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Cinema X Bookcase - As Vantagens de Ser Invisível





Título original: The Perks of Being a Wallflower
Diretor: Stephen Chbosky    Gênero: Drama
Duração: 103min    Ano: 2012                                 Roteiro: Stephen Chbosky    País: EUA
Elenco: E. Watson, Logan Lerman, Miller
Distribuidora: Paris Films   Classificação: 14 anos
Lançamento no Brasil: 19 de Outubro de 2012

Título original: The Perks of Being a Wallflower
Autor: Stephen Chbosky
Editora no Brasil: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 223
Ano de lançamento: 1999 [EUA]
Ano de lançamento no Brasil: 2007
Veja aqui a nova capa do livro inspirada no filme.

As Vantagens de Ser Invisível conta a história de Charlie, um garoto perturbado e impopular que se vê tendo que encarar o Ensino Médio após tudo o que passou quando era mais novo. Durante a história conhecemos várias lembranças desse seu passado atordoante que nos faz perceber o que levou o protagonista ser o que é hoje: um "outsider". 
Daí vem o nome do livro, já que durante toda a narrativa Charlie nos proporciona uma visão "de fora" dos acontecimentos. Por mais que estivesse em uma reunião com os amigos, por exemplo, estava sempre um tanto à margem. Ele tem problemas em entender a si mesmo - e o mundo ao seu redor, e tenta ajudar a todos nisso, enquanto compreende quem ele é.

"- Ele é uma figura, não é?
- Ele é invisível
- Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende.
A Charlie!
- Não pensei que alguém tivesse reparado em mim"
“I am both happy and sad and I'm still trying to figure out how that could be.”
         Durante a história ele amadurece e tentar "participar" da vida. Patrick e Sam, seus novos melhores amigos, o apresenta a territórios antes inexplorados; um mundo de festas, sexo e drogas, e a partir daí Charlie vive seus primeiros encontros amorosos e sua adolescência.
“Maybe it’s sad that these are now memories. And maybe it’s not sad.” 
          O livro de Stephen Chbosky é estranho e confuso. Assim é, creio eu, porque toda obra é reflexo de seu protagonista, que, nesse caso, não é o que chamamos de normal. Nele, conhecemos a vida de Charlie através das cartas que ele escreve para alguém cujo nome não é revelado. Não sabemos onde ele mora, nem ao menos se os nomes dados são os verdadeiros. Ele pode ser qualquer um. Nessas cartas nada de muito extraordinário é descrito. Não há lobisomens, vampiros, bruxos... O remetente apenas conta de seu cotidiano e todas as coisas que um adolescente dos anos 90 (data de publicação) faria. Pode soar um tanto entediante, o que não nego, mas o brilho da obra é exatamente conseguir mostrar que a vida pode ser espetacular apesar de toda a rotina. Além disso, a mente de Charlie é mais agitada do que qualquer guerra em Amanhecer.
“I just want you to know that you’re very special… and the only reason I’m telling you is that I don’t know if anyone else ever has.”
          No filme, no entanto, é acrescentado um toque mais "teen", junto com um elenco de peso, como Emma Watson, Logan Lerman e Nina Dobrev. Com tantos atores conhecidos, a maioria dos jovens espectadores entraram nas salas de cinema sem nem ler a sinopse. Não que precisassem! A versão cinematográfica é maravilhosa! A película misturou facilmente duas emoções totalmente opostas; te faz chorar desesperadamente com a barriga ainda doída da gargalhada com vontade que você deu a um minuto atrás.
"- Why do I, and everyone I love, pick people who treat us like we're nothing?
- We accept the love we think we deserve"
       Logan supergato fez uma ótima atuação sendo Charlie e conseguiu pegar toda a essência do personagem. Emma estava linda como Sam, e Ezra Miller, que eu não conhecida antes, me conquistou totalmente, assim como seu personagem Patrick.
          Existem alguns ocorridos descritos no livro que não aparecem no filme, assim como o contrário. Foram retirados, principalmente, os capítulos mais apáticos, que Charlie fala de sua família. Mas, felizmente, nada mais do que isso, até porque o autor e o roteirista são a mesma pessoa (amo quando isso acontece!). E para completar, o que foi acrescentado caiu perfeitamente com a história.
“I just need to know that someone out there listens and understands and don't try to sleep with people even they could have. I need to know that these people exist.”
Quando sei que está para lançar um filme baseado em um livro, corro para ler a obra original antes de assistir. Não foi o que ocorreu no caso, e não me arrependo.
         Mas sabe o que é melhor? A sensação que você tem ao terminar de ler/ver The Perks of Being Wallflower. Você se sente feliz. E pronto para aproveitar ao máximo a vida.
“I feel infinite.”

