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Belo Sacrifício - Irmãos Maddox #03 - Jamie McGuire

Falyn Fairchild, filha do governador do Colorado, abandonou sua antiga vida, com regalias, estudos, carro, etc., por conta de sua família terrível, que a fez fazer algo em que a afetou completamente. Mesmo depois de arrependida ela não poderia voltar atrás, e agora precisa viver com este fantasma assombrando-lhe aonde quer que vá. Em sua nova realidade, a moça é garçonete e vive num pequeno apartamento em cima do café onde trabalha, enquanto junta dinheiro para ir ao único local que poderá lhe oferecer a redenção de que precisa para ir em frente: Eakins, Illinois.
Taylor Maddox é um bombeiro da equipe de elite, da divisão Alpina de Estes Park, que trabalhavam na região durante a época do ano em que os incêndios florestais eram grandes e frequentes. Charmoso e lindo mesmo com o rosto coberto de fuligem, Taylor chama a atenção de muitas pessoas, mas Falyn sabe que ele é sinônimo de problema e não vai se impressionar com isso. Só que, para um rapaz da família Maddox, uma garota desinteressada, respondona e desafiadora é tudo o que mais deseja. Então ele está determinado a sair com a moça.
Até que ela descobre que ele pode ser uma passagem para o que ela mais busca e resolve lhe dar uma chance, mesmo que se mantendo na zona da amizade. Mas alguma mulher já conseguiu resistir a algum dos irmãos Maddox quando eles estão determinados a conquistá-las?
Lembro que quando li o primeiro livro de Jamie McGuire publicado no Brasil, “Belo Desastre”, ainda em 2012, me apaixonei pela história e sua intensidade, tornando-se o primeiro título do gênero new adult de que gostei e, portanto, sempre terá um lugar especial guardado no meu coração. Sei que muitas pessoas odeiam o Travis, o primeiro dos irmãos a ganhar uma história, mas eu entendi as complexidades do personagem de um jeito que me fez aceitá-lo como ele é, não que eu tenha concordado com suas atitudes.
Então, quando soube que a autora iria publicar uma série nova neste universo, fiquei muito empolgada. Só que, apesar de serem bons, infelizmente não fiquei completamente apaixonada por nenhum dos dois que li. E continuo sentindo falta de emoção nos livros desta série, o que é uma pena, visto que amei os livros protagonizados por Abby e Travis, e tinha grandes expectativas para seus irmãos. Acho que faltou intensidade e aquele gostinho de quero mais, fazendo com que a gente torça pelo casal e fique esperando que fiquem juntos.
O que acontece é que o relacionamento amoroso acontece muito rápido. Eles começam a sentir atração um pelo outro, mas, daqui a pouco, já se amam tanto que um não consegue viver sem a outra pessoa. Parece que a gente pisca e, quando abre os olhos novamente, os dois já estão completamente apaixonados. E isso me incomoda porque eu gosto de ver a construção do relacionamento aos poucos, o nascimento e o desenvolvimento dos sentimentos.
A escrita de Jamie é realmente deliciosa, o leitor facilmente consegue se sentir inserido naquele mundo criado por ela, que parece muito real, como se fosse um relato de algo que realmente aconteceu com alguém e acho isso maravilhoso. Além disso, sua narrativa flui muito bem, com pontos altos no momento certo, nos mantendo presos a cada virada de página.
O mistério da trama é interessante e fiquei bastante curiosa para desvendá-lo o quanto antes. Confesso que não tinha chegado à resposta exata para o segredo de Falyn antes da revelação, mas me incomodou um pouco que ela não tenha tomado atitudes logo quando se arrependeu. Tenho certeza de que ela poderia ter conseguido resolver a questão na época. Mas, por outro lado, entendo que não tenha feito e que agora ela possa ter seguido em frente e deixado as coisas como estão, para dar uma chance às outras pessoas envolvidas, porque, se fosse diferente, teria sido horrível. Só que também acho que ela poderia ter conseguido uma forma de ter mais participação, sem grandes interferências, mas isso vocês precisam ler para entender.
Como costume, revemos os protagonistas dos demais livros escritos pela autora, então todos podem matar saudades dos seus personagens preferidos. E a linha do tempo deste converge com os demais, então vamos acompanhar algumas cenas aqui que já tinham acontecido nos outros exemplares, só que desta vez sob outra perspectiva. O que, ao mesmo tempo é muito bacana, porque une as obras em um universo só de forma excepcional e é ótimo poder associar/relembrar determinados pontos das anteriores, também é estranho, porque todos eles se apaixonaram pelos amores de suas vidas justamente em momentos tão próximos assim? Isso soa completamente forçado.
