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Horror Na Colina de Darrington – Marcus Barcelos



Para ser sincera, eu nunca tinha lido histórias assustadoras (terror) nacionais, mas achei essa interessante e é uma trama curtinha. Como é o mês do Halloween e eu queria prestigiar obras escritas por autores brasileiros, resolvi embarcar nessas páginas.

Gostei bastante da experiência e agora preciso ler mais obras do autor, inclusive a continuação, “Dança da Escuridão”, já está na minha lista de desejados e pretendo ler muito em breve. Principalmente porque o final deixou algumas pontas em aberto, então quero (e preciso!) muito saber o que aconteceu com Ben depois de tudo o que ele passou neste volume.

O protagonista da história é Benjamin Simons, um jovem de 17 anos que vive num orfanato, e em 2004 vai para a casa de membros de sua família na Colina de Darrington para ajudá-los, já que sua tia teve um derrame muito estranho e sua priminha Carla de 5 anos ficou sem ter alguém para cuidar dela direito, pois seu pai tinha que trabalhar e a irmã mais velha morava na cidade para estudar.

Lá, coisas estranhas começam a acontecer e Benjamin tenta lutar para entender aquilo. Sofre perdas e sua sanidade é posta à prova: realidade x loucura. Ele conta com a ajuda de uma pessoa para tentar entender todos os acontecimentos, mas as consequências são terríveis ainda assim. Sendo em 1ª pessoa, podemos entender melhor seus sentimentos e tudo o que ele viveu.

10 anos se passam e o que ele vivenciou naquele lugar ainda o assombra. Então Ben decide que tem que voltar para desvendar tudo ou viverá com medo para sempre. Então acompanhamos suas memórias por seu relato sinistro e temos a chance de conhecer detalhes através de recortes de jornais, arquivos médicos, etc.

No começo, me senti um pouco confusa, mas segui adiante e achei a narrativa do autor muito boa. Com amarração de pontos obscuros, mesclando realidade, passado e presente. A trama se passa nos EUA, estilo filme de terror americano, mas poderia ser no interior do Brasil, já que aqui também tem colinas que parecem assustadoras.



O Homem que Odiava Machado de Assis – José Almeida Júnior



Após ler muitas críticas positivas sobre esse livro, fiquei bem interessada em começar a embarcar em suas páginas, já que a trama mistura realidade com ficção e nos apresenta uma história utilizando como personagem um dos maiores autores do Brasil, Machado de Assis. Sendo assim, quando tive a oportunidade comecei essa leitura e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.

Nesse volume conhecemos Pedro Junqueira, o narrador dessa obra, que no dia do enterro de Machado de Assis nos leva a conhecer toda a sua história com o autor. Sendo assim, voltamos alguns anos para conhecer Pedro quando ainda era um menino mimado, filho de uma família rica, que após perder a mãe, se viu obrigado a ir morar com a Tia em sua fazenda. Lá, ele acabou conhecendo Machado de Assis um menino de mesma idade, porém pobre, mulato e com epilepsia. Desde esse dia, ambos se odiaram e se tornaram grandes rivais.

Sem entender como negros poderiam ter regalias como os brancos, nosso protagonista passa a canalizar toda a sua raiva em Machado de Assis (na época ainda conhecido como Joaquim). Os anos vão se passando e Pedro é enviado para estudar em Portugal e lá se torna um advogado. Ao conhecer uma mulher apresentada por um dos seus amigos, ele acaba entrando em um relacionamento, mas muitas coisas acontecem e ambos acabam se separando.

Pedro, ao voltar para o Brasil, descobre que sua ex-namorada agora está casada com seu arqui-inimigo. E, para piorar as coisas, o Joaquim de sua infância ainda roubou uma de suas ideias publicando "Memórias Póstumas de Brás Cubas".



Quase Rivais – J. Sterling

 


A família de Julia é dona de uma vinícola muito importante, ela é apaixonada por seu trabalho, participa de competições com suas criações e produz vinhos premiados. E está sempre competindo com James, dono da vinícola vizinha, que fica em 2º lugar todas as vezes, o que traz um gosto melhor para a vitória de Julia, afinal eles são inimigos.

O motivo? Nem eles sabem. Mas suas famílias se odeiam há algumas gerações e as explicações não são as melhores. Porém, ambos cresceram sabendo que precisavam se odiar e evitar ao máximo qualquer contato com o inimigo. Tudo seguiria assim se não fosse por um pequeno detalhe: James é apaixonado por Julia desde criança e ela também sente algumas várias fagulhas por ele.

Quando eles começam a se aproximar e pode ter alguma coisa acontecendo ali, James decide que é hora de agir. Mas será que ele sozinho é capaz de mudar os sentimentos de ódio de tantas pessoas e anos acumulados?

Essa história é uma versão moderna inspirada em Romeu e Julieta. Agradável, sem dramas e fofa, é uma leitura bem leve, divertida e rápida. A narrativa da autora flui bem e como exemplar é curto (tem apenas 160 páginas), é ótimo para quem quer algo para passar o tempo ou intercalar no meio de obras mais densas.

