Mostrando postagens com marcador Editora Paralela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Paralela. Mostrar todas as postagens

A Espiã - Paulo Coelho


Quando comecei minha fase de leituras diárias e em sequência um dos autores que eu mais lia quando mais nova foi Paulo Coelho, por ser adepta de leituras espiritualistas ele me parecia adequado. O tempo passou e nunca mais li nada que saiu do autor até que surgiu a chance de ler seu último lançamento, A Espiã, publicado pelo selo Paralela da Companhia das Letras.

Mata Hari foi uma dançarina a frente do seu tempo, executando danças exóticas que terminavam com ela sem roupa. Com isso ela se tornou alvo da imprensa e de homens da alta sociedade com dinheiro e poder político. Com uma busca incessante por liberdade ela se envolveu em tramas da primeira guerra mundial, e pagou caro pela sua liberdade de moralismo e costumes.

Narrado em primeira pessoa na parte 1 pela própria Mata, e na segunda parte pelo seu advogado de defesa, a narrativa de Coelho não lembra as antigas leituras que fiz do mesmo, não sei se pela temática muito diferente ou por uma mudança de escrita, mas todos os fatos correram de forma rápida, objetiva, sem reflexões ou pensamentos além do raso. O objetivo do autor foi recontar a estória desta mulher que foi condenada a morte inocentemente por se envolver com as pessoas erradas no momento errado. Diversas fotos originais aparecem pelo livro, tanto de Mata como de jornais.

Mata, nascida Margaretha Zelle, nasceu na Holanda e escolheu casar para sair de seu país, mas com uma escolha feita pelas páginas do jornal não foi bem sucedida, o marido foi péssimo para ela. E como não conseguia se ver presa a infelicidade para sempre, ela abandona o marido e  a filha para ir para França e se tornar dançarina. Infelizmente o livro começa com sua execução, então não existe surpresa em momento algum de nada, apenas conhecemos como ela se tornou dançarina e se envolveu com espionagem.

Ela era uma mulher vanguarda, mas sem muita inteligência, já que acreditava que o sexo justificava para alcançar seus objetivos, sem se dar conta das consequências. Em meio ao estouro da primeira guerra ela não hesita em se meter na política, mesmo quando foi aconselhada a se afastar disto, tudo pelo capricho de voltar a Paris. Com isso ela não desperta empatia ou solidariedade, pois é teimosa e não resguarda a própria segurança. Não dá para torcer por alguém tão vaidosa como ela!

Nenhum personagem além de seu advogado passa tempo suficiente na trama para que conhecêssemos ou nos envolvêssemos. Tudo é muito focado na personagem, mesmo quando a mesma conhece ninguém menos que Picasso, tudo se passa de forma muito superficial. Porque não brincar um pouco com ícones tão interessantes?

O livro é interessante do ponto de vista histórico para conhecer os bastidores da época, como quando Mata chega a Paris e a Torre Eifel ainda não tinha seu nome, e ainda poderia ser desmontada. Mas do ponto de vista literário ou até biográfico (embora Coelho diga que esse não é seu objetivo) o livro é fraco. Mesmo que a estória já havia sido delineada pelos fatos reais, não é nada empolgante. Acredito que o autor poderia usar a estória para passar mensagens, seja quanto aos crimes comentidos na guerra, seja quando ao tratamento com as mulheres.


Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid


Evelyn Hugo é uma mulher notável. Mas nem sempre foi assim. Com uma infância ruim e muitos percalços pelo caminho, ela teve que batalhar para alcançar a tão almejada fama. E não foi fácil, mas ela sempre foi mais forte. Agora, prestes a completar 80 anos e já tendo vivenciado muitas tristezas, afinal todas as pessoas que eram importantes para ela já se foram, decide contar a verdade por trás de sua vida, de sua fama e de seus relacionamentos com seus 7 maridos.
Escolhe a jornalista desconhecida Monique Grant para relevar toda a sua história através de uma biografia muito honesta. Por que ela foi a escolhida? Ninguém sabe. Mas é a partir dessas entrevistas com tom de conversa íntima que vamos mergulhar nos anos anteriores, entrar na mente dessa incrível mulher, entender seus sentimentos ao longo de todo o caminho, vivenciar os pontos mais importantes da vida desta grande atriz e descobrir seus segredos mais bem guardados.
Essa obra foi uma leitura muito marcante, que mexeu demais com minhas emoções em diversos momentos. E me senti muito inspirada, queria ser um pouco como Evelyn Hugo, essa mulher icônica, determinada e forte. Li um pouco da história de Marilyn Monroe um tempo atrás e senti que muito da vida de Evelyn se assemelha a ela. Mas não sei se Taylor se inspirou nesse ícone.
A narrativa da autora é bem gostosa e envolvente. A gente se sente presa às páginas e mergulha completamente nos relatos de Evelyn, como se estivéssemos fazendo parte daquilo. Ela expõe a verdade nua e crua, por mais feia que seja. E mostra que todos temos lados bons e ruins, ninguém é perfeito e até quem parece improvável, sofre e comete muitos erros.
Muitos assuntos importantes e relevantes foram tratados na obra, entre eles o papel da mulher na sociedade, e como sempre foi difícil ser levada a sério, além de ter que vivenciar coisas ruins e continuar firme. Também fala sobre mídia e manipulação, como a verdade apresentada quase nunca é a realidade de fato.





