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Quero ser Vintage – Lindsey Leavitt

Mallory acaba de descobrir que foi traída por seu namorado virtualmente e não pensou duas vezes antes de chamá-lo de cretino mentiroso no perfil dele numa rede social. Evitando o contato com o resto do mundo e não atendendo suas ligações telefônicas, ela vai ajudar o pai na mudança de sua avó para uma comunidade de aposentados, e começa a separar as coisas dela quando se depara com uma lista que sua avó criou quando ainda era jovem e estava no colégio, com a idade de Mallory.
Muito chateada com a situação com seu agora-ex-namorado, e tentando sentir-se melhor, ela se inspira na lista de sua avó e decide que quer viver como ela em sua adolescência na década de 1960 e resolve se ver livre de toda tecnologia existente e isso inclui, claro, a internet. E, agora, Mallory poderá ter relações mais próximas com as pessoas. Então ela cria sua própria lista e decide que vai cumpri-la custe o que custar, fazendo uma promessa a si mesma de que não vai voltar atrás.
Só que, o que antes parecia ser fácil e conveniente, acaba se tornando um verdadeiro desafio, afinal ela não vai poder contar com nenhuma das facilidades da vida moderna – e isso, além de computadores e celulares, também inclui micro-ondas e GPS, por exemplo. A sorte de nossa protagonista é que ela pode contar com a ajuda de sua irmã mais nova, Ginnie, e do fofo Oliver.
Quando vi este livro entre os lançamentos da Benvirá, logo fiquei muito interessada pela leitura. Primeiro por conta do título, que prometia algo bem interessante, segundo pela capa maravilhosa que, inclusive, tem tudo a ver com o título e a proposta do livro (adoro mesmo quando isso acontece!), e terceiro a sinopse, que passava uma ideia de uma história leve e divertida, bem do jeito que eu gosto de ler.
Além disso tudo, a frase que está na capa, da rainha Meg Cabot, uma das minhas autoras de obras juvenis preferidas, realmente é interessante e, depois de ler o livro, pude comprovar que também é verdadeira! Sua opinião entusiasmada com certeza nos instiga a conhecer a protagonista de Lindsey Leavitt, sua vida e toda sua nova fase vintage. Confesso que, até o momento em que comecei a lê-lo, pensava que se tratava de uma obra de chick lit adulto, mas na verdade é um jovem adulto contemporâneo.
E não é que eu tive uma grata surpresa quando, de fato, comecei a leitura? Gostei bastante desta obra e preciso indicá-la a todos os leitores que gostem de livros mais juvenis. O que eu achei mais legal é que esta história é mais do que parece inicialmente e vai além dos relacionamentos amorosos da protagonista e da descoberta do amor ou do príncipe encantado, mesmo tendo começado por conta disso. Na verdade, Mallory descobre mais sobre si mesma e a felicidade que pode encontrar sozinha, sem precisar de ninguém para fazê-la se sentir bem. Mas quem gosta de um romance não precisa se preocupar, porque também há cenas mais fofas neste sentido, afinal uma companhia amorosa nunca é ruim para ninguém.
A autora se focou bastante na relação entre as pessoas e em como elas realmente poderiam mudar se todos parassem de dar tanta atenção assim às tecnologias e passassem a dar mais importância ao relacionamento com os próximos em seu dia a dia. Este fato, como mostrado no livro, trouxe muitas reviravoltas e diversos segredos foram revelados, inclusive aqueles que até pareciam piores quando ainda eram hipotéticos.
Por conta de a narrativa ser em primeira pessoa, podemos acompanhar os pensamentos de nossa protagonista, Mallory, de perto, e curti muito isto porque ela é bem alegre e transmite uma fácil identificação no leitor. Gostei bastante dela, que é cativante, inteligente e decidida, e também de sua irmã mais nova, Ginnie, que é um doce de menina. Oliver é um personagem encantador que foi uma ótima e bem-vinda adição à trama.
Mallory é uma garota admirável que acaba encontrando sua independência em sua busca pelo autoconhecimento e foi bem gratificante poder acompanhar a evolução da personagem conforme as páginas da leitura iam sendo avançadas.
Uma personagem possui um blog e achei isto demais pelo simples fato de eu também ser blogueira, mesmo que de uma área diferente, e não é tão comum assim encontrar personagens com esta profissão ou hobby nos livros que leio, pelo menos não até hoje.
O pai de Mallory trabalha comprando antiguidades em leilões, brechós e depósitos, revendendo-as depois, e é nossa adorável protagonista quem o ajuda nesta profissão. Achei interessantíssimo por dois motivos, primeiro que eu nunca antes havia conhecido alguém com este trabalho em nenhum livro que eu li na vida (pelo menos não os que eu li recentemente, os de muito tempo atrás eu não lembro ao certo), segundo porque eu assistia e adorava (não tenho mais TV a cabo, por isso não vejo mais, mas é uma ótima dica!) um programa do canal A&E, chamado “Quem dá mais” [Storage Wars], que é justamente sobre isso! As pessoas frequentando leilões e depósitos para, talvez, encontrar relíquias e revendê-las depois, então adorei ver isto também no livro.
Me diverti bastante com esta história e até dei algumas risadas. Esta é uma leitura rápida, leve e envolvente, com um ritmo muito gostoso, que vai te fazer viajar décadas atrás, mesmo ainda estando no presente e cheio de características bem atuais.
Eu achei engraçado que Mallory não conhecia algumas coisas de antes da tecnologia, como, por exemplo, telefone fixo daqueles mais antigos, porque ainda é estranho ver que as pessoas mais novas do que eu não tiveram acesso a estes objetos, sendo que eu mesma não cheguei nem aos trinta ainda (faltam alguns anos! Hahaha), pois a tecnologia avançou com mais rapidez neste tempo em que estou neste mundo do que qualquer tempo antes.
E, mesmo tendo vivido numa época anterior à internet, redes sociais, celulares, mp3, e algumas outras tecnologias de hoje, não conseguiria voltar ao passado e deixar tudo isso de lado, então super admiro a força de vontade de Mallory de ir atrás de seu objetivo e deixar tudo de atual para lá e ainda conseguir se manter assim por dias, mesmo sabendo que elas facilitariam muito a sua vida em diversos momentos.
O livro é realmente cheio de referências, e mesmo que algumas delas não estejam com seus nomes verdadeiros, a gente logo identifica o que são na verdade. Uma destas é um jogo no estilo Second Life, que eu nunca joguei, mas sei como virou um vício entre muitas pessoas (acho que principalmente de fora do Brasil), então achei bem realista e bacana a autora ter incluído isto na trama.
Sobre a parte gráfica, a Benvirá está de parabéns pelo trabalho mais uma vez. A capa original foi mantida e, como comentei anteriormente, gosto muito dela. A diagramação interna está simples e bem feita, com fonte e espaçamentos de tamanhos confortáveis para uma leitura tranquila. Em todo início de capítulo há listas de Mallory e, apesar de não ser uma viciada em listas como ela, me identifico com esta sua característica porque crio listas em várias situações. As páginas são amarelas, o que também agrada mais leitores.
Ainda não conhecia o trabalho da autora, Lindsey Leavitt, mas já fiquei com muita vontade de conhecer outras de suas obras, então estou torcendo bastante para que a Benvirá ou alguma outra editora brasileira resolva publicar seus demais livros.
Gostei muito do final, que reitera ainda mais o fato de que qualquer pessoa, assim como Mallory, pode ser feliz, basta buscar dentro de si mesma o que lhe faz bem. Claro que gostei ainda mais do epílogo porque sabemos o que aconteceu e, sendo eu uma romântica que estava torcendo por um casal, pude saber o que aconteceu com eles, mesmo que brevemente, e isso foi realmente ótimo.
Recomendo muito a leitura de “Quero ser Vintage” para todas as pessoas que gostam de livros voltados para o público adolescente e também para aquelas que estão passando por esta fase no momento. A escrita de Lindsey Leavitt é deliciosa, cheia de referências atuais ao mesmo tempo em que nos leva numa viagem para a década de 1960, com uma protagonista incrível e personagens cativantes que vão te conquistar.
Avaliação



