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Eu Odeio Te Amar - Liliane Prata

Em “Eu Odeio Te Amar” conhecemos a história de Débora, uma jovem de vinte e quatro anos que está na véspera do seu casamento e está super feliz com isso, pois vai entrar em uma nova etapa de sua vida com um marido perfeito. Ela está bastante ansiosa para dizer sim no dia seguinte, já que ambos estão bastante apaixonados e Felipe é incrível. Porém, já que seu noivo acaba tendo que ficar até tarde no seu escritório para resolver algumas pendências, nossa personagem resolve surpreendê-lo fazendo uma visita. Mas quem acaba surpreendida é ela, já que, ao chegar lá, acaba pegando o seu noivo em uma situação bem comprometedora com Luma, irmã do sócio.
Era de se esperar que nossa protagonista fizesse um escândalo, cancelasse o casamento e coisas desse tipo, mas a reação dela é bem diferente, já que sai de lá sem que ninguém perceba e começa a pensar em um plano de vingança para dar a volta por cima.
Assim, Débora percebe que o melhor jeito de se vingar é trai-lo da mesma forma e fazer com que Felipe descubra. Então passamos a acompanhar os altos e baixos da vida desta moça em busca de uma pessoa para ser seu amante enquanto vive uma vida de casada.
A primeira coisa deste livro que me chamou bastante atenção foi esta capa maravilhosa. É quase humanamente impossível alguém, que gosta deste estilo de ilustração, achá-la feia, então, logo que a vi, fiquei morrendo de vontade de saber mais sobre esta história, e assim que descobri a sinopse fiquei animada com o que li e curiosa para desvendar mais do enredo. Agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desta obra escrita pela brasileiríssima Liliane Prata.
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da nossa protagonista Débora, o que foi bem legal, já que assim conseguimos acompanhar tudo que ela estava sentindo e passando, além de nos divertirmos horrores com essa protagonista engraçadíssima.
Os personagens são bacanas, cada um com o seu jeito de ser, nos encantando em vários momentos. Débora é uma mulher forte, mas não consegue lidar muito bem com todos os sentimentos que estão acompanhando-a desde que descobriu da traição, fazendo com que ela tenha ações imaturas e até mesmo desnecessárias.
A leitura é rápida, fluida, bastante gostosa e consegue prender a gente com facilidade devido a sua história, que é narrada de forma leve e engraçada. Apesar de o final ser um pouco previsível, gostei bastante de como a autora concluiu este desfecho e ela conseguiu me agradar bastante.
Como falei no início desta resenha, a capa é divina. Eu amo ilustrações e as cores casaram muito bem com elas, que ficou perfeita para a proposta da obra, ainda mais porque combinam com o gênero, chick-lit, com seu ar divertido e interessante. A diagramação interna é bem feita, a fonte aparece em um tamanho agradável, assim como os espaçamentos, e há alguns detalhes gráficos espalhados pelas páginas. As folhas são amarelas.
Você curte um bom chick-lit? Daquele tipo que consegue nos prender do início ao fim com uma história leve, descontraída e super engraçada? Esta obra é para você, pois reúne tudo isso e ainda conta com o bônus de a autora ser brasileira, e é sempre bom a gente prestigiar os escritores nacionais.
Avaliação



In Our Living Room – Liliane Prata


Hoje tem mais um post da coluna In Our Living Room, e a convidada da vez é a autora nacional Liliane Prata, que já teve vários títulos lançados, sendo o último deles “Três Viúvas”, publicado pela Editora Planeta.
Sobre a autora: Liliane nasceu em 20 de outubro de 1980 numa pequena cidade de Minas chamada Formiga, cresceu em Belo Horizonte, mora em São Paulo e vive de escrever. É formada em jornalismo pela UFMG e em filosofia pela USP. E por 8 anos foi colunista da revista Capricho. Já publicou os livros infantojuvenis “O Diário de Débora” 1 e 2, o chick lit “Uma bebida e um amor sem gelo, por favor”, o romance adulto, “À revelia”, o juvenil “O Novo Mundo de Muriel” e o romance “Três Viúvas”. Ela gosta de escrever todo tipo de texto, embora o seu preferido seja ficção.
Para conhecê-la melhor: Facebook | Twitter | Blog