Imperfeitos – Recomeços #02 – Lauren Layne


Eu li o primeiro livro dessa série e não gostei muito da história e dos personagens criados por Lauren, mas curti sua escrita. Então, quando tive a oportunidade, continuei com as demais leituras para quem sabe me apaixonar. Depois de também ser o volume 0.5 e gostar muito mais, resolvi começar a ler esse título, que parecia ser tão incrível quanto. Os volumes são independentes, e, por conta disso, você não precisa seguir uma ordem.
Nessa obra acompanhamos Michael, que após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, descobre que o homem que ele tanto admira não é o seu pai biológico. Com o seu mundo desmoronando, ele resolve ir para o Texas trabalhar em um clube de tênis para tentar conhecer seu pai biológico e seu meio-irmão Devon, que não sabem da sua existência.
Conhecemos também Chloe, uma mulher divertida, inteligente e sarcástica que tem uma autoestima um pouco mais baixa por estar acima do peso, mas que não deixa isso interferir na sua vida. Ela está apaixonada por Devon há anos, mas nunca conseguiu nada com ele. Foi sua irmã magra quem começou a namorá-lo. Quando ela conhece Michael, eles acabam criando uma verdadeira amizade e ele se propõe a ajudá-la a conquistar o seu meio-irmão. Acompanhamos então a amizade dos dois e nos divertimos bastante com os diálogos de ambos.
Com uma leitura leve, rápida e envolvente, acompanhamos os capítulos intercalados pela visão dos nossos dois protagonistas em primeira pessoa, o que deixa a trama ainda mais interessante, pois assim conhecemos um pouco melhor cada um, assim como seus sentimentos, fazendo com que a gente se sinta ainda mais próxima a eles.






The Risk – Briar U #02 – Elle Kennedy


Brenna Jensen é destemida, tem forte opinião e sabe o que quer. Sendo filha do técnico de hóquei da Briar, entende que não pode ter relação com nenhum dos jogadores rivais, mas, como diversas outras meninas, não consegue resistir ao capitão do time de Harvard, o arrogante e lindo Jake Connelly.
Para conseguir um estágio na HockeyNet, ela acaba mentindo para o entrevistador dizendo que Jake é seu namorado e, com isso, consegue chamar sua atenção. E Jake, que também não resiste a Brenna, acaba aceitando fingir que isso é verdade, contanto que ela aceite sair em encontros reais com ele. O fingimento talvez seja mais real do que ambos admitem. E esse amor proibido acaba se fortalecendo, mas eles ainda precisam lidar com distrações, confiança e aceitação.
Gosto bastante da Elle Kennedy e estava empolgada para conhecer melhor esse casal desde sua participação em The Chase. Há uma química bem evidente e gostosa entre os dois, que combinam bastante, afinal ambos são bem resolvidos e com ótima autoestima. Gostei das personalidades, com destaque para Brenna, que é independente e forte.
Achei o livro legal e a história interessante, porém esperava mais. Achei morno, sem grandes emoções e o que me incomodou bastante foram os detalhes. Não há realmente um grande problema na trama, mas pequenas situações ou comentários que me chateavam.
E penso que a autora tinha muito assunto para explorar por conta das situações misóginas e machistas que a protagonista vivenciou devido ao seu sonho de se tornar uma jornalista esportiva – área infelizmente dominada por homens. Queria vê-la dando a volta por cima e lidando com tudo aquilo, mas na verdade ela só se deixou levar, aceitando as situações (até ficou chateada e com raiva, mas engoliu tudo).





Ele – Him #01 – Elle Kennedy e Sarina Bowen


Wes e Jamie se conhecem há anos num acampamento de hóquei e uma amizade logo surgiu entre os dois, que se fortaleceu porque todos os verões treinavam juntos. Wes notou que tinha sentimentos mais fortes por Jamie, mas não sabia como lidar com isso muito bem. Depois de uma aposta, algo acontece e ele se afasta, cortando o contato.
4 anos se passam e eles se encontram porque podem se enfrentar no campeonato de hóquei em times opostos. Wes se surpreende quando vê que não consegue se afastar de novo e acaba confessando algumas coisas a Jamie. O que ele não esperava era a reação do rapaz. Será que Wes pode se permitir ter alguma esperança?
Gosto bastante da escrita de Elle e já tinha lido 5 de seus livros publicados no Brasil, então estava com expectativas para essa duologia. Porém, fiquei um pouco decepcionada com a história. 1º porque na minha opinião teve cenas excessivas de sexo. Como já comentei em outras resenhas, prefiro quando o foco do livro é no desenvolvimento dos sentimentos e do relacionamento e as cenas de sexo sejam consequência disso, não ganhando mais destaque do que o resto.
2º porque acho que as autoras tinham muito potencial para trabalhar com vários assuntos neste livro, como o fato de Jamie se “descobrir” bissexual, sendo que nunca antes tinha realmente parado para refletir sobre o assunto. Então queria ver esse tema melhor trabalhado. E 3º porque o enredo poderia ser mais desenvolvido.
Por outro lado, a escrita das autoras é gostosa, leve, envolvente e flui muito bem. A gente logo se vê preso na trama querendo saber o que vai acontecer em seguida no relacionamento desse casal carismático.







A Mulher Entre Nós – Greer Hendricks e Sarah Pekkanen

Sempre gostei bastante de livros de suspense. Amo criar teorias e tentar desvendar os mistérios por trás de todas as obras. Por esse motivo, assim que li a sinopse desse volume fiquei bem interessada e agora contar tudo o que achei da leitura.
Conhecemos Vanessa, uma mulher de trinte e sete anos, recém divorciada, que mora no apartamento de sua tia, pois não tem dinheiro, amigos verdadeiros ou filhos. Ela trabalha em uma loja na qual costumava frequentar e leva a vida de forma bem deprimida. Quando descobre que seu ex-marido está prestes a se casar novamente, nossa protagonista cria uma obsessão para impedir esse matrimônio de qualquer jeito. 
Do outro lado, conhecemos Nellie, uma jovem de vinte e sete anos, professora de educação infantil, que também trabalha como garçonete nas horas vagas para complementar a renda. Após conhecer Richard (ex-marido de Vanessa) e acreditar que é o grande amor de sua vida, ela vive o que acredita ser um conto de fadas. Fugindo do seu passado e cheia de gatilhos, não gosta de correr escutando músicas altas, tem problemas para dormir e não gosta de andar sozinha na rua. E ela vê Richard como um verdadeiro protetor. Agora anda recebendo ligações estranhas, as fotografias em seu quarto são movidas de lugar e ela sente que alguém está lhe perseguindo.
Com um enredo forte que fala sobre violência psicológica, relacionamentos abusivos e nos apresenta personagens bem complexos, esse thriller é capaz de mexer com nossas emoções, além de trazer uma narrativa cheia de reviravoltas que não deixam a trama ficar parada. Quando você acha que sabe de alguma coisa, descobre que estava errada.