Últimos Lançamentos da Benvirá

Oii, gente! Hoje vamos falar de alguns ótimos títulos que acabaram de ser lançados pela Editora Benvirá. Gostei da maioria da lista, e estou bem empolgada para começar as leituras (ou a interação :P hehehe) o quanto antes. E vocês, gostaram mais de quais? :D

Eu + você = Nós - Lisa Currie
“Eu + você = Nós” é um livro criativo e interativo para o leitor compartilhar com uma pessoa especial, ou muitas (ou com um amigo diferente a cada página). Da mesma forma que o fenômeno Destrua este diário, o leitor é levado a preencher as páginas com suas melhores lembranças de coisas triviais ou marcantes, como a última vez em que deram risada juntos, o que um não poderia ter feito sem o outro, como um descreveria o outro para um estranho, a trilha sonora ideal da relação e assim por diante.
Eu só Queria ser uma Mulher Normal - Débora Rubin
Ao completar trinta anos, Cecília percebe que sua vida está bem longe de ser tudo o que imaginava que seria. Separada, desempregada, morando com a mãe e sofrendo por uma paixão não correspondida, ela começa a acreditar que, definitivamente, não é uma mulher normal.
À procura de uma justificativa para este carma que a persegue, Cecília faz uma viagem à cidade natal da mãe para descobrir mais sobre as histórias de amor das mulheres de sua família, e acaba convencida de que, inegavelmente, a “anormalidade” está em seu DNA. É em meio a uma avalanche de segredos tirados do fundo do baú que Cecília acaba descobrindo a si mesma, e, aos poucos, coloca em xeque o que é, afinal, ser uma mulher normal.

Petrus Logus – O Guardião Do Tempo - Augusto Cury
Quando as fontes de água secaram, as terras tornaram-se inférteis e a violência tomou conta do planeta, a grande Catástrofe aconteceu. E agora, cem anos depois, o Reino de Cosmus é liderado com mãos de ferro pelo poderoso rei Apolo, que prega que o conhecimento foi o responsável pela destruição do mundo e, por isso, proíbe todo e qualquer tipo de educação: dos livros às escolas. Porém, apesar de todo o seu poder, Apolo não consegue controlar um de seus filhos, o príncipe Petrus, um apaixonado por aprender. Considerado pelo pai um rebelde, o jovem sofre as consequências por ser uma alma livre. Condenado a usar a Máscara da Humilhação, ele precisa sobreviver para realizar sua grande missão, que poderá mudar os rumos da História.
Resident Evil #04 – Submundo - S.D. Perry
Resident Evil – Submundo traz mais uma história inédita de S. D. Perry. Agora, os personagens centrais são os S.T.A.R.S. da cidade de Exeter, que se juntam a Leon S. Kennedy, Claire Redfield e Rebecca Chambers na luta contra a Umbrella. Sob orientação do misterioso Trent, o grupo recebe a missão de invadir uma base da companhia em Utah, onde está escondido um poderoso livro de códigos que garante acesso aos documentos mais secretos da empresa. Só que as coisas não são tão simples quanto parecem, e os nossos heróis acabam presos em um laboratório repleto de armas biológicas experimentais.
Novamente, Leon, Claire e Rebecca são obrigados a enfrentar as criaturas letais criadas pela Umbrella, e é necessário sobreviver ao terror para acabar de uma vez por todas com a corporação e suas atrocidades.