Fidelidade [livro - filme]: 
Avaliação:
Livro: 
Filme:

 Vencedor: Filme!

Oi, gente! Essa é a estreia da nova coluna do House of Chick: Cinema x Bookcase. Espero que vocês tenham gostado! Escrevam nos comentários o que acharam, sugestões, críticas, até dicas de livros que tiveram  adaptações cinematográficas e que gostariam que resenhássemos aqui. :)



No People’s Choice Awards, As Vantagens de Ser Invisível ganhou na categoria Filme Dramático Favorito e Emma Watson como Atriz Dramática Favorita!




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Bienal do Livro de Minas - 19/05/2012



Lindão o estande da Panini.

        A Bienal do Livro de Minas Gerais está acontecendo em Belo Horizonte e vai de 18 a 27 de maio, e no dia 19, sábado, eu fui para o Expominas dar uma olhada em alguns livros e tietar alguns autores! Cheguei lá por volta das 14hrs e já tinha bastante gente, mas, por sorte, o espaço é bem grande. Tinha várias livrarias (A Leitura estava lotada!) e estandes de diferentes editoras (em uma editora espírita, vi um senhor psicografando em um livro e tinha uma islâmica com dois homens de túnica e chapéu a la papa). Primeiro, fui procurar pela Thalita Rebouças, pois soube que teve às 12hrs um bate-papo com ela no Território Jovem, mas pelo visto ela tinha ido embora, então fui para o estande da Autêntica para comprar Fazendo meu Filme 4 e pegar a senha para a sessão de autógrafos que teria com a Paula Pimenta às 16hrs. Nesse meio tempo, fui para o espaço Bienal em Quadrinhos onde estava tendo uma palestra sobre Webquadrinhos com Carlos Ruas, Ricardo Tokumoto, Vitor Caffagi, Luis Felipe Garrocho, Eduardo Damasceno e vendendo HQ’s da Pandemônio, quando um repórter do MGTV apareceu e entrevistou eu e meu avô (mil vezes vergonha! Ainda bem que saiu na TV, mas não na internet). Logo após isso, andei por todo espaço e fui para a Comix comprar umas revistas em quadrinhos antigas para completar algumas coleções (gente, eu sei que é bienal do LIVRO, mas os livros mesmos estavam muito caros), quando aparece a Luciana, uma amiga de alguns anos do Twitter, que já tinha conhecido no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, aconteceu em novembro de 2011 em BH) e fiquei conversando com ela. Depois de um tempo olhei no relógio e vi que faltava dez minutos para às 16, então fui correndo para o local onde aconteceria os autógrafos da Paula.
LANÇAMENTO DE FMF 4


         Quando cheguei na praça onde iria ocorrer o lançamento, a fila já estava enorme e bem desorganizada! Quando a linda autora da série Fazendo meu Filme e Minha Vida Fora de Série chegou, foi uma gritaria (veja o vídeo aqui). Depois de uma hora (e um pastel de carne), finalmente os seguranças vieram organizar, pois estava um confusão! De repente, não tinha mais fila atrás de mim, nem na frente, apenas um tumulto. Só sei que não demorou mais de uma hora e meia para ser a minha vez, o que foi pouco se vocês vissem o tanto de gente que ainda tinha. Mas, infelizmente, não tirei foto com a Paula, pois a Luciana não chegou a tempo e ninguém se disponibilizou para tirar para mim com minha câmera. Fiquei bem triste, mas ganhei autógrafo, e ver a Paula, uma das minhas autoras preferidas, bem na minha frente e toda sorridente, valeu todo o esforço! Brigadão, Paulinha!!
        
         Se eu ir mais algum dia para a Bienal essa semana, conto para vocês como foi. Cheguei exausta em casa por volta das 18hrs, mas muito feliz, pois o dia tinha sido ótimo! =)

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Esse post também foi publicado no meu blog Across my Universe.