“ – Existe uma versão da história em que eles vivem felizes para sempre em vez de morrer?

– Não que eu saiba.

– Então, acho que ela merece ser escrita.”

Gostei de ambos os protagonistas, e o fato de já terem sentimentos um pelo outro faz com que o relacionamento não pareça forçado e a trama também se desenvolva mais rápido. Outros personagens que ganharam destaque e adorei conhecer foram os melhores amigos deles, Jeanine e Dane.

A história tem um estilo bem-humorado com uma pegada romântica mais fofinha, mas também tem cenas bem quentes. E consegue prender o leitor de um jeito encantador, fazendo com que seja um livro ideal quem gosta de obras que podem ser lidas em um dia. Apesar disso, o enredo tinha bastante potencial e podia ter sido melhor explorado e os personagens mais desenvolvidos.



Pistas Submersas – Doggerland 01 – Maria Adolfsson



Sempre gostei de livros de suspense que nos deixam vidrados atrás de pistas para desvendar o grande mistério. E quando li a sinopse desse volume, sabia que precisava lê-lo o quanto antes. E foi assim que fiquei submersa nas páginas desse título e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.

Nesse volume conhecemos Karen Hornby, uma detetive que acorda na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, com uma grande ressaca e com o seu chefe dividindo a sua cama de hotel. E para piorar todo o pesadelo, à tarde, quando ela está em sua casa tentando esquecer tudo o que aconteceu, recebe uma ligação do chefe da polícia, dizendo que a ex-mulher do seu chefe foi encontrada morta e por isso ela iria ficar à frente do caso, se tornando a líder da investigação.

Agora nossa protagonista começa a investigar o caso e acaba descobrindo vários segredos, coisas que aconteceram nos anos setenta e que parecem ter uma ligação com os atuais acontecimentos. Com uma narrativa em terceira pessoa, conseguimos entender tudo de uma forma mais ampla, o que foi bem legal e nos deu uma melhor visão sobre o caso.

Esse volume consegue nos prender do início ao fim. Desde que descobrimos o crime até desvendarmos o culpado, acompanhamos uma trama cheia de reviravoltas com uma protagonista forte e determinada, que além de inteligente e com uma personalidade sombria, nos conquista com o seu jeito determinado de ser, mesmo tendo que lidar com muitas coisas como o machismo em seu ambiente de trabalho. Algo que gostei é que ela é uma mulher mais velha do que geralmente leio.



Desgrávida – Jenni Hendriks & Ted Caplan


Veronica Clarke sempre foi a filha perfeita, a aluna exemplar e a pessoa que tem um futuro brilhante pela frente e sempre se orgulhou de tudo isso. Com um namorado desejado por muitas, planos para o final do Ensino Médio e uma vaga lhe esperando na faculdade dos sonhos, tudo está seguindo como planejado. Até que ela descobre que um resultado positivo no único teste que poderia arruinar todos os seus planos: o de gravidez.
Com a certeza de que não quer ser mãe neste momento e não deseja mudar toda a sua vida, ela decide fazer um aborto. Porém, sem coragem para contar sobre sua decisão para as amigas ou sua família, ela encontra uma pessoa improvável para acompanhá-la numa jornada em direção à clínica em outra cidade, uma ex-melhor amiga de infância, de quem se afastou quando queria uma vida mais fácil e tranquila.
Mesmo sem manter contato por vários anos, a rebelde Bailey Butler aceita acompanhá-la numa viagem de mais de 3 mil quilômetros. E em meio a muitas confusões, risadas e momentos inesperados, Veronica conhece mais a si mesma e revê suas atitudes.
Esse é um livro Jovem Adulto que, mesmo trazendo um tema mais pesado, a narrativa é bem leve e divertida. Há cenas cômicas, trapalhadas, diversas reviravoltas, autoconhecimento pontos reflexivos, foco na amizade, aceitação, também trata de outros assuntos como homossexualidade, pais negligentes, religião, etc. Então muitas vezes o assunto aborto não ganha destaque, ainda que seja o ponto central da trama.
É uma leitura interessante, mas também faltou alguma coisa para me conquistar. Achei a protagonista sem graça, inclusive não acho que mudou tanto suas atitudes. O que eu mais gostei foi conhecer Bailey e sua história. E desejo que os autores façam um livro protagonizado por ela para conhecermos sua vida mais profundamente. O final deixou um pouco a desejar porque teve as resoluções das questões adolescentes e de amizade, mas não desenvolveu mais.



