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As mentiras de Locke Lamora – Nobres Vigaristas #01 – Scott Lynch

O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula.
Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas.
O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.
Primeiramente acho difícil descrever a sensação que tive ao terminar esse livro. Foi um misto de alegria pela história ser realmente boa e incrivelmente inovadora, e a tristeza que veio pelo fato de o livro ter acabado, e eu estou querendo ler os próximos volumes desesperadamente.
Não é simplesmente maravilhoso quando o conteúdo da obra é ainda melhor do que imaginávamos? Foi essa sensação que tive ao ler Locke Lamora, um livro que contém tudo que um leitor gostaria em uma leitura: escrita que flui de maneira fácil, personagens bem construídos, uma capa linda, e eu sinceramente achei a diagramação do livro muito boa.
    Vou dar meus dois quotes favoritos :
"Nosso maior golpe até hoje e tudo que tivemos de fazer foi dizer à vitima o que estávamos fazendo com ela." Pág. 117
"– Algum dia, Locke Lamora, algum dia você vai fazer uma cagada tão gigantesca, tão ambiciosa, tão avassaladora, que o céu vai se acender, as luas vão girar e os próprios deuses vão fazer chover cometas de tanta alegria. Só espero ainda estar por perto para assistir." Pág. 446
Locke Lamora é apenas um menino quando se torna um órfão, não sabemos de certo tudo de seu passado, mas que ele começa o livro com algo entre 6-7 anos, a narrativa alterna esse passado com algumas situações que irão acontecer alguns anos à frente.
Logo no começo, Lamora ainda pequeno faz algo que o coloca em uma situação delicada com o Aliciador (contar seria spoiler!) e acaba vendido para o Padre correntes, onde conhece  Jean, Calo, Galdo e Pulga, que irão acabar se tornando seus fiéis amigos, e em questão de pouco tempo ele vira o tão famoso Espinho de Camorr (não famoso no bom sentido, pelo menos para ele hahaha). Sério, esta série que esta intitulada de "Nobres Vigaristas" ganhou cada pedacinho do meu coração.
Locke Lamora sem dúvida se destaca pela sua inteligência, que é sua característica mais marcante ao longo do livro, e, sim, ele é um pouquinho arrogante às vezes, mas ainda assim o amamos. <3 <3 <3 <3 <3 Uma coisa que gostei muito foi o fato do autor não idealizar Lamora muito, afinal ele é descrito como uma menino de aparência normal, magro, altura mediana e etc. (sério eu já estava começando a me irritar com aqueles personagens que são descritos de maneira a deixar até mesmo Brad Pitt se sentindo deslocado, gente).
O autor cria esta cidade e sociedade de uma maneira inovadora e crível que é possível visualizar certas partes do livro se você tiver uma imaginação boa.
Um livro cheio de reviravoltas, mortes, que nas mãos erradas poderiam ter sido confusas e sem propósito, mas não neste caso, ficamos tristes, sim, mas pelo menos o personagem não teve uma morte gratuita para a narrativa (será que vocês também já tiveram a impressão que algum autor matou um personagem desnecessariamente? Isso não acontece aqui! <3).
Termino esta breve resenha recomendando que todos leiam, só deixo uma ressalva: este livro não tem quase nada de romance, acho que nos próximos talvez este lado seja mais explorado.
Avaliação





