Dani »Azul
Julia
»Roxo
A sinopse de Um Homem de Sorte chega a ser irritante,
pois não diz muito sobre o livro, de fato; constituída de alguns trechos de
história, serve mais para deixar o leitor curioso do que para cativá-lo. Mas, resumidamente
falando, o livro conta a história de Logan
Thibaullt, que foi fuzileiro naval e serviu seu país durante a guerra do
Iraque. Quando estava na base dos soldados americanos no Kuwait, Thibault
encontrou uma fotografia no deserto. Na
foto estava uma jovem mulher vestindo uma camiseta com os dizeres: “Garota de
Sorte”.
Logan deixou a fotografia em um painel da base do
exército para que a pessoa que a havia perdido pudesse encontrá-la, mas o tempo
passou e a fotografia continuava lá. Sem saber exatamente o que o levou a fazer
isso, Logan pegou a foto de volta e passou a levá-la consigo.
“Até ter encontrado a fotografia, a vida de Thibault
seguia como há muito havia planejado. Ele sempre tinha um plano.”
Ele carregou a fotografia consigo por cerca de cinco
anos. Durante esse período, Thibault esteve diversas vezes próximo da morte,
tendo escapado milagrosamente em algumas oportunidades, diferente de alguns de
seus companheiros do exército.
Por causa da “sorte” que parecia protegê-lo de tudo,
Logan gerou certa desconfiança nos outros soldados. O melhor amigo que Thibault
fez no exército, Victor, dizia que a fotografia estava protegendo Logan e que
este tinha uma dívida com a garota da foto.
As palavras do amigo levaram Thibault a ir a pé do Colorado até Hampton,
tendo como único companheiro um pastor alemão chamado Zeus.
Na pequena cidade ele encontra a mulher da foto, cujo
nome é Elizabeth. Beth é uma professora divorciada que mora com seu filho Ben e
com sua avó Nana. Um dos personagens mais importantes da história é o ex-marido
de Beth, o policial Keith Clayton, membro da família mais importante da cidade.
Como eu já disse várias vezes, e faço questão de
ressaltar, “capa” e “sinopse” são os principais motivos pelos quais eu pego um
livro para lê-lo. A reputação do autor é, obviamente, um fator de peso, mas não
algo realmente importante.
O motivo de eu começar a minha resenha dessa maneira é de
que não estou falando de um autor normal, desconhecido, ou de um autor de
reputação fraca. Eu estou falando de Nicholas Sparks, um autor que eu respeito
imensamente, no qual eu me inspiro para escrever e também um que, até hoje,
jamais me decepcionou em seus livros.
Este romance segue a mesma linha dos romances de Nicholas
Sparks, o que torna o início da história um pouco previsível para quem já tenha
lido outros livros do autor. Isto pode se tornar um ponto negativo, para quem já
conhece o estilo dele, enquanto é um ponto positivo para quem não conhece, pois
a história é levada de forma leve e descontraída, conduzindo o leitor
rapidamente por suas páginas. Vale ressaltar que esse é Nicholas Sparks, com
seu estilo maravilhoso de narrativa, e só isso é um imenso ponto positivo para
o livro.
A partir do meio, no entanto, ela dá uma considerável
desviada, nos apresentando um final relativamente surpreendente, mas nada que
também fugisse aos padrões de Sparks.
O que mais fez a leitura ser satisfatória para mim foi o
carisma dos personagens. Logan Thibault é um homem que enfrentou muitas
dificuldades na vida, lidou com grandes perdas e, por isso, é um tanto
solitário. Ele é reservado e parece ser o tipo de pessoa cuja companhia é
agradável, mesmo que o silêncio prevaleça. Logan é um daqueles personagens que
eu gostaria de ter como amigo.
“- Juro pela minha vida que não vim aqui para me
apaixonar por você ou fazer você se apaixonar por mim. Mas foi o que
aconteceu.”
Assim como Logan, Nana e Ben também me conquistaram. Nana
é uma mulher inteligente que costuma acertar suas previsões, é do tipo que faz
todo esforço para cumprir com suas obrigações, mesmo que não tenha mais a força
e saúde de antes. Ben é um garoto agradável e inteligente, que gosta de ler e
de jogar xadrez. Outro personagem importante e carismático é Zeus, um cão fiel
e esperto que qualquer um gostaria de ter por perto.
Como fã de Nicholas Sparks, devo dizer que gostei também
desse livro do autor, que por pouco não se tornou um dos meus favoritos. O livro perdeu alguns pontos comigo porque o
momento mais importante da história, quando percebemos qual é a principal
missão de Logan em Hampton, demora a acontecer e quando acontece é resolvido
muito rapidamente, sem um maior desenvolvimento.
“Mesmo assim, ao descer, sentiu uma incômoda premonição
de que o quer que fosse ainda não estava acabado; na verdade, estava apenas
começando.”
Quando comecei a ler esse livro, eu sabia exatamente o
que esperar, e talvez esse seja um dos principais motivos pelos quais a
história não me surpreendeu. Como eu já disse, a narrativa de Sparks é
simplesmente maravilhosa, e a leitura é rápida e deliciosa, mas nada que
fugisse aos padrões dos livros anteriores. Pela sinopse, eu esperava um pouco mais,
porque esse parecia realmente um livro diferente, mas, mesmo assim, ele leva o
mérito pela temática madura da história, que é, de fato, algo a se reparar.
Uma coisa interessante nesse livro é que os capítulos são
focados na visão dos três protagonistas. Cada capítulo mostra a visão de Beth,
de Thibault ou de Clayton. Isso permite que o leitor conheça melhor cada
personagem. A narrativa de Nicholas Sparks é ótima, mas já aviso que a passagem
do último capítulo para o epílogo é angustiante, por isso se preparem!
Sobre questões de capa e diagramação, eu não posso falar
muito sobre o trabalho da Novo Conceito, pois eu li o livro pelo selo da
Reader’s Digest. Mas a versão que li estava sem erros, excessivamente limpa,
mas competente o suficiente para satisfazer uma leitora chata como eu.
Resumidamente falando, para os padrões de Nicholas
Sparks, esse é um bom livro, com uma história competente, não muito lacrimosa,
mas competente. Não vá esperando algo para gastar a sua caixa de lencinhos
guardada, pois a história não consegue passar toda essa carga emocional, mas
ainda sim, é algo que eu recomendo totalmente e que vale a pena ler.
Há uma adaptação cinematográfica para esse filme,
protagonizada por Zac Efron e Taylor Schilling. Vale ressaltar aqui que eu
odeio adaptações cinematográficas pelo fato de elas não respeitarem minimamente
a história do livro, mas essa parece estar bem decente. Não que eu concorde com
a escolha dos atores, mas eu nunca concordo com a escolha dos atores, então
isso não chega a ser algo realmente surpreendente.
Recomendo “Um homem de sorte” para as pessoas que gostam
de um bom romance com personagens carismáticos. Para quem já é fã do autor,
vale a pena a leitura de mais essa obra. Para quem ainda não leu nenhum livro
dele, vale a pena conferir “Um homem de Sorte” e tirar suas próprias
conclusões.
>> Resenha desse livro no Skoob
>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 08 - FORMULÁRIO
>> Esse post está participando do Top Comentaristas Nº 08 - FORMULÁRIO
>> Esse post está participando da Promoção Fim de Semana Novo Conceito














{