A Última Dama – Tudor #03 – Elizabeth Fremantle


Esse é o terceiro e último livro da trilogia Tudor, e, como amei os volumes anteriores, estava louca para começar a ler essa obra. Nela vamos conhecer a história de Penelope, jovem de beleza estonteante, que vem de uma linhagem nobre. Mesmo tendo uma mãe exilada e carregando o sangue de um dos maiores inimigos da Coroa Inglesa, acaba caindo nas graças da rainha Elizabeth I, e agora tem que usar da sua inteligência e sagacidade para enfrentar as pessoas e as redes de intrigas que a cercam.
Insatisfeita com seu casamento e apaixonada por outro homem, nossa protagonista arrisca tudo em nome de sua felicidade. E, junto de seu irmão, o Conde de Essex, ela utiliza seu caráter ardiloso e dissimulado para criar alianças e garantir a segurança de sua família. 
Conhecemos também Robert Cecil, conselheiro-chefe da rainha que tem como inimigo o irmão de nossa protagonista, por isso está de olho em todos os seus passos e fará de tudo para derrubá-lo, fazendo com que Penelope precise ajudar seu irmão e conspirar com o seu amante, mesmo sabendo que se as coisas não derem certo, ela pode acabar perdendo a cabeça. Literalmente.
Gostei muito de acompanhar essa série, pois ela conseguiu me conquistar em todos os momentos com tramas viciantes e narrativas rápidas e ágeis. E gosto muito da escrita de Elizabeth, que é bem envolvente e nos prende com facilidade. Além disso, adoro o fato de a autora ter trazido fatos reais para seu enredo, misturando-os com ficcionais e construindo, assim, uma história interessante e quase real.






Daisy Jones & The Six - Taylor Jenkins Reid

Nos anos 1970 todos conheciam a banda de sucesso Daisy Jones & The Six. Sempre no topo das paradas, movia plateias enormes, lotava shows e conquistou inúmeros fãs. Todos os amavam e muitos queriam ser como eles. Mas em 12/07/79 tudo acabou. O que aconteceu e o que os levou ao fim?
Daisy Jones era um ícone, sempre quis escrever músicas e cantá-las tocando os ouvintes. Ela queria ser alguém e fazia o que queria para chegar ao topo. E inspirava uma geração de garotas descoladas. The Six surgiu pequena e confiante. O vocalista, Billy Dunne, sabia como queria gerir “sua banda”, deixando bem claro, e escrevia as músicas e cantava. Quando um produtor os uniu, um fenômeno foi formado movendo multidões.

Através de entrevistas com relatos, viajamos ao passado para o cenário do Rock regado a muitas drogas, bebidas e sexo e conhecemos a verdade por mais feia que fosse.
Curti como a obra foi apresentada, as entrevistas parecem reais e se encaixam perfeitamente, criando um cenário incrível. A trama é muito visual, as descrições, a forma como fala dos sentimentos, cenários, músicas, faz com que a gente “veja” tudo. O clima do cenário musical dos anos 1970 ficou bacana. Daria um ótimo filme.
A escrita tem um tom poético e reflexivo com passagens inteligentes, outras motivadoras e até umas questionadoras. Separei ótimos quotes! Gostei de todos os personagens, mas me incomodei com muitas atitudes. Em um momento eu amava, depois xingava. As personagens femininas são destaque, pois são fortes, decididas e fazem/são o que querem, independente de opiniões alheias.




Intrigas da Corte – Tudor #02 – Elizabeth Fremantle


Após ter lido “Xeque-Mate da Rainha”, fiquei encantada com a escrita de Elizabeth Fremantle e querendo saber ainda mais sobre os Tudor. Esse volume traz a história das irmãs Katherine e Mary Grey, primas das rainhas Mary I e Elizabeth I, que após a execução de Jane, a irmã mais velha de ambas que assumiu a coroa por pouco tempo, são vistas como ameaça, pois possuem sangue Tudor e muitos as consideram herdeiras legítimas, não reconhecendo as filhas de Henrique VIII como sucessoras ao trono.
Katherine e Mary Grey não têm interesse nenhum no trono e gostariam de ser livres, mas estão cientes do sangue que carregam e por isso vivem sempre alertas. Conhecemos, então, as personalidades dessas irmãs e seus anseios. Katherine é uma jovem romântica, sonhadora, que deseja se casar e se apaixona muito fácil. Já Mary é inteligente e de bom coração, que tem uma deficiência na coluna que faz ser vista como torta, por conta disso não representa perigo ao trono e recebe constantemente vários olhares por conta de sua aparência.
Quando Mary I permanece no trono, se mostra uma pessoa de personalidade difícil e por muitas vezes cruel, não tem medo de executar quem não cumpre a lei. Quando morre, Elizabeth I assume o trono e para não perder o trono acaba tomando decisões cruéis como a sua irmã. Por conta da sua incapacidade de gerarem um filho, novamente existe a possibilidade de Katherine Grey assumir o poder, fazendo com que ela tenha uma vida bem complicada na corte.