Paperboy – Pete Dexter

Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.
As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.
Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.
  Não tenho outra palavra para descrever este livro a não ser BRILHANTE, é quase perfeito como o autor consegue misturar romance, investigação e suspense sem que o livro fique over, é tudo meticulosamente bem feito hahahaha, eu sou suspeita para falar sobre livros com investigação porque sou comprovadamente uma fã de livros que tenham pelo menos um "quê" de mistério.
   Não comecei este livro com grandes expectativas e preciso falar que eu ficava mais e mais surpresa a cada página, não somente por causa de descobertas ou coisas do tipo, não foi por isso. A razão foi pelo fato de eu amar os personagens, não porque eles são perfeitos, pelo contrário, eles são ricamente descritos, suas personalidades, defeitos e qualidades. É tudo muito bem feito.
    Eu consegui me envolver com a história, afinal, é quase impossível não fazer isso com uma obra assim. O livro não tem uma temática puritana, fala sobre sexo às vezes, mas nada vulgar, além do mais, estamos na década de 70, e varias coisas são permitidas.  A história tem tudo na medida certa, não enfoca tudo em um só assunto e é isso que faz com que ela se torne algo delicioso para se ler (PS: caro leitor, este livro virou filme com direito a Zac Efron, Nicole Kidman, entre outros atores de renome).
     Em relação aos personagens: Eu amei o personagem principal, porém não consegui ver o Zac Efron como o Jack, é porque o personagem não faz a linha de garanhão e tal, e pessoalmente eu acho este ator simplesmente lindo demais, do tipo que faz as garotas soltarem suspiros quando entra em cena hahaha. Voltando ao personagem, ele é um homem normal, com desejos que às vezes o fazem ficar meio sem jeito hahaha, e tem defeitos, mas é muito legal ver sua relação com o irmão (Ward), e com seu pai (chamado de W.W na cidade), que embora não seja perfeita, ela vai de certa maneira crescendo aos poucos, mas de maneira real, nada do estilo happily ever after (assim gente, espero que vocês notem que tenho uma certa preferência por livros com finais inesperados, sejam eles felizes ou não).
        O irmão dele, Ward, é mais misterioso, quieto e super focado no trabalho de jornalista, ele faz a linha de homem mais sério. Yardley Acheman é um personagem muito ambicioso que coloca suas vontades acima de qualquer coisa, mas é considerado ótimo em seu trabalho de jornalista, e é muito chato. E a personagem feminina, Charlotte Bless, é uma personagem nada puritana que se veste de maneira provocativa, embora não seja tão nova assim, é meio problemática (minha opinião) e eu realmente não consegui entender o porquê dela começar a se envolver com o Hillary Van Wetter, um cara que foi acusado e sentenciado à morte na cadeira elétrica. Apesar de tudo isso ela acredita que ele é inocente e começa a enviar as cartas para Ward a fim de fazê-lo investigar mais sobre as inconsistências do caso.
Aqui vão duas partes do livro que eu realmente gostei:
*
 "- Vai sair para nadar hoje? - perguntou Ward [...]
- Há muito vento - eu disse - O mar tem que estar tranquilo ou você passa o tempo todo lutando contra a água.
 - Mas se você está dentro da água. Como é capaz de sentir o vento se estiver dentro da água?
 - Você sente - eu disse - Mas, se o tempo estiver calmo, você não tem que lutar. Em uma noite calma, você simplesmente faz parte do mar."
*
  "Ele concordou com a cabeça, e logo depois, seu olho brilhou, cheio de lágrimas. Quando ele piscava, elas escorriam pelo rosto. [...]
   E unidos daquela maneira, Ward e eu, por algum tempo naquela tarde, nunca nos sentimos tão próximos em toda a vida."
*
    Termino esta resenha SUPER INDICANDO este livro para aqueles que gostam de ler algo que foge do convencional, algo que envolve o leitor e o instiga a continuar com esta leitura, que tem uma história em si muito bela, mas com isso não digo finais idealizados, não, são finais que parecem ser reais, então se você quer algo impactante, corra agora mesmo para a livraria e compre seu exemplar deste livro que considero fascinante. Cinco casinhas com certeza + bônus hahahaha.
Avaliação







Por um momento apenas – Bella Andre

Durante 36 anos, Marcus Sullivan fora o irmão mais velho, ajudando a cuidar de seus sete irmãos após a morte do pai, quando ainda eram crianças. No entanto, quando o futuro perfeito que ele planejara para si próprio transformou-se em nada além de uma mentira, Marcus precisa de uma noite de loucura para se esquecer de tudo.
Nicole Harding é conhecida no mundo todo por apenas um nome — Nico —, graças à sua música pop contagiante. No entanto, o que ninguém sabe sobre essa cantora de 25 anos é que sua imagem de símbolo sexual é totalmente falsa. Depois de ter sido terrivelmente traída por um homem que amava a fama mais do que a ela, jurou nunca mais deixar ninguém se aproximar a ponto de descobrir quem ela realmente é... ou de magoá-la novamente.
Principalmente aquele homem maravilhoso que Nicole conhecera em uma boate, ainda que o desejo — e as promessas transgressoras — em seus olhos negros a fizessem querer revelar todos os seus segredos. Uma noite é tudo o que Nicole e Marcus concordam em compartilhar um com o outro. Contudo, nada acontece como planejado quando, em vez de uma simples relação carnal, descobrem-se ligados de uma forma pela qual nenhum dos dois esperava. E, embora tentassem lutar contra isso, os sentimentos incontidos — e a atração profunda — os aproximava cada vez mais.
Essa resenha não vai ter spoilers do primeiro livro.
  Primeiramente gostaria de falar que este livro me surpreendeu de maneira positiva já que eu não esperava muito, é porque, gente, alguns livros deste gênero são simplesmente enfadonhos, com cenas de sexo em demasia. Mas este livro é realmente uma leitora boa, onde as cenas picantes são descritas onde realmente tem aquele clima, e eu não achei nada vulgar.
  Com relação a historia eu não concordei com algumas atitudes, uma em especial que ocorre na balada, eu achei meio forçada. Mas, fora isso, achei o livro muito bom, a história foi bem construída e gostei dos personagens.
Eu achei que a Nicole tinha tudo para se tornar uma personagem bem chatinha (ela é uma cantora pop, super famosa no livro), mas simplesmente achei ela uma personagem bem bacana, apesar de que o Marcus Sullivan foi o personagem que realmente me animou neste livro, ele é sem dúvida aquele irmão mais velho, super bonito, e também é protetor com as pessoas que ama (tem como não se apaixonar por um personagem assim?).
Mais para o final do livro vemos um pouquinho do irmão que terá sua história contada no próximo volume, e tudo que posso dizer é eu lerei todos os livros desta série, porque eu realmente achei “Por um momento apenas” bem legal, e estou esperando pelo livro do Zach e do Smith, que são os irmãos que mais me chamaram a atenção, e estou querendo LER O LIVRO DESSES IRMÃOS, EM ESPECIAL, LOGO! hahaha.