Porque aqui vimos Travis e Abby com o casamento (ou seja, amor recente), Thomas e Liis no meio do desenvolvimento do relacionamento deles (quem leu o livro "Bela Redenção" reconhece a cena e sabe como estavam os sentimentos de ambos naquele momento), Trenton e Camille (não li “Bela Distração”, então não posso dar certeza sobre a linha do tempo do casal) e Tyler e Ellison (que serão os protagonistas do último volume – ainda inédito no Brasil –, mas aqui deu a entender que ainda não estão juntos, mas que isso vai ocorrer em breve). Fico com uma impressão do tipo: que fórmula eles seguiram para se apaixonarem perdidamente no mesmo momento? Por que não anos depois ou algo assim?
O que MAIS me irritou foi o seguinte: Falyn nunca foi uma santa, ela teve muitos erros, inclusive muito incômodos, que me faziam querer sacudi-la o tempo todo, além de ficar cansada com sua grande pretensão de ser coitadinha, mas ela sempre deixou bem claro o que sentia ou não e quais eram as suas intenções. Taylor cismou com ela, insistiu até conseguir um encontro e depois ficar com ela e conquistá-la. Até aí tudo bem, só que, mais uma vez, a insegurança dela falou mais alto e seus problemas o afastaram. Não foi certo, claro. Mas às vezes a mente da gente prega algumas ideias ridículas que demoram a parecer erradas na nossa cabeça (quem diz que nunca pensou/fez em algo e depois se arrependeu de tamanha idiotice está obviamente mentindo). Só que Taylor já dizia que era louco por ela e tudo mais. Aí, ele fica chateadíssimo com a atitude dela e com razão, mas perde completamente a razão e a noção e faz uma coisa absurda quando vai para a cama com outra mulher durante A SEMANA que estão separados. Eu tinha que desabafar isso aqui, mas percebi que seria um grande spoiler, então coloquei em branco, por isso, quem quiser ler, passe o mouse em cima.
Isso me lembrou da série Friends, daquela situação de Ross e Rachel, só que em um nível muito pior. Acho que a autora se inspirou naquilo, e ela deve ser #TeamRoss. Mas isso nem foi o pior, e, agora sim vem a parte que mais me irritou (desculpem, tive que fazer um parágrafo explicativo antes de revelar hahaha): Falyn e o próprio Taylor meio que colocaram a culpa NELA por ele ter feito isso! Onde já se viu? O cara não consegue se segurar por UMA SEMANA!!! E a culpada é ela? Cadê todo o amor que ELE disse que sentia? É só ter UMA briga, uma discussão e ele já corre para o lado errado? Sinto muito, mas eu nunca que ia aceitar que colocassem uma culpa RIDÍCULA dessas em mim, dizendo que EU não faria mais o cara sofrer só porque nós brigamos e ELE tomou uma atitude dessas! Pelo amor, gente!! – (Final do desabafo. #Respira Hahaha). Depois disso, mais um clichê acontece, o qual eu já estava esperando desde o começo quando soube que ele era bombeiro, porque é bem óbvio.
A trama ainda é narrada pela figura feminina em primeira pessoa como nas obras anteriores, mas eu acho que a autora deveria ter colocado capítulos intercalados porque soaria melhor, principalmente porque não pudemos realmente conhecer a fundo quem deveria ser o destaque da série, o irmão da família, Taylor.
A capa segue um padrão com os demais livros narrados pelos Maddox, e eu gosto bastante dela, pois é linda e também nos faz associar com os personagens. A diagramação é simples e confortável para a leitura, e as páginas são amarelas.
De todos os livros já escritos por Jamie McGuire, este foi o que menos gostei. Nem por isso ele é ruim, só não tão cativante como os demais. Recomendo para aqueles que curtem a escritora, a família Maddox ou romances leves e descontraídos.
Avaliação



Bela Redenção - Irmãos Maddox #02 - Jamie McGuire

Liis Lindy é uma agente do FBI que acaba de sair de um relacionamento duradouro do qual não era feliz, e quer poder voltar a se focar apenas no que mais interessa para ela: seu trabalho. Para deixar sua vida antiga para trás, assim como Jackson, com quem estava há anos demais, Liis se muda de Chicago para San Diego devido a uma promoção, e já visa voos mais altos em sua carreira, então está determinada a se dedicar completamente, mesmo que seu novo chefe tenha uma fama de implacável e arrogante.
Mas, logo quando chega à cidade, ela acaba tendo um caso de uma noite com um homem sexy, fugindo completamente de seu comportamento habitual. Mas, com a certeza de que não estava emocionalmente disponível para relacionamentos duradouros, ela logo o dispensa. O que ela não sabia é que o homem misterioso e seu novo chefe eram justamente Thomas, a mesma pessoa.
