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Graffiti Moon – Cath Crowley

Lucy não é uma garota que se apaixonada facilmente, nem sai com muitos garotos. Aliás, desde que teve um encontro com o Ed que não saiu como o esperado, afinal faltou papo e sobrou passada de mão em sua bunda – claro que resultando em um soco e um nariz quebrado –, sua vida amorosa está bem parada. Mas também, ela não consegue parar de pensar que apenas um cara parece ser o certo para ela: o misterioso, talentoso e sensível grafiteiro, Sombra, que é claro, ela não tem a mínima ideia de quem possa ser, então só pode sonhar com ele.
Hoje foi o último dia de aula e também o fim do ensino médio para Lucy, e ela prometeu sair com sua melhor amiga, Jazz, para comemorar madrugada adentro. Então, quando as duas e Daisy estão planejando a noite (com Lucy quase desistindo) eis que esta revela que seu quase ex, Dylan, conhece o Sombra e o Poeta, que sempre dá títulos ou escreve poemas junto das artes do Sombra. Então Lucy resolve concordar em sair com elas esta noite, se elas aceitarem procurá-los. E, para isso, vão contar também com a ajuda de Ed e Leo, além do Dylan.
O grupo então passa a visitar locais da cidade que o Sombra e o Poeta frequentam com o intuito de achar os grafiteiros para Lucy viver um romance e Jazz poder se divertir numa aventura em comemoração à formatura. Mas Ed, aquele com quem ela teve um encontro péssimo, está no grupo e é a última pessoa com quem ela gostaria de sair nesta busca. Só que, afinal, quando passa a conhecê-lo melhor, percebe que ele não é o que havia imaginado antes. Só falta agora ela prestar atenção aos detalhes e um grande segredo pode acabar se revelando e mudando tudo.
Fiquei apaixonada pela história, pelos personagens, pelo clima, pela arte, e pela narrativa cativante de Cath Crowley! Estou naquele nível de que queria uma continuação só para não ter que me despedir deste livro tão fofo que eu gostei tanto.
Primeiro, os personagens realmente são incríveis e daquele tipo que faz você se encantar e ficar torcendo para que tudo dê certo em suas vidas. A narrativa foi feita em primeira pessoa, com capítulos alternados entre Lucy, Ed e Poeta. Então podemos acompanhar tanto a Lucy quanto o Ed no momento da ação, entender o que eles pensam e o que sentem, enquanto também conhecemos seus passados. As partes narradas pelo poeta na verdade nos contam alguns pequenos trechos da história e de seus sentimentos na visão dele, sendo que em algumas delas encontramos o horário em que aquilo aconteceu, e são todas feitas em forma de poema.
Segundo, toda a história acontece em apenas uma noite, passando pela madrugada adentro e acabando nas primeiras horas da manhã, e isso fez com que eu me identificasse ainda mais, já que sou notívaga e prefiro a noite. E inclusive prova que relacionamentos amorosos em livros não precisam acontecer com o passar de um longo tempo, apenas devem ser bem construídos de forma que consiga convencer o leitor de que aquilo é real, por mais que seja apenas uma ficção.
Também gostei de toda a vibe do livro, que tem um ar melancólico, cativante, sensível, muito bonito, e também desperta pontas de esperança, traz alegria, emociona, nos faz rir e, principalmente, nos faz sentir.
Lucy é meio doidinha, alguns a chamam de estranha, mas acho apenas que ela é bem única, nunca conheci outra personagem como ela e isso só a torna ainda mais especial. Ela realmente não tem papas na língua e acaba confessando seus segredos de forma natural, o que acaba sendo engraçado em alguns momentos. As expectativas para que Lucy descubra logo a verdade sobre o Sombra e qual será sua reação permeiam a narrativa, nos deixando curiosos e apreensivos com o passar das páginas.
Ed é um personagem maravilhoso e frágil, daquele tipo que a gente fica com vontade de abraçar e dizer que tudo vai ficar bem. É muito bacana ver como ele consegue ser tão sensível e transformar todas as suas angústias e sonhos em belíssimas artes, que acabam tocando algumas pessoas.
O relacionamento entre os dois vai sendo construído de maneira fofa com o passar das páginas. Como a narrativa é intercalada entre os dois, em alguns momentos temos a possibilidade de acompanhar a mesma cena, só que sob um outro ângulo, com outros olhos e com pensamentos diferentes. Eu gosto muito desta possibilidade, pois mesmo que a gente reveja a cena, ela parece diferente, além de nos mostrar novas coisas também. E é muito bonito ver a descoberta e o aflorar destes sentimentos amorosos em ambos os lados.
 Além do casal principal, também acompanhamos outros dois outros casais no plano de fundo se desenvolvendo, um em que os dois já estavam juntos antes, e o outro foi sendo desenvolvido neste mesmo momento, só que sabemos apenas alguns detalhes aqui e outros ali. E adorei também todos eles.
A paixão pela arte também está muito presente neste volume, já que todos os narradores são artistas, mesmo que cada um faça algo de diferente, um é grafiteiro, o outro é poeta e a terceira faz obras em vidro. Fora que os diálogos são repletos de referências sobre o assunto. Além disso, todo o texto de Crowley é bem visual, você consegue visualizar as imagens e os trabalhos em vidro de Lucy como se realmente pudesse vê-los.
A narrativa é poética, repleta de sensibilidade, apresenta diálogos inteligentes, mas também é muito fluida. Você com certeza vai começar a leitura, mergulhar nas aventuras contidas nas páginas e não vai mais desejar parar até chegar ao final do livro. E, quando, enfim ele chega, te deixa com um sorriso no rosto e um gostinho de quero mais.
Este não é o primeiro livro escrito pela autora australiana Cath Crowley, mas o primeiro dela a ser publicado no Brasil, só espero que não seja o último. Tanto esta obra quanto outra escrita por ela já ganharam muitos prêmios e pude ver que Graffiti Moon é realmente merecedor deles.
O que me fez ter vontade de ler este livro em primeiro lugar foi a capa, mas não esta da versão nacional, eu gosto muito é da segunda versão publicada lá fora (coloquei no final do post), que também tem a vibe do livro e é muito fofa.
Não é que eu tenha odiado a nacional, inclusive achei a ideia desta capa muito legal e realmente tem tudo a ver com o conteúdo do livro, mas infelizmente não me agradou porque não achei tão bonita, então não é um livro que eu compraria só pela capa.
Gostei bastante da diagramação interna com um detalhe gráfico em forma de gostas de tinta ou uma plaquinha em cada início do capítulo com o nome ou apelido de quem vai narrar naquele momento. A fonte não é muito grande, mas não incomodou minha leitura e o espaçamento está confortável, além de contar com páginas amarelas.
Inclusive tenho que confessar que adoro notas de rodapé e elas estão bastante presente neste volume, o que me ajudou bastante porque não conhecia várias das coisas citadas.
Com capítulos curtos e uma trama bem movimentada, vamos conhecendo cada um dos protagonistas desta história incrível. Tudo neste livro é bem real, os personagens parecem pessoas de verdade, com seus medos, dificuldades e anseios, e compartilham uns com os outros e com o leitor seus passados, alegrias, segredos e sonhos.
Esta obra é fantástica! E é impossível não desejar não apenas um final feliz para o livro, mas também um futuro feliz para os personagens. Super recomendado!
Minha capa preferida. <3
Avaliação