   Finalizo afirmando que esta é uma obra ótima dentro do seu gênero (erótico), uma leitura muito agradável, sem grandes reviravoltas, mas que permite ao leitor acompanhar um belo romance "leve" (na história em si do casal, porque este livro tem umas cenas bem picantes hahahaha). Se você tem mais de dezoito anos, e quer ler algo agradável dentro deste gênero, RECOMENDO MUITO esta série.
Avaliação







Lições de Vida – Anne Tyler

Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente... Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.
Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.
            Começo dizendo que eu quase surtei quando vi a capa deste livro, eu achei simplesmente PERFEITA, realmente capta a essência do conteúdo, algo realmente interessante, uma leitura boa e calma. Sabe aquele livro bom, mas sem enormes reviravoltas ou coisas do tipo? Uma história que realmente merece ser lida. Achei que a leitura flui de maneira fácil, embora eu tenha tido uma relação de amor e ódio com a personagem principal.
          Embora eu ache muito legal o fato da Maggie sempre dar tudo de si para unir a família, e fazer as coisas que ela acha necessário, eu acredito que às vezes ela simplesmente fica 'cega' aos defeitos de certas pessoas, o que acaba machucando não só ela, mas os outros envolvidos. Já do marido dela, o Ira, eu gostei muito mais, ele é mais reservado, um tanto 'pé no chão', demais às vezes, mas sem me irritar, ele é a "razão" da relação entre os dois, já que Maggie é mais sonhadora e age sempre com o coração.
          A história nos mostra um casal de pessoas normais, sem um casamento perfeito, algo mais 'real' e que é, ao mesmo tempo eu diria, gracioso, porque apresenta como eles conseguiram ficar juntos tanto tempo, superando as brigas, como eles se conheceram, e como eles lidam com sua família, seu filho (gente, confesso que este filho deles foi o único personagem que realmente me irritou bastante!). Mas eu com certeza não poderia deixar de mencionar o Sr. Otis,  que foi um personagem super engraçado e que deu um pouco mais de "vida" àquele livro, sério, é tipo muito legal como eles se conhecem, e eu não quero falar aqui para que vocês, leitores queridos, possam conferir esta parte que na minha opinião foi uma das mais legais do livro, porque embora eu tenha gostado deste livro achei  ele meio parado às vezes.

     Resumindo, é um livro que fala sobre uma família, sua convivência no geral, suas qualidades e defeitos, mas não é uma história que não remete a grandes reflexões. Dito isso, eu recomendo este livro para aqueles que gostam de algo mais leve e que tem aquele certo "quê a mais" que consegue se diferenciar da maioria de uma maneira graciosa, e que somente uma autora realmente maravilhosa como Anne Tyler consegue fazer.
Avaliação






Jardim de inverno – Kristin Hannah

Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história. Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são.
    Primeiramente eu gostaria de dizer que este livro foi comprado "no escuro" uma vez que eu comprei unicamente por causa da autora, eu simplesmente me apaixonei totalmente pelo outro livro dela, "O Caminho para casa" (clique no título para ler a resenha). No começo eu pensei "Será que este livro vai atender as minhas expectativas?". A resposta pra quem está querendo saber é "CORRAM PARA LER ESTE LIVRO!" HAHAHA.
    No começo, o achei meio lento, e eu não entendia a mãe delas, o porquê dela ser tão distante, e às vezes parecer até mesmo indiferente com suas filhas, eu achei que não iria conseguir gostar dela, mas ao ler o livro e conhecer o passado dessa personagem tão enigmática, eu pensei "como uma mulher consegue passar por tanta coisa e se manter em pé?".
    Logo no começo, quando vemos o pai com a doença, analisamos uma família cujos membros são bem diferentes e distantes entre si. Meredith é casada com Jeff e também tem duas filhas, nela vemos uma mulher que poderia ter tudo, uma família feliz e um ótimo emprego. Neste segundo ela está, sim, realizada, porém ela enfrenta problemas no casamento, e tem dificuldades de se relacionar com a mãe, uma personagem simplesmente amável em minha opinião, porque ela não é algo pronto, não analisamos seu crescimento, seu amadurecimento em relação as suas inseguranças, ela é uma personagem que poderíamos imaginar andando entre nós.
  Nina, irmã de Meredith, é uma linda mulher aventureira, amável e que está sempre na África ou nestes países que estão sempre em guerra, fazendo fotos, que de alguma maneira possam representar pelo que estes povos passam, suas lutas diárias... Assim como sua irmã tem dificuldades de falar abertamente com a mãe, mas também não tem um relacionamento muito aberto com a irmã. Afinal ambas veem a liberdade através de 'caminhos' diferentes, nela vemos uma personagem de personalidade quase oposta à de sua irmã para algumas coisas, e que também enfrenta dilemas sobre sua vida, onde está sua felicidade....
  Não falarei muito da mãe delas para não falar spoilers e tirar a "graça" do livro, mas de maneira resumida, ela é uma mulher que levou uma vida difícil, teve de fazer escolhas que muitas de nós nem sequer imaginaríamos, mas que de alguma forma passou por aquele "inferno" e encontrou uma forma de viver. No decorrer do livro a vemos enfrentar 'monstros' do passado que a assombram, vemos sua evolução através dos 'contos de fada' (para não soltar spoiler, esses "contos de fadas" são CRUCIAIS para que se entenda a personagem e seu passado).
 Para terminar, eu acho que TODOS DEVERIAM LER ESTE LIVRO. É simplesmente emocionante ver como uma família que cresceu junta começa a se tornar realmente uma família após muitos anos. Essa é jornada em busca da verdade de cada um dos personagens, como cada um deles acaba se descobrindo nessa viagem em busca do que aconteceu no passado.
     Chorei de alegria na última parte do livro, quando elas vão a uma casa e pensam que erraram de endereço, e acabam por descobrir que na verdade estão no lugar certo (quem leu este livro vai intender hahahaha).