The Chase – Briar U #01 – Elle Kennedy

Summer Di Laurentis é linda, rica, popular e chama atenção. Depois de ser expulsa da Brown, se matricula na Briar e espera morar numa fraternidade. Porém, as garotas não a querem lá. Então seu irmão Dean consegue uma vaga em sua antiga casa, uma república de homens. E ela aceita.
Como colegas de quarto, há um amigo com quem ficou e que gosta MUITO dela, e Colin Fitzgerald, um nerd que joga hockey e tem um corpo deslumbrante, por quem tem uma queda. Porém, ele a acha superficial. E ela não se acha muita coisa por causa de seu TDAH. Há química entre eles, mas Fitz não quer nada. Será que vai conseguir resistir por muito tempo?
De maneira geral, gostei muito da obra, que é leve, divertida e envolvente. É bacana ver o desenvolvimento pessoal dos personagens e o romance conquista no final. A escrita da autora é gostosa e fluida, então a leitura é fácil e prazerosa.
Gostei da Summer, exceto por um ou outro momento, e entendi a personagem, seu jeito e inseguranças. Mas não posso dizer o mesmo de Fitz, que me incomodou em diversas situações. Somente no final da leitura que melhorou um pouco de atitude, mas estou cansada de homens babacas o tempo todo que só depois de aceitar o amor (porque mesmo sentindo, não aceitam e continuam assim) melhoram.
Algo que gostei foi que Elle abordou assuntos importantes que sempre precisam ser discutidos, transtornos psicológicos como TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, para aceitação e aprendizado da população, bullying e assédio sexual (principalmente professor homem e popular com aluna) para alertar as pessoas.



Xeque-Mate da Rainha - Elizabeth Fremantle

Sempre gostei de estórias com princesas, reis e rainhas, mas depois da minha viagem para Londres eu virei fã de carteirinha da monarquia inglesa. Ver a monarquia atuante é o tipo de experiência que transforma, e surtiu uma grande conexão comigo. Desde então procuro conhecer a história pregressa dessa família, Xeque-Mate da Rainha, da autora Elizabeth Fremantle, publicado pela Paralela, foi uma chance de conhecer a vida de Katherine Parr a sexta e última esposa do rei Henrique VIII.

Henrique VIII está em busca de uma nova esposa, e Katherine Parr acaba de perder o marido muito doente, após uma visita a corte o rei passa a cortejá-la, e decide que ela será sua nova esposa. Katherine não pode dizer não mesmo quando seu coração já tem outro dono. Cercada por intrigas, traições e disputas de poder, ela terá que ser a rainha e ainda manter sua fé a prova da inquisição.

A primeira coisa que precisa ficar clara ao ter esse livro em mãos é que trata-se de um livro histórico, ou seja, por mais que tenha sido escrito em terceira pessoa em forma de romance, ora através da própria Kat ora através dos olhos de Dot. Os fatos narrados foram retratados em cima de muita pesquisa por parte da autora, ela inclusive lista ao final do livro uma lista bibliográfica de suas fontes de pesquisa. Suas maiores liberdades se deram com apenas dois personagens, Dot a criada pessoal da rainha e seu médico Huicke, já que embora ambos tenham existindo não existem dados aprofundados sobre os mesmos.

A narrativa é bem feita, mas não prende desde o início. Ela desperta sim curiosidade, mas não tem um ritmo rápido e pode demorar a desenrolar para algumas pessoas. Fica claro que o objetivo é fazer um relato histórico, e não romancear o que ocorreu.

Katherine foi uma mulher a frente do seu tempo, isso fica muito claro nas atitudes que têm. Primeiro mesmo depois de rainha ela não trata seus empregados ou qualquer outra pessoa abaixo dela (ou seja, todo mundo menos o rei) com superioridade, ao contrário, gosta de conhecer as pessoas e tratá-las com respeito. E de tão diferente que é de todas as damas ela tem que constantemente controlar suas opiniões e atos para no chamar atenção demais para si. A atenção do rei por ela inclusive foi despertada pela capacidade dela de ser autêntica e honesta.

Henrique VIII foi um homem de personalidade extremamente forte, demonstrando especialmente a todos seu lado genioso e agressivo, que faz o que quer e quando quer, não importando o que isso signifique para seu povo ou os que o cercam. Prova disso é que quando não estava satisfeito com seus casamentos ele dava um jeito de terminar com suas esposas seja com divórcio- que gerou sua separação da igreja católica romana- seja as enforcando ou cortando suas cabeças por supostas traições (não fica claro no livro se de fato foram verdade as traições). Um lado muito pequeno e breve de sua personalidade era interessado em agradar a esposa dando-lhe presentes diários, depois de noites de sexo agressivo.

Dot, a criada da rainha está com ela desde o casamento anterior de Kat. E Katherine a vê como uma filha, já que não consegue engravidar dos maridos. Dot embora venha de uma origem bastante humilde e não saiba nem ler e escrever, é muito esperta, gentil e prestativa, e viver tão próxima da realeza a fez aprender como agir, e descobrir as intrigas comentadas por todos, já que ninguém a via como uma pessoa, era como se não estivesse nos ambientes, e logo a mocinha acaba sabendo de tudo.

Existem diversos personagens secundários, como Meg, a enteada de Kat, garota gentil e tímida que sentiu demais a morte do pai, a ponto de nunca se recuperar; Will Parr irmão de Katherine, tem como objetivo galgar degraus para colocar sua família em lugares de destaque;  Anne Parr, irmã mais nova da rainha, já casada é uma das damas de companhia da irmã, e uma das poucas pessoas que pode contar.

Um traço forte e muito marcante na narrativa é a questão religiosa, por conta do rompimento do rei com a igreja romana a Inglaterra estava migrando para o protestantismo, mas indeciso quanto sua decisão o rei volta atrás e não rompe seus laços de vez com a igreja que tem dois representantes muito próximos de Henrique a influenciá-lo. Para não perder poder a igreja faz uma caça as bruxas de todos que estão de acordo com as ideias dessa nova fé, sem missas em latim ou itens como incenso e velas nas missas, um a um eles criam maneiras de pegar essas pessoas. O problema é que a rainha é uma delas, e todo momento ela tenta manobras para não ser descoberta.