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Review: Filme Os Vingadores - The Avengers

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FICHA TÉCNICA:
Diretor: Joss Whedon
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Joss Whedon
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 136 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Lançamento no Brasil: 27 de abril
Distribuidora: Disney
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios
Classificação: 12 anos


          Confesso que há muito tempo eu - e muitos outros fãs de super-heróis - estou louca para o lançamento desse filme. Aliás, se os personagens baseados na popular revista em quadrinhos publicada pela Marvel desde 1963, sozinhos, já trouxeram longas-metragens notáveis (Thor [2011], Capitão América: O Primeiro Vingador [2011], O Incrível Hulk [2008], Homem de Ferro e Homem de Ferro 2 [2008 e 2010]), imagina como seria todos os vingadores juntos?! O único medo que eu estava antes de assistir era de ter muito "eu sou melhor que você" entre os heróis, mas não demorou nesse "mimimi" que já era esperado.
          Sensacional. Essa é a palavra certa para descrever The Avengers. Perdi o fôlego em diversas partes, não era possivel desgrudar os olhos da tela nem para responder uma mensagem (acreditem, eu tentei) e ri toda hora. O Hulk (Mark Ruffalo) é o personagem que eu estava mais ansiosa para ver e demorou um pouco para entrar em ação. Mas quando entrou, os flashes foram todos para ele e uma cena com o Loki (Tom Hiddleston), vilão e irmão adotivo de Thor (Chris Hemsworth), foi digna de Oscar! O 3D não é ruim, mas, se quisessem, poderia ter muito mais e melhores efeitos.
          Ei, você! Você mesmo! Corra agora e veja Manhattan como palco de uma grande luta antes que saia das telonas! Será que unidos, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Thor, Viúva Negra e Arqueiro conseguirão salvar o mundo?
Quote: "- Nós temos um exército.
- E nós temos o Hulk."
Assista o trailer aqui.


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Caixinha de Correio: Abril - Salma

          Oi, gente! Meu nome é Salma, sou colunista aqui no House of Chick e essa é a minha primeira caixinha de correio. Eu gostaria de fazer em vídeo, como a Tatha e a Nathi fazem, mas a única câmera disponível que achei em casa estava com o som lamentável, então tirei foto dos livros.

Eu tenho uma tia que mora nos Estados Unidos e no começo do mês ela veio para o Brasil visitar os parentes, então pedi para ela trazer alguns livros em inglês para mim:


Lock and Key, Keeping the Moon e Dreamland - Sarah Dessen

Dia 22/4 foi meu aniversário e muitos dos meus parentes e amigos sabem que amo ler, então ganhei muitos livros de presente:


This Lullaby - Sarah Dessen




Um dia - David Nicholls


 Estou lendo: Minha Vida Fora de Série - Paula Pimenta






                                                            O Circo da Noite - Erin Morgenstern


Destinada - P.C Cast e Kristin Cast (Nono livro da série House of Night)












Lido: Silêncio - Becca Fitzpatrick (Terceiro livro da série Hush Hush)
Não irei fazer resenha, pois já tem aqui no HoC. Dei cinco estrelas e coloquei nos meus favoritos. Muito, muito bom!
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Lido: A Esperança - Suzanne Collins (Último livro da trilogia Jogos Vorazes, resenha deve sair em breve)
Resenha dupla de Jogos Vorazes (Livro 1) aqui.
Resenha dupla de Em Chamas (Livro 2) aqui.
Review duplo do filme Jogos Vorazes aqui.
Foi isso que recebi, li e estou lendo no mês de abril. Espero que vocês tenham gostado! =)






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PROMO RELÂMPAGO: É só deixar um comentário neste post com um meio de contato até dia 6/5 (domingo) e estará concorrendo a 50 marcadores!


Resenha Dupla: Em Chamas - Suzanne Collins

Resenha dupla do livro Jogos Vorazes aqui.
 Review duplo do filme Jogos Vorazes aqui.      
       
Verde - Salma
Azul - Fellipe
Preto - Nós dois (Fellipe e Salma)

CUIDADO: Essa resenha contém spoiler para quem não leu, ou assistiu, Jogos Vorazes.