    Em resumo, se você gosta de se emocionar e quer um livro em que o vilão da história não seja realmente alguém, e sim o tempo, o destino, e vários fatores que culminam muitas vezes nas escolhas que fazemos, não porque queremos, e sim porque naquele momento queremos proteger aqueles que amamos, indico essa leitura a você.







Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho - Sir Arthur Conan Doyle

"Um estudo em vermelho" propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes: um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor sempre atento e não raro maravilhado com a inteligência e talento do detetive.
Essa é a primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930). Muito mais do que um livro de estreia, esta história nasceu clássica, com seu ritmo vertiginoso de suspense e mistério que consagraria seu protagonista Sherlock Holmes como o mais apaixonante e popular detetive da história da literatura. A história foi editada pela primeira vez na revista Beeton’s Christmas Annual e logo fascinou inúmeros leitores, para quem o endereço do detetive — 221B Baker Street, Londres — se tornou uma das ruas mais famosas da literatura.
Como definir meu sentimento por Sherlock Holmes? Os livros do personagem são simplesmente instigantes, ótimos, e, sem dúvida, não encontrei algum outro que superasse estas incríveis obras, embora existam alguns títulos investigativos realmente bons no mercado atual, não achei algum que me deixasse com aquela cara "como eu nunca imaginei que ele era o culpado?", porque me sinto assim em todas as histórias de Sherlock.
 Este livro em especial é o primeiro mistério que o autor escreveu sobre nosso querido Holmes, mas a história é contada através do ponto de vista de Watson, que, na procura de alguém para dividir o aluguel, acaba por encontrar o excêntrico, Sr. Holmes.
Quote do livro (espero que gostem):
         ''Ora este artigo – disse, apontando com a minha colher de ovo, enquanto me sentava para tomar o café de manhã – Sei que você já o leu, pois o marcou. Não nego que seja muito bem escrito. Mas me irrita. É evidentemente a teoria de um desocupado de poltrona que desenvolve todos esses pequenos paradoxos bem delineados no isoladamente da sua sala. Não é prático. Gostaria de vê-lo sentado num vagão de terceira classe no metrô, com a tarefa de dizer as profissões de todos os seus acompanhantes de viagem. Aposto que mil contra um que ele não saberia dizer.
         - Você perderia o seu dinheiro – Holmes observou calmamente – Quanto ao seu artigo, fui eu que o escrevi." - Pág.30 da versão da Editora L&PM Pocket.
  Confesso que não li na ordem cronológica dos livros, porque da primeira vez que fui à livraria comprá-los, eles não tinham este volume em especial, e a mocinha que trabalhava lá disse que poderia ler os outros sem 'ficar perdida', mas eu recomendaria ler na ordem cronológica (hábito meu).
    A história é muito boa, apesar de eu achar que O cão dos Baskerville, é praticamente insuperável hahahaha. Sério, é outro nível de literatura hahaha.
      Em relação aos personagens eu só posso dizer que eu acho impossível não amar a dupla Sherlock e Watson, eles são simplesmente incríveis. Uma personalidade completa a outra, uma vez que nosso detetive favorito tem uma personalidade um tanto singular, né?!
     Ao longo do livro aprendemos e nos surpreendemos junto com Watson sobre as descobertas que seu incrível colega nos revela.
     Antes de terminar, uma nota, gente, sério, eu quase comprei a versão da editora Zahar, digo quase por que é um verdadeiro mimo aquelas edições super fofas que eles fazem, mas eu acabei comprando da L&PM Pocket, porque é quase 30 reais a menos, se não me engano os da Zahar giram em torno de 40 reais, mais ou menos. Eu compro os da Zahar quando tem mais de um conto, tipo aquele da capinha verde que me parece ter 12 contos, não tenho certeza. Mas parece que eles estão publicando versões mais baratinhas também.

