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Puros – Julianna Baggott


Quando comecei essa leitura, não sabia muito bem o que esperar de “Puros” já que havia escutado opiniões bem controvérsias a respeito do mesmo. Umas pessoas amaram outras nem tanto, mas definitivamente é um livro que despertou bastante a minha atenção, pois todos o acharam bem diferente. Assim que tive a oportunidade de ler, devorei cada palavra e agora venho trazer para você as minhas opiniões a respeito desta obra.
Em “Puros” conhecemos um mundo pós-apocalíptico que foi destruído com explosões nove anos antes, e tudo o que restou na população fora do Domos (local que protegeu um grupo seleto de pessoas da destruição do mundo) é esperança de que as coisas um dia possam melhorar. A vida das pessoas fora do Domo é horrível e elas carregam marcas nos corpos como queimaduras e membros mutilados, que mostram esse terror. A neve para eles é escura, o ar é poluído e cheio de cinzas e eles ainda enfrentam a escassez de recursos, além de várias doenças e da violência, diferente de quem vive dentro do Domo, que é considerado um Puro, já que eles levam vidas saudáveis e quase perfeitas.
Logo no início do livro, conhecemos a história de dois jovens que tiveram a vida totalmente diferente, já que Pressia é uma menina que tinha apenas oito anos e meio quando tudo aconteceu e vive no mundo destruído, e Partrigde um menino que, diferente de Pressia, estava protegido dentro do ambiente controlado que é o Domo já que é filho de Ellery Willux, um importante cientista. Mas ele sente que existe algo de errado na vida “perfeita” que ele leva e que sua mãe, dada como morta, pode estar viva, o que o faz sair do Domo para poder ter a chance de encontrá-la.
Conhecemos também outros personagens muito importantes na história, um deles é até fundido em outro com se fossem gêmeos siameses, um outro que foi considerado morto, e outros de dentro do Domo, e junto deles descobrimos tudo que há por trás desses acontecimentos, assim como a busca de cada um.
Puros é uma distopia onde a narrativa é feita pela visão de vários personagens, já que cada capítulo é narrado por um deles, o que foi muito bom para podermos entender melhor tudo que se passa nesse mundo surpreendente criado por Julianna. O livro não é nem um pouco parado, temos vários acontecimentos, ações que fazem a leitura ficar rápida e gostosa de um jeito nenhum pouco cansativo. A narrativa é bem envolvente de uma maneira intensa e obscura e a autora conseguiu colocar fatos de uma maneira tão inteligente e ao mesmo tempo tão assustadora que nos deixa intrigados para saber o que vai acontecer a seguir.
Os personagens são muito bem construídos e conseguimos identificar a dor que eles passam por suas perdas e experiências surreais além de perturbadoras. Conseguimos identificar neles várias características que nos despertam diversos tipos de sentimentos, muita vezes nos emocionando.
Uma coisa bem legal é que os direitos autorais deste livro foram comprados para virar filme pela Fox, então podemos esperar e torcer para que ele em breve ele chegue às telonas. A capa do livro é bem bonita e representa bem a história, assim como o nome, que tem um significado que já foi explicado acima.
Este não é um tipo de livro que eu esteja acostumada a ler, nem o meu gênero preferido (não sou muito fã de uma história onde a menina teve sua mão fundida com uma boneca), mas este livro realmente é diferente de tudo que já li e, por isso, acabou despertando o meu interesse. Acho que esta história em si vale muito a pena e ela consegue nos prender, então se você está pensando em dar uma chance a esse livro, eu recomendo.
 Avaliação



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