Alta Tensão – Big Rock #06 – Lauren Blakely


Patrick é dono de uma empresa de passeios turísticos que faz pacotes principalmente para empresas com trilhas ao ar livre e muitas atividades. Também é o humano do gato fofo Zeus, que sempre o acompanha em trilhas individuais e curte todo o processo.
Desde que conheceu Mia, a irmã de seu melhor amigo que por acaso mora a quilômetros de distância, não consegue tirá-la da cabeça. Ele está mais do que pronto para sossegar, mas tem receio de que ela não corresponda a seus sentimentos. Então prefere manter uma amizade do que perdê-la. Mas, quanto mais tempo eles passam juntos, mais difícil fica conter seus sentimentos. E se ela também sentir o mesmo? Resta coragem para dar o primeiro passo.
E chegamos ao último volume dessa série! Confesso que vou ficar com saudades dos personagens maravilhosos criados por Lauren, mas fico aliviada em saber que ela escreveu obras protagonizadas por outros secundários que apareceram ao longo do caminho, então ainda teremos muitas histórias inéditas para acompanhá-los (espero que venham para o Brasil o quanto antes!).
Uma das partes que mais gosto da série é como podemos nos identificar com os personagens, que são gente como a gente, com trabalhos comuns, vidas normais, enfrentam problemas do dia a dia, se apaixonam, se relacionam, têm ótimas amizades, formas de agir e pensar que podem ser semelhantes, etc. É como se eles fossem nossos amigos da vida real e, com sinceridade, adoro isso!
Gostei bastante dessa trama, mas ela é mais simples do que as anteriores, sem reviravoltas e menos extensa, então quem gosta de acompanhar os protagonistas desenvolvendo os sentimentos enquanto levam suas vidas normais, vai gostar também.
A série é independente e cada volume traz seu próprio casal de protagonistas, tramas fechadas e personalidades bem trabalhadas, então pode ser lida em qualquer ordem. O ponto que interliga tudo é que um personagem é irmão do outro ou melhor amiga, etc. Meus preferidos são o 3 e o 4.
Gosto muito de como Lauren constrói os personagens principais, as mulheres fortes e independentes e os homens fofos que as tratam muito bem. Curto como ela trabalha as características pessoais e é bacana porque conseguimos identificar muito bem suas personalidades individuais, o que gostam, não gostam, pensamentos, angústias, etc.




Invisível – Tarryn Fisher


Gosto muito da escrita da autora, por isso sempre que possível leio todos os seus livros. Agora foi a vez de “Invisível”, uma história interessante e instigante que me conquistou desde que li a sinopse. Conhecemos Margô, uma garota que mora em uma casa velha em bairro abandonado e é ignorada pela mãe. Ela vive sua vida pacata, onde trabalha em um brechó e se sente invisível. Até que Judah, seu vizinho cadeirante, aparece em sua vida e eles começam uma amizade. Ele mostra que ela pode ver o mundo de outra forma, e Margô começa a sonhar, criar planos, etc.
Nossa protagonista sempre pegava o ônibus com uma menina de sete anos, que era a única pessoa que falava com ela antes de Judah. Então, quando descobre que essa menina sumiu, resolve começar uma investigação por conta própria junto com o seu vizinho para descobrir o que aconteceu.
Agora, ela embarca em um caminho sem volta para tentar fazer com que a justiça seja feita. E nessa jornada vemos nossa protagonista amadurecendo, transformando-se de menina tímida em uma garota determinada.
Gostei muito dessa leitura, Margô é uma personagem complexa, que consegue conquistar a gente com o seu jeito. Foi bacana ver como ela foi criando mais força e se tornando quem se tornou. Curti bastante mergulhar nas páginas dessa obra que aborda temas importantes como desigualdade, relacionamentos, traumas psicológicos, pais e filhos, autoestima, etc.





A Garota do Lago - Charlie Donlea


Existem autores que conseguem criar uma força de atração em suas páginas tamanha que ao terminar um capítulo ao invés de você ir dormir você sente a necessidade de prosseguir para saber o que acontece, e isso não seria problema se o próximo capítulo não lhe despertasse o mesmo problema! O autor Charlie Donlea é muito bom nisso, em A Garota do Lago, publicado pela Faro Editorial, mais uma vez ele mostrou que não brinca em serviço!

Summit Lake é uma pequena cidade entre as montanhas e a beira de um lago, um lugar onde famílias procuram para relaxar ou morar sem perigo, nunca houve um homicídio até que Becca Eckersley é encontrada quase morta em sua palafita. Para investigar a morte da jovem, a repórter Kelsey Castle é enviada diretamente de Miami para este refúgio. Mas o que parecia um simples caso se desdobra em uma trama muito mais profunda, que exigirá muito mais de Castle do que uma investigação, ela terá que resolver a tempestade que ainda paira em sua cabeça, superar um trauma para quem sabe descobrir o que aconteceu com esta jovem estudante.

Conhecia a narrativa em terceira pessoa de Donlea com A Garota deixada de Lado, livro que por sinal amei, e por isso vim a ler seu primeiro livro publicado, A Garota do Lago. Nesta primeira publicação seu esquema de escrita já existe, mas é um pouco mais sucinto e direto, embora tenha cenas fortes ele é mais brando e menos aprofundado, sem que isso comprometa o entendimento ou o desenvolvimento da estória. Um ou outro detalhe traria mais emoção a estória, mas não tê-los não chega a ser uma falha.

