Em “Sob a
Luz da Lua” conhecemos mais sobre Calla Thor, metade lobo, metade humana, que é
a alfa de sua alcateia, Nightshade, e que em breve se unirá ao alfa da alcateia
Bane, Renier Laroche. Essa união está prevista desde o nascimento dos dois pois
agora eles precisam criar uma nova matilha para proteger os Defensores,
feiticeiros a quem devem obediência.
A nova
matilha, composta pelos dois alfas e os outros membros de cada uma das
alcateias, tem data certa para acontecer durante um ritual onde os dois
alfas irão se casar, unindo-se para sempre.
Tudo estava
correndo como o esperado até que Cal salva a vida de um humano, infringindo
todas as regras e correndo, portanto, risco de vida. E o pior ainda está por
vir. Calla se envolve com o humano em questão, Shay, e passa a duvidar e se
questionar sobre suas origens e seu destino, além de fazer uma coisa que estava
totalmente proibida: revelar os segredos de sua espécie para alguém de fora.
Calla fica cada vez mais encrencada. Será que Shay vale tudo isso?
No meio
dessa confusão toda, Calla fica dividida entre o que sente por Shay e o que
sente por Ren. Com quem ela deve ficar? Deve seguir seu coração, quando nem ele
próprio sabe por quem bate mais forte? Deve dar as costas para tudo o que
conhece ou deve seguir em frente com tudo o que foi planejado para sua vida
desde sempre?
Quando
estava na metade do livro pensei em dar quatro casinhas, pois a história é
regada de machismo, abuso de poder (principalmente as barbaridades que os Defensores
fazem) e preconceito, e também pelo fato de Calla mudar de opinião só por causa
de um agrado do sexo masculino. Mas a história do livro todo é tão boa,
envolvente e misteriosa, que não pude deixar de dar as 5 casinhas. Não entrou
para os meus favoritos por causa desses detalhes, mas com certeza vale cada
casinha que recebeu na minha resenha.
Mas, apesar
de não ter gostado das partes que citei acima, eu entendo os motivos pelos quais
elas fizeram parte da história, até porque todos têm ideais [mesmo que eu não
concorde com nenhum do caso] e nem todo mundo é bonzinho sempre.
Ainda não
sei para qual dos dois – Shay ou Ren – estou torcendo para que fique com Calla,
apesar que um deles tem um pouquinho de vantagem sobre o outro no meu ponto de
vista [que não vou revelar para vocês, claro!]. Mas posso dizer que ambos são
fofos com ela e mereceram minha atenção.
Achei as
relações entre os personagens bem desenvolvidas. Gostei muito de vários
integrantes de cada matilha, principalmente da Nightshade, que é a de Calla. Os
personagens secundários que eu mais gostei mesmo foram Ansel, o irmão mais novo
da protagonista e Bryn, a lobo beta de Calla [aquela que ficaria em seu lugar
caso algo acontecesse]. A amizade deles também é bem evidente.
Andrea sabe
criar uma história fascinante, que me deixou tensa em muitas passagens,
querendo saber mais e mais a cada página virada. Li o livro bem rápido e se
tivesse mais teria lido direto, sem nem pestanejar.
A narrativa
de Cremer foi muito bem planejada e as explicações foram desenvolvidas de uma
maneira suave, não deixando-nos saturados de informações de uma forma pesada,
que pudesse prejudicar a leitura. Talvez por ela ser Ph.D. em História os
detalhes sobre as descobertas de Calla foram minuciosos, o que me deixou
fascinada, já que foi feito de uma maneira amena e acabou despertando mais
ainda minha curiosidade.
Quando fui
chegando nas últimas páginas, não consegui largar o livro até terminar. Muita
ação, muita coisa acontecendo, e eu PRECISANDO saber de tudo. É claro que, por
ser o primeiro volume de uma trilogia, não temos todas as respostas para as dúvidas
lançadas neste livro. Pelo contrário, só temos perguntas sobre a vida de Calla,
e insinuações do que pode ser verdade ou mentira sobre o que ela sabe sobre a
origem dos lobos, suas crenças e seus costumes.
Nem preciso
dizer que o livro acabou de uma maneira: “OMG! Preciso do próximo volume AGORA!”.
Uma pena que ainda vai demorar para ser lançado aqui no Brasil, já que
Nightshade acaba de chegar às livrarias nacionais.
A capa é
maravilhosa e fico feliz que a Galera tenha escolhido essa versão da original
para ser adaptada para o Brasil, porque é de longe a mais bonita. Além disso, o
detalhe em verniz localizado da gota de sangue escorrendo da palavra “Lua” é
super legal. O dourado na parte de dentro da capa é lindo. Só a diagramação que
não é ruim, mas também não tem nada demais. Uma curiosidade – que não vai mudar
em nada na vida de vocês, mas relevem – é que eu pensei que o livro fosse beeem
menor, e me assustei quando tive ele em mãos, tem 458 páginas, o que eu adorei.
Só para
ressaltar, o livro está mais do que recomendado. Principalmente se você gosta
de YA sobrenatural, com ação, romance e magia na medida certa, além de personagens
fortes e marcantes, e com um enredo bem diferente, apesar de tratar de um tema
bem difundido atualmente.
Avaliação











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