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Black Hammer #04: Era da Destruição – Parte 02 – Jeff Lemire, Dean Ormston, Rich Tommaso, Dave Stewart & Todd Klein

Quando um grupo de super-heróis derrotou um vilão muito difícil, pagou um preço alto. Menina de Ouro, Abraham Slam, Coronel Weird, Barbalien e Madame Libélula ficaram presos por 10 anos numa fazenda isolada e misteriosa da qual não conseguiam sair. O pior é nem sabiam como tinham ido parar lá. Conforme adentramos na história, vários segredos são revelados enquanto também conhecemos novos personagens.

Agora, eles têm a chance de experimentar algo diferente. Mas talvez não seja exatamente o esperado. Até que uma ameaça volta a aparecer, podendo destruir Spiral City. Nossos super-heróis então precisam descobrir o que fazer para restaurar o equilíbrio. Mas às vezes até mesmo as decisões com resoluções mais calmas podem ser as mais difíceis.
Esse é o 4º volume dessa série de HQ e encerra essa trama diferente, que traz uma visão mais profunda de super-heróis no sentido de explorar as personalidades além da imagem com o uniforme e a intenção de salvar a todos.
Confesso que fiquei um pouco decepcionada com o desfecho. Depois de tanto criarmos teorias, buscarmos soluções, ansiarmos por respostas, sinto que o autor escolheu o caminho mais fácil para finalizar a história. Não foi de todo ruim, mas na minha opinião faltou emoção e algo mais.



Apesar de ter sido o mais extenso dos 4 (tem quase 200 páginas), senti como se tivesse sido rápido demais. Mal comecei a ler e estava tão envolvida com os vários acontecimentos que, quando reparei, acabou. E foi mais calmo do que os anteriores, sem muita ação. Também acho que ficou faltando explorar alguns pontos, que tiveram soluções apressadas.
Como nos anteriores, o foco é no lado humano dos super-heróis. Podemos entender um pouco o que sentem, o que querem e o que podem fazer em prol do próximo. Também é bacana notar o companheirismo, já que eles estão mais unidos do que nunca. Temos a chance de acompanhar melhor outra realidade de alguns deles. E há participações para lá de especiais, que fizeram diferença nessa trama.





Oblivion Song #02: Entre Dois Mundos – Robert Kirkman, Lorenzo de Felici e Annalisa Leoni


Depois que um acontecimento estranho ocorreu na Filadélfia 10 anos atrás e causou uma ruptura na dimensão de espaço-tempo, enviando milhares de pessoas para Oblivion (outra dimensão habitada por criaturas horríveis), vemos que o cientista Nathan Cole continua tentando salvar pessoas, visitando o local, enfrentando os perigos e trazendo-as de volta.
Depois que o governo para de financiar as buscas e descobre algumas verdades, Nathan fica encrencado. Mas com a ajuda de alguns indivíduos consegue dar mais um passo adiante para concluir seus planos. O problema é que ele acredita firmemente ter razão sobre suas ideias, porém nem sempre outras pessoas concordam com ele.
Após ter lido o final do primeiro volume, eu PRECISAVA da continuação para ontem. Então assim que foi publicada e o exemplar chegou em minhas mãos, fui correndo ler para saber o que aconteceria depois da revelação do desfecho.
Devo dizer que a trama avançou pouco neste volume, mas descobrimos algumas verdades, acompanhamos novos personagens e entendemos seus lados e motivações. Além do mais, também descobrimos o que fez tudo isso acontecer através de uma visão com explicações do passado do protagonista.



Essa série de HQs é o meu primeiro contato com a escrita do autor Robert Kirkman (de The Walking Dead) e estou gostando bastante da experiência. É bem bacana vê-lo trabalhar com o lado humano dos personagens, seus sentimentos, reflexões e questionamentos. Inclusive porque também nos faz pensar bastante e tem ligações com coisas que vivemos atualmente ou poderíamos vivenciar – mesmo que a base seja diferente.
Também estou curtindo muito os traços de Lorenzo de Felici e o trabalho de cores de Annalisa Leoni, que, juntos, completam o texto de forma magnífica e real. As ilustrações são bem detalhadas e focam bastante nos personagens e também nas criaturas e as cores são vibrantes e combinam bastante com o momento da trama.





