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Louca para Casar – Madeleine Wickham

Uma de minhas autoras preferidas de todos os tempos é Sophie Kinsella, que na verdade é um pseudônimo utilizado pela autora para escrever alguns livros chick-lit que tem um lado mais cômico. Seu nome verdadeiro é Madeleine Wickham, que é a autora deste volume que venho resenhar para vocês. Sou um pouco suspeita para falar desta escritora, mas infelizmente os livros que ela escreve com seu nome original não me agradaram tanto quanto os livros que ela escreve como Sophie. Eu já havia lido “Quem vai dormir com quem” também publicado pela editora Record, que já foi resenhado aqui no House, para conferir clique AQUI.
Louca para casar conta a história de Milly, uma mulher que está a quatro dias do casamento perfeito, mas que guarda um grande segredo que ninguém desconfia e que pode arruinar com todo o seu dia. Isso porque dez anos atrás, quando foi fazer um curso, conheceu dois homens que viraram seus amigos, Rupert e Allan. Os três passaram a sair sempre, e para ajudar o Allan a ficar no país, ela acabou aceitando se casar com ele, e assim possibilitar sua estadia no Reino Unido.
Milly, então, voltou para sua cidade, muito tempo se passou, e agora ela está a apenas a poucos dias do seu grande dia. Mas, como ninguém parece saber do seu primeiro casamento, ela acaba ignorando o fato de que ela pode acabar cometendo bigamia. Para sua falta de sorte, o fotógrafo do seu atual casamento é o mesmo homem que ela viu muitos anos atrás, no dia do seu grande segredo, e para piorar, ele parece se lembrar das coisas.
Em meio a toda essa trama, temos outros pequenos fatos que ocorrem na vida de outros personagens, porém a gente não consegue encontrar um final decente a todos eles, isso aconteceu com a história do Rupert, que acabou de uma forma que o leitor fica sem saber como acaba, e é até um pouco frustrante com tudo o que ocorreu até então.
O livro é bom, consegue nos entreter, mas não é aquele tipo de livro como a Sophie escreve, eu pelo menos achei que ficou faltando alguma coisa. A história tinha tudo para ser perfeita, de modo que me fizesse amar e dar cinco estrelas, mas infelizmente não foi assim, porém não é um livro que eu não tenha gostado, pelo contrário, eu me diverti e achei a leitura bem fluida, só que avaliando pelo padrão alto que tenho com os livros desta autora, este não conseguiu me surpreender tanto.
A narrativa é rápida, os acontecimentos conseguem nos prender e ficamos torcendo pela história da nossa protagonista dar certo. A capa é muito bonita, representa bem o conteúdo do livro, além de ser de foto, o que eu, particularmente, gosto bastante. A diagramação está perfeita, com um bom espaçamento entre as letras, fazendo com que fique mais confortável lermos por mais tempo sem cansar a vista, e as páginas são amarelas, o que foi bem legal, já que a maioria dos livros desta autora aqui no Brasil foram publicados com páginas brancas.
Recomendo este título para todas as pessoas que gostam de uma história dramática, sendo cômica ao mesmo tempo, com uma pegada de romance e com pequenas histórias ocorrendo ao mesmo tempo que com o tema central do livro. Além de tudo, a narrativa é ágil e agradável, e quando nos damos conta já estamos no final do livro e realmente ficamos com um gostinho de quero mais quando a história termina.
Avaliação



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Quem Vai Dormir Com Quem? – Madeleine Wickham


Quando eu olho para a capa de um livro e vejo o nome da Sophie Kinsella escrito nele, meus olhinhos já ficam brilhando. Isso porque ela é uma das minhas autoras favoritas e eu sempre amo os seus livros. Então quando vi essa capa maravilhosa e o seu nome escrito, logo fiquei morrendo de vontade de ler.
Esse é o primeiro livro da autora, publicado no Brasil, com seu nome verdadeiro: Madeleine Wickham.
“Quem vai dormir com quem?” tinha tudo para ser mais uma história maravilhosa, como tantas outras, escritas pela autora. Mas, diferente dos outros, acho que este ficou fraco. A leitura ainda é gostosa e eu recomendo, mas vou explicar um pouco melhor o motivo de eu ter me decepcionado um pouco com essa trama.
Ela gira em torno de dois casais que vão passar as férias em família em uma casa na Espanha, cedida por um amigo em comum entre eles. Os dois casais acham que vão ficar sozinhos com suas respectivas famílias na casa, porém, ao chegarem ao local se deparam uns com os outros. Só que ninguém contava que Cloe, que foi com o seu marido (na verdade eles não são casados apenas juntados), Philip, já conhecia o Hugh, marido de Amanda. Cloe e Hugh se conheciam do passado, quando eles namoraram, e a história não foi bem terminada.
O livro tinha o cenário perfeito para bastante confusão e cenas hilárias, mas não teve isso. Apenas o dia a dia de como estavam essas duas famílias se virando para dividir a casa e os segredos que alguns mantinham.
Amanda é a típica mulher rica, que tem uma aparência ótima e duas filhas. No início, você pensa que ela deve ser uma total bitch, mas depois repara que não é bem assim. Hugh é o cara que não conhece direito sua família, vive trabalhando, e parece que as filhas nem gostam tanto assim dele. Chloe é a mulher forte, que enfrenta tudo e consegue se sair bem assim. Mãe de dois filhos, ela trabalha bastante e está louca por suas férias. Philip é o tipo de marido fofinho, que ama os filhos, e se preocupa demais com tudo. Muitas vezes, não consegue tirar suas preocupações da cabeça e, por isso, acaba não vendo muitas coisas ao seu redor. Os filhos dos dois casais, assim como a babá, tiveram uma participação interessante na história, mas o cenário principal mesmo era o dos adultos.
A única risada que eu me lembro de ter dado, foi quase no final do livro, quando a babá maluquinha das filhas de Hugh e Amanda fez uma brincadeirinha com fundo de verdade, que foi ignorada sem dar mais histórias para o livro.
Eu esperava um pouco mais, achava que o decorrer do livro era só a continuação para um final maravilhoso que me despertasse algo. Mas, sob meu ponto de vista, muitas coisas não foram esclarecidas, pelo contrário, mais segredos foram adicionados na vida dos casais, que não tiveram nada que me agradasse tanto. Acho que o fato de não ter acontecido nada de tão excepcional, nem tão engraçado, me deixou um pouco frustrada.
Eu realmente esperava um pouco mais, justamente por ser de uma autora que eu tanto amo e que tem tantos livro maravilhosos publicados pela Editora Record. A capa é maravilhosa, uma das mais bonitas das versões nacionais de seus livros. Tem tudo haver com a história, assim como o título, que não deixou dever em nada.
Agora, se vale a pena ler ou não, acho que fica ao seu critério. Eu não me arrependo de ter lido, foi uma leitura leve e descontraída do jeito que gosto, mas, talvez por eu esperar tanto, ela me frustrou. Às vezes pode ser que você ame, e nada disso te atrapalhe, ou que você ache o final ideal para história e que seu ponto forte seja o cotidiano em si.
Então recomendo, mas recomendo também que você não leia com tantas expectativas como eu.
Avaliação



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