Agora confiram a entrevista que ficou muito legal.
1. Você sempre sonhou em ser escritora, ou foi algo que surgiu ao acaso?
Quando eu era criança e me perguntavam o que eu queria ser quando crescesse, eu costumava responder: “escritora”. Quando descobri que não existia faculdade para escritor, decidi que cursaria jornalismo. Na faculdade, ficava preocupada porque gostava muito mais de criar e escrever histórias do que de fazer reportagens. Trabalhei como jornalista por algum tempo, sempre buscando pautas mais lúdicas, mais  autorais, pois eram as que tinham mais a ver comigo. Então, ser escritora não aconteceu por acaso: sempre foi algo muito sonhado por mim. Eu queria ser ficcionista desde criança, antes mesmo de saber o que significava essa palavra.
2. Que conselho você daria aos jovens escritores que querem publicar seus livros?
Ler muito. Escrever todo dia, ou quase todo dia. E ter paciência com os nãos.
3. Qual a coisa mais difícil no processo de escrita? E a mais fácil?
Traduzir o que eu sinto, o que eu vejo, o que experencio em palavra escrita: essa é a parte mais fácil para mim, mais agradável, mais natural. A mais difícil era todo esse processo de procurar editora, esperar respostas, mas, desde que arranjei uma agente literária, essa parte ficou bem mais tranquila. Também existe uma ansiedade, uma expectativa pelo retorno daquele trabalho que, muitas vezes, me ocupou por muito tempo, e a instabilidade financeira.
4. Você já escreveu livros para diversos tipos de públicos, tanto para os mais jovens, quanto para os mais maduros. Com qual público você se identifica mais?
Vejo duas vantagens em escrever para o público adulto: estou escrevendo o que gostaria de ler agora, com a minha idade. E tenho um retorno mais legal dos meus amigos, familiares e conhecidos, porque o livro é voltado para eles. Mas o processo de escrita, em si, acho muito parecido, ele independe do público.
5. Em relação a escrita, como era Liliane antes da publicação do seu primeiro livro e como é agora, depois da publicação de seu último livro?
Quando eu tinha 20 e poucos anos, me sentia muito mais à vontade para escrever mais ou menos do modo como eu falava ou como já havia falado até pouco tempo antes, na adolescência, e ficava muito mais restrita ao meu universo. De lá para cá, minhas referências se ampliaram e minha habilidade como ficcionista cresceu – o que significa que aprendi a jogar com diferentes narradores, estilos, focos narrativos e realidades mais distantes da minha.
6. Como foi sua experiência como colunista da revista Capricho? Ela teve alguma influência na sua escrita?
Eu adorava ser colunista da Capricho. Era muito bacana ver um texto meu toda quinzena nas bancas, e eu gostava muito de falar com as leitoras sobre o que elas tinham achado. Ainda falo com muitos leitores pelo meu blog e minha fanpage, e gosto bastante. E, com a regularidade das colunas, acabei aprendendo a escrever um tipo de artigo muito específico, bem-humorado, com alguma reflexão e bem fechadinho, amarradinho.
7. Você tem algum novo projeto em mente? Se sim, poderia nos contar um pouco sobre ele?
Estou escrevendo um livro atualmente, mas não gosto muito de falar durante essa fase, não – só depois que termino. Mas é um romance adulto, e que está demandando algumas entrevistas com psicólogos e psiquiatras.
8. Atualmente, os blogs fazem muito sucesso por toda internet, podendo ser possível achar blogs específicos para todos os tipos de públicos. Você acha que os blogs literários são importantes para sua carreira?
Acho muito bacana a ideia de haver blogs que divulguem livros e convidem leitores a trocar ideias entre si. É o espaço do leitor, que divide suas impressões, compartilha o que gostou, critica o que não gostou. Vejo mais blogs literários para o público jovem, mas penso que é muito bacana ter para todos os públicos.
9. Muito obrigada pela entrevista. Você gostaria de deixar algum recado para os leitores do House of Chick?
Obrigada! E meu recado é: se lerem “O novo mundo de Muriel” ou “Três Viúvas”, me contem o que acharam, quero saber :)
10.   Para finalizar, vamos brincar de Ping-Pong? Eu falo uma palavra e você diz a primeira coisa que vier à sua mente:
a) Liliane Prata: sempre em busca.
b) Um autor: o último que li.
c) Um livro: “Os jovens e a leitura”, de Michèle Petit, que li semana passada e me deixou apaixonada.
d) Uma frase: “A leitura é a mais civilizada das paixões”, de Alberto Manguel.
e) Um sonho: atualmente, tirar férias!

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