Descender #01: Estrelas de Lata – Jeff Lemire e Dustin Nguyen


Eu sempre gostei bastante de Quadrinhos e HQs, inclusive foram eles que me fizeram embarcar no mundo das leituras ainda bem pequena. Por isso, sempre que é possível começo uma nova história, onde me encanto com os traços do ilustrador e fico desejando saber desenhar também. Dessa vez li “Descender: Estrelas de Lata” e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Nesse volume conhecemos o planeta Nyrata, o centro tecnológico e cultural do grupo de nove planetas nucleares conhecido como Conselho Galáctico Unido. Nesse universo todos viviam pacificamente. Até que certo dia os Ceifadores (robôs gigantes) invadiram a galáxia e destruíram planetas e civilizações inteiras, resultando em milhões de mortes e criando nos que restaram uma aversão às máquinas. Essas criaturas depois sumiram, deixando apenas o medo e um grande rastro de destruição.
Agora foram implementadas políticas de perseguição e extermínio de robôs e é nesse cenário que conhecemos Tim-21, um jovem androide de aparência humana que após uma década em um sono profundo se tornou o androide mais procurado do universo. Isso porque em seu código pode haver vestígios dos assassinos do passado.



Com isso, acompanhamos nosso protagonista Tim em uma grande aventura com os seus amigos Bandit e Perfurador por todos os planetas e galáxias, com o objetivo de sobreviver a essa grande caçada.
Essa é uma Graphic Novel que consegue conquistar a gente do início ao fim com uma narrativa eletrizante, personagens incríveis e encantadores e que aborda temas bem complexos como intolerância, medo, política e a relação entre os humanos e as tecnologias.



Lady Killer 02 – Joëlle Jones e Michelle Madsen

Josie Schuller está de volta. Depois de ter enfrentado certos imprevistos quase mortais, ela se muda com a família para a ensolarada Flórida. Em meio a panelas, limpeza e cuidados com a casa e a família, ela continua com o mesmo trabalho de antes: mata pessoas a sangue frio. Porém, agora está trabalhando sem uma empresa, então tem que lidar com todo o processo sozinha, montar um disfarce, localizar a vítima, assassiná-la e limpar tudo sem deixar vestígios, o que acaba demandando mais tempo do que o necessário.
Por conta disso, quando alguém de seu passado surge com a proposta de uma aliança benéfica para ambos os lados, ela não hesita em aceitar. Quando revelações sobre indivíduos próximos aparecem e novas pessoas surgem em seu caminho com intenção de recrutá-la, Josie acaba percebendo que há muito mais para descobrir do que ela imaginava. Quem será que fala a verdade? E o que pode acontecer se ela der um passo errado?
Mesmo gostando bastante do volume inicial, curti ainda mais essa sequência. Encontramos uma Josie Schuller ainda mais sanguinária e também uma trama bem mais elaborada do que antes. A história ganhou mais movimentação e revelações. Também continua falando sobre o papel da mulher na sociedade, sobretudo na década de 1960 nos EUA.


Foi bem bacana ter o vislumbre da infância de Josie e conhecer o passado de uma personagem importante. E curti bastante ver a protagonista se desdobrando para lidar com sua vida dupla e todas as complicações que foram aparecendo em seu caminho. E olha que foram várias.
A Graphic Novel acaba num cliffhanger de tirar o fôlego com uma cena reveladora que deixa margens para uma continuação. E o final desse volume também deixa algumas pontas soltas bem relevantes. Espero que a autora esteja escrevendo, porque preciso saber o que vai acontecer agora e o que vai mudar na vida e na profissão de Josie.

O melhor de tudo é que, por ser uma HQ, temos a mescla de história com ilustrações. E o trabalho de Joëlle Jones é simplesmente fantástico. Personagens e cenários muito bem desenhados, cheios de detalhes e com cores marcantes, trazendo o tom certo a narrativa e conquistando os leitores com facilidade.


Lady Killer 01 – Joëlle Jones e Jamie S. Rich


Josie Schuller se veste para matar. Com seus vestidos acinturados, é esposa dedicada da Década de 60 nos EUA, quando as mulheres não tinham os direitos que têm hoje e se comportavam através de uma ideia padrão e ultrapassada. Ela cuida do lar, das filhas e do marido, limpa, arruma, faz comida... e mata pessoas entre uma tarefa e outra.
Contratada de uma empresa de assassinos de aluguel, ela é uma das melhores do ramo. Então usa inúmeros disfarces para se infiltrar nas mais diversas situações e locais, onde tira vidas sem dó nem piedade, matando suas vítimas a sangue frio. E se um fio de cabelo sair do lugar ou uma mancha de sangue aparecer na roupa, tudo bem, afinal ela tem habilidades suficientes para lidar com qualquer tipo de contratempo.
Quando Josie toma uma decisão diferente do esperado, precisa se virar para conseguir se livrar das consequências. E não vai ser fácil, afinal tem que lidar com cautela, manter tudo em segredo e arrumar aliados confiáveis. Mas, sendo uma mulher, não há algo que não possa fazer.



