dessa confusão toda, Calla fica dividida entre o que sente por Shay e o que sente por Ren. Com quem ela deve ficar? Deve seguir seu coração, quando nem ele próprio sabe por quem bate mais forte? Deve dar as costas para tudo o que conhece ou deve seguir em frente com tudo o que foi planejado para sua vida desde sempre?
Quando estava na metade do livro pensei em dar quatro casinhas, pois a história é regada de machismo, abuso de poder (principalmente as barbaridades que os Defensores fazem) e preconceito, e também pelo fato de Calla mudar de opinião só por causa de um agrado do sexo masculino. Mas a história do livro todo é tão boa, envolvente e misteriosa, que não pude deixar de dar as 5 casinhas. Não entrou para os meus favoritos por causa desses detalhes, mas com certeza vale cada casinha que recebeu na minha resenha.
Mas, apesar de não ter gostado das partes que citei acima, eu entendo os motivos pelos quais elas fizeram parte da história, até porque todos têm ideais [mesmo que eu não concorde com nenhum do caso] e nem todo mundo é bonzinho sempre.
Ainda não sei para qual dos dois – Shay ou Ren – estou torcendo para que fique com Calla, apesar que um deles tem um pouquinho de vantagem sobre o outro no meu ponto de vista [que não vou revelar para vocês, claro!]. Mas posso dizer que ambos são fofos com ela e mereceram minha atenção.
Achei as relações entre os personagens bem desenvolvidas. Gostei muito de vários integrantes de cada matilha, principalmente da Nightshade, que é a de Calla. Os personagens secundários que eu mais gostei mesmo foram Ansel, o irmão mais novo da protagonista e Bryn, a lobo beta de Calla [aquela que ficaria em seu lugar caso algo acontecesse]. A amizade deles também é bem evidente.
Andrea sabe criar uma história fascinante, que me deixou tensa em muitas passagens, querendo saber mais e mais a cada página virada. Li o livro bem rápido e se tivesse mais teria lido direto, sem nem pestanejar.
A narrativa de Cremer foi muito bem planejada e as explicações foram desenvolvidas de uma maneira suave, não deixando-nos saturados de informações de uma forma pesada, que pudesse prejudicar a leitura. Talvez por ela ser Ph.D. em História os detalhes sobre as descobertas de Calla foram minuciosos, o que me deixou fascinada, já que foi feito de uma maneira amena e acabou despertando mais ainda minha curiosidade.
Quando fui chegando nas últimas páginas, não consegui largar o livro até terminar. Muita ação, muita coisa acontecendo, e eu PRECISANDO saber de tudo. É claro que, por ser o primeiro volume de uma trilogia, não temos todas as respostas para as dúvidas lançadas neste livro. Pelo contrário, só temos perguntas sobre a vida de Calla, e insinuações do que pode ser verdade ou mentira sobre o que ela sabe sobre a origem dos lobos, suas crenças e seus costumes.
Nem preciso dizer que o livro acabou de uma maneira: “OMG! Preciso do próximo volume AGORA!”. Uma pena que ainda vai demorar para ser lançado aqui no Brasil, já que Nightshade acaba de chegar às livrarias nacionais.
A capa é maravilhosa e fico feliz que a Galera tenha escolhido essa versão da original para ser adaptada para o Brasil, porque é de longe a mais bonita. Além disso, o detalhe em verniz localizado da gota de sangue escorrendo da palavra “Lua” é super legal. O dourado na parte de dentro da capa é lindo. Só a diagramação que não é ruim, mas também não tem nada demais. Uma curiosidade – que não vai mudar em nada na vida de vocês, mas relevem – é que eu pensei que o livro fosse beeem menor, e me assustei quando tive ele em mãos, tem 458 páginas, o que eu adorei.
Só para ressaltar, o livro está mais do que recomendado. Principalmente se você gosta de YA sobrenatural, com ação, romance e magia na medida certa, além de personagens fortes e marcantes, e com um enredo bem diferente, apesar de tratar de um tema bem difundido atualmente.
 Avaliação