“Inferno” é
uma obra magnífica que foi retratada por um historiador, Robert Langdon, que
também é um professor universitário de história da arte e simbologia em Harvard,
nos EUA. Tudo começa quando ele é ferido à bala na cabeça e acorda em Florença,
na Itália, em um hospital, e é atendido pela médica Sienna Brooks. Sem entender
o que se passava, nem como foi parar ali, pois perdera a memória, acaba por
obter ajuda da médica, tornando-se sua parceira, passando, então, a fugir e
tentando descobrir o porquê de tudo que estava acontecendo com ele. Com isso,
percorre a Itália (Florença) passando por obras de artes detalhadas, caminhos com
tamanha exuberância de jardins, museus, entre outros, e até mesmo a Basílica de
São Marcos, percorrendo pelas histórias da cidade e de seus feitos.
Só uma
pessoa com conhecimento de história da arte poderia escrever um livro com
tamanho requinte e elaboração. Não é só você olhar o que vê ao redor de uma
bonita e exuberante construção, mas saber o que ou como foram construídas,
planejadas, elaboradas, ou a quem pertenceram (a família, por exemplo) ou seus
próprios autores, e Dan Brown faz tudo isso com maestria.
Este livro fala,
também, sobre a história da família Médici, que se eu fosse escrever sobre
isso, ia demorar muito. Mas, para quem se interessar, deve se aprofundar no
assunto, pois esta foi uma ilustre família italiana que dominava a política
florentina por três séculos (XV, XVI e XVII), porém, o maior legado da família
“não foi financeiro, nem político, mas artístico. Talvez os mais generosos
patronos que o mundo das artes já conheceu”. Entre os artistas patrocinados por
eles, estão incluídos Da Vinci, Galileu e Botticelli. Não podendo deixar de
ressaltar Lorenço de Médici, o Magnífico, que, em 1489, se interessou a ajudar
um jovem escultor florentino de nome, nem mais, nem menos, Michelângelo “o
maior presente dos Médici para o mundo”.
Contamos
ainda com o poema épico de Dante Alighieri, que é obra-prima literária “A
Divina Comédia”, e precisa ser cautelosamente decifrada para encontrar as
respostas dos acontecimentos narrados pela história antes que o mundo seja
destruído.
Gosto muito
de História da Arte, mas confesso que não conseguiria escrever uma resenha com
tantos detalhes de informações. Para escrever sobre tudo teria que me tornar
escritora, mas me sinto feliz por compartilhar um pouco com vocês do que li. E o
que acho é que o assunto, lógico, é maravilhoso para quem lê a obra de Dan
Brown.
Uma coisa
que achei muito interessante nesta edição é que, antes da história começar, há
uma página com o título ‘Fatos’, que, como o nome sugere, traz curiosidades
sobre a trama. Por exemplo, “Todas as referências históricas e obras de arte,
literatura e ciência citadas neste romance são reais”, o que, com certeza, só
fez minha admiração pelo autor crescer a níveis enormes.
Eu nunca
antes havia lido nenhuma das obras de Dan Brown, não por falta de vontade, acho
apenas que foi uma falta de oportunidade, só tinha assistido o filme “O Código
da Vinci” e gostado muito. E fiquei meio arrependida agora, porque a leitura
realmente vale muito a pena e sinto que preciso ler todos os outros livros dele
o quanto antes.
A narrativa
é em terceira pessoa e apresenta uma linguagem fácil e fluida, apesar de ser
complexa em termos de conhecimento, já que tem muitos detalhes e informações,
mas o autor sabe transmitir tudo muito bem, então não deixa margem para dúvidas
no leitor, mesmo que este não saiba tanto assim sobre o assunto.
Robert
Langdon é um personagem muito inteligente, corajoso, perspicaz e admirável e eu
gostei muito de poder conhecê-lo e acompanhá-lo nesta aventura. Os outros
personagens são, também, muito bem construídos e fizeram grande diferença na
trama, alguns mais do que outros, porém todos com papéis de relevância.
Este é o
quarto volume da série, ou seja, é a quarta obra de Dan Brown protagonizada
pelo personagem Robert Langdon, mas os livros são independentes, então você
pode lê-los em qualquer ordem, ou não ler todos, que vai entender a história
perfeitamente, já que cada um tem começo, meio e fim no próprio volume. Eu
mesma não li nenhum dos três primeiros, só li este quarto e último livro
publicado até o momento, e entendi tudo muito bem. Mas, por se tratar de uma
série, alguns elementos da vida pessoal dos personagens acabam evoluindo
conforme os volumes vão sendo passados, então acaba sendo mais vantajoso ler na
ordem.
A
diagramação não é das melhores, já que os capítulos não são espaçados, ou seja,
quando um termina, na mesma página um novo já começa, e eu definitivamente não
curto isso. A fonte é pequena, o que também não gosto muito, mas o espaçamento entre
letras e parágrafos está em bom tamanho. Este volume tem 448 páginas e as
folhas são amarelas. E gosto muito desta capa, que é linda e passa bem a ideia
da história por conter elementos ligados à trama, como uma imagem de Dante e
uma fotografia de Florença. A versão impressa está ainda mais bonita, com
verniz localizado nos elementos importantes, inclusive no título e no nome do
autor.
A cultura, a
arte, a arquitetura e a literatura italiana, tudo foi entrelaçado, gerando este
magnífico livro. Uma história eletrizante que fala do passado, mas é vivenciada
no presente. Se você aprecia uma obra maravilhosa e quer mergulhar na História
da Arte, deve ler para crer nesta aventura rica em detalhes. Faça como eu, leia
“Inferno” e entre neste impressionante mundo de Michelângelo, Botticelli,
Giorgio Vasari (artista, arquiteto e escritor quinhentista – o primeiro
historiador da arte do mundo!), Da Vinci, entre outros. Mais do que recomendado!
Avaliação












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