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Imperfeitos – Recomeços #02 – Lauren Layne


Eu li o primeiro livro dessa série e não gostei muito da história e dos personagens criados por Lauren, mas curti sua escrita. Então, quando tive a oportunidade, continuei com as demais leituras para quem sabe me apaixonar. Depois de também ser o volume 0.5 e gostar muito mais, resolvi começar a ler esse título, que parecia ser tão incrível quanto. Os volumes são independentes, e, por conta disso, você não precisa seguir uma ordem.
Nessa obra acompanhamos Michael, que após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, descobre que o homem que ele tanto admira não é o seu pai biológico. Com o seu mundo desmoronando, ele resolve ir para o Texas trabalhar em um clube de tênis para tentar conhecer seu pai biológico e seu meio-irmão Devon, que não sabem da sua existência.
Conhecemos também Chloe, uma mulher divertida, inteligente e sarcástica que tem uma autoestima um pouco mais baixa por estar acima do peso, mas que não deixa isso interferir na sua vida. Ela está apaixonada por Devon há anos, mas nunca conseguiu nada com ele. Foi sua irmã magra quem começou a namorá-lo. Quando ela conhece Michael, eles acabam criando uma verdadeira amizade e ele se propõe a ajudá-la a conquistar o seu meio-irmão. Acompanhamos então a amizade dos dois e nos divertimos bastante com os diálogos de ambos.
Com uma leitura leve, rápida e envolvente, acompanhamos os capítulos intercalados pela visão dos nossos dois protagonistas em primeira pessoa, o que deixa a trama ainda mais interessante, pois assim conhecemos um pouco melhor cada um, assim como seus sentimentos, fazendo com que a gente se sinta ainda mais próxima a eles.






Como Num Filme - Recomeços #0.5 - Lauren Layne

Eu já havia lido os dois livros dessa autora que foram publicados anteriormente aqui no Brasil pela Paralela, e, apesar de não ter gostado muito do primeiro livro dessa série, “Em Pedaços”, gostei bastante do outro título que foi escrito por ela, “Mais Que Amigos”. Então, resolvi dar uma chance a essa série novamente, começando a ler o volume #0.5. Agora, venho compartilhar com vocês tudo que achei desse livro, escrito por Lauren Layne e publicado aqui no Brasil também pela Editora Paralela.
Nesse volume vamos conhecer melhor Stephanie e Ethan (já que antes só vimos participações), dois jovens que não têm nada em comum a não ser o curso de cinema na Universidade de Nova York. Ela se inscreveu para fazer o curso de verão para não ter que ir para casa, uma vez que, depois da morte de sua mãe, seu pai se casou novamente apenas seis meses depois. Com isso, ela evita ao máximo ter que voltar para visitá-los. Já ele se inscreveu no curso para fugir de casa e do estágio na empresa que irá herdar do seu pai. E é durante esse curso que ambos acabam se conhecendo e tendo que trabalhar juntos para desenvolver um roteiro baseado em alguns clássicos.
Vemos, então, que Ethan acaba tendo uma grande ideia para deixar essa experiência ainda mais real, e pede para que Stephanie seja a sua namorada de mentirinha por alguns dias. Como ela está precisando de um lugar para morar temporariamente, já que todo o alojamento da faculdade está sendo reformado, acaba aceitando a proposta. Sendo assim, eles fazem um trato: ela vira a namorada de mentirinha de Ethan e o ajuda a afastar a sua ex-namorada de qualquer situação que possa reaproximá-lo dela, e ele deixa Stephanie utilizar o seu apartamento durante todo o verão.
Então nossa protagonista passa por uma mudança no visual, deixando de lado as suas roupas góticas e seus coturnos surrados para usar roupas em tons pasteis e viver uma vida no mundo dos ricos. E começa a fazer o papel de mulher discreta, arrumadinha e completamente apaixonada, assim como a personagem do filme que estão criando.


Porém, o que Ethan nunca poderia imaginar é que à medida que eles vão se aproximando, ele acaba se apaixonando por Stephanie, essa garota toda misteriosa. O que resta saber agora é se ele se apaixonou de verdade pela nossa protagonista ou apenas pela versão do papel que eles criaram para ela interpretar.
A história é bem gostosa, tendo uma narrativa rápida e fluida, que consegue prender a gente do início ao fim. Os diálogos de ambos os protagonistas são repletos de sarcasmo, além de dar para notar uma tensão sexual muito grande entre os dois.
Gostei bastante de como a autora conseguiu conduzir essa trama, que também é cheia de referências, através de uma linguagem leve e descontraída. Além disso, mesmo que o romance seja clichê, também é muito fofo e faz a gente torcer pelo casal.


