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Lady Killer 02 – Joëlle Jones e Michelle Madsen

Josie Schuller está de volta. Depois de ter enfrentado certos imprevistos quase mortais, ela se muda com a família para a ensolarada Flórida. Em meio a panelas, limpeza e cuidados com a casa e a família, ela continua com o mesmo trabalho de antes: mata pessoas a sangue frio. Porém, agora está trabalhando sem uma empresa, então tem que lidar com todo o processo sozinha, montar um disfarce, localizar a vítima, assassiná-la e limpar tudo sem deixar vestígios, o que acaba demandando mais tempo do que o necessário.
Por conta disso, quando alguém de seu passado surge com a proposta de uma aliança benéfica para ambos os lados, ela não hesita em aceitar. Quando revelações sobre indivíduos próximos aparecem e novas pessoas surgem em seu caminho com intenção de recrutá-la, Josie acaba percebendo que há muito mais para descobrir do que ela imaginava. Quem será que fala a verdade? E o que pode acontecer se ela der um passo errado?
Mesmo gostando bastante do volume inicial, curti ainda mais essa sequência. Encontramos uma Josie Schuller ainda mais sanguinária e também uma trama bem mais elaborada do que antes. A história ganhou mais movimentação e revelações. Também continua falando sobre o papel da mulher na sociedade, sobretudo na década de 1960 nos EUA.


Foi bem bacana ter o vislumbre da infância de Josie e conhecer o passado de uma personagem importante. E curti bastante ver a protagonista se desdobrando para lidar com sua vida dupla e todas as complicações que foram aparecendo em seu caminho. E olha que foram várias.
A Graphic Novel acaba num cliffhanger de tirar o fôlego com uma cena reveladora que deixa margens para uma continuação. E o final desse volume também deixa algumas pontas soltas bem relevantes. Espero que a autora esteja escrevendo, porque preciso saber o que vai acontecer agora e o que vai mudar na vida e na profissão de Josie.

O melhor de tudo é que, por ser uma HQ, temos a mescla de história com ilustrações. E o trabalho de Joëlle Jones é simplesmente fantástico. Personagens e cenários muito bem desenhados, cheios de detalhes e com cores marcantes, trazendo o tom certo a narrativa e conquistando os leitores com facilidade.


Lady Killer 01 – Joëlle Jones e Jamie S. Rich


Josie Schuller se veste para matar. Com seus vestidos acinturados, é esposa dedicada da Década de 60 nos EUA, quando as mulheres não tinham os direitos que têm hoje e se comportavam através de uma ideia padrão e ultrapassada. Ela cuida do lar, das filhas e do marido, limpa, arruma, faz comida... e mata pessoas entre uma tarefa e outra.
Contratada de uma empresa de assassinos de aluguel, ela é uma das melhores do ramo. Então usa inúmeros disfarces para se infiltrar nas mais diversas situações e locais, onde tira vidas sem dó nem piedade, matando suas vítimas a sangue frio. E se um fio de cabelo sair do lugar ou uma mancha de sangue aparecer na roupa, tudo bem, afinal ela tem habilidades suficientes para lidar com qualquer tipo de contratempo.
Quando Josie toma uma decisão diferente do esperado, precisa se virar para conseguir se livrar das consequências. E não vai ser fácil, afinal tem que lidar com cautela, manter tudo em segredo e arrumar aliados confiáveis. Mas, sendo uma mulher, não há algo que não possa fazer.



Adoro ler Graphic Novels, mas acredito que nunca tinha lido uma deste estilo e gostei bastante dessa experiência. Considero que este volume tenha sido um pouco mais simples do que a continuação e também mais introdutório. Então vamos conhecer a protagonista e descobrir um pouco das nuances de seu trabalho como assassina profissional enquanto precisa lidar com a rotina e tarefas do dia a dia em família.


Ao mesmo tempo em que vemos Josie em seu serviço secreto e cuidando da casa, também temos a chance de acompanhar alguns detalhes do cenário da época, tanto em termos visuais quanto sociais. O papel da mulher na sociedade é bem retratado, assim como vemos as mudanças que estão ocorrendo no período. Afinal foi quando aconteceu A Segunda Onda do Feminismo e muita gente estava batalhando pelos direitos das mulheres.