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O Bebê de Bridget Jones: Os Diários - Bridget Jones #04 - Helen Fielding

Depois de enfrentar diversas situações para lá de inusitadas e viver um romance com ninguém menos do que o maravilhoso Mark Darcy, Bridget Jones está solteira novamente. Mas, depois de noites de bebedeira e, claro, muita nostalgia, ela acaba tendo duas recaídas muito importantes, uma com o próprio Mark Darcy e a outra com ninguém menos do que o chato mulherengo e parasita, Daniel, seu ex-chefe.
A questão é que um destes dois encontros acabou resultando em algo inesperado: uma gravidez! E, pior, Bridget nem ao menos sabe quem é o pai, afinal usou camisinhas biodegradáveis em ambas as relações. O que seria muito aceitável, afinal não atrapalha o meio ambiente e ainda mantém os golfinhos vivos por mais tempo. Só tem um pequeno probleminha: elas estavam com suas validades vencidas!
Agora, Bridget precisa descobrir quem é o pai, mas só no tempo certo para não correr o risco de prejudicar o bebê, tem que lidar com conselhos, sendo a maioria bem aterrorizante, de todos que conhece, entre pais e solteiros sem filhos, tem que descobrir como fazer uma dieta favorável ao bebê, se preparar para entrar nessa nova fase da vida como mãe, enquanto aprende mais sobre a maternidade e tem que lidar com as briguinhas entre os Mark e Daniel, que não param de se provocar. No meio disso tudo, ainda tem que lidar com as coisas que acontecem nas vidas alheias, afinal todos querem seus conselhos e presença nas coisas mais variadas.
E, para deixar tudo registrado, ela decide escrever um diário para presentear seu filho quando o mesmo estiver com idade suficiente para entender tudo o que passou, e como foi viver aquele período de sua vida em meio a expectativas frustradas e avanços interessantes.
Li “O Diário de Bridget Jones” e “Bridget Jones: No Limite da Razão” (clique nos títulos para conferir as respectivas resenhas) pela primeira vez muitos anos atrás, e me encantei completamente por estes chick-lits divertidos. E fiquei maravilhada de poder relê-los entre o ano passado e esse ano para poder mergulhar novamente nestas obras engraçadas com essa personagem tão carismática, que tinham me conquistado antes e agora novamente. Então, quando a autora e posteriormente a Editora Paralela anunciaram a publicação deste novo exemplar trazendo nossa protagonista vivenciando novas aventuras e, desta vez, grávida, sabia que precisava lê-lo. E adorei o resultado!
Bridget continua divertida e atrapalhada, vivenciando as mais variadas experiências desastrosas e tentando conciliar trabalho, amor, amizades e um tempo para si mesma. Tudo isso e ainda tem que lidar com o fato de que está grávida e precisará tomar conta de outra pessoa além de si, o que vai ser bem difícil, afinal nem dela mesmo ela consegue cuidar direito. E pior é que nem o pai Jones sabe quem é, o que dificulta ainda mais a sua vida, já que precisa enfrentar problemas entre os dois possíveis progenitores, que vivem brigando devido ao alto grau de competitividade que existe entre eles, e estragando momentos que poderiam ser positivamente memoráveis.


E mesmo que nossa protagonista continue meio irresponsável e ingênua em alguns assuntos, o que acaba irritando em certos momentos, podemos ver seu amadurecimento e esforço para tentar mudar e ser alguém mais ajuizada e consciente e que, mesmo aos trancos e barrancos, consegue progredir um pouco. E, aliás, nem podemos culpá-la por seus erros ou falta de habilidades instantâneas, afinal muitos de nós também não nascemos sabendo tudo, ou tanto tão rápido, muito menos poderíamos ser considerados pais perfeitos logo de primeira – ou de segunda, terceira, etc. – ou se alguém alguma vez chega a esse patamar um dia. Afinal, todos erram e é com erros que se aprende a melhorar, mas perfeição é algo relativo e praticamente impossível.
Sua vida ainda é bem atual e realista e muitos dos problemas que enfrenta são tão comuns que você ou alguém conhecido já passou ou vai passar por algo semelhante. Ainda há uma crítica social, mostrada de forma sutil, mas consciente, com alguns problemas que temos que enfrentar em nossas vidas e no dia a dia, que são chatos ou desgastantes, e até mesmo alguns machistas, afinal o mundo e as sociedades de maneira geral ainda precisam de muito para realmente serem considerados completamente evoluídos.
Adoro a personalidade de Bridget, que mesmo enfrentando muitas coisas, pessoas, julgamentos e situações no mínimo constrangedoras, ainda consegue sair com a cabeça erguida, dar a volta por cima e encontrar bom humor em tudo, sendo uma pessoa de bem com a vida e alto astral. Eu gostaria de ser mais como ela nesse sentido e não levar as coisas tão a sério ou pelo menos rir um pouco mais das adversidades da vida.