Logo quando começa seu novo trabalho, ela sabe que terá que ser ainda mais dedicada para conseguir ser promovida o quanto antes, mas parece que só sua presença mexe – e muito! – com o agente especial Maddox, que agora até mesmo passa a sorrir de vez em quando. E, quando ambos são escolhidos para uma missão onde terão que interpretar um casal, a atração e os sentimentos que guardam em relação ao outro dentro de si podem acabar vindo à tona. Resta admitirem o quanto disso tudo era apenas fingimento. Mas será que ambos serão capazes de vencer suas próprias barreiras em relação ao amor?
Como vocês podem perceber pelas minhas resenhas de “Belo Desastre” e “Desastre Iminente” (cliquem nos títulos para conferir), eu realmente amei Travis Maddox e os livros escritos por Jamie McGuire, que logo entrou para minha lista de autoras que quero de acompanhar. Agora, passados mais de três anos do meu primeiro contato com ela, li mais uma de suas obras e posso afirmar que Jamie continua me encantando.
Só que eu esperava um pouco mais deste livro. Eu adorei, me diverti, torci para os personagens, fiquei desejando ser amiga de Liis, mas não senti todas aquelas emoções que senti com Travis e Abby. Talvez pelo fato de que os próprios personagens são completamente diferentes e, também, mais calmos e responsáveis, mas acho que na verdade o que eu senti foi falta de uma exploração maior do começo dos sentimentos dos dois, principalmente da parte dele.
Como já comentei várias e várias vezes, eu gosto de sentir junto com os personagens, perceber quando um começa a gostar do outro, e me incomoda o fato de já saberem que o outro vai ser seu futuro tudo só porque sente uma forte atração física pela pessoa e vice-versa. Existem vários “e se” que ficam martelando na minha mente quando isso ocorre, inclusive: e se aquele indivíduo tiver uma personalidade completamente incompatível com a sua? Com o passar das páginas isso vai sendo melhor trabalhado, mas ainda assim eu senti falta de alguma coisa.
Dos personagens, eu gostei especialmente da Liis, ela é uma protagonista sensacional, divertida, sensata, corajosa, inteligente, madura e muito mais. Até seus surtos foram ótimos e eu me peguei gargalhando com ela em uma cena. E foi interessante ver a evolução dela com relação a relacionamentos. Queria que tivesse sido um pouco mais desenvolvido no caso do Maddox, porque não conhecemos tão a fundo o que ele sentia, visto que a narrativa é em primeira pessoa só pela Liis, mas não posso negar que gostei de acompanha-la argumentar sua própria personalidade e se contradizer com o que realmente queria, mostrou-a mais humana.
Já não posso dizer que realmente adorei o Thomas e me incomodou MUITO o fato de ele repetir que ainda amava a Camille o tempo inteiro! Parecia um joguinho de morde e assopra, ele falava estas coisas que, obviamente, magoavam, e depois tentava dizer algo para amenizar a situação, mas não gosto deste tipo de atitude.
Outros novos personagens também foram interessantes, mas Val é uma das minhas preferidas e precisava citá-la aqui. A moça se torna uma grande amiga de Liis dentro do FBI e adorei sua personalidade, assim como suas habilidades de perceber cada detalhe das pessoas, se estão mentindo ou escondendo algo. Adoraria ler um livro com ela como protagonista, tenho certeza de que iria me divertir bastante. E gostei de rever os antigos que conhecia, alguns que amava: Travis, Abby, os demais irmãos Maddox, o pai, Shepley e America, mesmo que a maioria tenha feito pequenas participações.
A escrita da autora é ótima e leve, a narrativa é fluida e repleta de diálogos, o que a torna ainda mais ágil, e segue um ritmo muito bom. Jamie consegue nos envolver com a história e os personagens de uma forma tão interessante e agradável, que nos sentimos dentro do livro, como se estivéssemos participando daquilo e não apenas lendo como espectadoras nada participativas. Fica até difícil largar a obra para continuar a ler depois. E, quando nos damos conta, já alcançamos o final e ficamos desejando por muito mais. Queria que a autora escrevesse mais obras, desta vez com os pontos de vistas dos rapazes em primeira pessoa, assim como aconteceu com Travis, porque gosto de ver os dois lados de uma mesma história.
Acho que a trama ficou bem mais focada no romance entre Liis e Thomas do que qualquer outra coisa, então não esperem que haja algo bem dramático, cenas de ação ou repletas de emoção, nem que o trabalho do FBI seja tão bem desenvolvido. Há algumas destas coisas no pano de fundo, mas servem mesmo como um complemento e não como trama principal.