Os Números do Amor - The Kiss Quotient #01 - Helen Hoang

Stella Lane é uma econometrista bem-sucedida, tem muito dinheiro, uma família por perto e é muito bonita. Porém, ela tem grandes dificuldades em interações sociais, o que acaba dificultando na hora de manter um relacionamento. Para ela, a vida é bem prática e direta, e as coisas devem ser planejadas e executadas de maneira lógica, pois assim tudo é mais fácil e chega ao resultado esperado. Tudo parece estar indo bem em sua vida, mas sua mãe tem uma ideia fixa de que ela deve constituir sua própria família e já está ficando tarde, então a pressiona para sair com alguém ou começar a se relacionar com um homem da empresa dela que eles acham que seria ideal. Ela tem muita dificuldade de levar esse plano adiante, já que questões amorosas são difíceis para ela, principalmente porque tem Asperger, um transtorno do espectro autista caracterizado por dificuldades nas relações sociais.
Depois de uma conversa indelicada com um colega de trabalho bem desprezível, Stella acaba chegando à conclusão de que deveria praticar sexo para, assim, talvez conseguir fazer um relacionamento amoroso durar um pouco mais. Como ela tem ideias práticas, decide encontrar a forma mais adequada para treinar: contratar um profissional na área. Afinal, ela tem dinheiro de sobra e a pessoa teria sido comprovada pela agência e ela não correria o risco de pegar alguma doença.
E foi assim que ela conheceu Michael Phan, um acompanhante profissional que entrou nessa área por pura necessidade financeira. Porém, as contas continuam a chegar e, por mais que ele tenha clientes, continua bem difícil manter tudo em ordem. Ele é uma pessoa de grande coração, que vem de uma família enorme e amorosa, tem um relacionamento muito bom com os membros e está sempre querendo ajudar o próximo, mesmo que isso faça com que ele deixe seus sonhos e objetivos de lado.
Por conta de uma cliente do passado, Michael não repete mais nenhuma delas, mas Stella acaba intrigando-o de uma forma positiva e ainda traz à tona aquele sentimento dele de cuidar dos outros. E é por isso que acaba aceitando sua proposta nada convencional de ajudá-la a dominar a arte do relacionamento. Com o passar do tempo juntos, Michael fica cada vez mais encantado pela personalidade e pela mente brilhante de Stella, enquanto ela se vê envolvida pelo jeito carismático dele e também a forma como a faz se sentir confortável, impelindo-a a sair de sua zona de conforto. Porém, eles são muito diferentes e no papel provavelmente não teriam um futuro. Mas quem disse que o amor segue a lógica?
Desde o momento que vi a capa desse livro, sabia que precisava lê-lo, afinal amo romances contemporâneos, a capa é linda, e a frase “Nem a mais exata das ciências é capaz de prever por quem vamos nos apaixonar” me conquistou completamente, afinal amor é isso mesmo, a gente simplesmente sente. Quando li a sinopse, fiquei ainda mais interessada na leitura já que a protagonista tem síndrome de Asperger, assim como a própria autora, e sempre gosto de conhecer o ser humano mais a fundo, e, como não há muitos livros de romance abordando o assunto (pelo menos que eu tenha conhecimento), sempre fico muito feliz quando encontro um.
Gostei bastante de conhecer a Stella, com seu jeitinho lógico, mas também com um lado emocional bem trabalhado. Ela acabou sendo um pouco diferente do que eu imaginei a princípio, porque já li outro título com um personagem com Asperger e assisti séries e filmes (não que eu queira generalizar o comportamento ou encontrar um padrão) e a achei mais emotiva e afetiva do que os outros. Mas isso é algo bom, porque assim conseguimos ter mais uma confirmação de que cada ser humano é único e igualmente especial e não devemos ficar comparando ninguém. Outra coisa interessante a respeito dela é que a autora também tem Asperger, como comentei no início dessa resenha, e se inspirou em si própria para construir a protagonista, então Stella ganhou ainda mais verossimilhança com a realidade.
E Stella não queria viver com um rótulo de ser alguém com um transtorno dentro do aspecto do autismo, então acabava tentando esconder comportamentos e disfarçar situações. O que eu achei curioso é que essa é uma característica de muitas mulheres diagnosticadas com Asperger, e eu não tinha conhecimento deste fato. Mas a autora nos presenteou com uma Nota explicando um pouco sobre o assunto, e também sobre como ela entrou numa jornada de autodescobrimento que a levou a obter seu diagnóstico com trinta e quatro anos, além de indicar fontes para fazermos pesquisas mais profundas.
A narrativa da autora é deliciosa! Leve, envolvente e muito fluida, nós logo mergulhamos na trama e ficamos envolvidos pelos acontecimentos, pelos encontros, como um estava começando a se envolver com o outro, demonstrar quem era, o que queria, o que fazia, suas famílias, etc. A trama é divertida e também traz um pouco de drama.
Além do mais, Hoang trabalhou muito bem a construção dos personagens, tanto os principais quanto os secundários (já quero livros protagonizados por vários deles!), e nos fez entender cada um mais a fundo. Stella e Michael foram muito bem apresentados, com suas qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, dificuldades, sonhos e objetivos de vida. E também amei o desenvolvimento do relacionamento dos dois, que aconteceu aos poucos e de uma forma que nos faz suspirar.


