Uma
história que ultrapassou todas as barreiras e preconceitos religiosos e
ideológicos em nome do amor. “Aqueles que nos salvaram” conta a história de
Anna, uma jovem de 18 anos com um futuro promissor aos olhos do pai, um
simpatizante nazista: casar-se e ter filhos com um oficial alemão. Ao se
apaixonar por um médico judeu, no entanto, sua vida muda completamente.
Revelando uma história de paixão e amor condenado, um retrato sobre a vida
durante a guerra e um impressionante drama da relação mãe e filha, o livro
explora profundamente aquilo que escolhemos suportar ou resistir para
sobreviver e o legado da culpa.
“Aqueles que
nos salvaram” é, sem dúvida, uma leitura muito emocionante, daquele tipo de
livro que você simplesmente quer ler mais, e quando acaba você queria que
tivesse mais páginas, porque é simplesmente impossível não se apaixonar por
alguns personagens como Anna, Trudi, Max...
A autora escreve de uma maneira muito
prazerosa uma história que é intercalada entre a história de Anna (uma jovem
alemã) no período da Segunda Guerra Mundial, ela é considerada uma jovem de uma
beleza que atrai vários homens, e é vista aos olhos do pai muitas vezes como um
objeto que daria à família o passaporte para um casamento com alguém de alto
posto do exército nazista, mas que após ter uma filha ainda solteira, teve de
sair de casa, e viver muitas dificuldades para criá-la.
A outra parte é intercalada nos anos 90,
onde Trudi, filha de Anna, já está adulta e faz um trabalho a respeito da Segunda
Guerra Mundial, e ela tem de procurar por fontes externas já que sua mãe não
fala com ela por muitos anos (eu fiquei com raiva disso no começo do livro! Mas
depois entendemos.), e, conforme suas pesquisas avançam, ela acaba por fazer
descobertas que ela nunca imaginaria sobre suas reais raízes, e ela acaba
entendendo que sua mãe fez certas coisas que fez para conseguir criar sua
filha, época em que a maioria passava fome.
Em relação aos personagens AMEI o
Max (não falei muito sobre ele anteriormente para não soltar spoilers! Mas uma
coisa é certa: TÔ APAIXONDA KKK’), ele é um judeu que acabou se envolvendo em
um romance secreto com nossa protagonista, e sofreu um ‘’bocado” com o nazismo.
Anna é uma mulher com um forte instinto de sobrevivência, que faz o que for
necessário para garantir o “pão de cada dia” da sua filha, sua filha Trudi
também é uma personagem muito boa, uma mulher que realmente gosta de ajudar e
que, mesmo quando suas pesquisas não estavam indo tão bem, não desistiu e
acabou descobrindo coisas de seu passado que ninguém nunca lhe contara, porém
ela também sofre com inseguranças em relação a certas coisas, como por exemplo
na beleza, já que sempre teve uma mãe cuja aparência causava o desejo de muitos
homens e a inveja de algumas mulheres, e ela nunca se achou tão bela.
Para fechar a resenha eu acho que esse
livro DEVERIA SER LIDO POR TODOS, já que consegue nos fazer sentir um misto de
emoções como raiva e choro (sim eu chorei muito EM UMA PARTE do livro), este
foi o ultimo livro que eu li em 2012, e eu só não vou dar 5 casinhas, porque o
final de UM PERSONAGEM me fez chorar litros!
Dois trechinhos lindos dos livros *-*
“Ela
deveria saber que isso aconteceria, mesmo com ele; deixaria de ser tola e não
ia dizer a verdade. Ela jamais poderá contar-lhe o que começou a dizer: que
passamos a amar aqueles que nos salvaram.”
“Trudi estende a
foto na direção do Sr. Pfeffer.
– Essa é a mulher
que você viu? – pergunta ela – Essa é o anjo aprendiz?
–Não posso ter
certeza – admite ele – Foi há tantos anos... Mas há uma semelhança notável.
Estou razoavelmente certo de ser ela.
–A que certo ponto?
O Sr. Pfeffer
aperta os lábios e solta o ar fazendo psssh
– Eu diria que uns
oitenta por cento.
Ele entrega a
fotografia a Trudi, mas ela não se move para pegá-la.
–Meu Deus – diz ela – Meu Deus!”
Avaliação












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