Por ser um romance contemporâneo com uma pegada de new adult, eu já esperava cenas de sexo e elas realmente estão presentes aqui, mas só acontecem pouquíssimas vezes e condizem com a trama. A autora sabe fazer cenas quentes de forma leve e envolvente, sem soar vulgar e ainda servir como um complemento para a história e não como parte principal da mesma.
A linha do tempo desta obra é próxima do final de “Desastre Iminente”, e, se não me engano, uma coisa que é citada lá foi melhor trabalhada aqui (não tenho certeza porque li há anos), mas a autora consegue encaixar a trama de cada um dos volumes com os demais de maneira coerente e real.
Esta é uma série de quatro volumes, sendo que apenas os dois primeiros foram publicados no Brasil, cada um acompanhando um dos irmãos Maddox, exceto pelo Travis, que protagonizou sua própria série junto com Abby. No exterior o terceiro também já chegou às livrarias, mas o último só será lançado em 2016.
Como cada um apresenta um casal principal e sua história de amor, e um enredo com começo, meio e fim, eles podem ser lidos independentes dos demais, ou seja, não precisam seguir uma ordem e nem é preciso ler todos para entender os outros. Podem ser encontrados pequenos spoilers dos demais, mas são tão sutis e quase nada reveladores, que não vão estragar suas surpresas se lerem fora de ordem.
Adoro esta capa, que é bem linda, segue o padrão dos demais livros e ainda tem tudo a ver com a história deste volume. Fico contente que a Verus tenha optado por modificar a capa anterior que tinham escolhido porque os fãs pediram, já que esta ficou perfeita. A diagramação é simples, mas o texto é bem espaçado e a fonte escolhida está em um tamanho confortável para leitura. As páginas são amarelas.
Para quem gosta de romances leves e intensos ao mesmo tempo, com um enredo interessante e descontraído, e personagens espirituosos, “Bela Redenção” é o que você está buscando! Adorei e não vejo a hora de conhecer mais a fundo as histórias dos demais irmãos Maddox.
Avaliação



Red Hill - Red Hill #01 - Jamie McGuire

Eu ainda não havia lido nenhum livro da Jamie McGuire, mas como minha irmã leu “Belo Desastre” e as sequências e amou, do tipo de ficar contando os dias para ter o próximo volume, e também ler seus livros com tanto afinco, falando da escrita maravilhosa desta autora, eu fiquei bastante empolgada para conhecer uma de suas obras. Como vi que este volume seria o seu próximo lançamento dela no Brasil, coloquei na minha pilha de leitura e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito deste título.
Em “Red Hill” vemos que o mundo foi atingido por um vírus, já que um cientista muito louco, ao tentar fazer um experimento onde mortos podem voltar à vida, acabou gerando este vírus que transforma as pessoas em zumbis. Claro que a mídia anunciou que um vírus estava atacando em uma determinada cidade, mas as pessoas continuaram seguindo as suas vidas normalmente, até que casos muitos estranhos começaram a acontecer e a polícia já não conseguia mais dar conta de tudo o que estava ocorrendo e a cidade acabou virando um verdadeiro caos.
É neste cenário apocalítico que conhecemos a história de nossos três protagonistas, e são eles: Scarlet, que é mãe de duas filhas e cuida delas sozinha, sendo uma batalha diária. Ela trabalha em um hospital como técnica de raio x e, por este motivo, foi a primeira dos nossos protagonistas a presenciar uma vítima se transformando. Quando saiu do hospital e viu que o mundo estava de cabeça para baixo, tudo em que ela podia pensar era em suas filhas, que estavam na cidade vizinha passando um tempo com o pai. O segundo é Nathan, um homem que é casado, mas que não existe mais amor em sua relação. A única pessoa que o deixa feliz, para ele ir para casa todos os dias, é a sua filha Zoe. Certo dia, quando ele vai buscá-la na escola, vê que a cidade está um caos, e que foi atingida pelo apocalipse zumbi, fazendo com que ele pegue Zoe e saia correndo para casa, para buscar sua mulher. Mas, ao chegar a casa, ele repara que sua esposa o abandonou com a menina para seguir sua vida sem eles dois, deixando-os sozinhos bem no dia deste terrível acontecimento. Agora ele tem que encontrar um lugar seguro para ficar com Zoe. Conhecemos também a história de Miranda, uma jovem universitária que viu seus pais se separarem recentemente e que iria viajar com sua irmã e seus respectivos namorados no fim de semana. O plano era eles irem para o Rancho Red Hill, que é do seu pai, mas quando estão no meio do caminho, reparam em tudo o que está acontecendo, e a viagem, que seria divertida, acabou se transformando em uma busca pela sobrevivência.