O capítulos alternam a visão no passado de Becca, com a visão de Castle no presente em sua investigação. A alternância é excelente porque ora um capítulo evoca uma dúvida, ora um capítulo a responde, com uma costura extremamente interessante que prende o leitor a querer saber o que aconteceu. O desfecho em si surpreendeu em partes, devo dizer que acertei o culpado, mas sua apresentação não se deu como esperado. E ao fim tudo que posso dizer é que é triste, muito triste!

Becca é uma jovem estudante de direto que provêm de uma família rica, ela soa como uma pessoa que parece flertar com os homens sem se dar conta que está fazendo isso. Isso porque suas relações culminam em problemas com os homens, mas não porque ela tenha atitudes de fato nesse sentido. Ela é uma personagem um pouco vaga e misteriosa, embora tenhamos capítulos com ela seguimos por muito tempo no escuro do que esperar de seus comportamentos. Ela não despertou muito minha empatia.

Já Kelsey já tem sua estória e personalidade mais marcante, e fica evidente desde as primeiras páginas que ela sofreu algum trauma que ela não conseguiu superar, sequer lidar de frente. Ironicamente o crime em questão a faz se colocar frente a frente com o que viveu, e ela se vê obrigada a lidar de alguma forma com isso. Mesmo diante de um motivo que poderia paralisá-la, ela segue porque sente que precisa ajudar Becca, porque se identifica com a jovem morta.


Sem Saída – Taylor Adams


Quando li a sinopse desse volume, fiquei eletrizada para ler essa história e descobrir mais sobre a trama. Sendo assim, não aguentei de ansiedade e passei esse título na frente de alguns na minha pilha de leitura e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Nessa obra conhecemos Darby Thorne, uma jovem universitária que acabou precisando dirigir no meio de uma nevasca para visitar sua mãe, que foi internada às pressas e estava com risco de morrer. Com pouca bateria e o tempo muito ruim, ela se vê obrigada a parar em um estacionamento no meio do nada para esperar diminuir a nevasca. E lá acaba se deparando com uma menina presa em uma gaiola para cães e amordaçada dentro de uma van.
Agora, ela precisa descobrir quem é o proprietário do carro e quem das quatro pessoas que estão no mesmo estacionamento com ela pode ajudar. Determinada a salvar a menina que está presa, nossa protagonista começa a raciocinar em como ela pode ser útil e como deve agir, já que qualquer passo errado pode colocar a vida delas em perigo.
Acompanhamos uma narrativa eletrizante com muitas reviravoltas, personagens marcantes e envolventes e um pano de fundo de tirar o fôlego. Com muito suspense, passei a leitura tentando desvendar os mistérios, sendo um thriller psicológico tenso, mas que tem uma mensagem de fundo bem bonita.
Escrito em terceira pessoa pelo ponto de vista da nossa protagonista, esse livro conseguiu me prender em vários momentos com um clima tenso, que não me deixava largar a leitura até descobrir mais e mais. E em todos os momentos somos surpreendidos pelo autor.


Molly – Colin Butcher


Quando li a sinopse desse livro fiquei encantada com o que parecia ser a história e queria muito começar a lê-la o quanto antes. Mesmo não sendo o tipo de leitura que geralmente faço, não consegui resistir a essa cadela maravilhosa. Portanto, assim que tive a oportunidade comecei essa leitura e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Nesse volume conhecemos a história de Colin Butcher, um ex-policial que resolveu criar uma agência para procurar animais desaparecidos. Depois de perceber que precisava de ajuda para aprimorar os seus serviços e encontrar os animais o mais rápido possível, ele resolveu procurar um cão calmo para não assustar os outros animais e para ser especializado em reconhecimento de cheiros. Quando ele conheceu Molly, uma cadela que havia sido abandonada pela terceira vez, foi amor à primeira vista. Mesmo ela sendo diferente do que ele estava buscando, já que ela é elétrica, cheia de energia e temperamental, ele ficou encantado. Colin, então, adotou Molly e ela passou a ser treinada por especialistas para conseguir distinguir os cheiros e rastreá-los.
Vemos como aos poucos Molly foi conquistando todos ao seu redor, até mesmo a namorada do Colin que não gostava de cachorros. Vamos acompanhando, então, as inúmeras aventuras emocionantes protagonizadas por Molly e nos apaixonamos por cada um dos seus casos, seja na busca por Rusty, um gato fujão, o roubo da cachorrinha Buffy, o desaparecimento de Newton ou até mesmo no caso das joias roubadas e enterradas em uma floresta. Foi maravilhoso poder acompanhar muitos dos seus casos e me peguei querendo uma Cocker Spaniel igual a Molly para me fazer companhia. O legal é que esse volume também trata sobre a importância da adoção de animais.





