Maggie Moran e seu marido são comuns, até um
pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e
comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore
para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada,
desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso,
respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus
pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira
que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.
Ambos sentem que seus filhos são estranhos,
que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma
forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas
esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los
como é importante reavaliar seus sentimentos.
Começo dizendo que eu quase surtei
quando vi a capa deste livro, eu achei simplesmente PERFEITA, realmente capta a
essência do conteúdo, algo realmente interessante, uma leitura boa e calma. Sabe
aquele livro bom, mas sem enormes reviravoltas ou coisas do tipo? Uma história
que realmente merece ser lida. Achei que a leitura flui de maneira fácil,
embora eu tenha tido uma relação de amor e ódio com a personagem principal.
Embora eu ache muito legal o fato da
Maggie sempre dar tudo de si para unir a família, e fazer as coisas que ela
acha necessário, eu acredito que às vezes ela simplesmente fica 'cega' aos
defeitos de certas pessoas, o que acaba machucando não só ela, mas os outros
envolvidos. Já do marido dela, o Ira, eu gostei muito mais, ele é mais
reservado, um tanto 'pé no chão', demais às vezes, mas sem me irritar, ele é a
"razão" da relação entre os dois, já que Maggie é mais sonhadora e
age sempre com o coração.
A história nos mostra um casal de pessoas
normais, sem um casamento perfeito, algo mais 'real' e que é, ao mesmo tempo eu
diria, gracioso, porque apresenta como eles conseguiram ficar juntos tanto
tempo, superando as brigas, como eles se conheceram, e como eles lidam com sua
família, seu filho (gente, confesso que este filho deles foi o único personagem
que realmente me irritou bastante!). Mas eu com certeza não poderia deixar de
mencionar o Sr. Otis, que foi um personagem
super engraçado e que deu um pouco mais de "vida" àquele livro,
sério, é tipo muito legal como eles se conhecem, e eu não quero falar aqui para
que vocês, leitores queridos, possam conferir esta parte que na minha opinião
foi uma das mais legais do livro, porque embora eu tenha gostado deste livro
achei ele meio parado às vezes.
Resumindo, é um livro que fala sobre uma
família, sua convivência no geral, suas qualidades e defeitos, mas não é uma
história que não remete a grandes reflexões. Dito isso, eu recomendo este livro
para aqueles que gostam de algo mais leve e que tem aquele certo "quê a
mais" que consegue se diferenciar da maioria de uma maneira graciosa, e
que somente uma autora realmente maravilhosa como Anne Tyler consegue fazer.
Avaliação
















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