Wonder Woman
sempre viveu na Ilha Paraíso com sua mãe, a Rainha das Amazonas, Hipólita.
Agora, a menina sente que está preparada para explorar o mundo de uma forma
mais ampla, então decide ir estudar no Super Hero High, colégio especializado em
desenvolver os poderes dos alunos, focando no seu potencial futuro e o que eles
poderão fazer se bem treinados, desejando formar os melhores super-heróis.
Em meio a um
ambiente totalmente novo, Wonder Woman tem certeza de que irá aprender muito, se
divertir e fazer ótimos amigos. Só que as coisas não se saem exatamente como
ela previa, já que corre um boato de que uma aluna foi expulsa só para a
entrada da princesa amazona, fazendo com que inimizades já sejam formadas antes
mesmo que possam conhecê-la melhor.
Agora, nossa
ingênua protagonista precisará aprender a lidar com o ensino médio, a
convivência com pessoas não muito agradáveis, aulas bastante difíceis, e garotos.
E ainda terá que aprender a enfrentar tudo isso e superar suas inseguranças,
afinal sendo filha de uma rainha de renome, ela precisará ser no mínimo
impecável em tudo o que faz. Será que Wonder Woman será capaz de encarar os
desafios ou irá desistir e voltar para o conforto do seu lar, a Ilha Paraíso?
Quando
peguei este livro para ler, estava com ótimas expectativas, já que adoro
super-heróis e livros juvenis, então a mistura das duas coisas parecia bastante
promissora. Depois de finalizada, posso dizer que gostei da leitura, porém
esperava mais dela, então acabei me decepcionando um pouco. Ainda indico a
obra, sim, mas para aqueles que desejam tramas menos exploradas e sem grandes
acontecimentos, pois o ritmo se mantém semelhante e nada de grandioso ocorre.
E, mesmo sendo um exemplar voltado para o público jovem, acho que poderia ter
sido melhor desenvolvido.
Sinto como
se a autora tivesse um grande potencial para sua história, com ótimos
personagens e um enredo promissor, mas não tivesse conseguido explorar bem. E
mesmo eu já tendo passado da idade “ideal” para esta leitura, adoro livros do
gênero, inclusive até mesmo os mais infantis, então sei que este não foi o
motivo para eu não ter gostado tanto assim do que encontrei.
A minha
parte preferida é que todos os personagens existentes na trama são “reais”, ou
seja, já existiam no universo da DC. E aqui Lisa Yee utilizou nomes, aparências
e poderes semelhantes aos dos quadrinhos, e até mesmo alguns detalhes das personalidades
e da vida deles. Claro que a autora fez uma adaptação para trazê-los para seu
enredo de alunos adolescentes estudando numa escola para super-heróis. Então,
mesmo usando o background de cada um que já existe, como, por exemplo, a Wonder
Woman ser uma princesa amazona que morava numa ilha paradisíaca, o Riddler
adorar charadas, a Amanda Waller ser dona de uma personalidade forte e
aterrorizante, a Harley Quinn ser meio doidinha, etc., ela conseguiu moldá-los
para se encaixarem neste novo enredo.
E tudo isso
de uma forma bem leve e descontraída, fazendo com que os vilões, por exemplo,
não sejam criminosos ou assassinos, entre outros. E, ainda que hajam
antagonistas, eles não são realmente malvados, só possuem características não
tão boazinhas como as de Wondy (apelido que Wonder Woman ganhou graças a Harley
Quinn), ou então intenções mais egoístas, de um jeito típico de adolescentes
populares “vilões” em livros juvenis contemporâneos.
A narrativa é
em terceira pessoa, com foco na Wonder Woman, e explorada de forma ampla,
fazendo com que o leitor tenha a oportunidade de conhecer um pouco mais
diversos personagens. Nomes como Harley Quinn, Hawkgirl, Poison Ivy, Lois Lane, Flash, Green
Lantern, Captain Cold, Frost, Bumblebee, entre muitos outros, fazem aparições
na história, seja em cenas importantes, apenas pequenas participações, ou até
mesmo porque foram citados no contexto.










{