Bridget Jones: No Limite da Razão - Bridget Jones #02 - Helen Fielding

Depois de nos deixar ler seu diário anterior, Bridget Jones volta com mais cenas de fazer gargalhar. Agora que arrumou um namorado para lá de especial e vai poder se livrar das piadinhas sobre sua solteirice, ela ganhou mais confiança, mas também se mete em ainda mais enrascadas. Seja seguindo as dicas dos mais variados livros de autoajuda, enfrentando jantares com situações esquisitas, passando uma temporada numa prisão tailandesa ou participando de conversas desconfortáveis, Bridget sempre tenta lidar com cada situação da melhor maneira possível e transmitindo muito humor para todos ao seu redor. Em “Bridget Jones: No Limite da Razão”, podemos acompanhá-la em mais momentos inusitados e com muita diversão. E Mark Darcy está ali também para, claro, nos fazer suspirar!
Devo dizer que sou fã de Bridget Jones. Ela é uma personagem divertida e espirituosa que me fez rir em diversas situações. Acredito, inclusive, que o primeiro chick-lit que eu li na vida foi o volume anterior desta série, “O Diário de Bridget Jones” (clique no título para ler a resenha com minhas opiniões), muitos anos atrás. Lembro que tinha me apaixonado e ficado viciada na escrita da autora. Nessa releitura que fiz de suas obras, começando no ano passado, posso dizer que continuei adorando-as, então não poderia deixar de recomendá-las para todos os leitores que curtem livros despretensiosos, leves e com uma grande pitada de humor.
Confesso que, quando reli o volume inicial desta vez, algumas coisinhas me incomodaram, que não me recordo se tiveram o mesmo efeito naquela primeira vez que o li anos atrás. Esse segundo também não é perfeito, mas o achei ainda melhor do que o anterior, então estou muito feliz de saber que, mesmo depois de tanto tempo e de tantas coisas que vivenciei, essa personagem tão querida continua merecendo um espacinho nas personagens memoráveis que já conheci e gostei.
Esse exemplar também é mais divertido e engraçado. Bridget passa por diversas situações inusitadas que só ela mesmo poderia vivenciar. Em alguns desses momentos, ri bastante. Em outros, fiquei desesperada para que ela agisse com um pouquinho de mais maturidade, mas mesmo assim me peguei sorrindo.
Em alguns desses acontecimentos ela mesmo é a “culpada”, já que não consegue se concentrar em outra coisa ou então se mete em algo por livre e espontânea vontade. E em outras ela consegue tirar o melhor proveito da situação, mesmo que seja algo ruim, transformando circunstâncias péssimas em algo mais ameno e até mesmo conseguindo tirar algum divertimento ou ensinamento daquilo da melhor maneira. Admirei a personagem nessas horas e fiquei desejando ser igual a ela, podendo vivenciar momentos tensos, tristes ou desesperadores com mais leveza e menos preocupação.
Só achei que podia ter tido mais Mark Darcy do que de fato teve, principalmente porque o mal-entendido que rolou entre eles poderia ter sido facilmente evitado ou resolvido, mas isso só aconteceu lá nas últimas páginas, o que acabou sendo bastante frustrante. Ainda mais se levarmos em conta o quanto ela ficava falando/pensando nele o livro inteiro.
A trama é espirituosa e envolvente, a escrita da autora é bem gostosa e flui muito bem, daquele jeito que a gente nem percebe o tempo passar e não consegue parar de ler e, quando nos damos conta, já estamos fechando a última página com uma sensação deliciosa de ter passado aquele tempinho na companhia de personagens tão carismáticos, principalmente a protagonista meio maluquinha, Bridget, e o apaixonante Mark Darcy.


