Alguns
minutos antes de Krypton ser completamente destruído, Kara Zor-El é enviada
pelos pais para o planeta Terra em uma nave individual, salvando, assim, a
menina de um fim terrível, e ainda conseguindo manter seu planeta a salvo
através dela. Por conta de complicações pelo caminho, ela acaba chegando ao
nosso planeta mais de vinte anos após seu primo, o Superman, que já se tornou
um grande e importante super-herói. Tio Jonathan e Tia Martha logo a acolhem e
sempre fazem o melhor que podem para ajudá-la, mas está na hora de Supergirl
encontrar um lugar para auxiliá-la a lidar com seus superpoderes e onde ela
possa se sentir melhor consigo mesma.
Para isso,
acaba indo parar na Super Hero High, não que nossa protagonista esteja
realmente certa de ter escolhido o lugar correto, afinal, mesmo sendo a garota
mais forte de toda a galáxia, ela é bem desajeitada, e a Wonder Woman, pessoa
que Kara admira muito e de quem já virou fã, parece saber fazer tudo e lidar
com qualquer coisa muito bem. Mas ela começa a se sentir bem acolhida com seus
novos amigos e novas atividades para aprender a lidar com as coisas, mesmo que
ainda tenha dificuldade para controlar seus próprios poderes.
Quando
alguns invasores surgem na escola, na cidade de Metropolis e no mundo,
Supergirl terá que se esforçar muito mais para aprender a confiar em si mesma e
no seu potencial, deixando de lado sua insegurança e todos os sentimentos
tristes que as vezes a dominam se quiser ajudar a salvar a todos. Mas será que
ela está preparada?
Esse livro
começa bem depois do final do anterior, inclusive há cenas semelhantes aqui e
lá. Confesso que, apesar de ter gostado da leitura, esperava mais da mesma. Depois
de ter acompanhado a Wonder Woman como protagonista do primeiro volume, acho
que a Supergirl deixou um pouco a desejar, e não me senti tão conectada com ela.
A trama segue um padrão semelhante com a do anterior, com nada muito grandioso
acontecendo, apesar de ter alguns pontos interessantes, e a autora foca mais na
parte interna dos personagens principais, que, neste caso é a Kara Zor-El.
Podemos
vê-la enfrentar seus fantasmas, ao mesmo tempo em que tenta superar a grande
perda que teve em sua vida, se adaptar à nova realidade que enfrenta, assim
como ao novo planeta. E também vemos que Kara precisa aprender a se acostumar
aos seus poderes e também ao fato de ser tão estabanada. Ela vai se esforçar
para fazer novos amigos e tentar agradá-los, fazendo tudo que está ao seu
alcance para ajudar o próximo, mesmo que muitas vezes acabe se precipitando e
fazendo tudo errado. Gosto dessa característica da autora de nos aproximar mais
dos personagens como pessoas, mas acaba tirando um pouco da parte heroica de
suas jornadas, visto que não há tantas cenas assim no estilo.
Também queria
que tivesse tido mais espaço para a exploração dos poderes de Supergirl de uma
forma que ela não ficasse errando, sendo desajeitada e machucando os amigos.
Começar assim, eu entendo, continuar com essa característica até o final,
também. O que me incomoda é que isso se tornou a parte principal dela, do começo até o fim, superando até tudo de
bom que ela é capaz de fazer.
Algo que
adoro nessa série é o fato de encontrarmos diversos personagens dos mundos da
DC em suas páginas. Grande parte dos super-heróis são alunos da Super Hero
High, assim como alguns vilões, como a Harley Quinn e a Poison Ivy. Mas alguns
outros são professores, como o Gorila Grodd, a diretora do colégio é ninguém
menos do que Amanda Waller, entre outros professores. Além de encontrarmos
referências a alguns mais velhos, como Superman.











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