Como Num Filme - Recomeços #0.5 - Lauren Layne

Eu já havia lido os dois livros dessa autora que foram publicados anteriormente aqui no Brasil pela Paralela, e, apesar de não ter gostado muito do primeiro livro dessa série, “Em Pedaços”, gostei bastante do outro título que foi escrito por ela, “Mais Que Amigos”. Então, resolvi dar uma chance a essa série novamente, começando a ler o volume #0.5. Agora, venho compartilhar com vocês tudo que achei desse livro, escrito por Lauren Layne e publicado aqui no Brasil também pela Editora Paralela.
Nesse volume vamos conhecer melhor Stephanie e Ethan (já que antes só vimos participações), dois jovens que não têm nada em comum a não ser o curso de cinema na Universidade de Nova York. Ela se inscreveu para fazer o curso de verão para não ter que ir para casa, uma vez que, depois da morte de sua mãe, seu pai se casou novamente apenas seis meses depois. Com isso, ela evita ao máximo ter que voltar para visitá-los. Já ele se inscreveu no curso para fugir de casa e do estágio na empresa que irá herdar do seu pai. E é durante esse curso que ambos acabam se conhecendo e tendo que trabalhar juntos para desenvolver um roteiro baseado em alguns clássicos.
Vemos, então, que Ethan acaba tendo uma grande ideia para deixar essa experiência ainda mais real, e pede para que Stephanie seja a sua namorada de mentirinha por alguns dias. Como ela está precisando de um lugar para morar temporariamente, já que todo o alojamento da faculdade está sendo reformado, acaba aceitando a proposta. Sendo assim, eles fazem um trato: ela vira a namorada de mentirinha de Ethan e o ajuda a afastar a sua ex-namorada de qualquer situação que possa reaproximá-lo dela, e ele deixa Stephanie utilizar o seu apartamento durante todo o verão.
Então nossa protagonista passa por uma mudança no visual, deixando de lado as suas roupas góticas e seus coturnos surrados para usar roupas em tons pasteis e viver uma vida no mundo dos ricos. E começa a fazer o papel de mulher discreta, arrumadinha e completamente apaixonada, assim como a personagem do filme que estão criando.


Porém, o que Ethan nunca poderia imaginar é que à medida que eles vão se aproximando, ele acaba se apaixonando por Stephanie, essa garota toda misteriosa. O que resta saber agora é se ele se apaixonou de verdade pela nossa protagonista ou apenas pela versão do papel que eles criaram para ela interpretar.
A história é bem gostosa, tendo uma narrativa rápida e fluida, que consegue prender a gente do início ao fim. Os diálogos de ambos os protagonistas são repletos de sarcasmo, além de dar para notar uma tensão sexual muito grande entre os dois.
Gostei bastante de como a autora conseguiu conduzir essa trama, que também é cheia de referências, através de uma linguagem leve e descontraída. Além disso, mesmo que o romance seja clichê, também é muito fofo e faz a gente torcer pelo casal.


Xeque-Mate da Rainha - Elizabeth Fremantle

A primeira coisa que chamou bastante minha atenção foi a capa maravilhosa dessa edição. Quando a avistei de longe em uma das minhas idas a livraria, ela despertou o meu interesse e fui correndo ler a sinopse. Assim que o fiz, vi que precisava ter esse romance histórico o quanto antes. Outra coisa bem legal é que em oito anos de existência do House of Chick e com quase duas mil resenhas já publicadas, a gente ainda não tinha resenhado nenhum livro com cujo título iniciasse com a letra X, e isso está acontecendo agora!!
Em “Xeque-Mate da Rainha” conhecemos Katherine Parr, também conhecida como Kit, a sexta esposa do rei Henrique VIII, um homem de temperamento forte e um emocional bem instável, que já guilhotinou duas esposas, se divorciou de outras duas e assistiu uma morrer durante o parto.
O livro começa contando os últimos dias de Lord Latymer, segundo marido de nossa protagonista Katherine. Ele estava muito doente e preocupado em como poderia ajudar a sua esposa sempre presente e carinhosa. Porém, como ela poderia viver confortavelmente com a herança, ele estava um pouco mais tranquilo, já que ela seria uma mulher de poses consideráveis.
Após a morte de seu marido, nossa protagonista foi convidada pela Lady Mary, filha de Henrique VIII, para um batizado na corte. Como Kit sabe que não deve recusar um convite feito por membros da realeza, acaba indo. E é lá que conhece Thomas Seymour, um homem sedutor e com ambições políticas, que acaba atraindo o interesse de Kit. Só que Henrique VIII ouviu falar que Katherine era super dedicada ao seu antigo marido. E, com isso, passou a ter interesse nela tornando-a a sua sexta esposa.
Em seu novo casamento, vemos que Kit finge ser submissa ao rei, e que ela exerce grande influência em seu reinado, tudo de forma bem cautelosa para que ele jamais perceba as suas intenções. Sendo assim, ela consegue sobreviver as intrigas da corte e todo o jogo de poder existente na mesma. Katherine também precisa esconder a sua paixão proibida, pois qualquer passo em falso faria com que tivesse o mesmo destino de algumas das ex-esposas do seu atual marido.
No início a trama é um pouco lenta, já que somos apresentadas a vários detalhes da corte, mas, à medida que vamos lendo, o texto ganha forma e a história vai fluindo de uma maneira que consegue nos conquistar e nos prender em vários momentos.
Achei o enredo muito interessante, pois esse volume retrata como nossa protagonista era inteligente e astuta, sendo uma mulher de personalidade forte, que conseguiu governar reuniões e sair de problemas mesmo em um ambiente nada propício. Isso mostra que mesmo em uma época tão difícil, existiam mulheres capazes de ser à frente de seu tempo, que conseguiram conquistar o seu espaço. O romance não é o foco deste título, mas sim como nossa protagonista era uma mulher forte e determinada e, por isso, conseguiu driblar essa corte cheia de intrigas e conspirações.
A autora entrelaçou fatos históricos reais com ficção de maneira magnífica, eficiente e interessante. A gente se sente inserido naquela época e naquele contexto de uma forma realística e verossímil, fazendo com que a leitura seja ainda mais prazerosa.