Quando terminei Jogos Vorazes, ainda estava muito exaltado e precisava de algo que pudesse se comparar com o mesmo. Então, a primeira coisa que fiz foi ler o primeiro capitulo de Em Chamas, mas não consegui parar até virar a ultima páginas e mais uma vez Suzanne Collins não decepcionou.

Depois que terminei o primeiro volume da série, fiquei em um estado de choque. De repente tudo ficou sem graça e na minha vida só importava Jogos Vorazes. Passaram-se alguns dias até eu conseguir ler algum outro livro, inclusive a continuação, Em Chamas. E agora estou com emoções conflitantes: Tanto quanto estou louca para ter em mãos o terceiro e último da trilogia, A Esperança, estou com medo do fim, do que há por vir.


          Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Eles não apenas venceram, mas ridicularizaram o governo. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinal de que uma revolta é iminente. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do o que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes – transformados em verdadeiros heróis nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle...          
          A Narrativa de Em Chamas é eletrizante, inquietante e embora não seja tão forte quanto no primeiro livro, é quase ou tão bom quanto, que te prende de tal maneira que torna impossível largar até o terminar a última página. Collins se mostrou já familiarizada com o universo no qual criou, com isso, explora os cenários com maestria e cria um desfecho inesperado e bem colocado em uma história com grandes reviravoltas que deixa o leitor tenso e cada vez mais boquiaberto.
          No começo, Katniss se prepara para a turnê dos Jogos Vorazes, onde o vencedor (no caso, dois) passa por todos os distritos de seu País, e a missão dela é conter as agitações. Apesar disso, muitas partes do livro se encontram em sua casa, o Distrito 12, e sua rotina volta aparentemente ao normal, se tirar todo dinheiro que agora tem, as supostas revoltas de seus vizinhos e a paixão que tem que fingir – ou não - com Peeta, enquanto decide sobre o que sente sobre o Gale. Com toda a ação, não há muito espaço para romance, apesar de se mostrar mais forte do que no primeiro livro da série. Como disse acima, ocorrem várias reviravoltas. Não só no lar da nossa protagonista, que agora mais parece uma prisão, mas em toda a sua vida.
          ‘As fagulhas se acendem, as chamas se espalham, e a capital quer vingança’. Essa frase, que está na orelha, descreve perfeitamente Em Chamas. Os jovens representantes do paupérrimo Distrito 12, ao desafiar a Capital com as amoras, acordaram a população e a fizeram ver sua miséria e submissão não como um destino imutável, mas como algo inaceitável que poderia e seria mudado. Mas o Presidente Snow não desiste tão fácil e encontra uma maneira de acabar com uma possível revolução. O que será? O objetivo dele será alcançado? Os Jogos Vorazes continuam!
Quotes:
‘’Grudo o ouvido em seu peito, no ponto onde sempre descanso a cabeça, onde sei que ouvirei a batida forte e constante de seu coração.
      Ao contrário, só há silêncio.’’ - Página 295

"A única coisa em que consigo pensar é nos corpos flácidos de nossas crianças em nossa mesa de cozinha, enquanto minha mãe receita o que os pais não têm condições de dar a elas. Mais comida. Agora que somos ricos, ela manda um pouco para elas levarem para casa. Mas antigamente, com muita frequência, não havia nada a ser dado e a criança não tinha como ser salva. E aqui na Capital eles vomitam pelo prazer de encher seus corpos ininterruptamente. Não por causa de alguma enfermidade do corpo ou da mente, nem por causa de alguma comida estragada. É o que todo mundo faz numa festa. É o que é esperado. Faz parte da diversão."

Avaliação



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Review: Jogos Vorazes- O Filme


     
     O alvoroço para a estreia de Jogos Vorazes, adaptação do livro homônimo de Suzanne Collins (resenha aqui) era grande. Depois da leitura, nos juntamos ao time de ansiosos pelo filme e ficamos à espera. E que espera! Ver os personagens materializados na telona é incrível e, se nós já nos sentíamos dentro da arena no decorrer das páginas, agora não podemos negar que realmente estivemos ali.

     É mais que claro que, como toda transposição de uma obra literária para o cinema, alguns detalhes não estavam presentes. Apesar de parte da graça ser essa: ver como tantos capítulos foram comprimidos para gerar o produto. Contudo, The Hunger Games, se saiu muito bem no quesito "fidelidade" ao livro.