As vidas destes protagonistas acabam se entrelaçando nesta busca pela conservação da vida, já que todos resolvem ir para o Rancho Red Hill, pois ele fica em um lugar afastado, na área rural, com uma população bem reduzida. Agora, cada um deles luta para sobreviver e reencontrar as pessoas que ama, que, no caso de Scarlet, foi o mais emocionante, já que ela queria reencontrar as filhas e se mostrou bastante guerreira em todos os momentos, pois, mesmo sem saber onde elas estavam, não desistiu nem por um segundo, e, mesmo com as pessoas falando que ela deveria desistir, a moça encontrava forças para continuar procurando.
Os personagens são cativantes, cada um com o seu jeito de ser, e junto com eles sentimos diversas emoções, choramos, sorrimos, sentimos raiva, amor, carinho, etc., ou seja, esta leitura foi um mix de sentimentos.
Eu realmente amei a forma de narrativa desta autora e consegui entender o porquê de minha irmã gostar tanto de seus livros, já que ela consegue prender a gente desde o primeiro momento, com uma narrativa rápida, fluida, cheia de acontecimentos tensos. Mas esta não é uma leitura tão pesada, então para quem não quer ler este volume por medo de ser de zumbis, pode dar uma chance a Red Hill.
A capa não é o que eu poderia chamar de linda, nem mesmo entra para as minhas prediletas, mas não posso negar que combina muito bem com o conteúdo da obra, então eu acabo gostando dela mesmo assim. A diagramação interna é simples e bem feita, a fonte e os espaçamentos estão em tamanhos bem confortáveis para uma leitura agradável e as páginas são amarelas.
Este livro não tem uma continuação propriamente dita, mas a autora escreveu um exemplar spin-off da obra, chamado “Among Monsters”, que na verdade é um conto, considerado o volume #1.5, e traz acontecimentos simultâneos a “Red Hill” sob uma nova perspectiva. Só aconselho que não leiam a sinopse se não gostam de spoilers.
Recomendo este volume para todas as pessoas que gostam de uma deliciosa obra que apresenta uma narrativa rápida e fluida, que consegue nos despertar diversas emoções. Além disso, os personagens são incríveis e nos conquistam a cada linha. Mesmo achando que o final foi bem corrido, este livro com certeza me agradou bastante, e agora consigo entender o motivo de as pessoas amarem tanto esta autora.
Avaliação



Desastre Iminente – Belo Desastre #02 – Jamie McGuire

Travis Maddox, quando era muito pequeno, foi aconselhado pela mãe de forma muito sábia e carinhosa: "Um dia você vai se apaixonar, meu filho. Não se acomode com qualquer uma. Escolha a garota que não vem fácil, aquela pela qual você vai ter que lutar, e então nunca deixe de lutar por ela. Nunca...". Essas palavras lhe foram ditas pouco antes que ela o deixasse para sempre. Seu pai perdeu muito de sua essência junto de sua mulher, e foi um dos irmãos mais velhos de Travis quem ajudou a cuidar da família, o que inclui todos os seus outros irmãos pequenos também.
Em uma casa só com homens que adoram lutas e jogos de aposta, Travis aprendeu a lutar muito bem, conhecendo diversos tipos de adversários, afinal brigava com seus irmãos quando mais novos e cada um tem um estilo diferente de confronto. Musculoso, briguento e tatuado, ele é um exemplo perfeito de bad boy, além de ser muito mulherengo e não voltar para casa sem uma companhia feminina nova a cada saída.
Até que conhece Abby Abernathy, uma garota que se veste de maneira toda certinha e não cai facilmente em sua lábia, mas Travis sente que ela tem alguma coisa em seu passado que não revela, e que ela pode ser muito mais do que sua aparência sugere. Enquanto Abby tenta se afastar dele das mais diversas maneiras, Travis se sente entusiasmado a respeito dela, e, conforme eles passam mais tempos juntos, um sentimento que ele nem mesmo conhecia começa a surgir dentro de si.
 De repente Travis não consegue mais ver sua vida sem Abby, ela passa a ser mais importante do que ele poderia prever que alguém seria e percebe que era dessa mulher que sua mãe estava falando. Agora ele está disposto a fazer de tudo para que Abby também o ame, confie nele e queira passar o resto de sua vida ao seu lado, como é o seu próprio desejo.
Não há nenhum tipo de spoiler desse e nem do livro anterior, “Belo Desastre”, que já teve resenha aqui no blog, e para conferir basta clicar no título. Vale a pena ler a resenha do primeiro livro porque falo mais de outros pontos da história e de como foi narrada por Abby.