O Diário de Bridget Jones - Bridget Jones #01 - Helen Fielding

Bridget Jones é uma mulher comum, com quase trinta anos, solteira e que vive em luta com a balança, com as bebidas e os cigarros que consome, e sem saber como lidar com seus pais, que estão passando por uma fase diferente. Vivendo em meio a situações embaraçosas, conversas hilárias com os amigos, marcando presença em jantares e festas familiares ou de amigos dos pais, e num emprego que não a desafia, Bridget vai divertir os mais diversos leitores.
Agora que percebe que seu caso com o chefe pode não passar para um nível mais sério, que aquele homem arrogante que conheceu na casa de um amigo da família pode ser mais interessante do que esperava, e que conseguiu um novo emprego, talvez sua vida vá tomar um rumo melhor. Ou talvez não. Resta ler seus diários para embarcar na vida perfeitamente imperfeita de uma das protagonistas femininas mais famosas da literatura.
Se não me engano, “O Diário de Bridget Jones” foi o primeiro chick-lit que li na vida. E isso já faz quase dez anos! Me lembro que eu tinha amado a obra e considerado uma das minhas melhores leituras, entrando, inclusive para o hall de favoritas. Mas, naquela época, eu estava começando a me viciar em livros, porque, por mais que eu tenha lido bastante desde que aprendi a ler (e ainda antes, só que eu só ouvia as historinhas que minha mãe lia para mim), foi desde este período que eles realmente começaram a fazer uma grande parte da minha vida, do meu dia a dia, das minhas prateleiras e da minha casa.
Sempre que alguém pedia indicação de um título para nos fazer dar gargalhadas, um bom chick-lit, uma leitura leve e divertida, eu sempre indicava este. Só que eu não tinha um exemplar na minha estante, porque ele era sempre muito caro. Até que, este ano, a Paralela, selo da Companhia das Letras, divulgou que iria publicar uma nova edição dos três primeiros volumes e mais o lançamento, “O Bebê de Bridget Jones”, que acompanha o filme homônimo que chegou aos cinemas no final de 2016.
Com o lançamento das novas edições, com novas traduções e capas lindas em soft touch (aveludadas), coloridas e ilustradas (as anteriores eram beeeem feias), eu sabia que precisava tê-las na minha estante e refazer as leituras dos dois primeiros volumes e a do novo (o terceiro livro eu não tenho a mínima vontade de ler, então provavelmente não vou fazer isso nunca), então logo que eles foram lançados, corri para ler.
Agora, depois de todos esses anos e mais de quinhentos livros lidos, posso dizer que não foi tão maravilhoso quanto eu me lembrava. No entanto, ainda é uma leitura ótima, divertida e alto astral. Bridget é uma personagem engraçada, que se mete nas maiores enroscadas e o Darcy é completamente apaixonante, isso não podemos negar. Mas não considero mais tudo aquilo que eu considerava antes. Acho que faltou algo e sobrou Daniel Cleaver, porque ele é bem chato e irritante, e não sei como Bridget demorou tanto tempo para cair em si com um homem destes!
Talvez eu não estivesse num ótimo momento para a leitura, talvez eu tenha lido muitos livros tão melhores neste meio tempo que, em um comparativo, este tenha caído um pouco na minha lista de preferências. Ou talvez eu simplesmente tenha amadurecido de forma diferente, fazendo com que eu goste mais de outro tipo de leitura atualmente. Mas o que importa no final de tudo é que, mesmo não tendo amado a leitura, eu adorei-a novamente. E, sim, vou continuar lendo os demais volumes, e venho comentar com vocês a respeito deles em breve.
Bridget Jones é uma personagem carismática e divertida, que tem péssimas ideias e amigos ótimos (sorte a dela, porque é cada situação em que se mete!). Duas coisas que me incomodam na personagem são seu vício por bebidas e cigarros (ela não consegue parar com nenhuma das duas coisas) e em Daniel, e demora muito para se livrar dessa cisma que tem com ele.


Algo que acho muito interessante é que, apesar de este livro ter sido publicado originalmente há vinte anos, ainda traz bastante coisa atual, principalmente em se tratando de ser uma mulher solteira com quase trinta anos. Eu sei que a sociedade atual já está um pouco melhor e mais evoluída, mas ainda há bastante destas questões a serem trabalhadas e muitas das opiniões que aparecem no livro acontecem na vida real ainda hoje. E acho ótimo que Bridget saiba lidar com todas essas coisas da melhor maneira possível.
Também é maravilhoso ver o quão crível e identificável é essa história, visto que muitas de nós passamos por situações semelhantes em nosso dia a dia, seja por finais de relacionamentos nada agradáveis, relacionamentos com os pais cheios de altos e baixos, busca por uma carreira diferente e muita diversão com os amigos, entre outros. Claro que eu torço para ninguém passar tantas situações constrangedoras quanto Bridget, mas todas passamos por algumas delas ao longo da vida, então a melhor maneira de lidar com tudo é divertindo-se no caminho.