Quando comecei
essa leitura, não sabia muito bem o que esperar de “Puros” já que havia
escutado opiniões bem controvérsias a respeito do mesmo. Umas pessoas amaram
outras nem tanto, mas definitivamente é um livro que despertou bastante a minha
atenção, pois todos o acharam bem diferente. Assim que tive a oportunidade de
ler, devorei cada palavra e agora venho trazer para você as minhas opiniões a
respeito desta obra.
Em “Puros”
conhecemos um mundo pós-apocalíptico que foi destruído com explosões nove anos
antes, e tudo o que restou na população fora do Domos (local que protegeu um
grupo seleto de pessoas da destruição do mundo) é esperança de que as coisas um
dia possam melhorar. A vida das pessoas fora do Domo é horrível e elas carregam
marcas nos corpos como queimaduras e membros mutilados, que mostram esse
terror. A neve para eles é escura, o ar é poluído e cheio de cinzas e eles
ainda enfrentam a escassez de recursos, além de várias doenças e da violência,
diferente de quem vive dentro do Domo, que é considerado um Puro, já que eles
levam vidas saudáveis e quase perfeitas.
Logo no início
do livro, conhecemos a história de dois jovens que tiveram a vida totalmente
diferente, já que Pressia é uma menina que tinha apenas oito anos e meio quando
tudo aconteceu e vive no mundo destruído, e Partrigde um menino que, diferente
de Pressia, estava protegido dentro do ambiente controlado que é o Domo já que
é filho de Ellery Willux, um importante cientista. Mas ele sente que existe
algo de errado na vida “perfeita” que ele leva e que sua mãe, dada como morta,
pode estar viva, o que o faz sair do Domo para poder ter a chance de
encontrá-la.
Conhecemos
também outros personagens muito importantes na história, um deles é até fundido
em outro com se fossem gêmeos siameses, um outro que foi considerado morto, e
outros de dentro do Domo, e junto deles descobrimos tudo que há por trás desses
acontecimentos, assim como a busca de cada um.
Puros é uma
distopia onde a narrativa é feita pela visão de vários personagens, já que cada
capítulo é narrado por um deles, o que foi muito bom para podermos entender
melhor tudo que se passa nesse mundo surpreendente criado por Julianna. O livro
não é nem um pouco parado, temos vários acontecimentos, ações que fazem a
leitura ficar rápida e gostosa de um jeito nenhum pouco cansativo. A narrativa
é bem envolvente de uma maneira intensa e obscura e a autora conseguiu colocar
fatos de uma maneira tão inteligente e ao mesmo tempo tão assustadora que nos
deixa intrigados para saber o que vai acontecer a seguir.
Os
personagens são muito bem construídos e conseguimos identificar a dor que eles
passam por suas perdas e experiências surreais além de perturbadoras.
Conseguimos identificar neles várias características que nos despertam diversos
tipos de sentimentos, muita vezes nos emocionando.
Uma coisa
bem legal é que os direitos autorais deste livro foram comprados para virar
filme pela Fox, então podemos esperar e torcer para que ele em breve ele chegue
às telonas. A capa do livro é bem bonita e representa bem a história, assim
como o nome, que tem um significado que já foi explicado acima.
Este não é
um tipo de livro que eu esteja acostumada a ler, nem o meu gênero preferido (não
sou muito fã de uma história onde a menina teve sua mão fundida com uma boneca),
mas este livro realmente é diferente de tudo que já li e, por isso, acabou
despertando o meu interesse. Acho que esta história em si vale muito a pena e
ela consegue nos prender, então se você está pensando em dar uma chance a esse
livro, eu recomendo.











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