Os Manuscritos Perdidos de Charlotte Brontë


Quando soube da existência desse livro, pensei que só traria histórias ficcionais de Charlotte Brontë que estavam perdidas (não li a sinopse 🙈). Mas estava equivocada. Na verdade, esses trabalhos inéditos são bem curtos (2 páginas de prosa + 1 de um fragmento poético). Então esse título traz 5 textos de especialistas dos Brontë, mulheres notáveis em suas áreas de atuação, analisando os manuscritos encontrados, o exemplar de Kirke White onde eles estavam, e o que este deve ter representado para a família.
Tudo começou em 1810 quando Maria Branwell, que viria a ser mãe dos Brontë, obteve o livro The Remains of Henry Kirke White. Quando ia se casar com Patrick, pediu que enviassem seus pertences para seu novo lar. Porém, a embarcação encalhou e a maior parte das suas coisas foi perdida. Entre os resgatados estavam os 2 volumes dessa obra. Quando ela faleceu, ainda jovem (todos os seus filhos ainda eram crianças – 2 morreram pouco depois), o exemplar foi guardado e apreciado pela família como uma forma de manter sua memória. Todos leram, fizeram anotações nas margens, desenharam, comentaram, etc., transformando-se uma relíquia com diversos tesouros escondidos em suas páginas.
Depois da morte de todos, o livro foi leiloado e teve vários donos até finalmente ser comprado pela Brontë Society em 2015. Em algum momento, os manuscritos de Charlotte foram colocados ali dentro e agora puderam ser analisados.



As especialistas que estudaram o material trazem suas visões únicas, usando como base outros materiais e textos relacionados aos Brontë. Então temos uma gama de informações com fundamento. Foi realmente fascinante ler esses estudos e entender um pouco mais sobre essa espetacular família.
As narrativas apresentam um tom biográfico e me remeteram a um documentário em muitos momentos. Eu quase podia ouvir a voz do narrador. O 1º texto teve como foco a obra que pertenceu aos Brontë e fala um pouco sobre a família. O 2º analisa o que esse livro pode ter significado para eles.
No 3º e no 4ª, meus preferidos, as autoras fazem interpretações sobre os manuscritos encontrados e suas ligações com as obras da juvenília de Charlotte, seus personagens fictícios e as ligações entre mundos imaginário e real, e fala sobre suas características pessoais e visão. Para finalizar, o 5º traz uma análise e possíveis inspirações de Emily para a construção de O Morro dos Ventos Uivantes com base num poema de Kirke White. Os fãs devem ficar entusiasmados pelos paralelos traçados.






Pulso Forte – Big Rock #05 – Lauren Blakely


Max é dono da melhor oficina de carros da cidade, tem clientes de alto nível e reforma automóveis valiosos para deixá-los do jeito que os donos querem. Bem-sucedido e focado, a empresa tem um ótimo desempenho e nada parece abalá-lo. Até Henley reaparecer em sua vida.
Henley é uma profissional incrível e competente que sempre teve talento para reformar carros. Quando trabalhava para Max, ele sabia que ela tinha um futuro brilhante. Até que um desentendimento acontece entre eles e ela vai embora. Anos se passam e é notável o quanto ela cresceu no ramo, sendo uma das melhores, mas trabalha para o maior rival de Max.
Quando um programa de TV coloca os dois para trabalharem juntos, eles precisam lidar com antigos sentimentos de amargura e cumprir o trabalho como profissionais. Mas a tensão continua presente e talvez esteja mascarando algo muito mais forte entre eles.
Adoro a escrita da autora e essa série é maravilhosa, pois acompanhamos as tramas sob o ponto de vista masculino. Esse é o 5º volume, mas pode ser lido independente já que cada um traz seus próprios protagonistas. Meus preferidos são o 3º e o 4º.
Mesmo tendo gostado bastante, acho que Lauren podia ter desenvolvido mais a realidade de Henley sendo uma mulher trabalhando num mundo que infelizmente ainda é dominado por homens, com menos chances e tendo vivenciado situações e piadas completamente desnecessárias, e sua superação.
Entendo que por ser narrada pelo ponto de vista de Max, não temos a chance de conhecer a fundo os sentimentos dela, só o que ele percebe e o que ela diz. Mas, ainda assim, havia mais possibilidades a serem trabalhadas e foi uma pena que não fez tanto. Torço para Lauren trazer outra personagem na área e nos apresentar sua perspectiva.





A Casa dos Pesadelos - Marcos DeBrito


Quando me foi oferecido a leitura de A Casa dos Pesadelos, do autor Marcos DeBrito, publicado pela Faro Editorial, eu fui logo aceitando, afinal livro com fantasmas são comigo mesmo. Mas a medida que a leitura foi passando eu me deparei com uma realidade mais cruel e visível do que eu poderia imaginar!

Tiago é um adolescente retraído e muito calado, em uma visita a casa da avó dez anos atrás passou por um trauma que o marcou a ponto de a terapia ser sua companhia desde então. Agora acompanhado do irmão e da mãe ele aceita voltar para a casa que tanto o assombra para saber se suas lembranças são verdadeiras ou invenções de uma mente infantil. O que o assombrava ainda estava na casa, mas agora com seus olhos mais maduros o que ele descobre pode ser ainda pior do que o fantasma que tinha em sua mente.