Paris - Airton Ortiz
Poucas cidades no mundo causam tamanho arrebatamento em nosso imaginário. E imaginação nunca me faltou. Sempre fui um cara deslumbrado pela capital francesa. Paris me fascinava por ser... Paris. Era lá que tudo acontecia. Em Paris viviam três mosqueteiros, que sempre me conduziram por intrincadas aventuras. Do alto de uma torre, um corcunda, entre gárgulas diabólicas, protegia a catedral. Havia histórias de reis que viravam santos, de castelos e de cavaleiros andantes. Os miseráveis se limitavam aos esgotos. Mas havia também filósofos, esses caras sempre descontentes. De ideia em ideia, a Bastilha caiu e as cabeças coroadas se perderam na guilhotina.
Visitei Paris muitas vezes, mas sempre de passagem. Agora, resolvi radicalizar: me mudei para a Ville Lumière. Finalmente poderia descobrir por que a capital francesa é conhecida como Cidade Luz, e se, como um professor certa vez me ensinou, as luzes realmente nunca se apagam. Há muito mais para se conhecer em Paris – uma cidade atemporal. Não nos boulevards iluminados, mas nas entrelinhas dos seus cafés art nouveau; no conversar com seus habitantes; no caminhar descompromissado pelos seus quartiers. Fui a Paris em busca de uma velha metáfora e encontrei uma cidade real, moderna, vibrante; iluminada pela cultura dos seus moradores. Um exemplo para este mundo tão conturbado.
Templo da Aurora – Mar de Fertilidade #03 - Yukio Mishima
Confidente do romântico Kiyoaki em Neve de Primavera e quase salvador do fanático Isao em Cavalo Selvagem, Honda surge neste Templo da Aurora no centro da história. Brilhante advogado e homem racional, Honda vai, antes da Segunda Guerra Mundial, a Bangkok a trabalho, onde é convidado para uma audiência com a princesa Ying Chan, chamada de Luar; e esse encontro altera radicalmente o rumo de sua vida. Convencido de que a menina é a reencarnação do espírito de Kiyoaki, Honda empreende uma peregrinação por lugares sagrados da Índia.
Anos depois, a princesa, já transformada em uma bela jovem, volta a entrar em sua vida ao ir para o Japão. Mais uma encarnação do que a escritora Marguerite Yourcenar, num belo ensaio sobre Mishima, descreveu como a juventude encarnada nas mais ardentes e sedutoras formas. Ao mostrar a busca de Honda pela juventude que nunca vivera, Mishima continua, neste terceiro volume da tetralogia Mar da Fertilidade, seu magistral relato das transformações sofridas pela sociedade japonesa do século XX.


Alice no País das Maravilhas – Lewis Carrol

Acho que todos que forem ler esta resenha já ouviram falar de Alice no País das Maravilhas, seja através de seu criador, Lewis Carrol, seja por conta de uma das inúmeras adaptações literárias, edições diferentes no mercado nacional e também no internacional, novas versões desta história, ou até mesmo versões para cinema e TV, que acredito que a mais conhecida de todas seja o filme da Disney. Por falar nele, eu me interessei por esta história justamente por conta desta adaptação, que eu sempre assistia na televisão quando era criança, já que sempre passava, inclusive em várias vésperas de Natal.
Mas, se por algum acaso você não conhece, neste volume, escrito em 1865 pelo autor e matemático Lewis Carroll, conhecemos a menina Alice, que está bem sonolenta até que vê um Coelho Branco bem arrumado falando consigo mesmo e, o mais estranho de tudo, tirando um relógio do bolso do colete, olhando para ele e andando apressado. Ela, então, decide segui-lo e acaba caindo na toca pela qual ele acabou de entrar e vai parar num lugar completamente novo e singular, onde nada é igual ao seu mundo, e onde animais falam e se comportam estranhamente.

Neste País das Maravilhas, Alice vive uma aventura mágica e surreal, e, junto com o leitor, conhece um lugar fantástico, encantador e belo, com um toque de absurdo ao mesmo tempo. Ela é uma protagonista incrível, destemida e fofa, dona de uma personalidade ótima, além de ser uma menina bem curiosa e cheia de vida.
Os personagens que povoam o País das Maravilhas são inusitados, por vezes engraçados e sempre com características curiosas e peculiares. Mas alguns dos mais conhecidos por nós quando vemos adaptações visuais, como filmes, não estão neste livro, já que eles só aparecem na continuação da história de Alice, “Alice Através do Espelho”.



Li o livro de Carrol há muitos anos, mas infelizmente não me lembrava de muita coisa, nem mesmo da versão da Disney que eu assisti um milhão de vezes, mas a qual não vejo já faz alguns anos (o que eu agora não entendo o motivo, e depois desta leitura fiquei com vontade de rever de novo! Hahaha). Então gostei da experiência de poder lê-lo novamente, desta vez nesta edição publicada pelo extinto selo ARX, da Saraiva (mas o livro ainda está à venda).
Esta é uma obra infantil, com uma protagonista jovem (não sabemos sua idade certa, mas pelo que Alice fala e pensa, dá para saber que é bem novinha), só que não é voltado apenas para este público, já que tem um ar mais profundo, transcendendo os limites de idade.


E é uma história curta, leve, divertida e simples, mas a narrativa e os diálogos de Carroll apresentam momentos mais reflexivos e até filosóficos. O autor com certeza faz nossa imaginação correr livre.
Em muitas situações não há conversas ou pensamentos diretos, pelo contrário, elas são recheadas de papos estranhos e mensagens subliminares ambíguas, o que permite inúmeras interpretações, das mais diversas, dos leitores.
Mas, o que mais chama a atenção nesta edição, sem sombras de dúvidas, é o trabalho de Camille Rose Garcia. Suas ilustrações com traços mais sombrios, góticos e melancólicos são belíssimas e dão um novo ar para a história, fazendo até com que pareça diferente da original, mesmo sendo exatamente o conto de Carroll na íntegra.