     Um dos burburinhos em relação a essa estreia era a violência. 24 jovens lutando uns contra os outros até a morte é um prato de hostilidade- convertido em um filme com classificação 14 anos no Brasil. Ou seja, não há realmente um banho de sangue (leia mais sobre isso em: Across My Universe). 
    
     E, ainda sobre os efeitos, podemos dizer que existiram certos desequilíbrios: alguns um tanto quanto capengas, e outros geniais. A sala dos idealizadores é brilhante e nos dá um gosto do que ocorreu longe dos olhos da Katniss (o livro é narrado por ela). 

     O elenco é um show à parte. Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson formaram ótimos Kat e Peeta. A adorável Amandla Stenberg, que deu vida a Rue, foi sagaz em sua atuação tal como é a personagem (gerando comoção em quem não leu o livro também. Lindo). Effie, Haymitch e Cinna não ficaram de fora e deram seu toque especial ao enredo. E Cato e Gale geraram muitos comentários na exibição!

     Gostamos muito de ver o cinema com vários pôsteres de Jogos Vorazes, a sala cheia e as reações da plateia. Ter o ingresso na mão até o suspiro com o fim do longa nos deixou sem fôlego. Veremos de novo e de novo, com a sorte sempre conosco. 

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Resenha Dupla: Jogos Vorazes - Suzanne Collins

Verde - Salma
Roxo - Lari
Preto - Nós duas (Lari e Salma)

No meu Skoob está escrito que li 200 livros. Jogos Vorazes foi o ducentésimo. Não é uma quantidade pequena, mas mesmo assim nenhum dos outros 199 conseguiu chegar a ser parecido com essa obra de Suzanne Collins, seja no tema ou na forma como me fez sentir. Mais pro final, fui ‘passando as páginas’ devagarzinho, tentando alerdar o fim dessa  experiência tão maravilhosa. Quando o inevitável veio e eu acabei a leitura, fiquei louca procurando qualquer coisa sobre a série pela internet e demorei um tempo até me recuperar e conseguir pegar em outro livro de novo.
Jogos Vorazes é, definitivamente, o melhor livro que li nos últimos tempos. Melhor e mais peculiar livro. A história me embalou de jeito que só consegui largar o volume de capa preta quando terminei a leitura da última página. E, quando enfim acabei, parecia que The Hunger Games havia deixado cicatrizes em mim. Era como se estivesse o tempo todo na pele de Katniss e vivido aquela experiência intensa – e tensa – dos competidores. Tornei-me o tributo número 25 de imediato.
        Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada "Panem" surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas pelas quais ela demonstra seu poder sobre o resto da carente nação é com Jogos Vorazes: uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até sobrar apenas um dos vinte e quatro com vida.  
                                                          
        Não é segredo quem foi requisitado para representar o Distrito 12, o mais pobre de todos, na arena: o tributo feminino, Katniss Everdeen, nossa protagonista, se voluntariou para livrar sua irmãzinha, Primrose, da morte certa. E o masculino sorteado é Peeta Mellark. 

        Inicialmente, a vida de Kat e das pessoas ao seu redor é retratada. É tensão durante o livro todo, apesar da parte da preparação ter um ar até divertido, com banquetes e apresentações; o centro de treinamento dos adolescentes também está presente, um símbolo da crueldade que será vivenciada pelos participantes naquele ambiente hostil.

        Quando os Jogos começam, você se sente dentro da arena e esquece que não está participando, que não passa de um telespectador, como todo o resto de Panem. Lia-se que um ruído foi detectado, logo ficávamos alertas, olhando para todos os lados. Ou melhor, tentando descobrir pela narração de Katniss o que estava próximo: um oponente prestes a matá-la ou um bom esquilo que poderia ser a refeição do dia. O tiro do Canhão avisa a mortes e nos faz sentir alívio. Menos um. E também tristeza. Mais um morto por culpa desse show da Capital.