Esse livro é um tipo de continuação de “Belo Desastre”, mas na verdade você não precisa ter lido um para poder ler o outro, e a história não é passada após o final do primeiro livro, ela na verdade acontece no mesmo momento, só que sob o ponto de vista de Travis. Ou seja, você vai encontrar basicamente a mesma história, mas dessa vez nós acompanhamos outro protagonista, então vão aparecer cenas parecidas, só que com sua visão, e outras que são inéditas, que não pudemos acompanhar antes porque são coisas que o Travis faz sem a Abby.
O que posso dizer a respeito desse volume é que: 1- Foi confirmado, a escrita de McGuire é realmente ótima e ela consegue nos prender de uma maneira incrível, que nos faz ficar grudados na leitura de forma que não dá para largar, e isso aconteceu nos dois livros, mesmo eu já sabendo da história quando li esse segundo; 2- Travis é O cara, mesmo sendo cheio de defeitos (mas quem não é?!) bem marcantes, as suas características positivas se sobrepõem de uma maneira inexplicável, mesmo quando sentimos raiva dele, não conseguimos não o perdoar na cena seguinte, quando ele aparece todo mansinho e fofo. Ele é um personagem bem ambíguo, mas intrigante e totalmente desejável. Eu quero um Travis para mim, onde encontro?
Gostei demais de acompanhar esse lado da história, sob a visão de Travis. Só gostaria de enfatizar uma coisa, não é que você precise ter lido Belo Desastre para a história fazer sentido, mas vai entender e aproveitar a leitura melhor caso tenha lido. Porque algumas cenas são meio cortadas, dando a impressão de que são capítulos intercalados com o do livro anterior, como se fosse um livro só, com um capítulo narrado por cada um dos protagonistas. Entendo e aprovo o recurso da autora para não ficar tão repetitivo para quem for ler ambos os livros, mas reforço a ideia de que você deve ler na ordem do lançamento, primeiro Belo Desastre e depois Desastre Iminente (a menos que queira ler ambos juntos, intercalando-os). Além disso, a história desse acaba depois de como acabou “Belo Desastre”, já no futuro dos dois. Eu amei poder ler o que aconteceu depois, só me fez ficar ainda mais apaixonada por tudo.
O prólogo foi lindo, ao mesmo tempo em que foi muito triste, já que presenciamos um Travis pequenino quando perdeu a mãe, e mesmo já sabendo desse seu passado, acompanhar a cena no momento em que ela ocorreu faz toda a diferença. Só se preparem, porque as lágrimas são inevitáveis.
Eu realmente adoro a história de amor de Travis e Abby. Acho tão lindo e real o lado romântico do Travis, já que a autora soube explorar seu lado psicológico muito bem, conseguindo passar bastante os sentimentos e as angústias do personagem através de suas palavras. Dá para perceber (e admirar, admito!) o quanto ele ama a Abby, o quão feliz ele a quer fazer, o quão bem o relacionamento dos dois faz para ele, e dá para sentir seu desespero quando ele pensa que não tem chances com ela, ou que vai perdê-la. Jamie McGuire sabe usar as palavras muito bem, e não tem como não se apaixonar por Travis (pelo menos comigo foi assim).
“Abby era especial para mim desde o segundo em que pus os olhos nela, e tentei fazer com que ela soubesse disso a cada chance que tive.”
Também gosto muito desse ar de ingenuidade que vemos no personagem já que está conhecendo o amor pela primeira vez e não é fácil para ele, porque não é algo que poderíamos esperar de um homem como ele, e isso é surpreendente e só o faz ser um protagonista ainda mais rico e humano.
Só achei meio estranho o Travis saber descrever as roupas que Abby usa (como o nome calça skinny) já que, geralmente, homens não conhecem os nomes específicos das roupas. E acho que Travis não tem o perfil de que saberia.
Toda essa trama, além de nos prender do início ao fim, é sensacional. O leitor fica apreensivo o tempo todo, imaginando o que vai acontecer em seguida, como os personagens vão lidar com as situações que vão surgindo (e olha que são muitas, das mais variadas), sem conseguir desgrudar os olhos das páginas.
Adoro essa capa, ela tem tudo a ver com a linha da capa do primeiro volume, e tem todo aquele ar meio misterioso. Se eu não conhecesse a história, não saberia do que se trata só de olhar para ela.
Não posso comentar com certeza sobre a parte gráfica porque recebi a prova do livro, então não sei o que vai ser modificado ainda, mas se a diagramação for mantida, ela é simples e a fonte está em tamanho e espaçamento confortáveis para a leitura.
Com uma trama real, profunda, e bem desenvolvida, personagens maravilhosos e incrivelmente bem construídos, essa história de amor obsessivo escrita por Jamie McGuire definitivamente vale um lugarzinho especial na sua estante. E, por que não, no seu coração?