Terra de Histórias #01: O Feitiço do Desejo – Chris Colfer

Alex e Conner são irmãos gêmeos e ótimas crianças, mas estão passando por um período terrível em sua vida, desde que seu pai faleceu e sua mãe precisa se desdobrar muito para conseguir manter a vida deles normal, já que eles estão cheios de dívidas, tiveram que se mudar de endereço, a mãe trabalha mais do que deveria e suas vidas não são mais nada como antes.
A avó dos gêmeos, para alegrá-los no aniversário de doze anos deles, resolve presenteá-los com um livro que lia para os dois quando mais novos, o Terra de Histórias, que imediatamente traz uma felicidade para ambos. Mas é Alex quem primeiro descobre que o livro é mais do que histórias escritas, é um tipo de portal para um mundo onde os contos de fadas são de verdade, e ela percebe isso sem querer, quando objetos pessoais seus caem dentro do livro e desaparecem. Então, um dia ela estava tentando ver como isso era possível quando toma um susto e cai dentro da obra, e logo é seguida por Conner, que sabia que não poderia deixar a irmã entrar ali sozinha.
Lá, eles se descobrem num mundo totalmente novo, onde não há evidências de que poderão voltar para casa, mas não podem viver ali para sempre, afinal sua mãe pode ficar preocupada com o sumiço inesperado dos filhos. Procurando uma forma de ir embora, mas tentando conhecer tudo o que for possível, afinal eles não sabem se poderão voltar ali um dia, Alex e Conner encontram com um homem sapo, apelidado pelo menino de Froggy, que os entrega um diário que fala de um Feitiço do Desejo, que tem o poder de realizar qualquer desejo, por mais extravagante que seja o pedido. Neste diário, o dono original, dava instruções sobre o feitiço, além de contar quais eram os itens, e trazer ótimas dicas sobre onde e como procurá-los.
“– Conner, nós estamos no mundo dos contos de fadas. Temos que aproveitar enquanto estamos aqui! – exclamou Alex. – Quem mais do nosso mundo terá a chance de ver o verdadeiro palácio da Cinderela, ou o pé de feijão do João, ou ainda a torre da Rapunzel?”

É assim que os dois saem em busca dos itens do Feitiço do Desejo, passando pela Terra de Histórias, vivendo grandes aventuras e conhecendo os mais diversos personagens dos contos de fadas que eles sempre ouviram através das histórias. Agora eles sabem o que acontece depois do ‘Felizes para sempre’ nos finais dos livros e vão passar por grandes perigos e dificuldades, principalmente porque a Rainha Diabólica também está atrás dos itens, o que torna tudo ainda mais complicado, para, enfim, voltarem para casa.
Eu amo contos de fadas e sempre adoro ler adaptações sobre eles, porque cada autor tem uma visão e pode criar histórias bem variadas, cheias de possibilidades, e ainda manter um pouco da essência dos originais, que nos fazem identificá-los de cara. Então, quando vi que este livro seria com estes contos e personagens tão conhecidos e adorados por mim, sabia que precisava lê-lo. E fico imensamente feliz de poder afirmar que ele é até mais do que eu esperava, e minhas expectativas estavam grandes.

Chris Colfer é bem detalhista e descreve absolutamente tudo, desde características de coisas e lugares, até ações. Sua história é devagar e bem contada, sem deixar furos ou coisas sem explicações, e isso é muito bom, porque a gente se sente conectada ao que está lendo de uma forma incrível. E, apesar de este ser um livro infantil, ele não é bobo, o que é um ponto bem positivo, principalmente para os leitores mais velhos.
A narrativa foi feita em terceira pessoa, dando foco para Alex em alguns momentos e para Conner em outros, alternando os pontos de vista deles, com o que estão pensando ou fazendo o tempo inteiro, exceto pelo prólogo, que tem outras protagonistas.

Me encantei demais pelos personagens principais, eles são duas crianças lindas, admiráveis e uns amores. Inicialmente gostei mais de Alex, até por conta da vida dela e de como ela não tem muitos amigos e gosta bastante de livros, mas confesso que, ao decorrer da leitura, fiquei um pouco mais apegada ao Conner, já que a Alex que é a mais inteligente em disparada, mesmo que ele também seja, e era ela quem desvendava/descobria mais coisas e tinha a maior parte das ideias que davam certo. Além disso, o menino é super divertido e quem me fazia rir mais vezes.
E gostei de conhecer todos os personagens e o que aconteceu a eles depois dos finais dos livros originais. Adorei o que o autor fez com a Cachinhos Dourados e o João (do pé de feijão), já que eles quase não são usados em adaptações (pelo menos não neste estilo, ou que eu tenha conhecido). Achei muito legal não focar somente nas Princesas. E, as vezes, me sentia como se estivesse em um cenário de um capítulo de Once Upon a Time, só que com outros protagonistas e mais jovens.

Outro ponto que curti demais é que Chris fala muito da moral das histórias, sobre cada um ter uma visão e o que se pode tirar delas, mesmo que os finais sejam trágicos, as mensagens são positivas. E isso é muito bom, principalmente para as crianças que forem ler este volume.
Tem algumas coisas que, se prestarmos atenção, logo conseguimos desvendar, mas achei interessante que nada fico tão óbvio ou muito explícito, e os mais novos podem nem perceber. Além disso, acho que o autor conseguiu sair do clichê em um ponto fundamental e isso foi muito legal, já que levou a história para além do que inicialmente proposto, o que muitas vezes não acontece, e ainda deu uma reviravolta bem bacana, trazendo novas possibilidades para o que vem por aí.

Só teve uma única coisa que me incomodou muito. A avó das crianças, mãe do pai, sabia da dificuldade que eles e sua mãe estavam enfrentando, e o terrível momento em que estavam e, mesmo assim, não fez quase nada para ajudá-los, mesmo tendo muita condição e ainda dizendo que os ama tanto. Faltou mais demonstração de sentimentos aí e uma preocupação maior com as crianças.
Este volume apresenta um desfecho para a trama principal que foi apresentada nele, mas traz novas coisas e deixa pontas abertas que poderão ser desenvolvidas mais para a frente. Caso o leitor deseje ler apenas o primeiro livro da série, não precisa se preocupar, porque vai dar para entender e não é obrigatório ler as continuações para descobrir o que acontece, o que é válido para quem não curte acompanhar séries de jeito nenhum, mas é sempre bom ler os próximos volumes, porque tudo fica mais amplo e terão muitas coisas e várias aventuras novas.