A narrativa segue em terceira pessoa sob a perspectiva do protagonista Tiago, alterna capítulos no passado e no presente. No início não sabemos exatamente do que se trata seu trauma, mas com o nome do livro fica sugerido que trata-se de uma assombração ou um fantasma. Essa informação de fato ronda o livro, embora raramente apareça o tal fantasma, e em momento algum a estória tenha gerado medo ou suspense diante do desconhecido. A narrativa é dinâmica e objetiva, acrescentando informações para que aos poucos imaginemos o que Tiago viu na infância.

Na casa da avó existe um quarto trancado que pertencia ao avô já falecido. E aparentemente os estranhos sons que o jovem ouviu e volta a ouvir surgem deste quarto. E é a partir destas duas informações eu criei uma possibilidade para o desfecho, mas já vou logo dizendo que nada que imaginava se concretizou. O final foi tão inesperado, foi tão surpreendente que ao fechar o livro eu fiquei uns bons minutos me perguntando o que era aquilo.

O livro é tão curto que se eu compartilhar mais alguma informação sobre o desfecho vai estragar toda a surpresa que ele gera. Infelizmente esse final inesperado não é agradável, não do ponto de vista do trabalho literário, mas para o personagem, e para o leitor que fica com uma sensação horrível ao descobrir o grande segredo.

Tiago parece ser um adolescente comum na famosa fase de reclusão onde todos os adultos incomodam, não o compreendem e ainda fazem do seu mundo pior. O que ele é diferente dos demais é que a situação que viveu na infância o faz ter medo e se fechar para vida. A mãe faz o que pode para compreender a situação, mas ela vive entre ser uma mãe compreensiva, e ser uma mãe que não leva o problema tão a sério como se a experiência apenas tenha sido um mal entendido da infância do menino.

Determinado a resolver a situação o adolescente começa enfrentar a assombração, mas é só depois de conhecer a vizinha que ele tem coragem de abrir o quarto do avó e se deparar com uma verdade inconveniente. A trama depois de sua descoberta se descortina bem rápido chegando ao seu ápice sem nos preparar.


Quando Ela Desaparecer – Victor Bonini


Desde que li “ O Casamento” deste autor, virei fã de sua escrita ágil e envolvente, que consegue surpreender. Sendo assim, quando tive esse novo título em mãos, devorei a história bem rápido, pois não conseguia largar.
Conhecemos Kika, uma jovem muito bonita de 16 anos que já passou por muitas coisas na vida, perdeu seu pai, sofreu bullying e 2 anos antes esteve à beira da morte. Até que ela desaparece durante uma excursão escolar e a única pista que a polícia encontra é um colar quebrado achado no meio da mata.
Agora, anos depois, vemos a história do seu desaparecimento contada por Sarah, uma jovem jornalista que estudava no mesmo colégio que Kika, e resolveu contar a verdade sobre o caso que chocou Guarulhos. E assim conhecemos os acontecimentos através de recortes de jornal, posts de Facebook, trocas de e-mail, etc.
A trama foi muito bem construída e é cheia de reviravoltas. Durante a investigação vamos elegendo possíveis suspeitos e criando várias teorias para o caso. Com uma trama bem estruturada, cheia de segredos e mentiras, esse livro nos conquistar do início ao fim com capítulos curtos, que vão intercalando entre o presente e o passado em uma narrativa direta, rápida e fluida.
Com um verdadeiro plot twist a obra nos surpreende e Victor Bonini prova mais uma vez que consegue bagunçar com as nossas cabeças e nos confundir. Nem tudo o que parece é verdade. O final teve um desfecho avassalador, foi realmente de tirar o fôlego.





Low Carb - A Dieta Cetogênica: 125 Receitas - Leanne Vogel


Alguns meses atrás, li e resenhei o outro livro da autora, publicado também pela @faroeditorial, onde Vogel fala sobre a Dieta Cetogênica e o motivo de ter sentido necessidade de encontrar algo que se adaptasse a ela e que pudesse emagrecer de uma forma ideal. Depois de pesquisar e testar muito, chegou a um método que traz equilíbrio na alimentação sendo saudável e cumprindo com seus objetivos.
Agora, Leanne apresenta nada menos do que 125 Receitas incríveis de pratos deliciosos, saudáveis e que ajudam a emagrecer. Além disso, ela apresenta dicas, técnicas, estratégias de como fazer, que utensílios, eletrodomésticos e ingredientes podemos usar, traz explicações sobre diversos temas dentro do assunto, planejamentos, listas de compras, etc., tudo isso de maneira direta, leve e de fácil entendimento.
Todas as receitas possuem fotografias do prato finalizado, o que eu acho necessário, porque detesto quando não sei como a receita deve ficar quando eu concluir, e uma pequeno texto explicativo com dicas, além de legendas, inclusive com opções para dietas especiais (o que você pode substituir caso tenha alguma alergia, por exemplo) e até informações nutricionais por porção.