Adoro ler Graphic Novels, mas acredito que nunca tinha lido uma deste estilo e gostei bastante dessa experiência. Considero que este volume tenha sido um pouco mais simples do que a continuação e também mais introdutório. Então vamos conhecer a protagonista e descobrir um pouco das nuances de seu trabalho como assassina profissional enquanto precisa lidar com a rotina e tarefas do dia a dia em família.


Ao mesmo tempo em que vemos Josie em seu serviço secreto e cuidando da casa, também temos a chance de acompanhar alguns detalhes do cenário da época, tanto em termos visuais quanto sociais. O papel da mulher na sociedade é bem retratado, assim como vemos as mudanças que estão ocorrendo no período. Afinal foi quando aconteceu A Segunda Onda do Feminismo e muita gente estava batalhando pelos direitos das mulheres.


O Livro do Cemitério em HQ #01 - Neil Gaiman & P. Craig Russell

Um homem chamado Jack tinha um trabalho a cumprir: assassinar uma família inteira, composta por um pai, uma mãe e dois filhos. Depois de realizar com sucesso os três primeiros homicídios, só falta um bebê para concluir o serviço. Porém, algo sai errado e o bebê desaparece. Com um misto de curiosidade e sorte, este pequeno fugiu do berço e de casa, indo parar num cemitério, onde foi encontrado por almas que lhe ajudaram prontamente. Quando o fantasma da mãe aparece e implora para que aqueles espíritos antigos salvem seu filho, a Sra. Owens lhe faz uma promessa de que cuidará dele como seu fosse o seu próprio filho, e, com a bênção dos outros moradores do cemitério e também de Silas e da Dama de cinza, montada em um cavalo, ela o faz.
O menino ganha o nome de Ninguém Owens, comumente chamado de Nin, e passa a viver no Cemitério com todos aqueles fantasmas de diversas épocas e costumes, e recebe a Liberdade do Cemitério, podendo enxergar no escuro e se locomover por onde quer que vá dentro daquele espaço. Entre covas e lápides, o garoto vai crescendo e vamos acompanhando sua vida, seus aprendizados e as amizades que constrói. Ele passa a viver rodeado de almas boas e prestativas e com carinho, além de ter a companhia de seu guardião, Silas, o único que pode sair do local, que sempre lhe trata bem, como a um igual, cuida dele e lhe explica tudo o que Nin lhe pergunta, sem enrolações.
Em meio a aventuras, Nin começa a se questionar a respeito de algumas coisas e, mesmo obediente, passa a ultrapassar algumas barreiras devido a sua curiosidade aguçada. Ele conhece outras pessoas de fora e passa por situações que ficarão para sempre em sua memória. Mas o mal está sempre à espreita e ele deve ter cuidado, pois Jack ainda não terminou seu serviço e, mesmo que anos tenham se passado desde aquele fatídico dia em que toda a família de Ninguém foi assassinada, ele não desistirá até cumprir com sua missão.
Já li algumas obras de Neil Gaiman e, claro, já tinha escutado comentários sobre “O Livro do Cemitério”, um dos trabalhos mais famosos e bem-sucedidos do autor. Mas nunca antes tinha parado para ler esta história, ainda que a mesma tenha sido publicada pela primeira vez em 2008 no exterior e em 2010 pela Rocco Jovens Leitores aqui no Brasil. Porém, no final de 2017, uma edição em HQ chegou por aqui e não resisti a ela. Afinal, queria conhecer essa trama tão premiada deste autor consagrado.
Essa versão que li foi uma adaptação feita por P. Craig Russell, ganhadora dos prêmios Harvey e Eisner, do romance que já era best-seller ganhador das Medalhas Newbery e Carnegie. As ilustrações ficaram a cargo de Kevin Nowlan, P. Craig Russell, Tony Harris e Scott Hampton, Galen Showman, Jill Thompson e Stephen B. Scott, sendo que cada um ficou responsável por um capítulo, no qual Nin aparece com uma idade diferente.
A história é bem interessante, tem um quê de poética e é repleta de aventuras e até passagens reflexivas. Nin é um personagem adorável e gostei de poder acompanhá-lo vivendo no cemitério e aprendendo as coisas da vida com pessoas já mortas. Todos ali sempre lhe trataram muito bem, em especial seu guardião Silas, que pode parecer frio por fora, mas tive a impressão de que é alguém digno e que se importa muito com nosso pequeno garoto.
Como li a edição adaptada, não posso comentar com detalhes sobre a escrita de Gaiman, porém conheço o trabalho do autor e sei que é maravilhoso. Além do mais, é possível notar toda a sensibilidade do texto, mesmo através dessas frases curtas encontradas nos quadrinhos. Sua narrativa é leve, envolvente e viciante, e o leitor logo se vê inserido naquele universo, sentindo-se próximo de Ninguém, esse personagem cativante e curioso.
A leitura flui muito bem e é possível ler a obra inteira em pouquíssimas horas. As ilustrações destes talentosos artistas casaram muito bem com o enredo, fazendo com que se tornassem um complemento certeiro para a leitura, o que resultou em um trabalho fantástico.
Mesmo os ilustradores de cada capítulo sejam diferentes, achei bem bacana acompanhar seus trabalhos e particularidades, que deram o tom certo em cada momento da trama. As cores também se encaixaram com maestria no contexto, fazendo com que a harmonia fosse linda e passasse o clima da história, com um ar mais sombrio, sensível e misterioso ao mesmo tempo.