Em Pedaços - Recomeços #01 - Lauren Layne

Olivia Middleton é filha de um dos casais mais ricos e influentes da sociedade nova yorkina atual e está prestes a se formar na faculdade. Porém, depois de ter passado por uma situação, quer se afastar de tudo para lidar com seus sentimentos em segredo. E é por isso que acaba conseguindo um trabalho como cuidadora de um ex-soldado da guerra no Afeganistão, que possui diversas cicatrizes físicas e psicológicas.
Lá ela acaba se surpreendendo ao perceber que o homem de quem vai cuidar é um jovem um pouco mais velho do que ela, totalmente lindo. Porém, ele é completamente amargurado, além de ser enigmático e não querer sua presença ali e fazer de tudo para demonstrar isso abertamente. Mas, por conta de uma questão pessoal, ele acaba entrando em um acordo com o pai – tão rico quanto os pais de Olivia –, para permanecer no local e continuar recebendo sua mesada semanal, ele só precisará aturar a nova cuidadora por três meses sem expulsá-la de casa.
Então eles passam a conviver no mesmo teto, enquanto Olivia tenta lidar com a culpa e superar seu passado e Paul quer que o tempo passe rapidamente para poder se livrar dela e voltar para sua vida solitária e amarga. Porém, por mais que ele deseje isso, não consegue resistir a garota e, mesmo tentando afastá-la de perto de todos os jeitos possíveis, acaba cedendo. Mas será que o amor será mais forte do que tudo o que ele passou? Será possível que Olivia pode funcionar como uma cura e fazer com que toda a sua dor seja superada?
Quem acompanha minhas resenhas aqui no blog já deve ter reparado que eu amo romances. Então, sempre que um título do gênero é publicado, eu fico com muita vontade de lê-lo. Se parecer uma trama divertida e gostosa fico ainda mais interessada. E tem alguns livros que nos deixam ainda mais empolgados do que outros, e esse foi o meu caso com “Em Pedaços”. Primeiro porque é uma releitura (adoro!) de A Bela e a Fera, o meu Conto de Fadas preferido. Segundo porque prometia trazer personagens com uma carga emocional bem intensa que iam encontrar a saída para suas questões pessoais e encontrar a felicidade. E terceiro porque li há pouco tempo outra obra de Lauren Layne, “Mais Que Amigos”, e até resenhei aqui no blog (clique no título para ser redirecionado a resenha), então já sabia que a escrita da autora seria bem gostosa.
Até determinado momento da leitura eu estava gostando bastante da mesma, me divertindo e torcendo para ver os protagonistas superando suas questões pessoais. Porém, com o desenrolar da trama, algumas atitudes dos personagens me incomodaram muito, o que ficou ainda mais agravante no final da obra, fazendo com que eu não conseguisse gostar do resultado final tanto assim.
Uma das primeiras coisas que me incomodou foi que Olivia mal tinha chegado na casa para trabalhar como cuidadora de Paul e logo cedeu a uma atitude dele. Até onde sei, antes de qualquer atração física, a gente primeiro quer respeitar nosso trabalho, principalmente quando começamos um novo. Então não entendo o motivo de ela ter se deixado levar pela aproximação física dele e ter cedido ao seu contato, passando para níveis íntimos sem que mal se conhecessem e ela estivesse ali apenas para trabalhar. E isso se repetiu várias vezes, já que ela nunca teve nenhuma vontade de usar a palavra não quando estava em seu horário de trabalho servindo seu chefe em algo que não era para ser carnal.
Outro ponto que eu considero péssimo foi a forma como Paul tratava Olivia. E, sim, era terrível. Ele fazia os piores comentários e agia da maneira mais ridícula possível quando se tratava dela. E aqui entra uma questão muito pessoal minha, mas eu detesto – com ênfase neste sentimento – quando um homem maltrata uma mulher, seja física ou verbalmente (neste caso foi mais da segunda forma, isso sem levarmos em consideração como a agarrava e a beijava, mesmo sem conhecê-la e saber o que ela queria). Eu sei que Paul tinha ido para a guerra (porque quis) e enfrentado coisas terríveis, como era de se esperar porque era uma guerra, e ficado com inúmeras questões físicas e, principalmente, psicológicas para lidar, mas não acho que justifique fazer comentários baixos e pesados direcionados somente para ela e com total intenção de feri-la profundamente, o que ele fazia continuamente. Com sinceridade, não entendo como uma garota como Olivia conseguiu, ainda assim, se apaixonar por ele, mas enfim. Até planos ridículos para magoá-la só porque ele se sentiu chateado com uma coisa (bem fútil por sinal!), ele colocou em prática para machucá-la, e agiu como uma criança mimada que é, e ela simplesmente deixou passar. E depois ainda ficou com ele de novo. Não dá para mim!