Como esta é uma obra voltada para o público mais jovem, a linguagem é mais leve e bem descontraída, com tiradas inteligentes e engraçadas, prendendo o leitor mais novo e também o mais velho de uma forma bem cativante.
Esta capa é extremamente bonita, assim como as capas de toda a série, pelo menos as três primeiras, já que a quarta ainda não foi divulgada, mas tenho certeza que vai ser tão maravilhosa quanto as outras. As ilustrações têm tudo a ver com o conteúdo do volume e foram feitas especialmente por Brandon Dorman para representar muito bem a história e passam a ideia do enredo, além de seguir um padrão com os demais volumes da série facilitando, assim, o reconhecimento imediato. Só que cada um tem uma cor diferente, sendo que na primeira os detalhes são verdes, na segunda, roxos, e na terceira são vermelhos, e as ilustrações de cada uma são referentes ao que acontece naquele momento.

A versão impressa está maravilhosa e a Benvirá está mais do que de parabéns pelo trabalho incrível que fez com este exemplar. As margens, título, nome do autor e da editora estão em dourado com um material muito bom, que não sai, dando um destaque lindo ao livro. Além disso, ele possui um acabamento arredondado, como se tivesse uma jacket mesmo não tendo. Os escritos na lombada também estão em dourado, fazendo com que o livro se sobressaia na estante. Atrás da capa há um mapa da Terra de Histórias ilustrado com as divisões dos reinos, que eu achei lindo e útil.
A diagramação interna também está maravilhosa. A fonte não é muito grande, mas não incomodou minha leitura, e acho que o tamanho está bom porque a história é extensa – tem quase quatrocentas páginas – então, se fosse muito grande o livro seria um tijolo, o que seria um incômodo na hora de manusear. Já os espaçamentos estão ótimos e muito confortáveis para a leitura.

Em cada capítulo acompanhados os dois em busca de mais um dos itens do Feitiço do Desejo, então em cada início de capítulo há uma pequena ilustração e um título que têm tudo a ver com o que vai acontecer naquele momento, mas sem revelar muita coisa, e há silhuetas de pequenas maçãs nas divisões dentro dos capítulos, além de contar com páginas amarelas. Tudo muito fofo e bem feito mesmo!
Mesmo que Chris Colfer não fosse ator e, ainda que ele seja, mas não quisesse mais atuar, com certeza ele não precisa se preocupar com uma nova carreira, porque ele é um excelente escritor e poderia viver muito bem desta profissão.

Este livro é o primeiro volume de uma série, sendo que o segundo também já foi lançado aqui no Brasil e se chama “Terra de Histórias #02 - O Retorno da Feiticeira”, o terceiro, “A Grimm Warning” ainda não há previsão de publicação nacional, mas foi lançado lá fora este ano, e o último volume, ainda sem título, só será publicado no ano que vem no exterior. Este é meu primeiro contato com um trabalho do autor na escrita, que já teve “O Diário de Carson Phillips”, livro único, publicado aqui no Brasil também.
A obra de Colfer é recheada de fantasia e aventura, e os fãs do gênero com certeza vão ficar encantados. Indico muito a leitura para pessoas de todas as idades que gostam de contos de fadas, livros juvenis com personagens incríveis, protagonistas fofos e muita diversão.
"Um dia, você terá idade suficiente para começar
a ler contos de fadas outra vez." C.S. Lewis



