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Dear Heart, Eu Odeio Você! - J. Sterling


Jules é uma viciada em trabalho que nunca teve um relacionamento amoroso com alguém que fizesse seu coração palpitar, a deixasse sem fôlego ou vivesse em seus pensamentos. E está muito bem com isso, afinal prefere mesmo se focar no trabalho, nos seus objetivos de vida, em construir uma carreira sólida com uma ótima reputação, e não acha que homens são necessários na vida de alguém para essa pessoa ser feliz.
Cal tem basicamente os mesmos objetivos de vida que ela, só que numa área diferente de atuação. Mas, como Jules, sempre se focou em alcançar suas metas, buscando a ascensão profissional, sem tempo nenhum para o amor.
Até que ela sai de Malibu e vai a Boston para uma viagem de negócios e no hotel em que está hospedada acaba conhecendo Cal por um mero acaso. Ou seria o destino mexendo nas vidas desses dois? Logo que começam a conversar, encontram tantas coisas em comum, assim como os objetivos de vida, que se surpreendem com a situação. E a química deles fica evidente de tão forte, que eles logo sentem uma conexão incrível. Porém, Jules não vai se entregar facilmente para ele, afinal isso mexeria totalmente com seu psicológico, já que eles moram a quilômetros de distância e não querem nada sério um com o outro.
Mas logo passam a perceber que o coração nem sempre escuta a razão da mente. Depois de muitas mensagens e ligações trocadas, eles começam a perceber que talvez seus corações possam bater por uma pessoa e os sentimentos não podem ser controlados. Mas será que o lado emocional de cada um vai conseguir lidar com a distância atrapalhando essa relação ou ela já nasceu fadada ao fracasso? Ou o lado racional vai falar mais alto e mostrar que a vida nem sempre é como a gente deseja e que toda uma carreira não pode ser desperdiçada por um amor?
Já conhecia a narrativa de J. Sterling por conta de sua primeira trilogia publicada aqui no Brasil também pela Faro Editorial, “Game Series”, a qual gostei bastante, mas não lembrava tanto, já que li há alguns anos. Então estava bastante curiosa para mergulhar nessa sua nova obra, “Dear Heart, Eu Odeio Você!”, que além do mais prometia trazer uma história romântica entre um casal que mora longe, precisando viver um romance à distância. A junção desses dois fatos chamou bastante a minha atenção, fazendo com que a obra pulasse na frente na minha pilha de leituras (isso porque os Correios perderam meu pacote e tive que ficar MUITO ansiosa esperando um novo chegar mais de um mês depois do previsto).
E devo dizer que realmente adorei esse livro! Uma trama leve, gostosa, cativante, com personagens bem construídos e uma história que nos prende, fazendo com que a gente avance as páginas rapidamente, desejando saber mais sobre os protagonistas e querendo descobrir como vão fazer para lidar com tudo aquilo, para finalmente encontrarem seu tão esperado final feliz juntos.
Adorei a construção do relacionamento e o desenvolvimento dos sentimentos dos dois, e, mesmo que tenha ocorrido em um período relativamente curto de tempo, consegui sentir tudo aquilo junto com os personagens e entender o que estavam vivendo. E é isso o que eu mais gosto em livros de romance. Então muitos pontos positivos para a autora!
Mas algo que me incomodou um pouco no início da leitura foi que os personagens repetiam demasiadas vezes para si mesmos que não eram assim e que aquilo que estavam sentindo/vivendo era muito diferente de como tinham sido até ali. Acho interessante falar sobre isso, mas repetir tantas vezes o mesmo argumento acabou soando cansativo, já que dava para entender de primeira. Mas é claro que é apenas um detalhe e não me fez desgostar do livro, gostar menos da leitura ou algo do tipo.
A narrativa de J. Sterling é uma delícia! Leve, fluida e muito envolvente, a gente mergulha nas páginas sem nem perceber, adorando cada passagem e desejando por mais. Gostei muito de conhecer mais a fundo esses protagonistas, seus pensamentos, ambições de vida e como lidavam com tudo aquilo que era novo para eles. Em muitos momentos eu me pegava sorrindo e suspirando junto com Jules e Cal por tudo o que estavam vivendo e sentindo.