Vozes do Joelma - Marcos DeBrito, Marcus Barcelos, Rodrigo de Oliveira e Victor Bonini


Desde a minha infância eu ouço meus pais contarem sobre o incêndio do edifício Joelma, para eles foi muito impactante ver o prédio em chamas e pessoas se jogando das janelas. Mais velha, a cerca de três anos no enterro do meu avô eu passei pelo túmulo das treze almas no cemitério onde ele fica, que por sinal é bem perto da minha casa. Assim esse assunto acabou sendo familiar a mim e fiquei muito curiosa com a proposta do livro Vozes do Joelma, com contos dos autores Marcos DeBrito, Marcus Barcelos, Rodrigo de Oliveira e Victor Bonini, publicado pela Faro Editorial.

Antes de falar sobre cada conto preciso contextualizar o acidente. O edifício Joelma foi construído em 1971 na região central da cidade de São Paulo. E já em fevereiro de 1974 sofreu um incêndio que deixou 187 mortos e mais de 300 feridos. Este é considerado o terceiro pior incêndio em arranha-céu por vitimas fatais do mundo. Após todo o incidente diversas lendas, boatos e estórias surgiram tanto quanto ao local onde o prédio foi construído, quanto de barulhos e aparições no prédio na atualidade, assim como vozes e aparições na região do túmulo das treze almas. São baseados nesses relatos que os autores se inspiraram para criar seus contos.

O livro apresenta quatro contos com apresentação dos mesmos pelo autor Tiago Toy em uma narração em primeira pessoa com se fosse a morte. Gostei bastante de suas introduções que provocam o leitor sobre sua própria natureza. O primeiro conto é do autor Marcos DeBrito, um dos meus autores nacionais favoritos, sua estória se chama Os Mortos não Perdoam, nela ele relata o crime do poço em uma versão mais assustadora. O crime do Poço foi um crime que ocorreu em 1948, onde um químico matou sua mãe e suas duas irmãs e as escondeu em um poço.

Minha maior expectativa era com o conto deste autor, já que tinha gostado do que tinha lido anteriormente, mas narrado em terceira pessoa seus escritos não me empolgaram. Não trata-se de uma narrativa ruim, mas sim bastante branda e básica. Acostumada com uma escrita mais visceral, sangrenta e criativa de DeBrito, achei o conto sem sal e sem tanta criatividade. Ele pouco ousou além dos fatos reais do crime. E uma curiosidade a residência onde aconteceu o crime é muito próxima ao edifício Joelma, mas não é o mesmo terreno.

Seguimos com Nos Deixem Queimar do autor Rodrigo de Oliveira, que narra em detalhes o momento do incêndio criando uma versão do porque o incêndio se iniciou. Devo dizer que ele conseguiu me enganar bem durante todo a narrativa em terceira pessoa, e não imaginava pela virada final. Assim ele me agradou mesmo me fazendo sentir que estava para ser queimada a qualquer momento com os personagens, já que ele não nos poupa da violência ou realidade que os personagens vivenciam. A protagonista Samara passa por momentos terríveis e vamos ao seu lado até o final!

O meu conto favorito foi o terceiro, Os Treze, que se passa aqui perto no cemitério São Pedro, onde as Treze Almas foram enterradas. A narrativa em primeira pessoa ajuda muito na empatia com a experiência do protagonista, Amilton, que após maus bocados na vida acaba por trabalhar no cemitério e teve experiências sobrenaturais depois que recebeu os treze corpos em seu terreno. Tanto do ponto de vista do personagem que teve uma vida sofrida muito próxima da realidade quanto da trama dos espíritos em si, Marcus Barcelos conseguiu despertar a curiosidade e o suspense onde a jornada terminaria.

O Homem na Escada, do autor Victor Bonini, fecha o livro. Não é baseado em nada da realidade além de se passar no prédio do incêndio, na verdade é uma versão alternativa onde o edifício ao invés de ser reformado, é invadido e vira uma ocupação, onde um espírito estranho parece ser responsável por crimes. Uma das ocupantes vê sua filha sofrer na mão de seu namorado e toma atitudes estranhas.


Deixada para Trás - Charlie Donlea


No ano passado comecei meus contatos mais diretos com publicações de investigação policial, quando surgiu a oportunidade da leitura de Deixada Para Trás, do autor Charlie Donlea, publicado pela Faro Editorial, eu entrei de cabeça na leitura.

É o fim do verão em Emerson Bay, uma festa no lago é a celebração do fim da estação e todos estão presentes, assim como Nicole e Megan. Seria apenas mais uma festa, mas estas duas adolescentes somem sem deixar vestígios. Após semanas de buscas e sem mais esperanças de encontrá-las vivas, Megan consegue fugir de seu cativeiro. Um ano se passa, Nicole nunca é encontrada, mas Megan se transforma em uma celebridade após lançar um livro sobre seu sequestro. Lívia, a irmã de Nicole, estudante de patologia forense, não se conforma com a perda da irmã, e após a autópsia de um corpo suspeito de homicídio ela encontra a ponta de um fio que pode levar a estória do desaparecimento da irmã e começa a investigar.

