A maioria
das pessoas já ouviu falar no Pequeno Príncipe, que é um grande ícone literário
e está presente na vida e nas estantes de muitos. E muita gente também conhece
o seu criador, o autor francês Antoine de Saint-Exupéry (até hoje não sei
pronunciar esse nome corretamente). Desejando poder mostrar mais de seu
trabalho ao mundo, não apenas com “O Pequeno Príncipe”, a editora francesa
Gallimard reuniu todos os seus materiais disponíveis e os reproduziu em um
livro único, que nos dá a possibilidade de adentrar um pouco na mente deste tão
querido escritor, talvez nos auxiliando a apreciar um pouco mais dessa alma
cheia de sensibilidade e inteligência dele.
Como o
próprio subtítulo nos diz, este exemplar é repleto de “Desenhos, Aquarelas e
Anotações” do autor, que não gostava de outra coisa mais do que de desenhar ou
cantar. Como resultado deste seu amor, ele produziu numerosos esboços, textos, desenhos,
rascunhos, dedicatórias, ilustradas e obras, que foram publicadas anteriormente
apenas de maneira espalhada, mas que foram todas unidas aqui em um só exemplar.
Este
catálogo é dividido por temas, e são eles: “Desenhos de Juventude”, “O Caderno
de Casablanca, 1921”, “Os Fólios da Condessa de Vogüé”, “Galeria de Retratos”,
“À Margem dos Manuscritos, “Os Desenhos do Piloto” e “Gênese e Metamorfoses do
Pequeno Príncipe”, que também são divididos por tópicos e reúnem quase 500
documentos de Saint-Exupéry.
Todo esse
material, sendo páginas manuscritas de folhas avulsas, cadernos, cartas, etc.
vieram de diversas fontes de colecionadores, inclusive muitas delas haviam sido
enviadas diretamente para familiares e amigos, e encontram-se nas mãos de
pessoas espalhadas por vários lugares do mundo, como Nova York e Paris. E
alguns eram inéditos ao público geral.
Além disso,
o exemplar ainda conta com uma lista de “Desenhos de Saint-Exupéry Postos à
Venda”, Introdução de Delphine Lacroix, Nota do Editor e prefácio. Este último
ficou por conta do japonês Hayao Miyazaki, premiado cineasta e roteirista que
ganhou um Oscar por seu aclamado filme A
Viagem de Chihiro, mas devo confessar que ainda não sei o quanto gostei de
seu texto, ora sensível, ora nem tanto. Uma de suas frases que gostei muito e
concordo é: “Esse homem (Antoine) era um diamante que se perdeu no mar antes de
ser lapidado”. Pois, para quem não sabe, ele publicou “O Pequeno Príncipe”
apenas alguns meses antes de morrer prematuramente com quarenta e quatro anos,
quando o avião que estava pilotando para as Forças Francesas Livres foi
atingido por um alemão.































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