Lançamento: Graffiti Moon da Editora Valentina


Oii, gente! Como estão? Hoje vou falar um pouco mais de um livro que estou muito ansiosa para ler desde que soube que seria lançado aqui do Brasil, Graffiti Moon, de Cath Crowley, que ganhou alguns prêmios e foi finalista de outros.
A sinopse é super legal e eu adoro a capa original, já a brasileira eu não curti tanto não, a achei bem feinha, apesar de ter curtido a ideia, e penso que poderiam ter mantido a americana que é totalmente linda, mas o que importa é o conteúdo, né? Então estou louca para lê-lo o quanto antes. E vocês, o que acharam?
Tem desconto especial de lançamento na Saraiva, confiram aqui: http://goo.gl/o38lbi
Sinopse
Um artista, uma sonhadora, uma noite, um significado. O que mais importa?
O ano letivo acabou, aliás, o último ano do ensino médio. Lucy planejou a maneira perfeita de comemorar: essa noite, finalmente, ela encontrará o Sombra, o genial e misterioso grafiteiro, cujo fantástico trabalho se encontra espalhado por toda a cidade. Ele está de spray na mão, escondido em algum lugar, espalhando cor, desenhando pássaros e o azul do céu na noite. E Lucy sabe que um artista como o Sombra é alguém por quem ela pode se apaixonar — se apaixonar de verdade.
A última pessoa com quem Lucy quer passar essa noite é o Ed, o cara que ela tem tentado evitar desde que deu um soco no nariz dele no encontro mais estranho de sua vida.
Mas quando Ed conta para Lucy que sabe onde achar o Sombra, os dois de repente se juntam numa busca frenética aos lugares onde sua arte, repleta de tristeza e fuga, reverbera nos muros da cidade. Mas Lucy não consegue ver o que está bem diante dos seus olhos.
Informações Relevantes
A capa é um muro grafitado e retrata uma cena da história. É uma obra que tem melancolia e desesperança, mas também muita arte e poesia, muita sensibilidade e um belo final. Fala sobre o amor e suas mais variadas formas, sobre o amadurecimento e suas consequências, sobre o fim da adolescência e o início da vida adulta, mesmo sem de fato estar preparado para isso. É daqueles livros que a Editora tem orgulho de publicar.

Sobre a autora
Cath Crowley cresceu na área rural de Vitória, Austrália. Estudou produção e edição de texto no Royal Melbourne Instute of Technology e já recebeu diversos prêmios por seus livros (confira alguns ao lado). Para saber mais sobre Cath e seus livros, visite cathcrowley.com.au.


Capas americanas 
Eu gosto mais da primeira capa, acho ela linda demais. E vocês, qual preferem?