Bienal do Livro de Minas - 19/05/2012



Lindão o estande da Panini.

        A Bienal do Livro de Minas Gerais está acontecendo em Belo Horizonte e vai de 18 a 27 de maio, e no dia 19, sábado, eu fui para o Expominas dar uma olhada em alguns livros e tietar alguns autores! Cheguei lá por volta das 14hrs e já tinha bastante gente, mas, por sorte, o espaço é bem grande. Tinha várias livrarias (A Leitura estava lotada!) e estandes de diferentes editoras (em uma editora espírita, vi um senhor psicografando em um livro e tinha uma islâmica com dois homens de túnica e chapéu a la papa). Primeiro, fui procurar pela Thalita Rebouças, pois soube que teve às 12hrs um bate-papo com ela no Território Jovem, mas pelo visto ela tinha ido embora, então fui para o estande da Autêntica para comprar Fazendo meu Filme 4 e pegar a senha para a sessão de autógrafos que teria com a Paula Pimenta às 16hrs. Nesse meio tempo, fui para o espaço Bienal em Quadrinhos onde estava tendo uma palestra sobre Webquadrinhos com Carlos Ruas, Ricardo Tokumoto, Vitor Caffagi, Luis Felipe Garrocho, Eduardo Damasceno e vendendo HQ’s da Pandemônio, quando um repórter do MGTV apareceu e entrevistou eu e meu avô (mil vezes vergonha! Ainda bem que saiu na TV, mas não na internet). Logo após isso, andei por todo espaço e fui para a Comix comprar umas revistas em quadrinhos antigas para completar algumas coleções (gente, eu sei que é bienal do LIVRO, mas os livros mesmos estavam muito caros), quando aparece a Luciana, uma amiga de alguns anos do Twitter, que já tinha conhecido no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, aconteceu em novembro de 2011 em BH) e fiquei conversando com ela. Depois de um tempo olhei no relógio e vi que faltava dez minutos para às 16, então fui correndo para o local onde aconteceria os autógrafos da Paula.
LANÇAMENTO DE FMF 4


         Quando cheguei na praça onde iria ocorrer o lançamento, a fila já estava enorme e bem desorganizada! Quando a linda autora da série Fazendo meu Filme e Minha Vida Fora de Série chegou, foi uma gritaria (veja o vídeo aqui). Depois de uma hora (e um pastel de carne), finalmente os seguranças vieram organizar, pois estava um confusão! De repente, não tinha mais fila atrás de mim, nem na frente, apenas um tumulto. Só sei que não demorou mais de uma hora e meia para ser a minha vez, o que foi pouco se vocês vissem o tanto de gente que ainda tinha. Mas, infelizmente, não tirei foto com a Paula, pois a Luciana não chegou a tempo e ninguém se disponibilizou para tirar para mim com minha câmera. Fiquei bem triste, mas ganhei autógrafo, e ver a Paula, uma das minhas autoras preferidas, bem na minha frente e toda sorridente, valeu todo o esforço! Brigadão, Paulinha!!
        