   Enfim, leiam Sherlock Holmes! Você que é fã de livros do gênero, e até mesmo se você nunca leu achando que não vai gostar, leia porque as chances de você sair amando este livro é MUITO GRANDE. Com certeza darei 5 casinhas e um bônus para este livro, porque merece.
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A Culpa é das Estrelas – John Green


Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
Primeiramente gostaria de falar que foi difícil escrever esta resenha não pelo livro ser ruim, mas pelo livro ser PERFEITO, a escrita do autor me cativou de maneira que não conseguia não me envolver com a história, de maneira que eu ria em alguns trechos chorava em outros, mas nunca me decepcionava.
"Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem você vai feri-lo. Eu aceito minhas escolhas, e espero que Hazel aceite as dela."
O livro é contado sobre o ponto de vista de Hazel, uma personagem cativante e que sofre de um câncer já em estado terminal, abalada pela doença desde que tinha seus 13 anos, Hazel, já com 16 anos, passa seus dias em casa assistindo a American's Next Top Model. A única exceção é aqueles dias em que sua mãe a obriga a ir ao Grupo de apoio, e lá ela conhece Augustus, um cara que parece uma metáfora ambulante (hahaha, leiam e vocês vão entender), por quem acaba se apaixonando, um personagem que teve uma perna amputada por causa do câncer, e, juntos, eles vão viver esta LINDA história de amor, juntos eles vão ter que enfrentar todas as barreiras que suas doenças podem causar.
Eu sei que pode parecer clichê para resenhas, mas este livro é incrível. Ele é, sem dúvidas, um livro ÚNICO, impossível não gostar, eu me emocionei demais lendo, tanto que às vezes, para não bancar a chorona, eu o lia no meu quarto, porque, tipo, toda minha família iria achar no mínimo estranho chorar lendo livro hahahahahaha, mas não da para segurar, porque ele é triste sem deixar de ser Perfeito, ele atrai os sentimentos opostos como tristeza e felicidade, lágrimas e risos....
"Mas, Gus, meu grande amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada neste mundo."
Uma obra SIMPLESMENTE PERFEITA, você simplesmente termina de ler querendo mais de Hazel e Gus, porque embora o tema seja delicado, ele nos ensina a ver o câncer com outros olhos, porque é incrível como o autor transcreve de modo tão realista e impecável, a experiência desta menina que tem que conviver todos os dias sabendo que ela não viverá tanto quanto sua mãe ou seu pai:
"Eu sou uma granada – repeti – Só quero ficar longe das pessoas, ler livros, pensar e ficar com vocês dois, porque não há nada que eu possa fazer para não ferir vocês, vocês estão envolvidos demais, por isso me deixem, tá? Não estou deprimida. Não preciso sair mais. Não posso ser uma adolescente normal porque sou uma granada."
Recomento este título a todos aqueles que apreciam uma boa obra, porque, honestamente, se eu fosse fazer um TOP10 este livro, sem sombra de dúvidas, estaria entre os três primeiros. E, para finalizar, as palavras do New York Times: "um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão. Green nos mostra um amor verdadeiro... muito mais romântico do que qualquer pôr do sol à beira da praia." 
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A Lista de Schindler – A verdadeira história – Mietek Pemper


 A verdadeira e mais completa história sobre a lista de Schindler, que salvou milhares da morte certa, contada por um sobrevivente e importante personagem deste drama, Mietek Pemper, que mesmo sendo judeu atuou como secretário de Amon Goth, o nazista que comandava o campo de concentração. Devido a sua importante atuação em toda a operação de salvamento ele foi consultor do filme a Lista de Schindler de Steven Spielberg. Pemper foi a única testemunha que poderia dar uma visão completa e precisa de operação de Schindler. Seu livro é cuidadoso e triste, contando o triunfo de ambos e da incapacidade de superar a dor.

   Um livro que eu estava com certo receio de comprar devido ao seu conteúdo ser algo verídico, e eu não queria chorar de novo lendo um livro hahahaha (derramei lágrimas com A Culpa é das Estrelas kkkk'). Mas, apesar de tudo, acabei comprando, é um livro consideravelmente pequeno, mas que carrega um conteúdo de certo modo "pesado" que 'entra' na mente do leitor, o que me fez ler este livro em três dias ao invés de um ou dois.
  O livro é narrado por Pemper, um judeu que está no campo, mas que por ser bilíngue, acabou trabalhando para göth (QUE RAAAIVA DESSE PERSONAGEM), embora ele sofresse como todos que ali moravam, ele tinha certos "privilégios" (se é que se pode chamar disso né, gente?).
  O livro que eu comprei conta ainda com algumas fotos do autor de quando ele era pequeno, já formado na faculdade, das cidades, etc. (não sei se todas as edições possuem isso).
   Um dos personagens que eu amei nesse livro foi o Schindler, que fez tudo aquilo que ele foi capaz para ajudar os judeus, porém o autor descreve Schindler, de forma verídica e não alguém idealizado. Separei um quote de exemplo:
        "Alguns perguntam, em minhas palestras, se é verdade que Schindler tinha tantos relacionamentos com mulheres quanto se comenta, limito-me a dizer:
 - Vejam, nós que estamos nos afogando descobrimos na margem um homem que já tirou a jaqueta para pular na água. O senhor acredita realmente que devíamos perguntar a esse homem corajoso se ele é fiel à esposa, porque se não for, não poderá nos tirar da água? Ele e sua mulher fizeram uma operação de resgate sem precedentes. [...] Isso é o essencial. Todo o resto não tem importância."
    No final Pemper comenta um pouco sobre o filme de Steven Spielberg, o que ele achou da adaptação e sobre alguns fatos que se passam no filme (estou quase soltando spoilers hahaha. Gente, sério eu ainda não vi o filme! #shameonme). Este é livro narra uma HISTÓRIA VERDADEIRA, portanto não esperem um enredo cheio de reviravoltas mirabolantes, um romance arrebatador no meio ou algo assim, porque ele é um livro MARAVILHOSO para seu propósito, que é narrar sob o ponto de vista de Pemper, sua vida, dificuldades que passou durante a guerra e, claro, a história por trás da LISTA DE SCHINDLER.
   Portanto eu encerro esta resenha dando MIL CASINHAS para este livro, que sem dúvida marca seu leitor. Recomendo muito esta obra para quem gosta de ler coisas que se passem na época do Holocausto, e principalmente alguém que gostaria de ler algo verídico sob o ponto de vista de um judeu que teve de usar de todo seu instinto de sobrevivência para escapar vivo desse terrível período da história da humanidade, e que contou com ajuda de pessoas maravilhosas que lhe propiciaram esta segunda chance.
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Uma Questão de Confiança – Louise Millar


