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Gregor – O Guerreiro da Superfície – Suzanne Collins


Como ainda não tinha lido nenhum livro da autora Suzanne Collins, estava muito curiosa a respeito de sua escrita. Todo mundo fala tão bem de Jogos Vorazes (provavelmente você também já ouviu falar desta série por aí), e de como a autora consegue descrever as cenas do livro de forma eletrizante, que eu estava doida para ler um livro dela.
Resolvi começar por “Gregor – O guerreiro da superfície”, primeiro livro da série de 5 livros, que foi lançado antes de Jogos Vorazes, e tem uma temática bem interessante. E não me arrependi nem um pouco com isso. O livro é ótimo e nos prende de uma forma muito boa.
A trama gira em torno de Gregor, um menino de onze anos que mora com sua avó, mãe e duas irmãs. Seu pai havia desaparecido dois anos antes de começar a história e, por isso, o menino se sentia triste muitas vezes. Ele não gostava nem um pouco de pensar no futuro para não ficar criando falsas esperanças, nem trazer falta de sorte. Mas ele tinha certeza que seu pai amava demais a família para sumir assim do nada, e que qualquer dia ele poderia voltar.
Como sua irmã iria para acampamento e sua avó não estava tão lúcida para cuidar de sua irmãzinha de dois anos, “Boots”, e sua mãe trabalhava, era ele o responsável por cuidar da menina.
Certo dia, quando ele vai lavar a roupa no porão de seu prédio (que contém uma lavanderia), enquanto espera as roupas que colocou na máquina de lavar, ele vai brincar com a sua irmã de jogar bola para ela pegar (já que ela adora brincar com bola). Porém, ele acaba vendo-a entrar em um duto de ventilação que estava aberto e, mesmo correndo para tentar conseguir tirá-la dessa situação, ele se vê caindo nesse buraco juntamente com a menina.
Havia uma névoa que fazia com que a queda não fosse brusca, o que fez com que eles chegassem bem ao fim da longa queda. Mas eles descobriram que estavam em um local escuro e com baratas falantes.
Foi assim que Gregor e Boots foram parar no Subterrâneo, um lugar onde muitas coisas acontecem com os dois. Local onde acreditam que ele é um guerreiro de uma profecia, e que pode salvar os humanos que vivem lá embaixo, em uma cidade chamada Regália, de uma guerra.
Então, ele se vê em uma jornada com sua irmã de dois anos, baratas morcegos, aranhas e humanos, para tentar salvar a cidade dos ratos, bichos enormes e que antigamente mataram os pais de Luxa, princesa e futura rainha de Regália.
O livro é realmente bom e nos prende demais. Confesso que no princípio fiquei com um certo nojo ao pensar em uma barata gigante e tal, mas depois eu acabei imaginando o inseto de uma forma diferente dos que existem por aí e que são nojentos, e passei a gostar mais da história.
A narrativa é surpreendentemente boa e a história flui de forma rápida e gostosa de ler. A trama contém bastante aventura, uma pitada de suspense e consegue mexer com as nossas emoções, fazendo com que a gente fique torcendo para que tudo dê certo com os personagens principais. Super recomendo para todos. A capa é muito bonita e tem tudo a ver com a história.
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Resenha Dupla: Em Chamas - Suzanne Collins

Resenha dupla do livro Jogos Vorazes aqui.
 Review duplo do filme Jogos Vorazes aqui.      
       
Verde - Salma
Azul - Fellipe
Preto - Nós dois (Fellipe e Salma)

CUIDADO: Essa resenha contém spoiler para quem não leu, ou assistiu, Jogos Vorazes.

Quando terminei Jogos Vorazes, ainda estava muito exaltado e precisava de algo que pudesse se comparar com o mesmo. Então, a primeira coisa que fiz foi ler o primeiro capitulo de Em Chamas, mas não consegui parar até virar a ultima páginas e mais uma vez Suzanne Collins não decepcionou.

Depois que terminei o primeiro volume da série, fiquei em um estado de choque. De repente tudo ficou sem graça e na minha vida só importava Jogos Vorazes. Passaram-se alguns dias até eu conseguir ler algum outro livro, inclusive a continuação, Em Chamas. E agora estou com emoções conflitantes: Tanto quanto estou louca para ter em mãos o terceiro e último da trilogia, A Esperança, estou com medo do fim, do que há por vir.


          Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Eles não apenas venceram, mas ridicularizaram o governo. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinal de que uma revolta é iminente. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do o que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes – transformados em verdadeiros heróis nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle...          
          A Narrativa de Em Chamas é eletrizante, inquietante e embora não seja tão forte quanto no primeiro livro, é quase ou tão bom quanto, que te prende de tal maneira que torna impossível largar até o terminar a última página. Collins se mostrou já familiarizada com o universo no qual criou, com isso, explora os cenários com maestria e cria um desfecho inesperado e bem colocado em uma história com grandes reviravoltas que deixa o leitor tenso e cada vez mais boquiaberto.
          No começo, Katniss se prepara para a turnê dos Jogos Vorazes, onde o vencedor (no caso, dois) passa por todos os distritos de seu País, e a missão dela é conter as agitações. Apesar disso, muitas partes do livro se encontram em sua casa, o Distrito 12, e sua rotina volta aparentemente ao normal, se tirar todo dinheiro que agora tem, as supostas revoltas de seus vizinhos e a paixão que tem que fingir – ou não - com Peeta, enquanto decide sobre o que sente sobre o Gale. Com toda a ação, não há muito espaço para romance, apesar de se mostrar mais forte do que no primeiro livro da série. Como disse acima, ocorrem várias reviravoltas. Não só no lar da nossa protagonista, que agora mais parece uma prisão, mas em toda a sua vida.
          ‘As fagulhas se acendem, as chamas se espalham, e a capital quer vingança’. Essa frase, que está na orelha, descreve perfeitamente Em Chamas. Os jovens representantes do paupérrimo Distrito 12, ao desafiar a Capital com as amoras, acordaram a população e a fizeram ver sua miséria e submissão não como um destino imutável, mas como algo inaceitável que poderia e seria mudado. Mas o Presidente Snow não desiste tão fácil e encontra uma maneira de acabar com uma possível revolução. O que será? O objetivo dele será alcançado? Os Jogos Vorazes continuam!
Quotes:
‘’Grudo o ouvido em seu peito, no ponto onde sempre descanso a cabeça, onde sei que ouvirei a batida forte e constante de seu coração.
      Ao contrário, só há silêncio.’’ - Página 295

"A única coisa em que consigo pensar é nos corpos flácidos de nossas crianças em nossa mesa de cozinha, enquanto minha mãe receita o que os pais não têm condições de dar a elas. Mais comida. Agora que somos ricos, ela manda um pouco para elas levarem para casa. Mas antigamente, com muita frequência, não havia nada a ser dado e a criança não tinha como ser salva. E aqui na Capital eles vomitam pelo prazer de encher seus corpos ininterruptamente. Não por causa de alguma enfermidade do corpo ou da mente, nem por causa de alguma comida estragada. É o que todo mundo faz numa festa. É o que é esperado. Faz parte da diversão."

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