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Quem Vai Dormir Com Quem? – Madeleine Wickham


Quando eu olho para a capa de um livro e vejo o nome da Sophie Kinsella escrito nele, meus olhinhos já ficam brilhando. Isso porque ela é uma das minhas autoras favoritas e eu sempre amo os seus livros. Então quando vi essa capa maravilhosa e o seu nome escrito, logo fiquei morrendo de vontade de ler.
Esse é o primeiro livro da autora, publicado no Brasil, com seu nome verdadeiro: Madeleine Wickham.
“Quem vai dormir com quem?” tinha tudo para ser mais uma história maravilhosa, como tantas outras, escritas pela autora. Mas, diferente dos outros, acho que este ficou fraco. A leitura ainda é gostosa e eu recomendo, mas vou explicar um pouco melhor o motivo de eu ter me decepcionado um pouco com essa trama.
Ela gira em torno de dois casais que vão passar as férias em família em uma casa na Espanha, cedida por um amigo em comum entre eles. Os dois casais acham que vão ficar sozinhos com suas respectivas famílias na casa, porém, ao chegarem ao local se deparam uns com os outros. Só que ninguém contava que Cloe, que foi com o seu marido (na verdade eles não são casados apenas juntados), Philip, já conhecia o Hugh, marido de Amanda. Cloe e Hugh se conheciam do passado, quando eles namoraram, e a história não foi bem terminada.
O livro tinha o cenário perfeito para bastante confusão e cenas hilárias, mas não teve isso. Apenas o dia a dia de como estavam essas duas famílias se virando para dividir a casa e os segredos que alguns mantinham.
Amanda é a típica mulher rica, que tem uma aparência ótima e duas filhas. No início, você pensa que ela deve ser uma total bitch, mas depois repara que não é bem assim. Hugh é o cara que não conhece direito sua família, vive trabalhando, e parece que as filhas nem gostam tanto assim dele. Chloe é a mulher forte, que enfrenta tudo e consegue se sair bem assim. Mãe de dois filhos, ela trabalha bastante e está louca por suas férias. Philip é o tipo de marido fofinho, que ama os filhos, e se preocupa demais com tudo. Muitas vezes, não consegue tirar suas preocupações da cabeça e, por isso, acaba não vendo muitas coisas ao seu redor. Os filhos dos dois casais, assim como a babá, tiveram uma participação interessante na história, mas o cenário principal mesmo era o dos adultos.
A única risada que eu me lembro de ter dado, foi quase no final do livro, quando a babá maluquinha das filhas de Hugh e Amanda fez uma brincadeirinha com fundo de verdade, que foi ignorada sem dar mais histórias para o livro.
Eu esperava um pouco mais, achava que o decorrer do livro era só a continuação para um final maravilhoso que me despertasse algo. Mas, sob meu ponto de vista, muitas coisas não foram esclarecidas, pelo contrário, mais segredos foram adicionados na vida dos casais, que não tiveram nada que me agradasse tanto. Acho que o fato de não ter acontecido nada de tão excepcional, nem tão engraçado, me deixou um pouco frustrada.
Eu realmente esperava um pouco mais, justamente por ser de uma autora que eu tanto amo e que tem tantos livro maravilhosos publicados pela Editora Record. A capa é maravilhosa, uma das mais bonitas das versões nacionais de seus livros. Tem tudo haver com a história, assim como o título, que não deixou dever em nada.
Agora, se vale a pena ler ou não, acho que fica ao seu critério. Eu não me arrependo de ter lido, foi uma leitura leve e descontraída do jeito que gosto, mas, talvez por eu esperar tanto, ela me frustrou. Às vezes pode ser que você ame, e nada disso te atrapalhe, ou que você ache o final ideal para história e que seu ponto forte seja o cotidiano em si.
Então recomendo, mas recomendo também que você não leia com tantas expectativas como eu.
Avaliação



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