Avaliação




In Our Living Room - Ana Paula Seixlack


Oii, gente! Na coluna In Our Living Room de hoje vamos conhecer um pouco mais sobre a escritora Ana Paula Seixlack, autora de “Cowabunga!”, publicado pela Benvirá, que já foi resenhado aqui no blog. Confiram a resenha AQUI.
SOBRE A AUTORA
Ana Paula Seixlack nasceu em Cascavel (PR). Obcecada por cinema, música e literatura estrangeira das décadas de 1950 e 1960, inspira-se nesse universo para compor suas personagens em narrativas e roteiros de cinema. Formou-se em Letras e aprofundou o domínio da língua inglesa quando morou na Califórnia.
É autora de "Don’t back down from that wave" (2008) e "The next sunset" (2011). Também escreveu os contos de "A chuva, o parque, as flores e outras coisas" (2009).
Qual a coisa mais difícil no processo de escrita? E a mais fácil?
A mais fácil é começar a riscar as primeiras descrições, situações e características dos personagens, quando você acabou de ter uma ideia e está empolgado com ela. A mais difícil é o que vem a seguir. Colocar sentido e coesão em tudo, perceber que o que parecia bom no rascunho ficou péssimo na primeira tentativa. E, às vezes, continua ruim na segunda, na terceira...
Qual é a melhor parte de ser uma autora publicada? E a pior?
A melhor é pegar o livro nas mãos, ficar admirando a capa, folheando... A pior é o que vem depois. Eu, particularmente, não sei muito bem o que fazer nessa etapa. Não sei sair por aí divulgando, então eu nem faço nada. Hehehe. Quem vai atrás disso para mim é minha irmã marketeira.
Você acha que a internet ajudou com os blogs literários? Eles têm ajudado as suas vendas?
Acho que sim. Espero que sim. Mas só vou saber com certeza quando encarar o primeiro acerto de contas.
Quais livros ou gêneros que você lê quando tem a chance? Qual é a sua leitura obrigatória?
Não tenho um gênero preferido. Gosto de vários tipos de leituras. Mas já tenho uma lista de autores preferidos e costumo dar preferência a eles. Mas, claro, tudo é questão de ocasião. Se um autor novo se aproximar, apresentar seu trabalho e me parecer interessante, com certeza vou ter vontade de ler. Mas é que isso não costuma acontecer frequentemente. Então  acabo sempre batendo um papo imaginário com meus amigos autores das antigas mesmo.
Como foi criar Zimbo? Teve inspiração de algum conhecido?
O Zimbo é o meu personagem preferido. Ele não foi inspirado em ninguém. Eu apenas queria escrever sobre um homem bonito, carismático, com uma personalidade forte e  que tivesse vivido sua juventude nos anos sessenta. E assim ele foi nascendo. Eu gosto muito dele. Muito mesmo, então, para mim,  sempre foi prazeroso criar sua história. É diferente quando você não vai muito com a cara de seu personagem e ele se torna apático para você. Isso já aconteceu com outros personagens meus. Você perde a vontade de mergulhar em sua história e desenvolvê-lo da melhor forma possível. E quando chega nesse nível é mais fácil você desistir dele do que tentar melhorá-lo.
Se você tivesse que fazer tudo de novo, mudaria alguma coisa em seu livro?
Eu tive que mudar algumas coisas na edição e cortar algumas partes, por ordem da editora. Mas se a escolha fosse minha, pelo menos uma das partes cortadas ainda estaria no livro.
Caso você pudesse ser amigo de um dos seus personagens, qual seria?
Zimbo, é claro! Seria meu amigão. E nós dois lamentaríamos juntos a falta de ondas em nossas vidas.
O final de Cowabunga! é bem triste. Você já sabia que Zimbo iria seguir tal caminho desde que começou a escrever o livro, entendeu que esse seria seu destino no meio da história, ou você descobriu que ele tomaria essa atitude só quando chegou naquele momento?
Eu sempre soube, porque Cowabunga! surgiu em minha mente primeiro como um conto. E eu já escrevi direto o começo e o fim. Depois fui alargando a história para virar um livro.
Nos conte cinco coisas ao acaso que nós nunca saberíamos sobre você.
- Quando eu era criança e precisava enfrentar alguma situação complicada/constrangedora com alguém (professor, colega, diretor, amigo, vizinho...) eu ficava torcendo para a pessoa morrer só para eu não precisar mais lidar com ela. Heheh
- Eu estudo para concurso público (isso todos que me conhecem já sabem), o que eles não sabem é que enquanto eu escuto as aulas, eu fico colorindo desenhos de crianças.
- Eu (ainda) não falo francês - só formulo algumas frases bem truncadas - mas, curisoamente, eu até consigo escrever poemas nessa língua. Quem quiser conferir, visite meu blog. http://encoredesparoles.blogspot.com.br/. Coloquei essa informação na categoria "coisas que nunca saberiam sobre mim" porque a maioria das pessoas que me conhecem não sabe da existência desse blog.
- Eu adoro cantar no Karaokê, mas como sempre tem gente em casa e eu não gosto de público, eu só canto mentalmente. (Patético, eu sei...)
- Eu nunca tive um horário para sentar e fazer a tarefa de casa de uma vez. Eu  sempre fazia um pouquinho a cada intervalo das novelas ou programas de TV aos quais eu assistia.
Ping-pong:
Um Personagem literário inesquecível: Huckleberry Finn
Um autor: Stephen King
Um livro: As neves do Kilimanjaro (Ernest Hemingway)
Uma paixão: cinema e música dos anos sessenta
Uma comida: pizza
Um lugar: Califórnia
Uma realização: ter conhecido os Beach Boys
Um sonho: Isso eu ainda não posso contar, senão não acontece...


Cowabunga! – Ana Paula Seixlack

Em “Cowabunga!” (caso você esteja se perguntando, essa palavra se lê assim: Cau-a-ban-ga) conhecemos a história do ex-surfista Ricardo Avelar, mais conhecido por Zimbo, que, quando jovem, tinha um futuro promissor no esporte quando um acidente acabou com seu pé e sua carreira.
Agora, quarenta anos depois, ele vive amargurado e não entra mais no mar por diversos motivos, mas não deixa de ir à praia passar seus dias observando a imensidão do mar e os jovens surfistas praticando por horas a fio. Sempre sentindo uma vontade imensa de entrar na água para mostrar a eles como se surfa direito, Zimbo sempre desiste no último momento, indo para casa frustrado mais uma vez.
Então só resta ao surfista reviver os momentos de glória através das boas memórias da época, viajando por pensamentos e lembranças até tempos melhores em sua vida.
A escrita de Ana Paula, que é envolvente e gostosa, além de leve e despretensiosa, apresenta uma história bem realista e personagens igualmente reais, e ela consegue nos transmitir a vida de Zimbo de uma forma bem agradável, parece até um papo contado por alguém que conhecemos numa tarde ensolarada na praia.

A narrativa é em terceira pessoa e, em alguns momentos, é intercalada entre o presente e o passado de Zimbo, através de recordações da época mais feliz de sua vida. E ele é o foco de tudo, já que o acompanhamos o tempo todo, com suas histórias a contar.
O protagonista é sincero, acomodado, se importa mais do que deveria com a opinião dos outros, é solitário, apesar de estar rodeado de pessoas o tempo inteiro, até porque ele passa boa parte do tempo em praias, que estão, quase sempre, cheias, mas nenhum é seu amigo ou alguém muito próximo a ele. Ele também mantém uma ótima aparência apesar da idade (ele já passa dos sessenta anos), com seus cabelos brancos quase da mesma cor do loiro natural, olhos claros e corpo sarado, afinal não come nada que possa afetar seu físico perfeito.
Mas, infelizmente, não consegui gostar de Zimbo, que é dono de uma personalidade difícil, além de muito arrogante, característica que me incomoda muito, não apenas em personagens de livros, mas principalmente na vida real, então minha simpatia por ele foi por água abaixo.