        Você pode ler uma história de vampiros, anjos ou até mesmo uma de mistério maravilhosa, mas mesmo assim é um tema muito fácil de se encontrar nas livrarias. Já Jogos Vorazes é único por ser tão perfeito e ainda ter um cenário muito diferente. E, por mais que esses tais distritos e jogos estejam fora do nosso cotidiano, o modo como a autora apresenta esse universo faz com que a realidade de Katniss seja extremamente verossímel aos nossos olhos. Além disso, as críticas sociais e políticas são muito bem colocadas, sugerindo uma leitura reflexiva; e o toque suave de romance ameniza o lado pesado. 

        Portanto, o livro tem os ingredientes necessários na medida certa, causando no leitor um turbilhão de sentimentos! E agora não estamos só ansiosas para ter a sequência (Em Chamas) em mãos, como para o dia 23 de março: estreia do filme inspirado em Jogos Vorazes! ‘O mundo todo estará assistindo’. ;)
Quotes:
"- Bem, aqui eu não tenho tantos competidores. – diz ele [Peeta].
(...) Engulo em seco e deixo as palavras saírem da minha boca.
- Você não tem competidores em lugar nenhum."


"- Ela [Prim] me pediu para lutar com afinco e tentar realmente vencer.
O público está paralisado, concentrado em cada palavra que digo.
E o que foi que você disse a ela? - interroga Caesar, com delicadeza. 
-Eu jurei que venceria. "



        Trailer de Jogos Vorazes- o Filme aqui




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Perdida - Carina Rissi

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona; é independente e apesar de sempre negar, nunca se apaixonou de verdade. Mas tudo muda quando seu celular cai no vaso sanitário. Sem conseguir viver sem esse aparelho, compra um novo no dia seguinte pedindo para uma vendedora misteriosa todos os recursos possíveis. Quando vê, está perdida no século XIX sem ter ideia de como voltar para seu tempo. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa e recebe ajuda do prestativo Ian, com quem começa a sentir algo que nunca tinha experimentado antes. 

Livro e marcador
"Perdida” é um daqueles livros que me chamou atenção na mesma hora em que vi. Com uma capa maravilhosa (que você entenderá em certa cena) e uma sinopse que amei depois de perceber que a maior parte da narrativa se passava no século XIX (já devo avisar que sou fascinada quando os personagens são/estão em outra época), já estava com as expectativas lá no topo. E Ian Clarke? Ah, Ian! Cheguei a ficar suspirando alto por ele. Além de ser fisicamente maravilhoso, é atencioso, delicado, educado... E o melhor é que, se tratando de um homem de 1830, não achamos forçada sua perfeição e cavalheirismo –, que se perde em certas partes quentes que não é excluída mesmo com toda a etiqueta de dois séculos atrás. Sofia não é aquela mocinha chata e consegue dar humor ao livro, e, mesmo eu não tendo dado aquela gargalhada, é engraçada e descontrai bastante, como nesse quote:

“-Sim. Mostrei toda a casa. Há algo errado senhorita Sofia?
É claro que havia. Uma casa com uma dezena de salas e uma cozinha gigantesca, uma dúzia ou mais de quartos e só isso. Nada mais.
Oh, Deus, por favor! Permita que eles já existam, por favor!
-Senhorita? – Ian me lançou um olhar preocupado – Está se sentindo bem?
-Cadê os banheiros? – Perguntei em pânico.
-Banheiros?
Ah, Não!

Não! Não! Não!”
 

Autógrafo da Carina no meu livro e no marcador.
Esperava que citasse fatos do Brasil da época, como quem sabe D.Pedro ou algo do tipo, mas tive que me contentar apenas com a cultura diferenciada. Também achei que são narradas algumas coisas desnecessárias em certos momentos e, apesar de ter adorado Sofia, ela me irritou quando não admitia que gostava de Ian, era sempre muito lógica, pensando quando e que iria embora, evitando se envolver com Clarke, que a amava verdadeiramente. Mas tudo isso não me impediu de dar cinco casinhas para o livro incrível que “Perdida” é, não querer largá-lo um segundo sequer e ainda colocá-lo nos meus favoritos! Com um estilo meio chick-lit, Carina Rissi conseguiu criar príncipes e fadas no mundo real no qual vivemos e nos fez acreditar na magia. Ponto pros escritores nacionais!

Avaliação





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Agradecimentos à Thaís, do Viaje na Leitura. Ganhei "Perdida" por uma promoção do blog dela e à Carina Rissi, sempre muito atenciosa, por autografar meu livro!