Não costumo comprar livros pelas
capas, embora tenha paixão pelos livros com capas bonitas se existe algum com
boa história e capa ruim, eu simplesmente sigo a leitura e ignoro a capa. Isso
não quer dizer que nunca tive amores a primeira vista antes mesmo de saber do
que se tratava. Então acompanhe o raciocínio, eu amo matrioskas e claro amo
livros, o que acontece quando surge um livro com elas na capa e ainda segurando
livros? Amor claro rs! Histórias a parte o livro em questão é Os Possessos -
Aventuras com os Livros Russos e seus leitores, escrito por Elif Batuman, e
publicado pela Leya.
O livro trás cinco crônicas da
autora, sendo uma delas dividida em três partes sobre sua história de vida e as
obras de literatura russa. Quando estava na faculdade Elif não tinha interesse
em estudar a literatura, ela acreditava que se fizesse isso acabaria por
estragar aquilo que amava, mas a vida é caprichosa, e quando se deu conta
estava de cabeça na literatura.
As crônicas são todas feitas em
primeira pessoa, a autora não só conta sobre sua vida, como relações familiares,
namoros e cia, como também suas desventuras em série atrás de compreender
autores. E pensem em uma pessoa muito receptiva, está é ela, porque as coisas
mais bizarras aconteciam em suas viagens e ela sempre encarou tudo com muito
bom humor (o que você faria se fosse a um congresso na Rússia e ficasse sem sua
mala? Ficaria cinco dias com a mesma roupa? Pois ela ficou!). Acho que isso
trás uma leveza a sua escrita que por vezes acaba densa apenas quando ela se
aprofunda em análises de trechos de obras ou da vida de algum autor.
A Primeira crônica fala de Isaac Bábel,
um escritor soviético que sofreu um bocado nos conflitos da época. Achei
peculiar que quando estava preso a coisa que mais o incomodava era não terminar
seu livro, e invés de pedir por sua vida ele pedia para terminar seu livro.
Nunca tinha ouvido falar dele, mas espero espiar em breve algo escrito por ele.
Não contente em falar turco,
inglês e russo a autora foi estudar uzbeque, e por conta de suas aventuras
acabou passando um verão em Samarcanda para estudar a língua. Essa crônica é
dividida em três partes. E eu no lugar dela tinha fugido daquele lugar faz
tempo rs! Ela e seu namorado na época (um que ela queria um tempo longe e
acabou indo com ela rs!) passaram esse tempo de estudo na casa de uma família
que era um bocado maluca! Para não dizer as duas pessoas que davam aula a ela
que eram também peculiares.
Outra crônica conta sobre sua
viagem para Rússia, quando um castelo de gelo havia sido construído, semelhante
a um descrito em uma obra do autor Lajétchnikov. Ela vai em busca de
compreender se as pessoas que fizeram o castelo e o visitavam tinha
conhecimento da história da casa de gelo (que por sinal é bastante maluca!).









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