         Se eu ir mais algum dia para a Bienal essa semana, conto para vocês como foi. Cheguei exausta em casa por volta das 18hrs, mas muito feliz, pois o dia tinha sido ótimo! =)

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Esse post também foi publicado no meu blog Across my Universe.

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HQ A Torre Negra – Stephen King

Eu, particularmente, gosto bastante de HQs. Além de serem pequenas e rápidas de serem lidas, são bem gostosas. Você provavelmente já deve ter escutado falar de Stephen King. Seja por seus maravilhosos livros, ou seja pelos filmes baseados em suas obras.
E, para agradar nós leitores, a Suma de Letras lançou os livros da série Torre Negra, que foram adaptados para HQ. Essa maravilhosa história ganhou os quadrinhos, contando sobre a trajetória do jovem Pistoleiro Roland (o último descendente do Clã de Gilead e também representante de toda uma linhagem de pistoleiros).

Nasce o Pistoleiro – Volume 01
Nesse primeiro volume, conhecemos a história do Roland em sua juventude e no seu início como pistoleiro. Roland e seus fiéis amigos Cuthbert Allgood e Alain Johns, são enviados em uma missão importante para as terras distantes para colher informações para o seu pai e buscar auxílio para a confederação para a guerra.
O que Roland não contava é que, em Hambry, ele se apaixona perdidamente pela doce Susan Delgado. Porém, ela vai se mostrar mais útil e de boa ajuda do que eu pensava.
Esse primeiro livro é eletrizante e nos prende do inicio ao fim.  Ele contém bastante ação, mortes e sobrenatural. Agora, como vou falar do segundo volume, pode ocorrer de haver spoiler então, caso você não tenha lido ou não goste de spoiler, aconselho a não continuar.

O Longo Caminho Para Casa – Volume 02
Já no segundo volume desta série, o HQ “A Torre Negra - O Longo Caminho Para Casa”, vemos Roland, após a morte de sua amada, ficar revoltado e acabar atirando contra a esfera mística de Merlin, mais conhecida como Toranja. E isso faz com que o nosso protagonista trave uma batalha invisível já que ele acaba em uma realidade paralela dentro de si.
Para piorar a situação deles, nesse segundo volume conhecemos o Rei Rubro que está atrás da Toranja e para isso conta com Marten Broadclock, o pior inimigo de Roland, como seu aliado.
Agora, seus amigos devem despistar todos aqueles que estão os seguindo e ainda devem carregar o corpo de Roland inabitado.
Os cenários e as cenas de fuga estão muito bem desenhados nesse livro e ele conta com mais participação dos personagens, que pouco apareceram no primeiro volume.
Agora vou resenhar o terceiro volume desta HQ, então mais um aviso para quem não gosta de spoiler e ainda não leu os volumes anteriores.  Essa terceira resenha vai conter spoilers dos volumes que o antecederam.

Traição – Volume 03
Nesse terceiro volume, vemos ilustrações eletrizantes e uma história de tirar o fôlego. Isso porque as coisas não vão muito bem no mundo médio, já que Roland está sendo assombrado com visões horríveis provocadas pela Toranja, e essas visões acabam fazendo com que ele não consiga enxergar os planos de seus inimigos.
Agora, Roland e seus amigos, que fazem parte da sua ka-tet, chegam à Gilead e são nomeados pistoleiros, tendo assim o direito de usar suas armas, o que causa inveja em muitas pessoas.
Nesse volume, conhecemos também novos personagens que, com certeza, irão estar nas continuações que estão por vir, inclusive Aileen Ritter, sobrinha do treinador dos pistoleiros e que sonha em se tornar uma, apesar de só existirem homens pistoleiros.
Se você gosta de HQs e/ou se gosta do Stephen King, não deixe de ler essas HQs. A história é realmente boa, e espero ter conseguido passar para vocês um pouco do que achei lendo.
HQs são mais difíceis de resenhar, já que são curtas e por isso tento expressar mais uma visão geral para não ter spoiler.
As ilustrações estão incríveis e os efeitos delas estão realmente de qualidade. Adorei a versão que a Suma de Letras trouxe para a gente de capa dura.
Super recomendo e já estou aguardando ansiosamente pelos próximos volumes.
 Avaliação






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Review: Filme Os Vingadores - The Avengers

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FICHA TÉCNICA:
Diretor: Joss Whedon
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Joss Whedon
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 136 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Lançamento no Brasil: 27 de abril
Distribuidora: Disney
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios
Classificação: 12 anos