Avaliação



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Belo Desastre – Belo Desastre #01 – Jamie McGuire


Em “Belo Desastre” conhecemos a história de amor obsessivo entre Abby e Travis, personagens bem diferentes que se envolvem de maneira intensa e viciante. Tudo acontece quando ela acompanha sua melhor amiga, America, com seu namorado, Shepley (primo de Travis) a uma luta que acontece em esconderijos pela faculdade.
Assim que se conhecem, Abby o vê como um mulherengo bad boy que consegue todas as mulheres com apenas sua presença, e tudo o que ela mais quer é manter distância de caras desse tipo. Travis logo se interessa por ela sexualmente, e pretende ficar com ela, como faz com todas as outras. Mas isso não será tão fácil para ele dessa vez, já que Abby precisa e vai evitá-lo de qualquer maneira, deixando-o intrigado por não conseguir seduzi-la tão facilmente.
 Antes de uma luta ele decide fazer uma aposta com ela: se perder fica sem sexo por um mês, se ganhar ela vai morar com ele em seu apartamento pelo mesmo período de tempo. Ela concorda, mas logo avisa que isso não vai fazer com que ela vá para cama com ele.
A aposta vira amizade, a amizade passa a ser paixão, que se transforma em um amor obsessivo, vivido através de um romance arrebatador.
“Belo Desastre” é um desses livros que muitos vão amar, outros nem tanto. Eu faço parte do primeiro grupo e afirmo que a escrita deliciosa de Jamie me conquistou total e completamente e, é claro, o título entrou diretamente para a minha lista de favoritos de todos os tempos.
Quando recebi o livro, de surpresa, logo me interessei pela sinopse e, já que gosto de livros do estilo, quis ler diretamente, então ele passou na frente da minha lista de leitura. E só posso dizer que fiquei muito feliz por ter feito isso, afinal, depois de toda a obsessão que esse livro se tornou, afirmo que foi gratificante poder lê-lo.
Essa poderia ser uma história normal: garota conhece garoto, garoto quer ir para a cama com ela, garota recusa, garoto não desiste e acaba conquistando a garota. Mas, eu preciso colocar a culpa (no bom sentido da palavra) do sucesso desse livro na autora, Jamie McGuire. Sem sua forma de escrever, sua maneira de manter o leitor ávido por mais, página a página, esse seria apenas mais um livro no meio de tantos outros, mas não é. Então preciso parabenizá-la por transformar uma história comum em algo absolutamente maravilhoso e viciante (É verdade. Se você conhecer alguém que leu esse livro, pergunte quanto tempo demorou para terminar a leitura, com certeza foi pouco! Hahaha).
Abby é uma ótima protagonista. Logo no início do livro podemos conhecê-la como uma garota certinha, que veste cardigãs e usa brincos de pérolas, e fica “assustada” com o submundo de sua faculdade, onde ocorrem as lutas de Travis “Cachorro Louco” Maddox, um local escondido, sujo e barulhento, onde há mais pessoas do que deveria ser permitido em um espaço como esse, que só querem beber, ver sangue e se dar bem em suas apostas. Mas, depois que vamos a conhecendo mais, podemos perceber que ela é muito mais do que aparenta ser e há mais coisas por baixo da superfície do que deixa transparecer.
Aí temos o Travis Maddox. Ah, o Travis! Ele pode ter diversas características não tão favoráveis: mulherengo, não se importa com sentimentos alheios (das mulheres com quem fica), esquentado, violento (bom de briga), ciumento, paranoico, possessivo, controlador, impulsivo, um verdadeiro bad boy. Lendo assim até parece que ele não é lá uma boa coisa. Mas ninguém é perfeito e essas são apenas as partes ruins desse homem incrível e sexy, dono de um admirável abdômen definido e cheio de tatuagens. Travis apaixonado é O Homem, aquele tipo que diversas mulheres sonham em conquistar algum dia, para fazê-lo mudar e se transformar em uma pessoa melhor. Carinhoso, amoroso, amigável (com seus próximos), que só quer defender “sua” garota e fazer o bem, custe o que custar, a ela (e isso pode custar caro!), Travis é o exemplo perfeito do que há de contraditório nesse mundo. Em um momento você fica com uma raiva imensa dele, mas ao passar algumas páginas, ou até alguns parágrafos, esse sentimento some dando lugar a um carinho e você se apaixona novamente por ele. Em alguns momentos Travis também parece ingênuo, talvez pelo fato de estar conhecendo o amor e ficar com medo de perdê-lo. Ele é o que podemos chamar de imperfeitamente perfeito.
Intensidade. Acho que essa é a palavra que melhor define o ritmo da narrativa e o relacionamento do casal principal durante toda a trama. Tudo é tão intenso e profundo que o leitor não consegue nem soltar o livro de suas mãos por muito tempo. Pelo menos foi assim comigo, enquanto a leitura não chegava ao fim, não conseguia prestar atenção em mais nada e consequentemente só fui dormir depois do dia amanhecer.