Sinopse
Uma Questão de Confiança - Você deixa seu filho com uma amiga. Todo mundo faz isso. Até que algo sai errado... - Louise Millar.
Em um subúrbio tranquilo de Londres, algumas mães se ajudam através de amizade, favores e fofocas. No entanto, algumas delas não parecem confiáveis e outras têm segredos obscuros. Quando Callie se mudou para seu novo bairro, pensou que seria fácil adaptar-se. Contudo, os outros pais e mães têm sido estranhamente hostis com ela e com sua filha, Rae, que também descobriu como é difícil fazer novas amizades.
Suzy, seu marido rico e seus três filhos parecem ser a única família disposta a fazer amigos, mas, recentemente, a amizade com Suzy anda tensa. Ainda mais com a atmosfera pesada que pairou sobre o bairro após a chegada da polícia e o relato de um possível suspeito morando no bairro.
O que Callie e sua pequena Rae podem esperar? Em quem confiar? E, sobretudo, como imaginar que certas atitudes rotineiras podem colocar em risco a vida de sua pequena filha? Verdades e mentiras parecem se esconder nestas pequenas casas.
Primeiramente gostaria de dizer que este livro foi maravilhoso, embora tenha tido um começo bem maçante pelo fato de sermos introduzidos inicialmente ao fato de que as personagens principais possuem segredos que descobriremos mais a frente. Mas, se excluirmos isso, o livro se torna simplesmente maravilhoso, devido a leitura que parece simplesmente "fluir" pelas mãos dos leitores, e os personagens também são simplesmente maravilhosos pelo fato de não terem somente qualidades, mas também possuírem defeitos e fazerem escolhas erradas (eu dificilmente gosto daqueles protagonistas perfeitos demais).
O livro é narrado intercalando o ponto de vista de três personagens. A primeira é Callie, uma mulher divorciada e mãe da pequena Rae, elas estão tendo dificuldades de se ajustar a vida no bairro, ela é uma personagem muito boa (eu acho que ela pode irritar alguns leitores em certas partes do livro hahaha), sem dúvida uma das minhas personagens preferidas, embora o fato dela confiar muito em uma pessoa do livro me irritou, Suzy é uma personagem que me fez ter uma relação de amor e ódio, eu sentia muita dó dela em algumas partes da história, como o fato dela sempre acabar por gastar em coisas porque ela simplesmente não tem mais aquela atenção do marido (se a autora quis deixar os leitores com ódio desse personagem, comigo funcionou, não falarei muito para não soltar spoilers), mas em relação a outros fatos eu simplesmente achei ela meio psicopata (eu acho que quem já leu  deve entender). A terceira é Debs, a personagem que mais me surpreendeu com suas histórias, que vão sendo descobertas aos poucos pelos leitores, o que me fez gostar dessa personagem gradativamente, porque eu comecei achando que ela seria apenas uma mulher chata e que gosta de bisbilhotar seus vizinhos, e me peguei descobrindo que ela é aquela personagem observadora que vê algumas coisas que outros não percebem, e terminei o livro achando ela uma personagem simplesmente maravilhosa.
Achei um livro super bacana, que não tem um conteúdo tão leve, já que nos mostra que muitas vezes aqueles que mais conhecemos são aqueles que mais devemos temer já que as vezes não conhecemos as pessoas como pensamos, e a protagonista também não é realmente inocente, uma vez que cometeu um erro e que não prejudicou somente ela, mas também outras pessoas. Este livro possui um final que achei muito bom e realista, diferente do tão esperado happily ever after que geralmente os personagens têm, por isso acho que todos deveriam ler este livro simplesmente maravilhoso desta autora que com certeza entrou para minha lista de queridinhas.
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Aqueles que nos salvaram – Jenna Blum