          Confesso que há muito tempo eu - e muitos outros fãs de super-heróis - estou louca para o lançamento desse filme. Aliás, se os personagens baseados na popular revista em quadrinhos publicada pela Marvel desde 1963, sozinhos, já trouxeram longas-metragens notáveis (Thor [2011], Capitão América: O Primeiro Vingador [2011], O Incrível Hulk [2008], Homem de Ferro e Homem de Ferro 2 [2008 e 2010]), imagina como seria todos os vingadores juntos?! O único medo que eu estava antes de assistir era de ter muito "eu sou melhor que você" entre os heróis, mas não demorou nesse "mimimi" que já era esperado.
          Sensacional. Essa é a palavra certa para descrever The Avengers. Perdi o fôlego em diversas partes, não era possivel desgrudar os olhos da tela nem para responder uma mensagem (acreditem, eu tentei) e ri toda hora. O Hulk (Mark Ruffalo) é o personagem que eu estava mais ansiosa para ver e demorou um pouco para entrar em ação. Mas quando entrou, os flashes foram todos para ele e uma cena com o Loki (Tom Hiddleston), vilão e irmão adotivo de Thor (Chris Hemsworth), foi digna de Oscar! O 3D não é ruim, mas, se quisessem, poderia ter muito mais e melhores efeitos.
          Ei, você! Você mesmo! Corra agora e veja Manhattan como palco de uma grande luta antes que saia das telonas! Será que unidos, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Thor, Viúva Negra e Arqueiro conseguirão salvar o mundo?
Quote: "- Nós temos um exército.
- E nós temos o Hulk."
Assista o trailer aqui.


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Papo de Homem - Hamlet HQ


 
Quem nunca ouviu as famosas frases “Ser ou não ser, eis a questão” ou “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode sonhar a sua filosofia”, frases marcantes do clássico Hamlet de William Shakespeare que todos pelo já devem ter ouvido falar.

A história por si já é sedutora por se tratar do dilema do jovem pela busca de justiça ao assassinato do pai e rei, mesmo que para isso tenha que sacrificar seu amor por Ofélia, outras vidas e lutar contra seu estigma: ser vingativo e resolver a sangue e ferro ou ser um nobre homem de paz que resolve as coisas com conciliação e diálogo, daí eis a questão, ser ou não ser?  

Tudo começa quando o fantasma de seu pai, recentemente morto, apareceu-lhe numa noite assombrada no alto da torre do castelo. Ele lhe entregara a verdade de sua morte, em que seu próprio irmão, o rei Cláudio, o matara. O Príncipe estava no dilema da vingança. Em seu lar abrigava a traição e a maldade ali ao seu lado. Aquilo era injusto. O assassino, seu tio, não só usurpara o trono como também sua mãe, a rainha Gertrudes, para um casamento feito às pressas. Algo deveria ser feito. Faltava a Hamlet, porém, a confiança, pois se acometia em sua indecisão, e com isso foi entregue ao luto de seu pai e ao mau humor, sendo até acusado pelos outro de loucura e insanidade, o que o leva a entregar-se completamente à vingança. A ela irá dedicar todos os momentos da sua vida, e isso inclui sacrificar seu amor por Ofélia e ainda ter que tirar a vida de outras pessoas. Talvez seja essa obsessão que nos deparamos hoje em dia com nossos problemas, mesmo quando o que fazer  nos parece tão claro, sempre virá uma voz em nosso inconsciente que irá nos colocar em dúvida. Belíssima história contada há tanto tempo sobre um drama contemporâneo que nos leva a refletir. Sempre uma boa dica de leitura.

Mais aí você me pergunta - “O que há de diferente nessa versão que as outras não têm?”

Aí eu lhes digo que ele ser contado em forma de HQ, sim, em quadrinhos. Uma bela jogada do autor Bruno S.R. para cativar aqueles que não dispensam uma ilustração em suas histórias. E por falar em ilustrações, a desse HQ foram feitas por Sam Hart, e me fez lembrar muito os HQs mais antigos, de super heróis, mas que em minha opinião não caiu tão bem na história por desperdiçar a riqueza dos detalhes visuais da época, além de figurinos e tudo mais. Mas com certeza uma boa pedida. Divertido, emocionante e charmoso ao mesmo tempo.

Escrito por R.J. Fernandes

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Quer escrever para essa coluna? É só mandar um e-mail para houseofchick@gmail.com falando sobre o que quer falar. Assunto do e-mail: Papo de homem. Vamos pensar em brindes para compensar os colaboradores.