A autora soube trazer realidade à trama, o relacionamento do casal principal não só poderia acontecer, como com certeza acontece por aí, e ela soube trazer a parte crua da realidade, utilizando brigas, lutas, bebida, sexo às páginas do livro, de maneira tensa e instigante.
E o amor. Ela mostra que esse sentimento é tão forte e poderoso que pode acabar transformando as pessoas, fazendo-as amadurecer e evoluir positivamente. É interessante ver Travis, com todo seu caráter e temperamento difícil, e que muda de humor de uma hora para outra, se transformar em uma pessoa melhor por causa de seu relacionamento com Abby. Eles são tão diferentes que todos pensam que nunca poderiam dar certo, mas mesmo contra todas as probabilidades eles se tornam perfeitos um para o outro.
Não é só de amor que o livro trata, questões familiares (boas e ruins) e amizade verdadeira também estão presentes na trama. E não é superficial, você conhece os personagens de uma maneira mais profunda, aprende sobre seus passados e o que eles viveram para que chegassem onde estão, para se transformarem no que são, tudo isso escrito de uma forma sutil e envolvente e trazendo, assim, mais realidade à trama.
Jamie explora as relações humanas com maestria. Ela criou personagens e características próprias para cada um deles que faz suas relações com o próximo e consigo mesmo ser algo admirável e incrível.
Adorei a melhor amiga de Abby desde sempre, America. Ela é protetora e pretende fazer de tudo para apoiar a amiga em busca de sua felicidade, ficando contra quem a faz mal, e ajudando a ficar bem diante das coisas ruins da vida. Com certeza a amizade delas é a mais bonita e fofa do livro. Outro personagem que gostei demais é Shepley, primo de Travis e namorado de America, ele tem medo de perder sua namorada por causa do temperamento do primo, e é um amor com ela, além de ser um bom amigo para Travis e ajudá-lo em muitos momentos, e também sabe apoiar Abby quando ela precisa. Esse casal é mais maduro do que o principal da trama, e gostei muito da relação entre eles.
Também gostei de conhecer mais a família de apenas homens do Travis, a interação entre todos os Maddox, e como agiram com Abby e Travis e o relacionamento entre eles, foi bem legal.
Gostei de vários outros personagens na trama, que são secundários, mas que fizeram alguma diferença. Uma curiosidade é que um dos personagens do livro se chama Brazil, achei isso tão fofinho.
O único detalhe que não gostei é que na contracapa do livro diz que a Abby não bebe, sei que isso é uma coisa boba de se reclamar, mas em nenhum momento ela nem chegou a fingir que não bebia, então acho enganoso vir isso escrito em sua descrição.
Adorei a capa, que é igual à americana e amei o título, que além de ser uma tradução fiel ao original, tem tudo a ver com a história, e mais especificamente com o casal principal.
Não apenas o relacionamento entre Travis e Abby era imprevisível, mas também toda a trama. Não dava para prever muitas coisas que iam acontecendo durante as páginas, você poderia estar acompanhando alguma situação e de repente uma reviravolta ocorria e diversas novas ações se desenvolviam, mudando o rumo completamente.
Esse livro não apresenta elementos sobrenaturais, nem é uma história bonitinha e cheia de flores, mas também não há aqueles elementos incrivelmente tristes que só te fazem chorar da primeira até a última folha. Mas, através de uma narrativa super bem construída, essa é uma história intensa, complexa e instigante sobre um casal que, contra tudo o que é esperado, dá certo. Um caso de amor obsessivo, uma trama angustiante que prende o leitor de tal forma que não permite largar o livro, uma relação de altos e baixos, com diálogos e cenas transbordando paixão e sacadas inteligentes, esse livro definitivamente que vale a pena a leitura.
Avaliação



Duas ótimas notícias para quem gostou do livro e/ou da resenha, os direitos foram comprados e em breve haverá uma adaptação para o cinema, não vejo a hora de isso acontecer e espero que escolham um ator bem forte e bonito como o próprio Travis.
E quer outra notícia sensacional? Em breve a autora irá lançar um livro com essa história, mas dessa vez podemos conhecê-la através da visão de Travis e se chamará “Walking Disaster”. Se vocês quiserem ler o segundo capítulo, CLIQUEM AQUI.
Ah, gostei muito do Travis que ela colocou no final do capítulo, tudo a ver com o personagem que eu pensei. E vocês, aprovam?


Com diversas meninas vou concorrer, mas apenas uma vai ganhar. Quem será que o príncipe vai escolher?

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