Uma história que ultrapassou todas as barreiras e preconceitos religiosos e ideológicos em nome do amor. “Aqueles que nos salvaram” conta a história de Anna, uma jovem de 18 anos com um futuro promissor aos olhos do pai, um simpatizante nazista: casar-se e ter filhos com um oficial alemão. Ao se apaixonar por um médico judeu, no entanto, sua vida muda completamente. Revelando uma história de paixão e amor condenado, um retrato sobre a vida durante a guerra e um impressionante drama da relação mãe e filha, o livro explora profundamente aquilo que escolhemos suportar ou resistir para sobreviver e o legado da culpa.
“Aqueles que nos salvaram” é, sem dúvida, uma leitura muito emocionante, daquele tipo de livro que você simplesmente quer ler mais, e quando acaba você queria que tivesse mais páginas, porque é simplesmente impossível não se apaixonar por alguns personagens como Anna, Trudi, Max...
   A autora escreve de uma maneira muito prazerosa uma história que é intercalada entre a história de Anna (uma jovem alemã) no período da Segunda Guerra Mundial, ela é considerada uma jovem de uma beleza que atrai vários homens, e é vista aos olhos do pai muitas vezes como um objeto que daria à família o passaporte para um casamento com alguém de alto posto do exército nazista, mas que após ter uma filha ainda solteira, teve de sair de casa, e viver muitas dificuldades para criá-la.
    A outra parte é intercalada nos anos 90, onde Trudi, filha de Anna, já está adulta e faz um trabalho a respeito da Segunda Guerra Mundial, e ela tem de procurar por fontes externas já que sua mãe não fala com ela por muitos anos (eu fiquei com raiva disso no começo do livro! Mas depois entendemos.), e, conforme suas pesquisas avançam, ela acaba por fazer descobertas que ela nunca imaginaria sobre suas reais raízes, e ela acaba entendendo que sua mãe fez certas coisas que fez para conseguir criar sua filha, época em que a maioria passava fome.
           Em relação aos personagens AMEI o Max (não falei muito sobre ele anteriormente para não soltar spoilers! Mas uma coisa é certa: TÔ APAIXONDA KKK’), ele é um judeu que acabou se envolvendo em um romance secreto com nossa protagonista, e sofreu um ‘’bocado” com o nazismo. Anna é uma mulher com um forte instinto de sobrevivência, que faz o que for necessário para garantir o “pão de cada dia” da sua filha, sua filha Trudi também é uma personagem muito boa, uma mulher que realmente gosta de ajudar e que, mesmo quando suas pesquisas não estavam indo tão bem, não desistiu e acabou descobrindo coisas de seu passado que ninguém nunca lhe contara, porém ela também sofre com inseguranças em relação a certas coisas, como por exemplo na beleza, já que sempre teve uma mãe cuja aparência causava o desejo de muitos homens e a inveja de algumas mulheres, e ela nunca se achou tão bela.
     Para fechar a resenha eu acho que esse livro DEVERIA SER LIDO POR TODOS, já que consegue nos fazer sentir um misto de emoções como raiva e choro (sim eu chorei muito EM UMA PARTE do livro), este foi o ultimo livro que eu li em 2012, e eu só não vou dar 5 casinhas, porque o final de UM PERSONAGEM me fez chorar litros!
 Dois trechinhos lindos dos livros *-*
“Ela deveria saber que isso aconteceria, mesmo com ele; deixaria de ser tola e não ia dizer a verdade. Ela jamais poderá contar-lhe o que começou a dizer: que passamos a amar aqueles que nos salvaram.”
“Trudi estende a foto na direção do Sr. Pfeffer.
– Essa é a mulher que você viu? – pergunta ela – Essa é o anjo aprendiz?
–Não posso ter certeza – admite ele – Foi há tantos anos... Mas há uma semelhança notável. Estou razoavelmente certo de ser ela.
 –A que certo ponto?
O Sr. Pfeffer aperta os lábios e solta o ar fazendo psssh
– Eu diria que uns oitenta por cento.
Ele entrega a fotografia a Trudi, mas ela não se move para pegá-la.
 –Meu Deus – diz ela – Meu Deus!”

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A Luz Através da Janela – Lucinda Riley