 Parece que cada dia mais os livros se tornam previsíveis ou perdidos dentro de suas estórias, e ao ler Deixada Para Trás eu me surpreendi dando cinco estrelas para o livro. A narrativa de Donlea é ótima, e ele consegue através de capítulos alternados entre o tempo presente e o passado nos apresentar uma trama que instiga e nos prende do começo ao fim. Todos os capítulos terminam em descobertas, o que nos faz não querer parar a leitura.

Feita em terceira pessoa, a narração é dinâmica e pontuada com muitos diálogos. Os capítulos no passado são em sua maioria através do olhar das adolescentes, e mais para o fim da trama começam a ter o olhar do criminoso em questão. Já no presente é essencialmente os olhares de Lívia e Megan que predominam, com alguns capítulos breves sob a ótica do criminoso.

Ter estes poucos capítulos onde conhecemos os pensamentos do criminoso é muito rico para compreender todo o contexto dos crimes, e doentio também já que algumas vezes ele está com uma vítima. O autor também foi bastante feliz em mostrar como Megan foi profundamente marcada pelo sequestro, mas não de uma maneira clichê, que seria por exemplo ter medo de ficar sozinha ou sair, mas através de uma garota que tenta arduamente ser normal para os pais e o mundo que a cerca. Para quem gosta de personagens femininas de poder Megan e Lívia são assim.

Megan conseguiu escapar do bunker que era mantida presa, mas embora curada fisicamente sua mente ficou presa no local, já que diversos lapsos sobre o que ocorreu ficaram em sua mente. E é através de sessões de hipnose que ela começa a desvendar o crime, e resgatar a si mesma do escuro. É uma jovem forte em vista de tudo que passou, e não foge de procurar respostas e punição para quem a manteve presa, mesmo quando ela se lembra de fato quem o fez.

Lívia sofre uma transformação grande e visível ao longo da trama, de estudante dedicada a patologia que visava ser a melhor, passou a pessoa sensível ao drama familiar dos parentes da pessoas que realiza autópsia. Não mede esforços para encontrar a irmã, ela só queria poder através do corpo da irmã descobrir o que aconteceu a ela. E o melhor nada de romance para ela, apenas investigação e empoderamento feminino.

Normalmente a vítima não é alguém ruim, mas Nicole é a garota insuportável da turma. Sofrendo por conta das questões de sua adolescência acaba por se envolver com um grupo de pessoas (devo acrescentar que esse grupo é muito peculiar e bizarro, e espero que não haja paralelos em nosso mundo real), onde conhece um jovem que é sua ruína. Ele só alimenta os aspectos ruins de sua personalidade, e acaba trazendo o desfecho ruim para Nicole. No fim por ela ser esta pessoa que ninguém gosta não torcemos por ela, mesmo sua irmã ao longo da busca percebe que sua irmã não era o que pensava.


Melhor Que a Encomenda – Lauren Blakely


April Hamilton tem uma ótima relação com a família, apesar de não visitá-los com frequência porque se mudou da cidadezinha Wistful para NY, onde tem mais oportunidades na sua carreira de artista de pintura corporal. Depois de alguns relacionamentos frustrantes e desilusões, ela decide se focar no trabalho, deixando namoros de lado. Porém, precisa ir à uma importante Reunião de Família, quando os membros se unem para passar alguns dias juntos curtindo e competindo para ganhar prêmios.
A família a pressiona a conhecer alguém de Wistful com a esperança de que ela queira voltar para o lar, e também porque não confiam nos homens da cidade grande. Para não magoá-los e trazer estresse nos dias de diversão, ela contrata um ator para se passar por seu namorado.
E é aí que entra Theo, que é adorável, simpático e atencioso e tem uma química instantânea com April. Eles começam a criar histórias que se encaixam perfeitamente enquanto trocam confidências sobre suas vidas, criando um vínculo. Mas é claro que tudo isso não passa de um trabalho de ator, pelo qual ela está pagando. Será que situações inventadas podem fazer nascer sentimentos reais?
Já li 4 livros da autora publicados pela @faroeditorial e adorei todos. Então estava bastante empolgada por essa leitura. O que eu não previa era o quanto eu iria AMAR! Sério, fiquei apaixonada! Ainda que seja uma trama simples, que se passa em poucos dias, toca nosso coração de uma maneira bem especial e deixa um quentinho delicioso durante toda a leitura. É um romance doce que, mesmo sendo clichê, também sai da zona comum em alguns aspectos e entrega uma história real e gostosa.
AMEI os protagonistas e a ligação incrível que nasce logo no 1º contato, que vai ficando ainda mais gostosa de acompanhar. Sabe aquelas pessoas que parecem perfeitas juntas? Então, são esses dois. Os sentimentos e a relação foram construídos aos poucos e eles sempre se tratam muito bem, há comunicação e entendimento. Também há um toque de sensualidade com cenas quentes.