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A Mulher Desiludida – Simone de Beauvoir


Nesse volume somos apresentados a três histórias e cada uma delas traz uma protagonista mulher, todas bem diferentes. Na primeira, denominada “A Idade da Indiscrição”, conhecemos uma professora universitária e escritora de certa idade, que tem medo de que com o passar dos anos sua criatividade para a escrita vá diminuindo. Ela enfrenta alguns problemas como o seu casamento, que começa a ser afetado pelo tempo, seu filho que apresenta ideias diferentes da sua, etc. E com isso começa a se sentir vazia e traída. Essa é uma história bem reflexiva e nos faz pensar sobre a como o passar dos anos vai influenciando em nossas vidas.
Em “Monólogo” conhecemos Murielle, uma mulher cheia de conflitos e de gênio forte que enfrenta o seu segundo divórcio e o luto por conta do suicídio de sua filha. Acompanhamos sua dor e desespero por tudo o que está passando, e como ela acaba tentando justificar suas atitudes ao mesmo tempo em que questiona todas elas. Essa foi uma história bem intensa.
E “A Mulher Desiludida”, narrada em forma de diário, traz a história de Monique, uma dona de casa que é casada há mais de vinte anos e descobre que seu marido tem uma amante, que é mais jovem e mais bonita. Acompanhamos então nossa protagonista, que era uma mulher alegre, se tornar uma pessoa depressiva, que fica se perguntando onde errou, já que tudo que queria era sua família feliz. Esse conto relata a realidade vivida por muitas mulheres, na qual o marido trai e ainda se faz de vítima e a mulher fica procurando o erro nela própria, quando claramente está em outra pessoa.






O Segundo Sexo – Simone de Beauvoir

Feminismo é um assunto muito abordado hoje em dia, mas infelizmente nem sempre foi assim. Quando o termo “feminismo" nem sequer havia sido cunhado, Simone de Beauvoir escreveu e publicou O Segundo Sexo, que hoje marca a prática discursiva da situação feminina. Em textos bem reflexivos, a autora aborda no primeiro volume Fatos e Mitos da condição da mulher, já no segundo exemplar, A Experiência Vivida, examina a condição feminina em todas as suas dimensões – sexual, psicológica, social e política.

Essas obras são leituras complexas, quase que um divisor de águas para quem lê, pois esclarece vários assuntos na nossa mente, como as crenças e ensinamentos que são repassados de geração após geração como o certo, sem muito questionamento. Também nos ajuda a entender melhor o feminismo, já que muitas pessoas pensam erroneamente sobre o mesmo.

Amei ler esses títulos e os acho muito importantes para todas nós, mulheres, mas também é muito indicado para que os homens os leiam e possam compreender muitos pontos. A autora faz análises em várias dimensões para conhecermos o motivo da origem da ideia de “inferioridade” da mulher na sociedade, e traz para a gente uma lista de exemplos de espécies em que ambos os sexos são iguais, independentemente de ser macho ou fêmea.

Como Simone foi companheira de Jean-Paul Sartre, criador do conceito de Existencialismo, estava inserida no ambiente da Psicanálise e, com isso, traz uma abordagem mais crítica nesse âmbito sobre a figura feminina, utilizando termos técnicos sobre esse assunto.