Confesso que
quando comecei a ler este exemplar, não sabia muito bem o que esperar desta
história. A sinopse me agradou bastante, por isso resolvi dar uma chance a esta
leitura, mas acabei ficando com algumas dúvidas a respeito da mesma, pois não
sabia se ela atenderia as minhas expectativas, e agora depois de ter lido venho
contar para vocês as minhas opiniões sinceras desta história.
Em “A Menina
que fazia nevar” conhecemos a história de Judith McPherson, uma menina de
apenas dez anos, bem tímida e isolada que perdeu sua mãe quando ainda era um
bebê e é criada pelo seu pai, um homem bem reservado e também bastante severo. Judith sofre de bullying na escola, além de ser considerada uma criança esquisita
por pregar a religião de porta em porta juntamente com outros adultos, e acaba
ficando isolada. As únicas pessoas que a visitam são seus irmãos da congregação
cristã da qual ela faz parte.
Em seu
quarto, ela guarda o motivo de sua maior alegria, uma maquete que ela chama de Terra
Gloriosa, que aos olhos das demais pessoas parece um pedaço de lixo, mas para
ela, é o mundo perfeito que leva a menina a esquecer dos seus problemas.
Certo dia,
um dos meninos valentões da escola fala que vai enfiar a cabeça de nossa
protagonista dentro de uma privada, o que a deixa desesperada, ainda mais por
ela não ter com quem conversar sobre isso, uma vez que seu pai é um homem de
poucas palavras. Pensando em soluções que a fariam fugir deste triste acontecimento,
ela coloca uma espuma de barbear em sua maquete, pois se nevasse bastante em
sua cidade, ela não precisaria sair de casa para ir à aula e precisar enfrentar
o episódio do banheiro. O que ela não esperava era que no dia seguinte a cidade
inteira amanheceria coberta de neve por conta de uma forte nevasca.
Judith passa
a acreditar então que ela não só presenciou um milagre, como foi ela mesma quem
o causou, fazendo com que em seu coração puro que é coberto de fé acredite
neste ato. Porém, como dizia o tio do Homem Aranha: “Grandes poderes vêm
acompanhados de grandes responsabilidades” (Sei que a frase não é exatamente
assim, mas tem a mesma representação).
A narrativa
é em primeira pessoa, o que achei bem legal já que podemos conhecer mais a fundo
essa protagonista que nos encanta com seu jeito meigo e frágil e que nos faz
sentir vontade de entrar na história só para poder ajudá-la, principalmente a
se defender. A narrativa é gostosa e fluida e nos encanta de uma maneira que é
impossível largar a história até chegar ao final.
A capa é bem
bonita, as folhas são amarelinhas e a diagramação está perfeita, sendo que as
letras tem um bom espaçamento entre elas o que facilita bastante na hora da
leitura, fazendo com que a gente consiga ler por mais tempo sem sentir a vista
ficando cansada.
Recomendo
este livro para todas as pessoas que gostam de uma história surpreendente que
nos mostra como é importante ter fé e que, além de nos emocionar, nos leva a
refletir com uma lição de esperança e reconciliação.
Avaliação
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