Despertar - Espiral do Desejo #01 - Nina Lane

Dean e Olivia são o tipo de casal perfeito que tem um casamento maravilhoso que muitas pessoas gostariam de vivenciar igual. Eles se amam, se cuidam, têm uma vida sexual incrível e muito ativa, se completam e são dedicados um ao outro. Porém, na vida íntima deles há algumas cicatrizes que precisam ser trabalhadas. E, quando Olivia acaba descobrindo um segredo do passado dele, as coisas ficam piores a ponto de talvez fazer com que o relacionamento dos dois encontre sua ruína. Resta saber se eles vão conseguir lidar com tudo o que estão enfrentando agora e se o amor que sentem um pelo outro será capaz de libertá-los dos problemas e fazer com que superem os obstáculos para voltarem a ser felizes e perfeitos novamente.
Devo dizer que logo que vi a sinopse desse livro e a proposta de conhecermos um casal que já estava junto há alguns anos, fiquei curiosa porque não é algo que vejo com frequência ser trabalhado e também não leio muitas vezes (na verdade, no momento não me recordo de ter lido mais títulos seguindo uma linha semelhante, apesar de conhecer outros). E ainda queria saber como a autora ia trabalhar o relacionamento dos dois, mostrar o que estavam enfrentando em suas vidas e no casamento para depois darem a volta por cima e reencontrarem a felicidade, mostrando que o amor fala mais alto. Porém, infelizmente esse exemplar não funcionou para mim e eu acabei não gostando tanto da leitura.
Primeiro porque o enredo é fraco e não acontece quase nada na vida dos personagens, que estão sempre vivendo as mesmas coisas e depois fazendo sexo. E achei bem desnecessária a quantidade exorbitante de cenas de sexo nesse livro. Parece que a autora só queria encher linguiça e, como não tinha ideias melhores, colocava os personagens explicitamente em momentos íntimos um com o outro ou sozinhos. Desnecessário na minha opinião.
Também me senti um pouco agoniada com a leitura porque parece que só encontrávamos problemas, brigas e desentendimentos. Sei que todo mundo passa por isso e é algo super normal, mas nessa leitura eu confesso que ficava esperando por um ponto de equilíbrio, algum momento que ia haver coisas positivas também e um amor melhor do que o mostrado, que senti que foi mais como uma obsessão de um pelo outro. Eles só brigavam, faziam sexo e as pazes, depois voltavam a se desentender novamente e isso virou um ciclo da primeira até a última página, o que tornou a leitura bem repetitiva e, consequentemente, cansativa para mim.
E me incomodei muito com relação a falta de diálogo dos dois, que podiam resolver questões muito facilmente se simplesmente agissem como os adultos que são e conversassem sobre o que queriam, o que precisavam, o que sentiam. Faltou muita maturidade nessa relação, e olha que ele é dez anos mais velho do que ela e já esteve em vários relacionamentos anteriores, então no mínimo deveria ter uma iniciativa de tentar arrumar o que estava dando errado, mas não acontecia isso.
Apesar disso, não posso negar que a escrita da autora flui muito bem e de maneira estimulante, então mesmo ficando um pouco de “saco cheio”, eu queria continuar lendo para saber se tudo ia mudar, se teríamos uma reviravolta bacana que me deixasse de queixo caído ou algo do tipo. E as páginas eram avançadas rapidamente, já que sua narrativa é leve, rápida e direta, fazendo com que mesmo não gostando tanto, a gente não largue o exemplar e ainda finalize antes do esperado.
O final foi outro ponto negativo porque tudo estava mal, assim como no restante do livro (como comentei anteriormente), e de repente parece que as coisas meio que se resolveram um pouco. Mas isso aconteceu do nada e de uma forma totalmente sem graça ou desenvolvida. E, ainda por cima, foi nas últimas páginas. Ou seja, a gente mal piscou e já estava tudo diferente. Sendo que o resto do livro foi tão igual que dava para a autora ter feito isso muuuuito antes.
Sei que o livro tinha como o propósito ser um pouco diferente dos que geralmente encontramos com facilidade nas livrarias, já que dessa vez temos a chance de conhecer um casal já casado e com um relacionamento que ia bem até aquele momento. E, como comentei no início dessa resenha, eu estava empolgada para conferir isso porque ia sair um pouco da mesmice (não que eu me incomodo com clichês e coisas semelhantes, porque na verdade adoro e sempre vou continuar lendo esse tipo de livro). Porém, devo confessar que os trechos que eu mais gostei foram justamente os que mostravam os dois no passado, como foi que se conheceram, começaram a se interessar pelo outro e como se esforçaram para enfrentarem qualquer barreira e ficarem juntos. Gostei muito de ver aquele homem mais velho, inteligente e com uma vida resolvida, bonito e que chama a atenção por onde passa, se interessando por uma menina que não é tão diferente dele, além de bem tímida e acanhada. E o modo como ele lidou com tudo, com paciência e compreensão e carinho. Foi realmente bem fofo e de fazer suspirar.


O Irresistível Café de Cupcakes - Mary Simses


Eu tenho alguns pontos fracos quando se trata de temática de livros, além dos temas óbvios dentro da fantasia e da espiritualidade, eu amo livros com comida, em suas diversas possibilidades. Foi por conta disso que escolhi O Irresistível Café de Cupcakes, da autora Mary Simses, publicado pelo selo Paralela, para ler. Embora no fim as comidas não aparecessem como eu achava que apareceriam.

Ellen é uma bem sucedida advogada em New York, seu casamento será em breve e ela acredita não precisar de mais nada pare ser feliz. Mas o inesperado acontece e sua avó morre, não sem antes fazer um pedido a ela: que ela vá até a cidade onde nasceu e entregue a um homem uma carta. Assim Beacon surge na vida de Ellen e mais do que entregar uma carta, ela irá desvendar uma parte da vida da avó que desconhecia, ao mesmo tempo em que se redescobre.

Eu não me lembro até o momento presente porque eu cismei de ler esse livro, além das óbvias referências a comida,  já que é um livro nada comentado e nem tem nota alta no skoob, mas eu costumo acreditar que os livros vem até mim no momento certo. E mesmo sem as comidinhas, acrescentam um pouco em mim.

A narrativa em primeira pessoa através de Ellen é dinâmica e se foca no dia a dia da busca desta mulher pela estória de sua avó, primeiro tentando entregar a carta ao homem que sua avó namorava quando jovem, e depois buscando a escola onde ela estudava e a casa que ela morava. Essa busca claro não trás apenas coisas boas, mas algumas atitudes da avó  que até o fim do livro carecem de explicação.