 A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração.
Primeiramente começo afirmando que este foi umas das melhores descobertas que fiz neste ano, um dos motivos foi que eu nunca havia me interessado por ele, e no dia em que fui à livraria eu só o comprei porque, ele estava com um preço muito bom. E eu esperava um livro que tivesse um final previsível, mas acho que eu nunca estive mais errada. Este livro conseguiu me cativar mais a cada página, a história é perfeita, tem romance, um pouco de mistério, tudo na medida certa, de maneira que você passa horas lendo sem que nem mesmo se perceba.
A história conta sobre Emilie De La Martinières uma personagem que veio de uma família nobre da França, e trabalha como veterinária. Apesar de muitos acharem que ela deveria trabalhar com algo glamoroso devido aos seus status, ela opta por fazer aquilo que realmente deseja, apesar de contrariar a mãe com quem tem uma relação conturbada desde a infância, e que esta, ao morrer, deixa um château, uma casa em Paris, e algumas dívidas, já que a família, embora nobre, estivesse tendo certas pendências financeiras. E em meio a todo esse caos, ela conhece Sebastian Carruthers, que de modo misterioso conta que suas famílias estiveram envolvidas no passado. Emilie, então, se vê obrigada a lidar com a decisão de talvez vender o château para pagar as dívidas da mãe, porém quando pensa em tomar essa decisão resolve descobrir a história que teve naquele lugar, que envolve os De La Martinières e os Carruthers da época da segunda guerra mundial que seria Connie Carruthers e Sophia De La Martinières, em uma complicada história de amor impossível.
Em meio a este caos, obrigada não só a lidar com o luto pela mãe, o misterioso passado de Sophia, que de alguma maneira ainda desconhecida alterou o restante da linhagem De La Martinières, Emilie se vê apaixonando por Sebastian. E, após certos acontecimentos, ela vai morar com ele na Inglaterra e assim conhece Alex, o irmão paraplégico, e entre suas idas e vindas de Paris para acompanhar as mudanças que ela esta fazendo no château, ela descobre que talvez aquele lugar é apenas um dos mistérios em que ela se vê envolvida.
Em relação aos personagens eu simplesmente amei Emilie, ela é uma personagem verossímil, você nota que ela comete erros e acertos, que ela não é aquela personagem perfeita e com ar falso, a leitora pode se identificar com Emilie, entender suas dúvidas, suas escolhas e atitudes, por este motivo eu gostei muito dela. Sebastian é um jovem atraente, inteligente, que realmente faria o estilo de muitas garotas, mas tem uma personalidade que eu diria bem difícil, PORÉM Alex foi minha paixão imediata, porque ele é fofo, bem leal (só quem ler o livro vai entender, se eu falar vou soltar spoiler hahahaha) e mostra que um paraplégico consegue sim ser independendo e neste caso muito sexy hahahaha. Sophia e Connie são personagens das famílias que viveram na conturbada época da segunda guerra mundial, e mesmo que elas tenham se tornado amigas, possuem personalidades diferentes. Sophia é extremamente bela, poetisa e inocente devida a sua cegueira, que fez com que sua família a protegesse muito, mas também é aquele personagem de origem rica e que não está acostumada a passar por dificuldades e nota-se isso com clareza em alguns momentos. Já Connie é uma mulher forte, realista, capaz de passar por muitas dificuldades e passar por qualquer problema que tiver de enfrentar e que, assim como seu marido, luta em favor da França e Inglaterra contra os Alemães nazistas, e é esta causa que juntou as duas famílias, em um laço de amizade que será colocado à prova  em vários momentos.
  Finalizo afirmando que todos deveriam ler este livro, principalmente quem, assim como eu, ama mistério, romance que se passe em épocas conturbadas da história, ou simplesmente para aqueles que apreciam um bom livro. Eu comprei este livro e agora estou louca para ler todos da autora e lerei em breve “A casa das Orquídeas” da mesma autora, e se ele tiver pelo menos UM POUCO da qualidade deste livro já será suficiente para ser um bom livro.
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Lola e o Garoto da Casa ao Lado – Anna, Lola e Isla #02 - Stephanie Perkins


  Sinopse:
 A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
       Este livro foi escrito pela maravilhosa Stephanie Perkins, autora pela qual fiquei completamente apaixonada pela escrita desde que li “Anna e o Beijo Francês” que foi um livro simplesmente perfeito, maravilhoso... eu simplesmente li umas 5 vezes aquele livro. hahahaha.
    “Lola e o Garoto da Casa ao Lado” conta a história de Lola e é narrado por ela, mas também encontramos um pouco da vida Anna e St. Clair (senti muitas saudades deste casal!), já que Lola trabalha no mesmo cinema que Anna, mas elas são bem diferentes, porque com Lola tudo é mais intenso, desde as roupas até o modo como ela lida com os sentimentos. Então a história não se desenrola da mesma maneira leve e sutil que vimos em “Anna e o Beijo Francês”.
    Lola é uma garota que foi criada por pais gays, mas que cuidam dela de modo conservador em relação a algumas coisas, como o namoro. Ela é bem espontânea e cada dia se veste de uma maneira diferente, possui várias perucas e usa elas no dia-a-dia, ela tem um emprego, uma ótima melhor amiga e um namorado cinco anos mais velho que ela e que é vocalista de uma banda de rock. Tudo vai, aparentemente, as mil maravilhas, mas tudo muda quando os gêmeos Bell (Calliope e Cricket) voltam a ser seus vizinhos (digo voltam porque eles já foram seus vizinhos em sua infância) e  alguns fatos do passado voltam à tona de modo que ela tem que lidar com situações que colocam seus sentimentos à prova, e até seu namoro.
     Primeiramente gostaria de dizer que fiquei apaixonada por Cricket, ele é do tipo geek romântico, BEM ALTO e tem olhos azuis, mas, diferente de Lola, ele é tímido e não tem tanta facilidade de lidar com os sentimentos. Simplesmente achei ele tão fofo e 'realista' (sem toda aquelas características que tornam o personagem totalmente inverossímil, sabe?)  e a autora conseguiu fazer isso de modo que só torna ele aquele personagem mais "real", o que só me fez amá-lo mais hahahaha. Lola é uma ótima personagem, tem algumas atitudes que foram tomadas de modo impulsivo (mas Lola é assim!) o que, em minha opinião, só deixou o livro melhor e mais verossímil  já que todos cometem erros e aprendem com eles.
   Simplesmente um livro de leitura obrigatória para todos os fãs do gênero, porque Lola é simplesmente apaixonante (sabe aquela garota que você queria ter como amiga? É a Lola) com seu modo de agir e pensar. E quando o livro acabou fiquei com aquela sensação de “quero mais” que poucos livro deixam, em parte porque  quando comecei a ler este livro pensei  “Lola seria eu mesma sem aquelas perucas, e produções diárias?” e adorei o modo como a autora fecha o livro, principalmente porque fica claro a resposta para a pergunta.
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