Acho que a maior característica do livro, e também a mais evidente, é o saudosismo. Zimbo está preso ao passado e a sua época de auge do surfe, quando vivia em cima de uma prancha, praticando, concorrendo e ganhando competições. Então estamos sempre rodeados de recordações e devaneios sobre seu passado, e encontramos muitas referências dos anos 60 e 70.
Zimbo tem uma ótima condição financeira e vive em uma boa casa com uma mulher muito mais jovem do que ele, Letícia. Mas esse relacionamento amoroso entre os dois é regado a segundas intenções de ambas as partes. Ele, por gostar de se envolver com uma linda mulher muito mais nova, que tem um corpão, e a quem ele pode exibir por aí como uma namorada troféu. Ela, por estar com alguém com uma ótima condição monetária, mas não se importa nada com Zimbo, saindo o tempo todo com os amigos e indo a diversas baladas. Só não entendo muito o propósito dela ainda estar com ele se poderia estar com alguém de quem gostasse mais, já que ali ela precisa aturar o mau humor e as grosserias de Zimbo e ainda arrumar a casa, lavar suas roupas, fazer a comida, etc. Além de tudo, é constantemente traída por ele e sabe disso, já que as mulheres mais novas vivem dando atenção a Zimbo que, mesmo estando em um relacionamento sério com Letícia, não perde a oportunidade e faz sexo com todas.
Achei uma cena totalmente desnecessária e meio irritante no livro, que foi quando Zimbo quase mata um menino enforcado e afogado, o garoto é até levado, mas não merece ser assassinado, ele só precisa de educação da parte dos pais. E depois dessa cena absurda que quase se concretiza, o povo da praia fica ao lado de Zimbo e não do pai da criança que estava desesperado porque seu filho quase foi morto por um velho maluco dentro do mar.

Alguns termos utilizados por surfista foram explicados, outros não, o que foi complicado porque eu não entendo essa linguagem. O subtítulo, “Desventuras de um ex-surfista”, representa muito bem a história e complementa o título, que também combina com o texto, já que Cowabunga! era um grito de guerra utilizado pelos surfistas americanos na década de sessenta antes de uma manobra radical ou de levarem um caldo de alguma onda, e também o nome dado à prancha de Zimbo.
Essa capa é sensacional e passa totalmente a ideia da obra, principalmente porque tem aquele ar de surfe nos anos 60, que tem relação com o conteúdo da história. Também achei as cores lindas e harmoniosas, e é uma capa que chama a atenção mesmo se vista de longe. A diagramação é simples, mas bem feita. A fonte e o espaçamento não estão muito grandes, mas não incomodaram minha leitura, e as páginas são amarelas.
O final é extremamente triste e bem chocante, confesso que não esperava por esse desfecho, mas entendo que a autora quis finalizá-lo assim, não que eu concorde com a atitude de Zimbo, pelo contrário, acho que ele deveria ter pensado melhor e ido atrás de uma solução menos definitiva e mais sensata, mas se fosse assim não seria Zimbo.

O livro é fininho, tem apenas 160 páginas e a leitura é rápida. Repleto de diálogos e com um texto original, que foge dos padrões do que estou acostumada a ler, a leitura é válida para quem gosta de um texto reflexivo, com um tom mais dramático, mas também há bastante cenas engraças, como uma de um garotinho que cisma em perturbar Zimbo com suas bagunças. Recomendo!


Editora Benvirá + Lançamentos

Oii, gente! Como estão? O post de hoje é para falar da mais nova parceria aqui do blog, o selo Benvirá. Ficamos imensamente felizes por termos sido selecionadas porque gostamos demais dos livros lançados por eles, então em breve vocês poderão acompanhar muitas resenhas e notícias sobre a editora aqui no House of Chick, fiquem de olho!
Sobre a Editora:
Criado em 2010, Benvirá é o selo de ficção e não ficção da Saraiva, e surgiu para trazer informação, literatura e entretenimento de qualidade para todos. Benvirá publica o que você quer ler! No catálogo estão obras que representam as tendências mais quentes do mundo editorial.
Na ficção, por exemplo, você encontra badalados livros de games, como Uncharted e Resident Evil, jovens autores do momento, como Chris Colfer (Terra de Histórias, O diário de Carson Phillips), comoventes histórias de amor, como Um pedido às estrelas, de Priscille Sibley, além dos clássicos mais recomendados de todos os tempos, como William Faulkner e John dos Passos.
Na não ficção, as biografias de personalidades da música andam agitando leitores e fãs, como a do Mustaine e a do Metallica, assim como memórias, por exemplo, Nossos anos verde-oliva, de Roberto Ampuero, têm causado discussões acaloradas. A verdade é que a equipe Benvirá está sempre aberta a novidades.
O Prêmio Benvirá, que acontece a cada dois anos, recebe originais de autores conhecidos ou inéditos, e tem tido uma grande repercussão no meio cultural nacional. Mas a Benvirá não fala a sua língua por acaso. Seu padrão de excelência baseia-se na tradição do Grupo Saraiva, liderança no mercado editorial e livreiro desde 1914.
Algumas obras do catálogo:

COWABUNGA! - Desventuras de um ex-surfista - Ana Paula Seixlack
Ricardo Avelar, o Zimbo, era um jovem surfista com um futuro brilhante quando um grave acidente encerrou sua carreira. Amargurado, há mais de quarenta anos vai à praia e passa o dia observando o mar. Ao longo das horas, sente o impulso de cair na água e mostrar como um verdadeiro surfista domina as ondas. Mas sempre fracassa. Além da frustração de voltar para casa sem surfar, Zimbo tem de lidar com um relacionamento conturbado com Letícia, sua jovem namorada que não abre mão de uma vida agitada com os amigos. Resta ao surfista relembrar as aventuras de seus dias de glória enquanto cuida de sua prancha na areia. O difícil é conseguir identificar o que é realidade e o que é fantasia em suas lembranças. Com um texto divertido e cheio de referências aos anos 1960 e 1970, Cowabunga é surpreendente desde seu título, que remete a um grito de guerra dado pelos surfistas. Ao final da leitura, você terá feito um novo amigo e talvez até descubra seu lado surfista. Prepare sua prancha e prove que sua técnica está apurada para deslizar pela vida tumultuada de Zimbo.
Vidas Trocadas - Katie Dale
Quando sua mãe, Trudie, morre vítima da doença de Huntington – mal que atinge o sistema nervoso –, Rosie sofre não apenas pela perda, mas também pela sombra que paira sobre seu futuro: o alto risco de também ser portadora da doença. Determinada a saber o que está à sua espera, Rosie conta para “Tia Sarah”, a melhor amiga de sua mãe, que pretende fazer o exame que revelará se tem ou não a doença. Apavorada com as outras verdades que o exame pode revelar, Sarah decide abrir o jogo e conta algo que desestrutura ainda mais a vida de Rosie: Trudie não era sua verdadeira mãe. Rosie fora trocada na maternidade logo após seunascimento, pois o bebê de Trudie tinha pouquíssimas chances de sobreviver. Devastada pela notícia, Rosie decide procurar sua mãe biológica e, junto com o namorado, deixa a Inglaterra para trás e parte para os Estados Unidos, onde acredita que se reunirá à sua família. O que a garota não pode prever é que a revelação desse segredo vai mexer com a vida de pessoas que ela nem mesmo imagina que existem...
Um pedido às estrelas - Priscille Sibley
Após um grave acidente, Elle sofre um trauma cerebral irreversível, mas em seu ventre cresce uma vida. Apesar da fragilidade da situação, há uma possibilidade de ela dar à luz o tão aguardado filho. No entanto, com a mesma força com que desejou um filho, Elle se opunha a manter uma vida artificialmente. Se ela pudesse decidir, o que falaria mais alto? Escrito com sensibilidade e compaixão, Um pedido às estrelas é uma emocionante história que levanta profundas reflexões sobre vida e morte, fé e ciência, e ilumina o poder do amor para ferir... e curar.
Pretty girl-13 - Liz Coley
Como fazia todo verão, Angie arrumou as malas e seguiu para o acampamentodas bandeirantes. Mas, quando as férias acabaram, ela não voltou. As buscas duraram três meses, até que as esperanças de encontrá-la se esgotaram. Não havia mais nada a fazer, ainda mais depois da nevasca que caiu sobre a montanha apagando todos os vestígios. Angie foi dada como morta e o caso, encerrado. Três anos depois, Angie aparece em sua casa; sua única lembrança é ter se perdido na floresta. Não reconhece a jovem magra, abatida e de cabelos longos e malcuidados que vê no espelho. Não sabe de onde vêm as cicatrizes e vergões, o anel na mão esquerda, o avental amarelo e a camisola de renda preta que estavam na única sacola que carregava consigo. São tantas as perguntas. Onde esteve? Com quem esteve? O que fez e, principalmente, o que fizeram com ela? Como sobreviveu? Como voltou para casa? Angie pode agora recuperar a sua vida, mas terá de ser capaz de preencher as lacunas da sua memória e entender tudo o que aconteceu. E essa tarefa, se possível, não será nada fácil.

Terra de Histórias #01: O Feitiço do Desejo - Chris Colfer
Os irmãos gêmeos Alex e Conner estão vivendo os piores dias de suas vidas. Para tentar alegrá-los, no aniversário de 12 anos, a avó os presenteia com o antigo livro de histórias que o pai costumava ler para eles, quando crianças, antes de dormir. E a magia volta a tomar conta da vida dos dois - de verdade! Assim como Alice chegou ao País das Maravilhas após cair num buraco do coelho, Alex e Conner são sugados pelo livro e vão parar dentro do mundo dos contos de fadas. Lá, descobrem o que aconteceu com os personagens após o "E foram felizes para sempre!". Cachinhos Dourados, por exemplo, é uma fugitiva, Chapeuzinho Vermelho tem seu próprio reino e Cinderela, agora rainha, está prestes a se tornar mãe. Mesmo em meio a tantas surpresas, os gêmeos não têm tempo a perder: precisam voltar para casa antes que o livro se feche e a mãe dê queixa do desaparecimento deles. Para que o Feitiço do Desejo se cumpra, Alex e Conner têm de desvendar as pistas deixadas em um diário. Eles só não podiam imaginar que mais alguém estava no rastro e faria de tudo para atravessar para o mundo real no lugar deles: a Rainha Diabólica.
Terra de Histórias #02: O Retorno da Feiticeira - Chris Colfer (Lançamento de maio-2014)
Depois de décadas se escondendo, a malvada Feiticeira que amaldiçoou Bela Adormecida está de volta com uma vingança. Alex e Conner Bailey não voltaram para a mágica Terra de Histórias desde suas aventuras em O Feitiço do Desejo. Mas uma noite, eles descobrem que a famosa Feiticeira raptou a sua mãe! Contra a vontade de sua avó, os gêmeos devem encontrar seu próprio caminho para a Terra de Histórias para resgatar sua mãe e salvar o mundo do conto de fadas da maior ameaça que já enfrentou.
O Diário de Carson Phillips - Chris Colfer
Carson Phillips está – graças ao bom Deus – no último ano do colégio e prestes a realizar um dos maiores sonhos de sua vida: estudar jornalismo na Universidade de Northwestern e deixar a pequena cidade de Clover e sua família problemática para trás. Mas, para isso, precisa sobreviver ao último ano, parar de questionar a autoridade dos professores e do diretor e, o que é mais importante, convencer seus colegas a participar de uma revista literária, que ele acredita ser seu passe de entrada para a universidade. Como esperado, nenhum estudante – além de Malerie, sua fiel escudeira – se interessa em colaborar. E, já que ninguém vai por bem, Carson é obrigado a usar de meios um tanto reprováveis. Munido dos segredos obscuros dos alunos mais populares do colégio, Carson e Malerie iniciam uma caçada para conquistar colaboradores. Engraçado e inteligente, O diário de Carson Phillips mostra o dia a dia “das trincheiras” – como Carson chama os corredores do colégio – e traz à tona, de maneira espirituosa, as relações complexas, e muitas vezes hilárias, que acontecem dentro das escolas. Esta história, que começou nas telas, teve seu roteiro assinado por Colfer, que também protagoniza o filme ao lado de Allison Janney, Christina Hendricks, Dermot Mulroney, Sarah Hyland e Allie Grant.