Ao resgatar a história da avó, Ellen sofre uma transformação irreversível, e ela começa a se perguntar se a vida que vive que até então era perfeita é a vida que deseja. Isso porque além de suas descobertas ela conhece Roy que logo nas primeiras páginas a salva de um afogamento em Beacon.

Roy é um homem charmoso do interior, mas que foge aos estereótipos de homem de cidade pequena, embora pareça um, ele esconde algumas características que aos poucos mexem com Ellen. A relação de ambos se desenvolve paralelamente a trama principal, e não tem muito enfoque, o que é muito bom, mas mesmo assim o livro tem aquele clima de sessão da tarde, já que a moça fresca de Manhattan acaba no meio do mato sonhando com blueberries.

Ellen começa o livro muito chata, preocupada com a pousada simples que está, com as calorias que come, a típica moça que se casa com um homem de família importante, que é o caso de seu noivo. Sua transformação é rápida, mas ao mesmo tempo acaba sendo explicada com o encontro com a avó adolescente. A moça aos poucos passa a comer comidas de verdade e as descreve como uma verdadeira apreciadora de comida. Achei um pouco forçada algumas situações do início da trama logo após seu afogamento e no pub da cidade, já que trata-se de uma mulher educada e recatada.



Em Pedaços - Recomeços #01 - Lauren Layne

Olivia Middleton é filha de um dos casais mais ricos e influentes da sociedade nova yorkina atual e está prestes a se formar na faculdade. Porém, depois de ter passado por uma situação, quer se afastar de tudo para lidar com seus sentimentos em segredo. E é por isso que acaba conseguindo um trabalho como cuidadora de um ex-soldado da guerra no Afeganistão, que possui diversas cicatrizes físicas e psicológicas.
Lá ela acaba se surpreendendo ao perceber que o homem de quem vai cuidar é um jovem um pouco mais velho do que ela, totalmente lindo. Porém, ele é completamente amargurado, além de ser enigmático e não querer sua presença ali e fazer de tudo para demonstrar isso abertamente. Mas, por conta de uma questão pessoal, ele acaba entrando em um acordo com o pai – tão rico quanto os pais de Olivia –, para permanecer no local e continuar recebendo sua mesada semanal, ele só precisará aturar a nova cuidadora por três meses sem expulsá-la de casa.
Então eles passam a conviver no mesmo teto, enquanto Olivia tenta lidar com a culpa e superar seu passado e Paul quer que o tempo passe rapidamente para poder se livrar dela e voltar para sua vida solitária e amarga. Porém, por mais que ele deseje isso, não consegue resistir a garota e, mesmo tentando afastá-la de perto de todos os jeitos possíveis, acaba cedendo. Mas será que o amor será mais forte do que tudo o que ele passou? Será possível que Olivia pode funcionar como uma cura e fazer com que toda a sua dor seja superada?
Quem acompanha minhas resenhas aqui no blog já deve ter reparado que eu amo romances. Então, sempre que um título do gênero é publicado, eu fico com muita vontade de lê-lo. Se parecer uma trama divertida e gostosa fico ainda mais interessada. E tem alguns livros que nos deixam ainda mais empolgados do que outros, e esse foi o meu caso com “Em Pedaços”. Primeiro porque é uma releitura (adoro!) de A Bela e a Fera, o meu Conto de Fadas preferido. Segundo porque prometia trazer personagens com uma carga emocional bem intensa que iam encontrar a saída para suas questões pessoais e encontrar a felicidade. E terceiro porque li há pouco tempo outra obra de Lauren Layne, “Mais Que Amigos”, e até resenhei aqui no blog (clique no título para ser redirecionado a resenha), então já sabia que a escrita da autora seria bem gostosa.
Até determinado momento da leitura eu estava gostando bastante da mesma, me divertindo e torcendo para ver os protagonistas superando suas questões pessoais. Porém, com o desenrolar da trama, algumas atitudes dos personagens me incomodaram muito, o que ficou ainda mais agravante no final da obra, fazendo com que eu não conseguisse gostar do resultado final tanto assim.
Uma das primeiras coisas que me incomodou foi que Olivia mal tinha chegado na casa para trabalhar como cuidadora de Paul e logo cedeu a uma atitude dele. Até onde sei, antes de qualquer atração física, a gente primeiro quer respeitar nosso trabalho, principalmente quando começamos um novo. Então não entendo o motivo de ela ter se deixado levar pela aproximação física dele e ter cedido ao seu contato, passando para níveis íntimos sem que mal se conhecessem e ela estivesse ali apenas para trabalhar. E isso se repetiu várias vezes, já que ela nunca teve nenhuma vontade de usar a palavra não quando estava em seu horário de trabalho servindo seu chefe em algo que não era para ser carnal.
Outro ponto que eu considero péssimo foi a forma como Paul tratava Olivia. E, sim, era terrível. Ele fazia os piores comentários e agia da maneira mais ridícula possível quando se tratava dela. E aqui entra uma questão muito pessoal minha, mas eu detesto – com ênfase neste sentimento – quando um homem maltrata uma mulher, seja física ou verbalmente (neste caso foi mais da segunda forma, isso sem levarmos em consideração como a agarrava e a beijava, mesmo sem conhecê-la e saber o que ela queria). Eu sei que Paul tinha ido para a guerra (porque quis) e enfrentado coisas terríveis, como era de se esperar porque era uma guerra, e ficado com inúmeras questões físicas e, principalmente, psicológicas para lidar, mas não acho que justifique fazer comentários baixos e pesados direcionados somente para ela e com total intenção de feri-la profundamente, o que ele fazia continuamente. Com sinceridade, não entendo como uma garota como Olivia conseguiu, ainda assim, se apaixonar por ele, mas enfim. Até planos ridículos para magoá-la só porque ele se sentiu chateado com uma coisa (bem fútil por sinal!), ele colocou em prática para machucá-la, e agiu como uma criança mimada que é, e ela simplesmente deixou passar. E depois ainda ficou com ele de novo. Não dá para mim!